Mostrando postagens com marcador #Word. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #Word. Mostrar todas as postagens

Tenho minha própria versão parafraseada do 
Salmo 32.1-5 (me ajuda muito)

"Feliz de verdade é a pessoa que recebeu perdão pelos erros que cometeu. É quem está liberto da hipocrisia, porque não esconde suas falhas e sabe que é perdoado por Deus.

Eu sei o que é sentir-se livre, é um alívio, porque enquanto escondi meus erros, teimosamente crendo ora que Deus não os via, ora que jamais perdoaria, meu corpo sofria. Eu somatizava meus pecados e isso adoecia meu corpo.

Até que resolvi confessar quem sou e o que faço. Declarei que sou pecador e que careço da Graça, porque não posso pagar pelos meus erros.

Neste instante senti o alívio do perdão de Deus. Senti-me livre."

Juliano Fabricio 
sem a autorização do Rei DAVI.


Peço de todo o meu coração, eu, o prisioneiro no Senhor, que por causa de tudo o que lhes disse, andeis de modo digno da vocação com a qual fostes chamados. Andando, portanto, com toda a humildade, mansidão e bondade paciente; e sendo capazes de vos suportardes uns aos outros em amor; desse modo procurando diligentemente guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz. (Ef 4:1... se possível ler até o versículo 16)

Quem já leu toda a carta aos Efésios percebeu que todo o contexto que antecede o texto acima transcrito está repleto de uma coisa só: a alegria de Paulo quanto a ter recebido a revelação do “mistério de Deus, outrora oculto das gerações, porém agora revelado aos santos Apóstolos e Profetas no Espírito”. A saber: que em Cristo todos os bens convergiram, e que pela Graça de Deus nos foram doados; e de tal modo nos foram concedidos gratuitamente, que até a fé com a qual se faz apropriação deles—e de tudo o mais—, é também um favor imerecido; ou seja: pura Graça. Aquele que crê, crê porque lhe foi dado crer.

Desse modo, o desejo de Paulo é que essa revelação ilumine o coração, mude o entendimento, e promova uma Nova maneira de ser, ver, discernir, avaliar, pesar, medir, viver e servir.

Por isso ele começa o texto acima transcrito com um pedido encarecido, e que se baseava em tudo quanto ele antes havia dito.

Para Paulo aquela compreensão em fé deveria produzir uma ética existencial, e, de certa forma, também psicológica.

Daí ele falar não de condutas mensuráveis (mais tarde ele falará delas no capítulo 5), mas de atitudes.

Desse modo ele diz que a Dignidade do existir em Cristo deve gerar um coração aberto para aprender...uma alma que tenha “humus”...que seja humilde; ou seja: um solo fértil para toda boa semente. O humilde é ensinável, e acolhe o que é vida e verdade.

Ele prossegue falando de mansidão, que é a virtude do forte e potente, e que domina sua energia e seu poder, não o liberando para fora do curso da natureza da Graça. Ora, isto gera uma bondade paciente; ou seja: longânime.

Desse modo aprende-se a lidar com as diferenças, e o coração cresce em misericórdia e tolerância, pois o amor tanto dá suporte ao fraco, como também suporta as fraquezas dos mais fracos.

Ora, essa ética existencial é filha da compreensão da Graça (4-6). A Graça especial nos é comum, pois que comum, agora, é a Graça.

Isto porque a Graça que nos fez Corpo de Cristo é o resultado da obra da Redenção (7). O Cristo encarnado, morto e ressuscitado dentre os mortos... visitante de todas as dimensões inferiores...Ele mesmo levou “cativo o cativeiro”—todo o cativeiro, visto ter Ele vencido a morte!

Desse modo, sai o cativeiro e vem a Graça: dons são concedidos aos homens...sem mérito, mas por pura e inexplicável Graça (8).

Agora até abismo e elevação cumprem um papel na Graça. Não há mais dimensão alguma onde a Graça não possa se manifestar (9-10).

Para Paulo esse “derrame de Graça” tinha que produzir algo em nós...além de um leve alívio.

Esse derramar da Graça deveria nos tornar gente boa de Deus. Por isto Deus mesmo concedeu alguns dons para serem o Fundamento da Edificação da Igreja (apóstolos e profetas), e os dons que fazem os aplicativos da Palavra sobre o Fundamento Imutável, do qual Cristo Jesus é a Pedra de Esquina.

Os apóstolos e profetas aos quais Paulo fazia referencia já não se “repetem entre nós”. São como os pais das doze tribos de Israel. Hoje há apóstolos apenas quando alguém chega como “enviado” num lugar nunca antes visitado pela Palavra; e os profetas, ainda que alguns profetizem acerca do intimo e do futuro, a maioria é feita daqueles que consolam, exortam e edificam o povo de Deus na Palavra.

Sobre os demais dons mencionados pelo apóstolo, creio bastar o texto da paráfrase que fiz acima:”... foi Ele quem enviou graciosos anunciadores das Boas Novas, e outros com o coração acolhedor e cuidadoso de um pastor; e ainda aqueles que são mestres em sabedoria conforme a Palavra da Vida.”

O exercício sadio desses dons...especialmente os que Paulo mencionou...devem produzir aperfeiçoamento...melhor desempenho dos dons...serviço misericordioso...e edificação; ou seja: crescimento na consciência e no entendimento espiritual da vida. Daí tem que nascer o Novo Homem existencial e comunal (13).

A evidencia de que se está crescendo nesta direção de maturidade é que os meninos viram homens (14); a verdade e o amor se casam...e o ser ou a comunidade que experimenta esse casamento, então, cresce (15); pois que tal consciência na Graça gera a clara percepção de nosso “chamado”, de nossa “vocação”, tanto individual como também comunal.

E mais: essa consciência carrega o crescimento em si mesmo...pois é tal qual um corpo: em havendo saúde, sempre cresce (16).

A saúde do Corpo de Cristo é o amor. Sem amor não há saúde!

Assim, Paulo nos diz o seguinte:

Somente a consciência do mistério revelado e da Graça que nos foi concedida em Cristo, é que pode nos converter de um ajuntamento de meninos em uma Igreja adulta, madura e que cresce com naturalidade—conforme o corpo cresce: naturalmente; e a naturalidade desse crescimento só é alimentada pelo amor prático e efetivo!

Caio 


Imagina que você está se divertindo muito, deitando e rolando como se diz por aí, e alguém começa a criticar a sua brincadeira, ainda mais se esta for de mal gosto e estiver prejudicando a outros. Agora imagine se, mesmo sendo um estraga-prazeres, esta pessoa estiver correta? Qual seria a atitude mais adequada a ser tomada? Prestar atenção e seguir as orientações que estão dadas, certo?

Este post trata uma pessoa assim: um estraga-prazeres. Porém ela não está muito acessível. Não, esta pessoa não é anti-social, nem sofre de misantropia. Esta pessoa não está acessível porque é desconhecido de quase todos. Esta pessoa é o profeta Sofonias.

Sofonias viveu no período de recuperação sociopolítica durante o reinado do rei Josias. O Rei Josias foi um excelente rei, que recuperou uma parte do que foi o desastroso reinado do rei Manassés, o pior de todos os reis de Judá.


Porém, mesmo com a reforma feita pelo rei Josias havia muita corrupção política e religiosa em Judá. Acontece que, o povo de Judá, anos antes, já havia assistido à catastrófica derrocada do reino do Norte, Israel. E, por incrível que pareça, mesmo tendo visto o que acontecera com seus irmãos do norte, mesmo tendo vivido sob a égide de um rei alheio a todos os preceitos divinos, os líderes judeus, tanto religiosos como civis, não abandonaram suas práticas exploratórias contra o povo.


O texto de Sofonias 3:1-7 nos mostra que as mais duras acusações foram feitas a estes homens que deveriam ser exemplo para todos, mas que se aproveitaram do momento de recuperação para esfolar ainda mais quem já estava esfolado.

Meu desafio a você leitor é que façamos como Sofonias, que, mesmo pertencendo à familia real (ele era bisneto do rei Ezequias), se incomodou, e reagiu contra a injustiça religiosa e política. O padrão de justiça de Sofonias era o próprio Deus que sempre mostrou graça, justiça e misericórdia para com seu povo.

Portanto, além de nos colocarmos contra o padrão humano de tratamento ao próximo, que tal se demonstrassemos a todos a graça, justiça e misericórdia, tal como Deus sempre dispensou a nós?

Contribuição para a série #Word - crentassos


O livro de Atos, em seu capítulo 13, registra que na Igreja em Antioquia havia profetas e mestres e que, enquanto esses homens serviam ao Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: “Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado”. Então, depois de ouvirem a direção do Espírito, eles, com orações e jejum, enviaram a Paulo e Barnabé (At. 13:1-3). 

