Mostrando postagens com marcador Juventude. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Juventude. Mostrar todas as postagens

Completar 43 anos, não é tão difícil assim...

 No início, você pode até estranhar mas, anos mais tarde, acabará se acostumando. Completar 43 anos é, em uma certa manhã, olhar-se no espelho e perceber que seu corpo está mudado, que ganhou alguns imperdíveis quilinhos e algumas indesejáveis marcas de expressão. É sentir que não é mais tão jovem e capaz de despertar grandes paixões (mais pra que se já conquistei as paixões da minha vida) mas também não é tão velho para que possa viver sem algumas delas. 

É descobrir que metade, ou mais da metade de sua vida já se foi, e que você ainda não realizou todas as coisas que queria e não sabe se terá tempo suficiente para realizá-las. Por isso, a ansiedade, a pressa, os medos. Mas, por outro lado, é também ter mais serenidade, mais paciência, mais compreensão da vida e dos outros. É não sofrer por coisas pequenas, e ter coragem para enfrentar as grandes dificuldades, os grandes problemas. Afinal, problemas são apenas fatos que não ocorreram de acordo com o desejado, e o tamanho deles é aquele que nós o atribuímos.

Hoje, eu posso até agradecer pelos problemas e dificuldades que apareceram em minha vida, pois se não fossem por eles não estaria onde estou. Não teria realizado os meus grandes sonhos: ser marido e pai. 

Portanto, meus sentimentos hoje são apenas de gratidão. Agradeço a todos que nos últimos anos cruzaram meu caminho... Enfim, todos que contribuíram para o meu crescimento e minhas realizações.

Só peço à DEUS, que conserve minha saúde e meu entusiasmo, pois o tempo pode até enrugar a pele, mas a falta de entusiasmo enruga a alma. Quando isso acontece começamos a morrer. Portanto, nossa maior preocupação não deve ser o envelhecer, ou morrer, e sim, o fato de ter a vida, mas não viver. 

...e felicidade, se eu não estiver muito enganado, é ter noção da precariedade da vida, é estar consciente de que nada é fácil, é tirar algum proveito do sofrimento, é não se exigir de forma desumana e, apesar (ou por causa) disso tudo, conseguir ter um prazer quase indecente em estar vivo." 

 Feliz 43 anos para mim!!!!

Juliano Fabricio
com 43, mas corpinho de 42.


Você gosta de ter a cor do seu cabelo azul, rosa, verde, pinte-o!.
 
Se você é maior de idade e deseja fazer aquela linda tatuagem ou colocar aquele piercing, faça !.

 Se você deseja ouvir a música daquele artista não-cristão, ouça !. 

Quer sair pra dançar, viajar com amigos e amigas, ir à praia, cachoeira, ao campo, tomar sol numa piscina, ir ao cinema, ao teatro, ao estádio de futebol torcer para o seu time do coração, ou ir aquele show musical tão sonhado? Não perca seu tempo, vá!.

Enfim, valorize esta bênção tão preciosa chamada LIBERDADE, e extermine de vez o legalismo religioso que mata !.

Depois que a Graça chegou até minha vida, pude passar a usufruir da minha liberdade sem má consciência. Hoje, por exemplo, uso a roupa que desejar, frequento teatro, cinema (aliás, este é um dos meus lazeres preferidos), ouço as músicas que gosto, vou aos shows dos meus artistas preferidos etc., sem ter medo de estar desagradando a Deus. No máximo estarei desagradando a algum líder religioso legalista, mas com isto eu não me importo nem um pouco…

Paulo não queria que a Igreja dos Gálatas se submetesse às obras da Lei e aos falsos irmãos que gostavam de espiar – e julgar – a liberdade dos outros (Gálatas 2:4). Por isso ele escreveu sua carta àquela congregação a fim de que eles acordassem para a maldição que estavam se metendo ao darem ouvidos aos legalistas que invadiram aquela comunidade cristã criada em Graça (Gálatas 1:6).

Apesar de serem livres – pois o preço da liberdade já foi pago –, os filhos de Deus atualmente, assim como os crentes da Galácia, andam submetidos à escravidão do legalismo, presos em mandamentos inúteis, proibições e imposições que nada acrescentam à vida das ovelhas e, por isso, não usufruem de uma vida livre, onde se vive apenas baseado na consciência que a Palavra nos atribui.