Esse relato, apesar de curto e simples, tem muito a nos ensinar. E o que mais se destaca para mim é o fato de que o Espírito Santo falou enquanto aqueles homens serviam a Deus. A oração não foi algo que surgiu para atender uma necessidade nova que havia surgido, ou para buscar a solução de um problema que se apresentava. O texto simplesmente diz que, enquanto eles serviam ao Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo. 

A oração não pode ser algo que surge apenas diante de uma necessidade específica, ou para se buscar a solução de um problema. Antes, a oração deve fazer parte de nosso cotidiano. Muito do que Deus quer nos falar, nos ensinar, só nos alcançará se mantivermos uma vida de oração, pois ela nos faz sensíveis à voz de Deus. 

Com certeza Deus tem muito a nos dizer. É Ele mesmo quem promete: 

“Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir” (Sl. 32:28). 

Contudo, precisamos ser encontrados na postura de quem busca ouvir Deus: orando. 

Juliano Fabricio lendo conexão eclésia


Nenhuma nação pecadora, por mais poderosa que seja, ficará impune diante do juízo de Deus. A profecia de Naum se encerra com um poema satírico: os governantes da cidade dormem, e o povo está espalhado e sem liderança, enquanto a nação morre de uma chaga incurável (3.18-19a). Nínive será destruída, e nada poderá ser feito para salvá-la. Os povos dominados pelo jugo ninivita receberão essa notícia com alegria e aplaudirão sua punição (3.19b). 

Pouco se sabe respeito de Naum à parte desse pequeno livro. Seu nome significa "consolação" ou "cheio de consolo". Em nenhum outro lugar das Escrituras ele é mencionado, exceto na tabela genealógica de Lucas (cf. Lucas 3.25). Do pouco que se sabe a seu respeito é que, além de ser contemporâneo de Jeremias, ele viveu em Judá, provavelmente em Elcose ou Elcos, cuja localização também é incerta. Alguns comentaristas, como por exemplo, os informantes judeus de Jerônimo, a situam na Galileia. 

O livro de Naum é repleto de contrastes, pois ao mesmo tempo em que descreve o imperialismo de uma nação pagã e despótica como a Assíria, declara o triunfo final e acerto de contas com um Deus que é justo. Depois de tudo o que se disse sobre a Assíria em 2Reis, Isaías, Oséias, Jonas e Miquéias, finalmente, chegou a hora dessa grande e terrível nação ser julgada. 

A época de Naum deve ser posta entre a queda de Tebas, no Egito, sob as armas do assírio Arssubanipal, em 663 a.C e a queda de Nínive, sob os golpes conjugados dos babilônios e dos persas em 612. Os ninivitas foram alertados pelo profeta Jonas (cf. Jonas 2.2) da ira de Javé, mas eles também aprenderam que o Senhor é "tardio em irar-se" (Jonas 4.2). Provavelmente, esse arrependimento pela pregação de Jonas tenha durado, quando muito, apenas uma ou duas gerações e eles logo voltaram a praticar pecados anteriores. 

Apesar de ser pequeno o livro de Naum é apaixonante, pois mostra no seu tema central um Deus que traz o castigo aos assírios por seu pecado abominável. A profecia de Naum com respeito a ira de Deus contra Nínive, capital da Assíria, mostra que ele não está indiferente àqueles que oprimem os fracos. A forma como Naum expressa sua mensagem tem causado certo incômodo em alguns comentaristas. Logo no início ele diz: "O Senhor é Deus zeloso e vingador! O Senhor é vingador! Seu furor é terrível! O Senhor executa vingança contra os seus adversários, e manifesta o seu furor contra os seus inimigos" (Naum 1.2). O livro de Naum, portanto, não é passional. As expressões zeloso e vingador demonstram que o Deus da Bíblia não é um Deus frio, distante, mas presente e toda a história. Ao olhar para a maldade humana ele fica indignado e exerce a sua justiça. É um forte lembrete de que Deus se importa com o mundo sim, e que julga o pecado em toda a sua dimensão. 

O TEXTO MAIS DIFÍCIL 

Não conseguimos deixar de pensar em vingança quando lemos Naum. Mas esse texto, especialmente, chamou minha atenção da forma como se dará essa vingança: "Tudo por causa do desejo desenfreado de uma prostituta sedutora, mestre de feitiçarias, que escravizou nações com a sua prostituição e povos com a sua feitiçaria. "Eu estou contra você", declara o Senhor dos Exércitos; vou levantar o seu vestido até a altura do seu rosto. Mostrarei às nações a sua nudez e aos reinos, as suas vergonhas" (Naum 3.4-5). A Assíria é comparada a uma meretriz que sem nenhum pudor expõe suas vítimas à vergonha e humilhação. Pois bem, ela pagará na mesma moeda. Suas vergonhas também serão expostas diante de outras nações. O Deus misericordioso, mas justo, nas palavras de Jesus, declara que a lei da retribuição não foi, nem será abolida: "... com a medida com que medirem, vocês serão medidos, e ainda mais lhes acrescentarão" (Marcos 4.24).     

O TEXTO QUE MAIS TOCOU O MEU CORAÇÃO 

O livro fala de justiça e destruição contra uma nação pagã, mas em meio a tantos vaticínios, encontramos no verso 7 um bálsamo: " O Senhor é bom, um refúgio em tempos de angústia. Ele protege os que nele confiam" (Naum 1.7). O Deus do Antigo Testamento que se vinga, é ao mesmo tempo descrito como um Deus bom. Alguém que se tornou um alto refúgio para quem o busca. Deus está no controle de toda a natureza (1.3-5), pois ele é o criador de todas as coisas (cf. Gênesis 1 e 2), por esse motivo, ele é bom. Ao contemplarmos a sua soberania podemos ver que a sua bondade dura para sempre como nos diz o salmista: "Por que te glorias na malícia, ó homem poderoso? Pois a bondade de Deus permanece para sempre" (Salmo 52.1). 

Juliano Fabricio imagem via: (#Word [Palavra] é uma série de designs para livros da Bíblia). Descubra mais #Word.


Aqui está a Mensagem do Eterno aos profetas, os pregadores que mentem para o meu povo: “Pois não é que enquanto são bem pagos e bem alimentados, os profetas pregam: ‘Como a vida é maravilhosa! Paz esteja com todos!’. Mas se vocês não derem a eles o aumento que estão pedindo, o ‘Deus abençoe” deles vira “Que Deus mande para o inferno!’. 

Por isso, vocês estão ficando cegos. Vão perder a visão. Vão viver no escuro, sem saber o que está acontecendo. O sol se pôs para os profetas. Eles tiveram a sua chance; a partir de agora, é noite. Os visionários serão confundidos, os sábios perderão o rumo. Eles vão usar a própria reputação como escudo e dar desculpas esfarrapadas para disfarçar sua ignorância a respeito de Deus”. Miqueias 3:5-7 

*Ps: Qualquer semelhança hoje não é mera coincidência!!!

Juliano Fabricio


Joás, quando ainda era um bebê, teve toda sua família exterminada. Mas sua vida foi preservada por ação do sacerdote Joiada, que também foi responsável por, mais tarde, estabelecer Joás como rei de Judá. Nos primeiros anos de seu reinado, Joás trabalhou em conduzir Judá a Deus, promovendo a reparação do Templo. Ele fez o que era reto aos olhos do Senhor, durante todos os dias do sacerdote Joiada. Todavia, após a morte do sacerdote, Joás deixou o Senhor, e levou Israel a se corromper. Vários profetas advertiram Joás, inclusive Zacarias, filho de Joiada. Mas o rei “não se lembrou da beneficência que Joiada, pai de Zacarias, lhe fizera; porém matou-lhe o filho” (II Cr. 24:22). 

Como pode alguém se corromper tão rapidamente? Ora, isso ocorreu com Joás porque o temor do Senhor ainda não era algo firmemente assentado em sua identidade. Se o fosse, Joás não se deixaria corromper com tanta facilidade. E, embora tenha demonstrado fidelidade a Deus, o rei não deixou que a benéfica influência de Joiada lhe moldasse a identidade. 

Muitas vezes estamos cercados de boas influências. Gente fiel a Deus, que nos fala a verdade, que é exemplo para nós. E até mesmos recebemos essa boa influência, deixando que nossas condutas sejam moldadas. Contudo, ter a conduta certa nem sempre quer dizer que ela parte de quem nós somos na profundidade. Por isso precisamos estar atentos a todos os sinais que indicam como está o nosso coração. Precisamos ser profundos para identificar esses sinais. 