Quando nos submetemos ao Alimento Sólido que é o Evangelho da Graça, nós nos isentamos de mandamentos, imposições e proibições, pois passamos a ter as nossas faculdades mentais exercitadas para discernirmos tanto o bem quanto o mal (Hebreus 5:14). Ora, uma vez discernidos, apesar de toda liberdade, saberemos nos portar sem que precisemos de tutores para nos dizer o que fazer ou deixar de fazer.

Para o genuíno filho de Deus, que recebeu a Palavra da Graça e foi transformado por ela, a liberdade traz em seu bojo algo muito importante chamado responsabilidade. Afinal, não obstante sermos totalmente livres para praticarmos o que quisermos (e, acredite, o que quer que façamos não mudará a nossa posição em Cristo), o nosso chamado é para jamais sermos dominados por nenhuma obra negativa:

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei DOMINAR por nenhuma delas.” (1ª Coríntios 6:12)

Assim, podemos e devemos usar de nossa liberdade, mas sem dar ocasião à carne:

“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne, antes pelo amor servi-vos uns aos outros.” (Gálatas 5:13)

Quando usamos de nossa liberdade com boa consciência, estamos valorizando aquilo que Jesus fez por nós. Afinal, como Paulo disse no versículo de abertura deste texto, foi para sermos livres que o Senhor nos libertou. Em outras palavras, Ele nos tornou livres para que pudéssemos usufruir deste bem tão maravilhoso que é a liberdade.
ótima reflexão no


Todos nós sabemos quem eles são: as crianças criadas na igreja. Eram as estrelas do grupo de jovens. Talvez tenham cantado na equipe de louvor ou lideraram o culto. 

E então… eles terminam o ensino médio e saem da igreja. O que aconteceu?

Isso parece acontecer com tanta frequência que eu quis descobrir mais sobre isso, falar com esses jovens e obter algumas respostas honestas. Eu trabalho em uma cidade principalmente universitária, cheia de jovens em seus 20 anos. Grande parte deles foram criados em típicas igrejas evangélicas. Quase todos eles saíram da igreja sem intensão de voltar. Eu gasto algum tempo com eles e é preciso muito pouco para fazê-los desabafar, e eu fico feliz em ouvir. Então, depois de muitas horas gastas em cafeterias e depois de pagar alguns almoços, aqui temos os pensamentos mais comuns obtidos através de dezenas de conversas. Espero que alguns deles te façam ficar com raiva. Não com a mensagem, mas com o fracasso do nossa substituição pragmática do evangelho da cruz pelo evangelho da glória humana. Isso não é um texto negativo de “paulada na igreja”. Eu amo a igreja, e quero ver o evangelicalismo se voltar ao Evangelho de arrependimento e fé em Cristo para o perdão de pecados.

Os fatos

As estatísticas são assustadoras: 70% dos jovens param de frequentar a igreja quando terminam o ensino médio. Quase uma década depois, cerca de metade desses retornam à igreja.

Metade.
Pense um pouco nisso.

Não há uma forma fácil de dizer isso: a igreja evangélica perdeu, está perdendo e certamente irá continuar perdendo, NOSSOS JOVENS.

Apesar de toda a conversa de “nosso melhor recurso”, “nosso tesouro”, e das multimilionárias eventos que construímos e das bandas de rock que tocam neles… a igreja está deixando os jovens na mão.

Terrivelmente.

O top 10 de razões pelas quais estamos perdendo nossos jovens:

10. A igreja é “Relevante”

Você não leu errado, eu não disse irrelevante, eu disse RELEVANTE. Nós pegamos a fé histórica, 2 mil anos de fé antiga, a vestimos de xadrez e calças jeans skinny e tentando vender isso como “legal” para nos nossos jovens. Isso não é legal. Isso não é moderno. O que estamos entregando é uma imitação barata do mundo que fomos chamamos para evangelizar.

Como diz o ditado, “Quando o navio está no mar, está tudo bem. Quando o mar entra no navio, aí você tem problemas”.

Não estou me queixando sobre “mundanismo” como um bicho-papão pietista, eu estou falando do fato que nós bocejamos por causa da leitura de um texto bíblico de 5 minutos, mas quase tropeçamos ao correr para bajular uma subcelebridade ou atleta qualquer que faz alguma vaga referência sobre ser cristão.