Acredito que servir sem alegria é um sinal que mostra o quanto o serviço ainda não é um traço do nosso interior. Receber a disciplina exteriormente, mas rejeitá-la no coração, também é um sinal ao qual devemos estar atentos. Não se alegrar em receber uma repreensão também é um mal sinal, pois o salmista fala “Fira-me o justo, será isso uma benignidade; e repreenda-me, será um excelente óleo” (Sl. 141:5). 

Portanto, não se satisfaça em viver uma vida com condutas certas, mas que não partem do coração. Deixe que as boas influências (seja a da Palavra, seja a quem vem por meio dos relacionamentos) moldem sua identidade. Não se contente em apenas servir. Sirva com a alegria. Sinta-se amado por Deus ao ser disciplinado. Receba com alegria a repreensão. Se você percebe que essas coisas ainda não fazem parte de você, busque a Deus em oração, abra o seu coração com quem possa te ajudar e se exercite nisso. 

Juliano Fabricio via


Um dos primeiros profetas que li "inteirinho" foi Obadias. É um capítulo só, 21 versículos. Mesmo para quem não tem o hábito de ler esses complexos livros, já é um começo.

Ali, nas "fendas das rochas "(conforme descrito pelo profeta) morava a descendência de Edom (significa: vermelho. Um apelido irônico que Esaú, irmão gêmeo de Jacó, ganhou por ter trocado - o que na época era o bem mais precioso - por um prato de comida da mesma cor, um "guisado").

A descendência de Edom tinha ressentimentos contra os descendentes de Jacó, os mesmos que saíram do Egito. Originalmente, pertenciam aos descendentes de Esaú todas as bênçãos - esse era o tal bem precioso trocado por um prato de comida - mas quem ficou com essas "bênçãos" foi Israel (ou Jacó, se preferir).

A Bíblia conta que esses "edomitas", que se gabavam arrogantemente de sua inteligência, celebraram quando os israelitas seguiram cativos para Babilônia.

Ainda durante a peregrinação dos mesmo israelitas por quarenta anos, os tais descendentes de Esaú não permitiram que passassem por suas terras (a mesma, fotografada abaixo). 


Como pudemos ver, eram essas as casas edificadas nas fendas das rochas, pessoal altamente qualificado para tal tarefa na época, mas conforme a profecia desapareceu bem diferente dos judeus, que perduram na Terra até os dias de hoje, conforme outras profecias previram.


Mada'in Saleh (ou Madain Saleh) (em árabe: مدائن صالح, Madain Salih, "Cidades Saleh"), também chamado de Al-Hijr (lugar de pedra), é uma antiga cidade localizada no norte de Hejaz (agora Arábia Saudita, a 22 quilómetros da cidade de Al-Ula `(árabe العلا.) Nos tempos antigos, a cidade foi habitada por nabateus thamudis e sendo nomeado como Hegra.

Algumas das inscrições são encontradas na área datam do segundo milênio aC. No entanto, todos os elementos restantes arquitetônicas são datadas do período e civilizações Lihyan Thamudi.

Em 2008, a UNESCO proclamou Mada'in Saleh Património, tornando-se o primeiro na Arábia Saudita.

via: cristaoconfuso.com Imagens via Ziza


Após o tédio de Levítico, eu estava animado para ir para um novo livro com (espero) mais ação e menos leis. Números começa com um monte de contas e eu estava começando a pensar que eu precisaria de algumas doses de café forte para passar por este livro quando, de repente, elas terminaram a contagem e as coisas legais começaram a acontecer. 

Aqui estão algumas das passagens que julgo legal: 

Fogo e nuvens (capítulo 9) - Quando os israelitas estavam acampados tiveram uma espécie de "tenda" onde eles armazenavam todas as coisas santas e onde Deus e Moisés saiam. Durante o dia, um pilar de nuvens ficava acima dele e à noite uma coluna de fogo. Nuvens durante o dia é até normal, eu acho. Mas um pilar flutuante de fogo durante a noite? IMPRESSIONANTE. Eu adoraria isso na minha casa. 

Gigantes mutantes! (Capítulo 13) - Você pode se lembrar de ouvir sobre esses caras em Gênesis. Alguns anjos caídos procriaram com os seres humanos e os seus descendentes viraram uma espécie de gigante mutante chamado Nephilim. Aqui está uma palavra de conselho: Se você está sempre contando uma história para alguém e parece que eles estão perdendo o interesse, jogar alguns gigantes mutantes. Garantem atenção imediata. 

Teoria da Terra com fome (capítulo 16) ...alguns caras e suas famílias foram confrontadas por Moisés porque eles fizeram algo errado e então o chão se abre e engole-os. Na verdade, descreve desta forma: Eles desceram vivos para o reino dos mortos, com tudo o que possuíam, a terra se fechou sobre eles, e eles pereceram e foram embora da comunidade (16:33). Awww yeah! Eita Deus!!!!!! 

Serpente em um mastro! (Capítulo 21) - Os israelitas começam a choramingar e Deus decide dar-lhes algo para reclamar e envia serpentes venenosas para atacá-los (que diabo, isso é o que eu faço com as pessoas que reclamam demais). Em seguida, os israelitas murmuram tipo: "Opa... espere, não é isso que queríamos dizer! Estamos felizes agora! Não deixe que as cobras nos matem! Então Deus orienta Moisés a colocar uma serpente de bronze em um poste para que quem veja e não morram. 

Você fala como um burro? Seu burro!!! (capítulo 22) - Isto pode levar o premio para a mais estranha história da Bíblia. Deus fala com um cara chamado Balaão através da boca de uma jumenta. Eu amo como a Bíblia conta a história porque não há outro indício de quão estranho ela seja. Deus fala com Balaão através da jumenta e Balaão apenas o responde de volta - como se um burro falante não fosse grande coisa. Por essa e outras que gosto do Velho Testamento. Cada historia louco. 

Ao longo desses relatos é realmente legal ver Deus continuando a trabalhar com essas pessoas. Eles estão constantemente reclamando e resmungando, nunca parece apreciar tudo o que ele tem feito por eles, mas ele ainda trabalha com eles. Uau... É só comigo ou essa observação acontece com você também? 

Adaptação e tradução: Juliano Fabricio (#Word [Palavra] é uma série de designs para livros da Bíblia). Descubra mais #Word.


OK, então se Gênesis e Êxodo são versões bíblicas de um filme de ação e uma doce e louca cruzada épica, Levítico é como um filme em movimento lento e estranho em que você não se importa muito com os personagens ou com a trama e passa a maior parte do tempo tentando descobrir o que pode ser feito e o que não pode. 

Sei que, provavelmente, existem alguns "amantes de Levítico" lá fora (eles são fáceis de detectar – são aquelas que lêem livros de 1000 páginas sobre regras em seu tempo livre), mas para as pessoas normais, Levítico é chato. Desde que eu tenho certeza que nada que eu disse até agora tenha convencido você a lê-lo, eu vou te dar um motivo resumido do que Levítico significa para nós: 

"Levítico foi escrito para o povo redimido a fim de instruí-los como aproximar-se de Deus e como adorá-Lo. Em Gênesis, vemos o homem arruinado; em Êxodo, o homem redimido; e em Levítico, o homem adorando. Todas as figuras falam da adoração enquanto as de Êxodo dizem respeito à redenção. Levítico é, por excelência, o livro da adoração." 

Espero que o livro de Números me forneça um pouco mais de ação...Até lá!!!! 

Adaptação e tradução: Juliano Fabricio (#Word [Palavra] é uma série de designs para livros da Bíblia). Descubra mais #Word.


Livro escrito por Salomão na sua juventude quando havia se apaixonado por uma moça. 

Tipifica: 

1. O amor de Deus pelo povo de Israel; 

2. O amor de Cristo pela Igreja, onde o noivo é Jesus e a noiva a Igreja. 

Este livro trás oculto alguns ensinamentos sobre a paixão do Senhor pela Igreja, que se entendidos, nos farão compreender melhor esse relacionamento, e nos ensinarão mais sobre a adoração. 

Vamos começar primeiro entendendo a tipologia: 

Salomão: filho de Davi era rei de Israel, sábio e apaixonado por uma moça. Entenda a similaridade de Salomão com o Senhor. Jesus é chamado de Rei dos reis (Tm 6:15), de rei de Israel (Jo1:49), de sabedoria (Pv 8:12) e também de Filho de Davi (Mt 9:27). Jesus é apaixonado por uma moça, a Igreja. Igreja significa um conjunto de pessoas reunidas com fins religiosos, portanto Jesus ama as pessoas que estão reunidas em seu nome, por isso se manifesta. 

Noiva: A Bíblia não trás o seu nome, só a chama de Sulamita (Ct 6:13), que significa pacífica. Para Deus não importa o nome da Igreja, importa o Seu relacionamento com ela. A Bíblia mostra que ela é morena por tanto trabalhar na vinha de seus irmãos. Era desprezada pelos irmãos, envergonhada por sua pele morena. 

Observe a característica dessa “Igreja”: era alguém que era serva, pois cuidava das coisas dos outros, mesmo sendo desprezada por eles. Era desprezada pelos irmãos - os da família. Sua pele era morena, escura. Em Ap 7:14, a Bíblia relata que a noiva foi lavada pelo sangue do cordeiro, ficando branca. Jesus tira a cor escura do pecado em nós através do seu sangue. 

Creio que Jesus nos ama de forma igual, mas o livro de Cantares parece mostrar um amor especial por essa noiva. Salomão tinha 1000 mulheres, sendo 300 esposas e 700 concubinas, mas somente para essa houve uma declaração tão linda. Mas o que ela tinha que atraiu um noivo tão importante? Ela era desprezada, com a pele queimada (o que era sinal de vergonha), devia ter a beleza maltratada por causa do trabalho, foi isolada, o que significa que ninguém se importava com ela. Não era rica, não era de família tradicional e nem tinha título de nobreza para se casar com um rei (Salomão tinha muitos casamentos de relacionamentos políticos). Certo dia ela nem abriu a porta para o noivo, desprezando-o. Essa noiva era como nós. O que temos de bom para atrair o amor tão especial de alguém tão importante como o de Jesus, o Rei dos reis? 

Para entendermos a intensidade desse amor, é necessário entender cada comparação nesse livro, a começar pelo título. Cântico dos cânticos significa no hebraico, o mais sublime dos cânticos. É um cântico nupcial, uma declaração de amor profundo. Dos 1005 cânticos que Salomão escreveu, esse foi o único escolhido para fazer parte da Bíblia. O livro começa declarando no vs. 2 que o beijo da boca do amado é melhor que o vinho. O beijo é uma expressão de amor, um contato entre os amantes. O vinho naquela época era um dos maiores prazeres terrenos do homem. O toque de Jesus sobre a sua amada Igreja substitui qualquer prazer que o homem pode obter no mundo, é algo inexplicável, é algo incomparável! Não existe algo melhor do que o beijo do amado. É um momento precioso no relacionamento amoroso. A Bíblia na Linguagem de hoje trás “Que os seus lábios me cubram de beijo!” Esse é o desejo que a noiva deve ter, ser coberta pelo toque de Jesus. De todas as partes do corpo de Jesus, a mais preciosa que pode nos tocar não é a sua mão (favores), os seus pés (sustento), o seu corpo, mas a boca com um beijo, pois expressa um toque de amor. A noiva ao pedir esse tipo de toque, pede somente o seu amor. Ela não está interessada em nenhum outro toque, mas somente naquele que expressa o seu amor. 

“Beija-me com os beijos de tua boca; 
porque melhor é o teu amor do que o vinho.” – Ct 1:2 


A adoração da pecadora 

O novo testamento trás em Lc 7, uma mulher que interpreta como num filme, o “roteiro” do capítulo 1 de Cantares. 

“(36) Um fariseu convidou Jesus para jantar. Jesus foi até a casa dele e sentou-se para comer. (37) Naquela cidade morava uma mulher de má fama. Ela soube que Jesus estava jantando na casa do fariseu. Então pegou um frasco feito de alabastro, cheio de perfume (ungüento), (38) e ficou aos pés de Jesus, por trás. Ela chorava e as suas lágrimas molhavam os pés dele. Então ela os enxugou com os seus próprios cabelos. Ela beijava os pés de Jesus e derramava o perfume neles.” – Grifos e acréscimo do autor. 

A pecadora de Lc 7 tinha uma má fama, e pela maneira que os fariseus a trataram, era com certeza discriminada. “Se este fora profeta, bem saberia quem e qual mulher que lhe tocou, porque é pecadora.” - disse Simão o fariseu. Ele demonstrou com essa afirmação, que essa mulher era discriminada de tal maneira, que era uma vergonha ser tocado por ela. Mas a discriminada beijava o noivo e queria perfumá-lo! 

(2) Beija-me com os beijos de tua boca; 
porque melhor é o teu amor do que o vinho. 
(3) Suave é o aroma dos teus ungüentos, 
como ungüento derramado é o teu nome; 
por isso, as donzelas te amam. – Ct 1:2-3 


A noiva de Cantares era uma mulher discriminada. No vs. 6 do capítulo 1 mostra que as mulheres olhavam para ela de uma forma discriminada, pois pedia que não olhassem para ela. Havia certo incomodo por causa desses olhares. Com certeza eram olhares que discriminavam. Ela foi discriminada pelos seus familiares, isolada e condenada ao trabalho como se fosse punida. A Bíblia diz que seus irmãos indignaram-se com ela. Na versão da Linguagem de Hoje, diz que os irmãos zangaram-se com ela. Como os Fariseus, seus irmãos indignaram-se com a noiva. Teria a noiva pecado como a pecadora de Lucas 7? Muitos dizem que o pecado da mulher de Lucas 7 era a prostituição. Mas o fato é que a Bíblia não declara qual era, e se declarasse, que importância teria? Afinal pecado é pecado, não é mesmo? E todos nós temos pecados, e todos nós que estamos na Igreja somos a noiva de Cristo. Jesus não se importou com o pecado, Ele se importava com os beijos, com o perfume do amor, da adoração que saia daquela mulher. Jesus disse que aquele feito seria sempre lembrado. É o perfume que atrai as donzelas, pessoas que ainda não conhecem a Cristo. É o perfume da adoração. Onde tem uma adoração apaixonada, logo se sente um perfume no ar. É o perfume do noivo que está chegando atraído pelo a paixão da noiva expresso pela adoração da noiva. 

Biblicamente a vinha tem o significado de povo de Deus. 

O local onde o noivo encontrou e se apaixonou pela noiva foi a vinha. 

Os frutos de relacionamento: as donzelas foram procurar o noivo 

Juliano Fabricio


Gastei a maior parte do meu dia batalhando com algumas genealogias da Bíblia (e aproveitando cada minuto disso). Passei algum tempo refletindo sobre o final do livro de Rute, onde encontramos uma genealogia curta, mas impactante. Mas antes de chegar lá, quero te lembrar a cena final de Rute. 

Ao fim do livro, vemos relances de uma pequena cena que é divertida de se imaginar. Boaz casou-se com Rute e o Senhor os abençoou com um filho. O que parece ser relatado aqui é que, após a criança nascer, as mulheres de Belém pegam o bebê e o levam até a casa de Noemi, para anunciar e celebrar o nascimento. As mulheres levam o bebê da casa de Boaz e chegam dançando e celebrando à casa de Noemi, tomando parte em sua alegria. Elas chegam adorando a Deus, conscientes de que esse bebê é prova do favor do Deus que cumpre suas alianças. Elas declaram que Rute é mais do que sete filhos para Noemi, que Rute é mais para Noemi do que uma família perfeita com filhos perfeitos. Essa é uma grande homenagem! 

No sentido legal, esse filho era de Noemi; nascido de Rute, mas filho de Noemi e Elimeleque, a criança que carregaria o nome da família. Noemi servirá como uma mãe adotiva, ajudando a criar a criança. Dá pra imaginar Noemi chorando e louvando ao pegar o bebê das mulheres e apertá-lo em seu colo. Tantas promessas cumpridas, tanto amor demonstrado, tantas orações respondidas. Deus sendo fiel ao seu pacto. Ele deu a ela um herdeiro e lhe restituiu sua terra. 

E eles viveram felizes para sempre. A história de Rute começa com Noemi deixando a terra com seu marido e seus dois filhos. Noemi enfrentou tragédias quase insuportáveis, mas aqui está ela ao final, ninando um bebê em seu colo – o bebê que é a declaração de Deus de sua fidelidade às suas promessas, de seu amor a Noemi, de que ela não foi esquecida ou abandonada. Noemi experimentou o pior tipo de vazio, mas aqui ela está cheia, plena, completa. 

Fim? 

Talvez, mas nem tanto. O narrador ainda tem uma pequena surpresa para nós. Ele manteve em oculto por toda a história algo que ele incluiu no posfácio. 

Antes de chegarmos lá, vale à pena parar e pensar na história sem esse posfácio. Se não houvesse mais nada no livro de Rute, o que poderíamos aprender com ele? Nós veríamos Deus calmamente orquestrando todas as coisas de acordo com seu plano para sua própria glória. Ele transformou Noemi, chamou Rute das trevas para a luz, deixou Boaz diante de um desafio que o permitiu provar seu caráter piedoso e ser um reflexo do amor de Deus. Ele respondeu orações, nutriu esperanças e se manteve fiel às suas próprias promessas e alianças. Tudo isso e muito mais foi mostrado em uma curta história. 