Nós somos como bajuladores em potencial, apenas esperando que o mundo ache que nós somos legais também, tipo como vocês são, cara!

Nossos jovens conhecem o mundo real e a nossa pose de “olhe como somos legais como você” é facilmente ridicularizado. Em nosso esforço para ser “como eles” nós nos tornamos menos do que realmente somos. O pastor de meia idade tentando parecer que tem 20 e poucos não é relevante. Vista-o com calça jeans skinny e bote na sua mão um café, não faz diferença. Isso não é relevante, é comicamente clichê. No momento em que você tenta ser “autêntico”, você não é mais autêntico!

9. Eles nunca frequentaram uma igreja, para começo de conversa

De um berçário com tema de Arca de Noé, para um painel eletrônico de estádio de futebol no acampamento das crianças, das noites de pizza aos shows de rock, muitos jovens evangélicos foram mimados em uma estufa nem-tanto-igreja, mas nem-tanto-mundo. Eles nunca se sentaram em um banco de igreja entre pais de primeira viagem com um bebê agitado e um idoso com um cilindro de oxigênio. Eles não veem o caminho completo do evangelho por todas as fases da vida. Em vez disso, nós silenciamos a mensagem, aumentamos o volume do som e agimos surpresos quando…

8. Eles ficam espertos

Não é que nossos estudantes “ficam mais espertos” quando saem de casa, mas que alguém os trata como sendo inteligentes. Em vez do nosso emburrecimento da mensagem, os agnósticos e ateus tratam nossos jovens como inteligentes e desafiam seu intelecto com “pensamentos profundos” de questionamentos e dúvidas. Muitas dessas “dúvidas” tem sido respondidas, em grande profundidade, ao longo dos séculos de nossa fé. No entanto…

7. Nós os enviamos desarmados

Sejamos honestos, a maioria das nossas igrejas está mandando jovens ao mundo vergonhosamente ignorantes de nossa fé. Como não poderia ser assim? Nós abandonamos o ensino básico das escolas dominicais, vendemos a atitude de “menos doutrina, mais atitude” e os incentivamos a começar a busca para encontrar “o plano de Deus para a vida deles”. Sim, eu sei que nossa igreja tem uma página de “em que cremos” no nosso site, mas é isso mesmo que tem sido ensinado e reforçado no púlpito? Eu tenho conhecido lideres de igreja evangélica (“pastores”) que não sabem a diferença entre justificação e santificação. Já conheci membros de conselho de mega-igrejas que não sabiam o que é expiação. Quando escolhemos líderes baseados em suas habilidades de atrair e liderar pessoas ao invés de ensinar a fé com precisão… Bem, nós não ensinamos a fé. Surpreso? E em vez da fé histórica e ortodoxa…

6. Nós damos porcaria como alimento

Você deu o seu melhor para transmitir a fé interior/subjetiva que você “sente”. Você realmente, realmente, quer que eles “sintam” isso também. Mas nunca fomos chamados a evangelizar nossos sentimentos. Você não tem como passar adiante esse tipo de fé subjetiva. Sem nada sólido para basear sua fé, sem nenhum credo histórico para amará-los a séculos de história, sem os elementos físicos do pão, vinho, e água, a fé deles está em seus sentimentos subjetivos, e quando confrontados por outras formas de se “sentir bem” propostos pela faculdade, a igreja perde para outras coisas com um apelo muito maior à nossa natureza humana. E eles encontram isso na…

5. Comunidade

Você percebeu que essa palavra está por TODO LADO na igreja desde que a igreja seeker-sensitive e outros movimentos de crescimento da igreja entraram em cena? (Há uma razão e uma filosofia motriz por trás desses movimentos que está fora do escopo desse artigo). Quando nossos jovens saem de casa, eles deixam a comunidade manufatura na qual passaram toda a sua vida. Com a sua fé como algo que eles “fazem” em comunidade, eles logo descobrem que podem experimentar “mudança de vida” e “melhoria de vida” em “comunidade” em vários contextos diferentes.