Também podemos observar que mesmo o mais comum dos momentos, as milhões de pequenas circunstâncias que fazem da vida o que ela é, cada um desses momentos únicos, é uma oportunidade para Deus trabalhar e uma oportunidade para confiar e servir a ele. No caminho para Belém, Orfa se separou de Noemi, se afastando de Deus e de Suas promessas, enquanto Rute jurou servir a Noemi e ao Deus de Noemi. Poderia ser um momento banal, mas foi um momento sagrado, de adoração. Rute foi trabalhar nos campos, a mais comum das tarefas, mas lá encontrou Boaz. Boaz foi aos campos supervisionar os trabalhos e viu uma estrangeira fazendo a mais banal das tarefas. E naquele momento, estendeu seu favor a ela; o mais normal dos momentos se tornou o mais significativo. 

Dessas formas e de muitas outras, Deus usou pequenas circunstâncias para cumprir seus propósitos, para contribuir para o desenrolar de seu plano. Quando você acredita que Deus é soberano, você também deve entender que não há momentos comuns e insignificantes na vida. Boaz não tinha ideia de que ajudar Rute colher trigo o levaria a cumprir a necessidade de Noemi de um herdeiro. Cada momento, cada circunstância, é uma oportunidade de servir a Deus, de declarar sua fidelidade a ele, de proclamar sua confiança nas promessas dele. Isso é verdade quando trabalhamos e quando adoramos, quando encontramos nossos irmãos, quando olhamos nossos emails, quando jantamos, fazemos compras, temos filhos e tudo o mais que faz da vida o que ela é. Não podemos escolher os momentos e as circunstâncias que Deus vai usar para botar seu plano em prática. O que podemos fazer é sermos fiéis em cada momento que ele nos dá. Deus sempre está lá nos bastidores, trabalhando, se movendo, mesmo (ou talvez especialmente) quando não estamos vendo. 

Isso é o livro de Rute sem o posfácio. Há muito para aprendermos. Mas, na realidade, há um posfácio que começa a mostrar o cumprimento de promessas ainda maiores de Deus. E vemos que o autor tem uma última carta na manga. Ela vem de forma estranha – na forma de uma genealogia – uma lista de nomes de pais e filhos. Esses versos praticamente dizem “ah, e por falar nisso, esse bebê, esse menino… é o avô do grande rei Davi”. Esse não é um bebê qualquer. Obede foi o pai de Jessé, pai de Davi, o rei. 

Isso deve ter sido muito empolgante para as primeiras pessoas que leram esse livro. Rute provavelmente foi escrito durante o reino de Davi, quando algumas pessoas contestavam sua realeza, e a história revela que, apesar de sua bisavó ser uma Moabita, ela era Israelita em um sentido muito mais verdadeiro. Não é só uma história abstrata, mas a história da família do rei. O rei que é digno de sua vocação. Digno do trono. Um verdadeiro israelita. Um verdadeiro rei. 

O Senhor manteve sua aliança, continuou a abençoar seu povo. Ao ponto de dar a eles um rei que iria levá-los além da era dos juízes e governá-los como o representante do Senhor, conforme o Rei Divino declarou: “um homem segundo o meu coração”. 

Isso é fantástico. Não deixemos de nos surpreender com isso. Noemi, Rute e Boaz estão ligados ao rei, são todos parte da realeza. Isso é uma grade surpresa ao fim da história, mas não é tudo. É uma resposta à necessidade de Noemi de ter um herdeiro, mas não responde às suas mais profundas necessidades. Noemi era uma pecadora, uma pessoa em rebelião contra Deus. Por melhores que Rute e Boaz fossem, eles também eram pecadores, também estavam em rebelião contra Deus. A necessidade de Noemi de provisão, de um herdeiro para perpetuar o nome da família, de ter uma terra e uma família – todas essas coisas eram apenas sombras e símbolos de sua necessidade muito mais profunda. Ela precisava de mais do que um herdeiro; ela precisava de um Salvador, alguém que pudesse reconciliá-la com Deus. 

Então por que somos deixados com uma genealogia, uma lista de pais e filhos? Nós temos a tendência de pular essas partes da Bíblia, não é mesmo? Mas talvez simplesmente não tenhamos tirado tempo o suficiente para pensar sobre elas, para realmente entendê-las. 

Há uma genealogia no Novo Testamento, no livro de Mateus, que repete essa mesma genealogia de Rute, mas a amplia. É muito maior, e esse trecho de Rute se encaixa bem no meio. Ela começa com Abraão. Vai de Abraão para Isaque, Jacó, Judá, Perez e segue por Esrom, Arão, Aminadabe, Naason, Salmom e Boaz. “Boaz gerou Obede, cuja mãe foi Rute”, diz o texto. E de Boaz e Rute, vai para Obede, Jessé e Davi, o rei – o rei de Israel. Mas ela não para aí. Ela continua. Davi gerou Salomão, pai de Roboão, pai de Abias, e por aí vai, geração após geração, passando por Josafá, Jorão, Usias, Acaz, Ezequias, chegando a Zorobabel, Azor e a um homem chamado Eleazar, que gerou a Matã, pai de um homem chamado Jacó, que gerou a José, marido de Maria, a mãe de Jesus, chamado de Cristo, ungido, Messias, Salvador, eterno Rei, Rei imortal, Rei invisível, Rei dos Judeus, Rei das nações, Rei dos reis, Senhor dos Senhores, Senhor da glória, Senhor sobre todos, Redentor. 

E aí está, a melhor surpresa de todas. Aqui está o cumprimento supremo das melhores promessas, a mais profunda resposta de Deus para as nossas mais profundas necessidades. É aqui que temos vantagem sobre o povo que leu o livro de Rute pela primeira vez. Para entender o livro você precisa se colocar no contexto deles, na mente deles, para ver a história com os olhos deles. Mas agora eles querem olhar com os nossos olhos, para aprenderem como a história realmente termina. Eles viram a grande surpresa de que Rute e Boaz eram os bisavôs do rei. Mas o que eles não podiam ver – mesmo que talvez suspeitassem, esperassem ou ansiassem – é que dessa linhagem, dessas pessoas, viria o Messias, o supremo, completo e final resgatador. 

E quando você entende isso, a história explode em significado e importância. Agora nós entendemos – a verdadeira necessidade, a verdadeira fome, a verdadeira realização, a verdadeira Noemi, o verdadeiro Boaz, o verdadeiro herdeiro, o verdadeiro Filho, o verdadeiro resgatador. É Jesus a grande surpresa no final da história, o grande clímax, o grande herói, a grande resposta para todas as orações e clamores, a mais profunda resposta para a maior necessidade. É tudo dele, por ele e para ele. 

Juliano Fabricio via | Original aqui


Era um dia de grande alegria em Israel. "Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus, com todo o seu empenho; em cânticos, com harpas, com alaúdes, com tamboris, com címbalos e com trombetas" (1 Crônicas 13:8). Depois de mais de 40 anos de desprezo, a arca de Deus estava voltando para ficar novamente no meio do povo de Israel. Mas, no pique da celebração, os bois que puxavam a arca em seu carro novo tropeçaram. Para evitar que a arca caísse no chão, Uzá estendeu a mão e a segurou. Com isso, ele morreu, castigado pela ira do Senhor. O dia de alegria tornou-se em dia de grande tristeza e luto. 

O que aconteceu de errado para que se acendesse a ira do Senhor contra este "bom homem" que simplesmente tentava proteger a santidade da arca de Deus? Será que existe um jeito certo de louvá-lo? 

Podemos verificar alguns erros: 

- Davi chamou primeiramente as pessoas importantes de Israel. "Consultou Davi os capitães de mil, e os de cem, e todos os príncipes" (1 Crônicas 13:1). As pessoas "importantes", os ricos, os políticos, e outros de alguma influência entre o povo – freqüentemente são as menos interessadas em fazer a vontade do Senhor, pois acham que já têm tudo de que precisam sem o Senhor. Por exemplo, um jovem rico perguntou a Jesus o que era necessário para ele ser salvo. Quando Jesus mandou que ele tomasse uma decisão entre seguir Jesus ou seguir a riqueza, o jovem decidiu ficar com sua posição e seu dinheiro (Lucas 18:18-23). Devemos consultar primeiramente o Senhor – não há ninguém mais importante do que ele! 

- Davi queria saber a opinião da congregação do povo. Disse Davi, "Se bem vos parece" e depois, "Se vem isso do Senhor...tornemos a trazer para nós a arca do nosso Deus; porque nos dias de Saul não nos valemos dela" (1 Crônicas 13:2-3). Davi colocou a opinião do povo acima da opinião do Senhor. Na verdade, se a coisa "vem do Senhor", já não é preciso mais saber "se bem vos parece". Uma vez que o Senhor falou sobre a coisa, é a opinião dele que devemos seguir. 

- Davi se agradou com a opinião do povo. "Toda a congregação concordou" e "isso pareceu justo aos olhos de todo o povo" (1 Crônicas 13:4). Quando o povo deu seu apoio, Davi não queria saber mais "se vem isso do Senhor". Infelizmente, quando vêem que algo agrada "toda a congregação" ou "todo o povo", muitos líderes esquecem do que agrada ao Senhor! Muitas igrejas de hoje erram da mesma maneira, fazendo de tudo para agradar a congregação, mas nada fazendo para agradar ao Senhor. 

Em todos estes casos, Davi errou porque ele começou buscando pessoas em vez de buscar o Senhor. Devemos começar sempre com o Senhor. Deus procura pessoas que o adorarão "em espírito e em verdade" (João 4:23-24). Deus revelou esta verdade na sua palavra, a fim de santificar e unir os seus adoradores (João 17:17-21). Então, para buscar o Senhor devemos consultar a palavra dele, ouvir a opinião dele, e fazer o que lhe é agradável. 

Duas Decisões Erradas 

"Puseram a arca de Deus num carro novo e a levaram da casa de Abinadabe; e Uzá e Aiô guiavam o carro" (1 Crônicas 13:7). O zelo de Davi e do povo não faltava. Fizeram todas as preparações para que a arca fosse trazida à Jerusalém em toda a sua glória. Mas, no seu ânimo de "glorificar o Senhor", esqueceram da própria vontade dele! Pois, Deus havia dado instruções explícitas sobre como se deve carregar a sua arca: "Farás também varais de madeira de acácia e os cobrirás de ouro; meterás os varais nas argolas aos lados da arca, para se levar por meio deles a arca. Os varais ficarão nas argolas e não se tirarão dela" (Êxodo 25:13-15). Era a vontade de Deus que a maneira certa de carregar a arca fosse pelos varais. Quando decidiram colocar a arca num carro novo, desprezaram o mandamento do Senhor. 

"Quando chegaram à eira de Quidom, estendeu Uzá a mão à arca para a segurar, porque os bois tropeçaram" (1 Crônicas 13:9). A arca de Deus era uma das coisas sagradas que pertenciam ao santuário do tabernáculo. O Senhor proibiu fortemente que alguém além dos consagrados sacerdotes a tocasse ou até olhasse para ela: "Havendo, pois, Arão e os seus filhos...acabado de cobrir o santuário e todos os móveis dele, então, os filhos de Coate virão para levá-lo; mas, nas coisas santas, não tocarão, para que não morram... Arão e seus filhos entrarão e lhes designarão a cada um o seu serviço e a sua carga. Porém, os coatitas não entrarão, nem por um instante, para ver as coisas santas, para que não morram" (Números 4:15-20). Porém, quando os bois tropeçaram, Uzá viu a arca, com toda a sua glória e santidade, caindo para o chão onde seria profanada! Então, a reação natural dele era de estender a mão e segurá-la para proteger a santidade dela. Mas quando ele decidiu tocar na arca, Uzá desprezou o mandamento de Deus. 

Estes homens tomaram decisões sem pensar na vontade do Senhor. Davi estava preocupado mais com a aprovação do povo do que com a vontade de Deus. A reação de Uzá mostra que ele estava preocupado mais com a arca (um objeto) do que com a vontade de Deus (um ser divino). Quem busca a Deus tem que estar preparado para tomar decisões baseadas na palavra dele, as quais muitas vezes não vão agradar aos outros (Gálatas 1:10-12). Quem busca a Deus tem que cultivar pelo estudo da sua palavra uma mente renovada, a qual vai agir de acordo com os desejos do Senhor em vez de reagir de acordo com as circunstâncias do momento (Romanos 12:1-2). 

A Lição de Autoridade 

"Então, a ira do Senhor se acendeu contra Uzá e o feriu, por ter estendido a mão à arca; e morreu ali perante Deus. Desgostou-se Davi, porque o Senhor irrompera contra Uzá... Temeu Davi a Deus, naquele dia, e disse: Como trarei a mim a arca de Deus?" (1 Crônicas 13:10-12). O jovem rei estava arrasado. Deus havia tomado a vida de um dos seus servos, e a arca do Senhor ainda jazia no caminho para Jerusalém, sem ter como avançá-la. Se é tão duro buscar a presença de Deus, quem jamais conseguirá? Na morte de Uzá, Davi aprendeu uma forte lição sobre autoridade. 

Autoridade é o poder de mandar. Por causa do eterno poder e sabedoria de Deus, a palavra dele é autoridade suprema. O motivo de Davi em buscar a arca era nobre, mas ele violou a autoridade de Deus quando ele mudou a maneira de carregá-la. Davi achou que sua maneira de carregar a arca era tão boa quanto usar os varais. Porém, nem todo o seu poder em Israel como o rei escolhido de Deus concedeu a Davi o direito de mudar a lei do Senhor. Este pecado de Davi criou a situação que levou até a morte do seu servo Uzá. 

A autoridade de Deus se baseia naquilo que ele nos revela na sua palavra. Ele vai julgar o mundo de acordo com a palavra revelada (João 12:48). Note que não estava escrito na lei que eles não poderiam carregar a arca num carro novo. Isto nem tampouco precisava estar escrito, porque quando Deus revelou a maneira certa de carregá-la, ele já deixou fora todas as outras possibilidades. A autoridade de Deus funciona desta maneira: "As coisas encobertas pertencem ao Senhor...porém as reveladas nos pertencem...para que cumpramos todas as palavras desta lei" (Deuteronômio 29:29). Quem quer agir de acordo com a autoridade de Deus tem que saber o que Deus revelou, e não o que ele não revelou! A palavra revelada de Deus nos habilita para fazermos "toda boa obra" com a autoridade dele (2 Timóteo 3:16-17). 

Davi aprendeu a lição dura, e mais tarde levou a arca à Jerusalém sobre os ombros dos levitas, como a palavra do Senhor ordenou (1 Crônicas 15:1-15, 25-28). A morte de Uzá testifica que há uma maneira certa de buscar e de louvar a Deus. Vamos buscar e servir a Deus de acordo com a palavra dele, para que não morramos, mas pela obediência obtenhamos vida eterna (João 5:24). 

Juliano Fabricio


O texto que gostaria de destacar no segundo livro dos Reis é o que narra a cura do rei Ezequias [2Reis 20:1-11] Ao receber do profeta Isaías a notícia sobre a sua saúde, o texto diz que Ezequias chorou copiosamente. Mas o que mais chama a minha atenção nessa passagem é a sua oração. Ezequias declara ao Senhor a sua fidelidade: “Ah! Senhor! Sê servido de te lembrar que andei diante de ti em verdade e com o coração perfeito e fiz o que era reto aos teus olhos. E chorou Ezequias muitíssimo” [v.3]. 

Fico me perguntando: será que podemos como Ezequias argumentar com o Senhor que temos sido servos fiéis? Você pode fazê-lo? E a confirmação das palavras de Ezequias veio na resposta de Deus ao profeta Isaías: “Volta e dize a Ezequias, chefe de meu povo: Assim diz o Senhor, Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas, eis que te sararei; ao terceiro dia subirás à Casa do Senhor” [2Rs.20:5]. 

Entretanto, Ezequias, assim como eu e você, não teve nenhum mérito diante de Deus. Deus cura a quem ele quer. Quantos têm sido servos e servas fiéis ao Senhor e não são curados? Viveu por mais quinze anos pela bondade de Deus. 

Obs: nesses quinze anos fez o que de pior poderia ter feio: Manassés) Graça! Tão somente graça de Deus! 
...............................................

Então subiu dali a Betel; e, subindo ele pelo caminho, uns meninos saíram da cidade, e zombavam dele, dizendo: Sobe, calvo; sobe, calvo! E, virando-se ele para trás, os viu, e os amaldiçoou em nome do Senhor. Então duas ursas saíram do bosque, e despedaçaram quarenta e dois daqueles meninos. 2 Reis 2:23-24 

Este é um evento que tem sido alvo de muito critica por parte dos céticos. Os mesmos "céticos" que não tem problemas em abrir a barriga de uma mulher e matar o bebê que lá se encontra, acusam Eliseu de "extrema crueldade" por enviar duas ursas contra os "meninos" que gozavam com ele. Na verdade, não foi Eliseu quem mandou as ursas, mas sim Deus. 