Misture isso com uma fé pragmática e subjetiva, e a centésima de festa com pizza na mega-igreja local não tem como competir contra escolhas mais fáceis e mais naturalmente atraentes de outras “comunidades”. Assim, eles saem da igreja e…

4. Eles encontram sentimentos melhores

Ao invés de uma fé externa, objetiva e histórica, nós estamos dando aos nossos jovens uma fé interna e subjetiva. A igreja evangélica não está ensinando os catecismos ou os fundamentos da fé aos nossos jovens, nós estamos simplesmente incentivando-os a “serem gentis” e “amarem Jesus”. Quando eles saem de casa, percebem que podem ser “espiritualmente realizados” e ter os mesmo princípios subjetivos de auto-aperfeiçoamento (e sentimentos quentinhos) de algum guru de autoajuda, de gastar tempo com amigos ou fazendo trabalho voluntário em algum abrigo. E eles podem ser verdadeiramente autênticos, e eles podem ter essa chante porque…

3. Eles estão cansados de fingir

No melhor do “sua melhor vida agora”, “todo dia é sexta-feira” do mundo evangélico, há um pouco espaço para depressão, conflito ou dúvidas. Deixe esse semblante de chateação, ou saia daqui. Jovens que estão sendo alimentados com uma dieta estável de sermões destinado a remover qualquer coisa (ou qualquer pessoa) que pragmaticamente não obedece ao “Maravilhoso plano de Deus para a sua vida” e são forçados a sorrir e, como uma antiga música os encoraja, a “baterem palmas” para isso o tempo todo. Nossos jovens são espertos, muito mais espertos que que acreditamos. Então eles proclamam uma mensagem que escutei bastante desses jovens “A igreja está cheia de hipócritas”. Por quê? Apesar de que nunca lhes tenha sido ensinado sobre a lei ou sobre o evangelho…

2. Eles conhecem a verdade

Eles não conseguem fazer isso. Eles sabem disso. Todo aquele moralismo de “seja gentil” que eles foram ensinados? A Bíblia tem uma palavra para isso: Lei. E é disso que nós os alimentados, diretamente, desde que os deixamos no berçário da Arca de Noé: Faça/ Não Faça. Quando eles ficam mais velhos começa o “Crianças de Deus fazem/ não fazem”, e quando adultos, “faça isso ou aquilo para ter uma vida melhor”. O evangelho aparece brevemente como algum “faça isso” para “ser salvo”. Mas a dieta deles é a Lei, e a escritura nos diz que a lei nos condena. Então, sabe aquela sorridente declaração de fé “ame a Deus e ame as pessoas”? Sim, você acabou de condenar os jovens com isso. Legal, né? Ou eles pensam que são “pessoas boas”, já que não “fazem” nenhuma das coisas que a sua denominação ensina que não pode fazer (beber, fumar, dançar, assistir filmes adultos), ou eles percebem que eles não atingem as próprias palavras de Jesus sobre o que é necessário. Não há descanso nessa lei, apenas um trabalho árduo que eles sabem que não estão aptos a cumprir. Então, de qualquer forma, eles abandonam a igreja porque…

1. Eles não precisam dela

Nossos jovens são espertos. Eles entenderam a mensagem que nós ensinamos, inconscientemente. Se a igreja é simplesmente um lugar para aprender ensinamentos de vida que os leva para uma vida melhor em comunidade… você não precisa de um Jesus crucificado para isso. Por que eles deveriam acordar cedo no domingo para ver uma imitação barata do entretenimento que eles viram na noite anterior? O pastor de meia idade tentando desesperadamente ser “relevante” para eles, seria engraçado se não fosse trágico. Como nós descartamos o evangelho, nossos estudantes nunca são atingidos pelo impacto da lei, dos seus pecados diante de Deus, e da sua necessidade desesperada da obra expiatória de Cristo. Certamente, ISSO é relevante, ISSO é autentico, e ISSO é algo que o mundo não pode oferecer.

Nós trocamos um evangelho histórico, objetivo e fiel baseado na graça de Deus dada a nós por um evangelho moderno, subjetivo e pragmático baseado em atingir nossos objetivos ao seguir estratégias de vida. Ao invés de sermos fiéis à tola simplicidade do evangelho da cruz, temos estabelecido como objetivos o “sucesso” de uma multidão crescente alcançada com esse evangelho de glória. Esse novo evangelho não salva ninguém. Nossos jovens podem marcar todos os itens de uma lista de autoajuda ou simplesmente um espiritualismo auto concebido… e eles podem fazer isso com mais sucesso pragmaticamente e em uma comunidade mais relevante. Eles saem porque, lhes dada a escolha, com a mensagem que ensinamos a eles, é a escolha mais inteligente.