Como se isto não fosse suficiente, convém ressalvar que os "meninos" não eram bem "meninos". A palavra Hebraica para "meninos" pode ser aplicada a qualquer criança desde a sua infância até a sua adolescência. A palavra usada para os 42 "meninos" é, no entanto, uma palavra usualmente aplicada a "mancebos" ou "jovens adultos". Ambas as palavras são, na verdade, mais usadas em referência a jovens adultos do que a crianças. 

A situação aparentemente envolvia um gange de jovens arruaceiros de várias idades, lideradas pelos mais velhos, e certamente instigadas pelos sacerdotes pagãos de Betel. As ursas que emergiram subitamente da floresta "despedaçaram" (não necessariamente de forma fatal) 42 dos arruaceiros mais velhos. 

A exortação "sobe calvo, sobe calvo!" era ao mesmo tempo uma referência sarcástica à ascenção de Elias e um insulto ao profeta de Deus. Isto era na verdade um desafio a Deus, e como tal não poderia ser ignorado. Muita loucura!!!!!!!!! 

Juliano Fabricio


Falar sobre dízimos? Lugar comum hoje em dia. Tema obrigatório em quase todos os cultos pela necessidade que os templos “emergentes” tem, para continuar em sua escalada de crescimento. 

Hoje, é comum pensar que uma igreja sobrevive sem o Espírito Santo, mas sem a contribuição fiel de sua membresia local, a luz é cortada. Claro, não há nada de paradoxal na óbvia realidade: adia-se a necessidade de Deus em sua própria celebração para que o lugar onde - nem sempre – se celebra Sua presença perdure. 

O versículo mais utilizado é Malaquias 3.10 

Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. 

Israel era uma Teocracia. Teocracia é uma sociedade onde ações políticas, jurídicas e policiais são submetidas às normas de alguma religião. A sociedade judaica contemporânea deste profeta vivia este regime. O poder central do país estava em Jerusalém, e seu palácio de governo era o Templo erigido a Jeová, sendo os ministros desse governo os descendentes de Levi. 

O profeta, no capítulo anterior, chama aos seus servos - os sacerdotes levíticos - a levarem o seu trabalho mais a sério, para depois, no capítulo seguinte, cobrar à outra parcela da população, os adoradores, o reconhecimento de que tudo que prospera naquela terra vem Dele, e não reconhecer isso é tratado por Ele como roubo. 

Até aí, perfeito. 

Mas a coisa perde o fundamento quando trazida para o cotidiano, como muitos procuram argumentar. 

Há séculos, a ICAR, por exemplo, defende ser a única e santa madre igreja, onde as outras não passam de seitas hereges. Durante a História podemos perceber sangrentas batalhas para fazer valer essa idéia, com a justificativa que o santo nome do Senhor fosse mantido sem máculas. 

Em 1500, com o surgimento das teses de Lutero em uma Alemanha cansada da exploração do Vaticano, não demorou para que essa nova igreja reformada ganhasse adeptos em toda a Europa. Antes disso, muitos foram queimados vivos nas fogueiras da Inquisição por tal tentativa. Fica mais claro que, tanto de um lado para o outro, existia grande prejuízo financeiro para um lado ou outro, e a desassociação de um país do controle eclesiástico romano seria manter recursos financeiros dentro do país. 

Hoje, no Brasil, igrejas se multiplicam, em reuniões em nome da celebração ao Cristo. Todos defendem que o Reino é o principal intuito nesses recintos, até que se conheça uma dessas reuniões. 

A questão é: Onde fica a casa do Tesouro hoje, já que não vivemos uma sociedade Teocrática, ou mesmo o sistema de impostos brasileiro já consome boa parte dos salários (o que sustenta todos esses políticos e gera tantos “benefícios” como saúde, educação, transporte...). Muitas vezes esses dízimos sustentam programas de rádio, TVs, grandes salões, as vezes mansões e carros importados, além de promover a inserção de pessoas - cristãs ou não - na política. 

A Casa do Tesouro ficava em Jerusalém, onde a sociedade tinha em seus sacerdotes a liderança política e intelectual do país (muitas vezes dominados por estrangeiros). 

Não quero aqui afirmar que todos que defendem a literalidade e aplicabilidade deste versículo tentam se beneficiar financeiramente, reclamando para si mesmo – ou a denominação a qual está a frente – o local para onde esses recursos sacerdotais devem ser enviados, mas a abertura de tantas novas igrejas e denominações por pessoas sem a menor qualificação leva a tal questionamento. 

Não se rouba a Deus, como defendem os teólogos do único versículo, já que o Templo em Israel já não existe mais, e que os recursos enviados não estão nas mãos de sacerdotes judeus de descendência levítica, e sim de homens e mulheres que reivindicaram para si este recurso por tradição do que já vem sendo feito, e acaba virando carreira profissional. 

Aos defensores do versículo único, quero lembrar que o capítulo anterior deste mesmo versículo, o profeta pede para que seus sacerdotes (Paulo chama a TODOS os lavados e remidos de Sacerdócio Santo) honrem Seu nome, e se este líder defende tal versículo fora de contexto para que os recursos de sua igreja não venha a faltar, já falha nisso, antes que possa acusar qualquer um de roubar a Deus.

Zé Luís via


No primeiro livro dos Reis, o texto mais emocionante, sem dúvida, é aquele que narra a vitória do profeta Elias sobre os profetas de Baal [cap.18]. A oração de Elias é de grande beleza, invoca Deus como: o Deus dos Pais Abraão, Isaque e Jacó: “Senhor Deus de Abraão, Isaque e Israel, mostra hoje que és o Deus de Israel, e que eu sou teu servo, e que por tua ordem fiz todas estas coisas” [1Rs.18:36]. Essa evocação dos pais define a experiência religiosa de Israel, radicada na história. Baal não possui história e nada fez por Israel. Somente Javé, o Deus de Israel é o Deus da salvação” . O Deus a quem servimos faz toda a diferença. Elias deixa isso muito claro diante do povo. Quem era Baal? Ele simplesmente não existia. Era um deus morto. 

Obs 1: Baal era considerado pelos cananeus o deus da fertilidade e associado à tempestade e à chuva. Puro engano!!!! 

Obs 2: No Livro dos Juízes, o hebreu Gideão destrói os altares de Baal e a árvore sagrada pertencente aos Midianitas. 

Juliano Fabricio


Os livros dos Reis narram a história dos reis de Judá e Israel, dos últimos anos de Davi até à destruição de Jerusalém (586 a.C), com algumas informações sobre o tempo do cativeiro. É interessante notarmos a importância deste momento na vida do povo de Deus. Porque além da narrativa histórica de cada reinado, eles também nos revelam a intensa atividade profética. Atividade essa permeada por extraordinários milagres que aconteceram ratificando a intervenção de Deus (Javé) na vida de cada reino. Não podemos esquecer a ação de Deus através de homens como Elias e seu sucessor Eliseu (águas amargas*) que tiveram um papel muito importante nesse período da história de Israel. Os profetas foram instrumentos, tanto para denunciar o pecado dos governantes, como também o juízo de Deus para o seu povo. Outro fato que merece destaque é o caráter teocrático da história, isto é, Rei, Religiosidade e Estado, tudo existe sob a ação imediata de Deus. O rei, além de dar proteção, tinha o dever de conduzir o povo à obediência aos decretos estabelecidos por Deus (Javé). Quando este se desviava dos caminhos do Senhor, todo povo, de igual modo, também se desviava. O comportamento de cada rei é determinado pelo seu compromisso de fidelidade às obrigações religiosas do seu cargo. Por isso, encontramos diversas vezes, a expressão “e fez o que era mau aos olhos do Senhor”, designando o seu fracasso diante desse compromisso. 

*Águas Amargas - II Reis 2:19-22 

A palavra do Senhor diz que após o arrebatamento de Elias, Eliseu assume a liderança profética naquela região, assume a liderança de escolas de profetas. Eliseu então resolve plantar sua base profética nas mediações de Jericó. Mas tinha um problema... as águas eram más e a terra estéril. 

Os moradores e as famílias daquela cidade estavam sendo dizimados, pois nada do que plantavam produzia, não havia alimento, e não havia também água nem mesmo para beber. O que Eliseu ouve é que naquele lugar só existia fontes de morte e esterilidade.
Isso tudo tinha levado aquele povo a uma total desmotivação, desmobilização e desânimo. Todas eles tinham perdido a esperança naquela região.

O que fez Eliseu? Tratou isso na fonte, literalmente: 

Vejam onde Eliseu lançou o sal: "...então ele saiu ao manancial das águas, e deitou sal nele".

Ele não ficou jogando sal na beira do rio, foi direto à fonte de onde jorrava as águas venenosas, o que tem o seu paralelo em nossa experiência.
Quem quer sarar as fontes da vida tem que fazer o mesmo. Em outras palavras, tem que ir direto na fonte. 