Nossos jovens saem porque nós não conseguimos entregar-lhes a fé “que uma vez por todas foi entregue” à igreja. Eu gostaria que não fosse óbvio assim, mas quando eu apresento a lei e o evangelho para esses jovens, a resposta é a mesma de sempre: “eu nunca ouvi sobre isso”. Eu não sou contra entreter os jovens, nem mesmo painéis eletrônicos ou festas com pizza (apesar de que provavelmente eu seja contra caras de meia idade vestindo uma calça justa para ser “relevante”). É apenas que aquela coisa, a PRINCIPAL coisa que nos foi incumbida? Nós estamos falhando. Nós falhamos com Deus e falhamos com nossos jovens. Não deixe outro jovem sair pela porta sem ser confrontado com todo o peso da lei, e com toda a liberdade do evangelho.

Traduzido por Marianna Brandão | iPródigo.com | Original aqui


Tenho visto entre os jovens cristãos um terrorismo no que diz respeito aos relacionamentos. 

Isso tem levado a maioria ao medo de se relacionar ou até mesmo a relacionamentos totalmente doentios. Resumindo... não se pode mais usar a arte da conquista, sempre tem um “líder” envolvido no processo ou mesmo um burocrático processo. É isso apaga toda a paixão (inclusive tem alguns que dizem que paixão não é coisa de DEUS). 

Toda essa ênfase em esperar por algo que certamente Deus nos dará e trocar obediência por verdadeiro amor pode apresentar uma imagem falsa de quem Ele é e o que Ele nos oferece. 

Cristo é a fonte de tudo o que precisamos e o doador de toda boa dádiva… porém, ao falar dEle às pessoas, é possível que tenhamos lhe apresentado como uma solução para os problemas da vida… e não da própria vida. 

Essa é uma distinção importante.

PS1: Amor não diz respeito a uma pessoa e sim a tudo nessa vida.

Amar e dar gosto ao mundo... não fui eu que disse isso e sim Jesus:

"Vou transformar vocês naquilo que vai dar gosto ao mundo. Vou jogar uma 'pitada' de Deus neste planeta. E conto com vocês para serem esse tempero da graça divina na Terra."

PS2: Fica um alerta a esses grupos separatistas que vem crescendo dentro dos guetos da chamada “igreja”, os santos, os separados, os que escolheram esperar e os que não se misturam...(“santos neuróticos – Hitlers em busca da raça perfeita e separatista” ) Fica a dica: "Santidade não é uma maneira de me proteger dos outros, mas o contrário...É proteger os outros de mim mesmo.."

PS3: Não existe amor bandido!!!

PS4: Não tenha medo de amar ninguém.

Para terminar fico com as sábias palavras de Agostinho:  Ele disse que toda ética pode ser assim resumida: “Ame a Deus e faça o que tiver vontade”. Parece um aval a libertinagem, porém, é claro para ele que a alma que de fato ama a Deus desejará fazer o que Deus ama.

Juliano Fabricio
entendendo que no
amor♥não há medo


A maioria de nós em determinado período da vida cristã passa por momentos de incertezas...

Às vezes sentimos vontade de errar, talvez por fraqueza ou cansaço, afinal é sim difícil ser justo em um mundo tão corrompido e acomodado com o pecado.

A questão é que em algum momento podemos acabar passando por situações em que pensemos “seria tão mais fácil se eu contasse uma mentirinha” ou “ultimamente ando tão estressado que não seria má ideia usar alguma substância para relaxar” ou até mesmo “não tem ninguém olhando e o tempo de Deus está demorando tanto”.

Irmãos tomem cuidado com essas armadilhas armadas por seus próprios desejos, afinal o coração do homem é enganoso (Jr 17:9). Só conseguimos chegar a esse ponto se nós nos permitirmos. A caminhada com Cristo pode não ser fácil, andamos no caminho estreito, mas Ele é conosco, Ele não desampara um justo (Sl 37:25), Ele é descanso, é refúgio, é fiel… Não precisamos de nada do que o mundo tem a nos oferecer, se tivermos em comunhão com o Senhor seremos completos, saciados, e não teremos falta de nada!

Cuidado... dialogar com o pecado é meio caminho andado para cairmos nele. 