Concluindo... Não importa o conteúdo que emana de nós, somos fontes de mananciais a jorrar realidades de vida ou de morte. 

Enfim... Deus curou a água. Eu gosto dessa história porque ela mostra algo que Deus está sempre fazendo. Em toda a Bíblia há muitos exemplos de Deus tomando algo sujo e tornando limpo, resgatando não importando quantas vezes ela ficou suja. Baseado em quantas vezes eu estrago tudo, estou feliz que ele tenha esse tipo de paciência e persistência. 

Juliano Fabricio


Miquéias não era um homem que freqüentava a corte e a elite, mas era um homem do campo e do povo. “A voz do Senhor clama à cidade” (Miquéias 6:9) 

A profecia de Miquéias é extremamente relevante para a sociedade brasileira contemporânea, não apenas porque ele posicionou-se contra a entrada da religião dos cananeus em Israel, mas porque ele denunciou uma injustiça social muito próxima da nossa realidade, isto é, a sociedade da desigualdade social e do uso da religião por parte de alguns líderes como forma de se tirar proveito da religiosidade popular para obtenção de recurso material. No livro de Miquéias, há três abordagens especificas: A primeira é para os dirigentes da nação, que ele chama de “príncipes de Jacó”, a segunda é para os líderes religiosos, isto é, profetas e sacerdotes, e a terceira é para o próprio povo, que estava aceitando a injustiça, ao invés de criticá-la e confrontá-la. Vamos nessa!!!! 

Contra os dirigentes da nação: crítica à desigualdade social 

Miquéias foi profeta na época do Rei Ezequias. O reinado deste rei foi um momento de grande prosperidade para Israel, causado, entre outros motivos, pela paz internacional do período. Esta prosperidade fica evidente na passagem bíblica em que o rei Ezequias mostra os seus tesouros para o rei da Babilônia: 

“E Ezequias lhes deu ouvidos; e lhes mostrou toda a casa de seu tesouro, a prata, o ouro, as especiarias e os melhores ungüentos, e a sua casa de armas, e tudo quanto se achou nos seus tesouros;” (2 Reis 20:13). 

Mas, ao mesmo tempo que a casa do rei estava tão rica e próspera, a população vivia em grande miséria, devido à concentração de renda e sua respectiva má distribuição. Isto fica evidente na profecia de Miquéias, pois é justamente contra esta injustiça que ele profetiza, dirigindo-se aos dirigentes da nação: 

Disse eu: Ouvi, peço-vos, ó chefes de Jacó, e vós, príncipes da casa de Israel; não é a vós que pertence saber o juízo? A vós que odiais o bem, e amais o mal, que arrancais a pele de cima deles, e a carne de cima dos seus ossos. E que comeis a carne do meu povo, e lhes arrancais a pele, e lhes esmiuçais os ossos, e os repartis como para a panela e como carne dentro do caldeirão. (Miquéias 3: 1 a 3). 

Da mesma forma, o Brasil, ao mesmo tempo em que é o possuidor do 8º maior PIB do mundo, tem uma concentração de renda muito grande, pois é também o 8º país do mundo em concentração de renda, o que faz com que, mesmo possuindo uma grande soma de riquezas, grande parcela de sua população seja incapaz de atender às suas necessidades básicas. 

Contra os líderes religiosos: Crítica à mercantilização do sagrado 

Contra os líderes religiosos de sua época, Miquéias adverte: “Os seus chefes dão as sentenças por suborno, e os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro.” (Miquéias 3:11). 

Miquéias denunciava o fato de que os profetas e sacerdotes proclamavam apenas aquilo que o povo e os dirigentes queriam ouvir, ainda que fosse algo injusto, em troca de manter o seu próprio bem estar de mordomia e de recursos financeiros. 

Da mesma forma, as pessoas nos tempos atuais, cada vez mais, buscam serviços religiosos da mesma forma que adquirem produtos em um supermercado, o que deixa transparecer um processo de mercantilização do sagrado. As pessoas estão se sentindo livres de um compromisso com uma determinada tradição e buscando a resolução imediata de problemas espirituais específicos. Ou seja, percebe-se que há um enfraquecimento da religiosidade institucionalizada e o fortalecimento da subjetivização dos sistemas de crenças. 

É justamente isto que abre espaço para o surgimento de líderes religiosos dispostos a mercantilizarem o sagrado. O que líderes religiosos praticavam e que Miquéias denunciou, e que acontece na sociedade brasileira contemporânea, encaixa-se no conceito weberiano de dominação carismática. Isto é, o discurso do líder que se apresenta como sacerdote e, portanto, portador da voz divina, toma um peso muito grande que faz com que os desfavorecidos se sintam mal, caso não façam aquilo que está sendo recomendado. E, geralmente, esta recomendação está em doações financeiras ou aquisição de seus produtos, acompanhados de promessas de resolução e problemas sociais, tais como a miséria, a pobreza e as doenças. 

Em outras palavras, a injustiça social do Brasil causa transtornos em grande parte da sua população, tais como doenças e misérias e, como o Estado não oferece resposta para estes problemas, as pessoas passam a buscar na religião. Neste contexto, aparecem os líderes carismáticos que, aproveitando-se da situação, usam o título de sacerdote e proclamam discursos em nome da divindade que representam como promessa de resolução do problema em troca de alguma oferta por parte do fiel, semelhante ao que acontecia no reino de Israel na época do profeta Miquéias. Como disse anteriormente, percebe-se uma semelhança no sentido de que a religiosidade deixa de estar ligada à tradição e passa a ser centrada em um princípio de eficiência. 


Contra o povo: crítica à aquiescência (Concordância, consentimento, adesão, aprovação)


“Porque o Senhor tem uma contenda com o seu povo, e com Israel entrará em juízo (...) poderei eu inocentar balanças falsas, com sacos de pesos enganosos?”(Miquéias 6: 2;11). 

Para Miquéias, diante da injustiça social, ao invés da revolta e da crítica, o povo estava se tornando semelhante aos seus líderes civis e religiosos. Isto é, assim como os líderes se corrompiam, o povo, no seu dia a dia, também estava fraudando no comércio e nas atividades diárias. 

O Brasil tem, nos dias atuais, a fama de que tudo se resolve na base do “jeitinho”. Não é raro que a imprensa denuncie casos de suborno e corrupção, não somente entre aqueles que detêm o poder político, mas também, entre aqueles cidadãos desfavorecidos materialmente e de cargos de liderança. Já se tornou lugar comum, no Brasil contemporâneo, muitas vezes, justificar a corrupção das pessoas pobres com a justificativa que os membros das classes dominantes também agem de forma semelhante. Ao invés da crítica, da intolerância com a injustiça e da organização contrária à corrupção dos dirigentes, entre a população pobre do Brasil cunhou-se a expressão “ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão” como que, para justificar, entre outros exemplos, o próprio roubo que os cidadãos fazem ao Estado através da sonegação de impostos. 

Podemos, portanto, perceber, de forma clara, que os problemas atuais do Brasil, tais como a injustiça social por causa da concentração de renda nas mãos de poucas pessoas da classe dominante, como a mercantilização do sagrado por parte dos líderes religiosos, não é algo inédito, mas que ocorre mesmo nas sociedades do Antigo oriente. No entanto, urge a necessidade de questionamento da população, não de se conformar e agir da mesma forma corrupta que os seus dirigentes, mas sim, de questionamento e renovação social. 

Juliano Fabricio

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Comentem pelo Facebook

Paninho do AMOR

Segue ai...

Curta no Facebook

Amigos do Blog

Postagens populares

Twittes

Blog que escrevo

Pesquisar este blog

Marcadores

@provérbios (27) #pronto falei (306) #Provocações (283) #Word (55) Administração (58) Amor (301) Arte (270) Atitude (561) Bíblia (99) Boas notícias (118) Contra Cultura (165) cristianismo inteligente (546) Curiosidade (106) Dicas (49) Estudo (83) Familia (80) Fundamentos (313) GRAÇA (140) humor (87) Igreja (144) imagem que vale post (33) Juventude (61) Livros (17) Masculinidade (44) Missão integral (103) modelos (171) Nooma (8) Opinião (313) Oração (38) Polêmica (94) Politica (53) Protesto (138) Questionamentos (492) Recomendo (131) Relacionamento (291) relevante (335) Religião (69) Solidariedade (58) Teologia (169) Videos (386)

Blog Arquivos

Minha lista de blogs

Juliano Fabricio Ferreira. Tecnologia do Blogger.

Visitantes

Contato:

Juliano Fabricio Ferreira

jucafe2@yahoo.com.br

Uberlândia - MG - 34 98405-1425

Networkedblogs - Siga

Recomendações