Não há vantagem alguma no pecado, ele nos afasta de Deus e pode nos levar a morte. O pecado age discreta e grandiosamente em nossa vida, hoje cometemos um, amanhã dois, depois quatro, oito… e quando se der conta você estará se afogando em erros já que são mais fáceis de fazer que acertos, e só conseguirá se livrar da avalanche que causou sob a misericórdia divina.

Portanto, quando der vontade de pecar, não se esqueça de que tem um coração enganoso. Evite que essa vontade apareça orando, mesmo que contra sua vontade, mesmo se achar que está falando sozinho, não deixe de pedir a misericórdia do Senhor para contigo. Lembre-se do ditado “cabeça vazia é oficina do diabo”, ocupando assim seu tempo com o que fortaleça o seu relacionamento com Deus. Leia a Bíblia, acabe com o tempo ocioso, se o que você vê na televisão ou internet te faz pecar desligue a TV, troque de canal, acesse outros sites, diminua o tempo de acesso. Evite as tentações. Comprometa-se a ajudar alguém. Se afaste de conversas inúteis. Procure ajuda se necessário for, converse com quem já passou por isso. Nunca deixe de buscar a Deus.

Enfim, inúmeros são os modos de evitar a tentação. Lembre-se sempre de que você foi ressuscitado com Cristo, você é livre do pecado, não precisa auxílios mundanos para ter paz. Cristo é a melhor coisa que já te aconteceu, não tenha dúvida, e se Ele ainda não “aconteceu” para você, não perca tempo. Ele é maravilhoso, nos completa, nos sacia, é nosso descanso, nosso amigo… Ele é a nossa promessa! Não desperdice isso pra realizar vontades passageiras de uma vida passageira.


Ps: Ai você me pergunta... E se eu não conseguir???? 

Então eu te respondo: Continue se voltando para Ele, pois Jesus disse que “o Espírito da verdade nos guiará a toda verdade” (João 16:13). Então, é o Espírito que vai te guiar, te orientar, dizer o que você precisa manter ou mudar, como Ele diz para qualquer um que o deseja. 

Portanto, fortaleçam as mãos enfraquecidas e os joelhos vacilantes. Hebreus 12:12

Juliano Fabricio adaptado via


Fazia tempo que não lia uma daquelas reportagens boas de verdade, que fazem você parar e refletir sobre o futuro desta geração que estamos criando.

A revista Time publicou no mês de maio um artigo fantástico sobre a "Geração me me me".

A reportagem me deixou com aquela dorzinha de estômago típica de quem sentiu o chapéu servir, em muitos aspectos. Vamos as minhas observações:

A revista aponta os nascidos entre 1980 e 2000 como narcisistas, preguiçosos, alienados e "gente boa", no sentido pejorativo da coisa. Lógico que sabemos que é uma generalização, mas me diga se você conhece muita gente assim, do seu círculo de amizades?

♥Narcisistas

Eu culpo o Steve Jobs por isso, pois desde que o smartphone foi criado, todos nós viramos narcisistas de uma maneira ou outra. Bota a mão aqui quem já virou o ângulo da cãmera para bater uma foto sua e depois de 17353 fotos iguais você finalmente optou pela mais bonita para colocar no seu Instagram, Facebook ou blog. Eita, viu? É a pura verdade. 

É um tal de vejam a minha roupa linda, as minhas unhas lindas, a minha casa linda, a comida linda do restaurante que eu frequento, se formos parar e pensar é ridículo demais, mas todos nós fazemos isso e como todos fazem, nem nos damos conta e achamos tudo normal.

Eu também faço isso, o chapéu fica lindo em mim! Sem medo de admitir as nossas faltas, não é mesmo?

Não acredito que exista voltar no tempo e não usar mais a tecnologia que temos disponível hoje, seguiremos narcisistas, mas podemos, quem sabe, nos dar conta disso e tentarmos cortar um pouco este impulso.

♥Preguiçosos

A revista conta que em meados dos anos 90 80% das pessoas queria ter um cargo de responsabilidade, mas ninguém queria começar de baixo para chegar lá. Acho uma graça quando todos querem ser gerentes mas ninguém quer começar devagarinho, aprendendo, engolindo sapo e trabalhando pesados em empregos menos glamourosos.

A nossa geração espera as coisas cairem do céu, de pára-quedas, mas sabemos que nada caiu do céu,  pois nada acontece se você não acordar cedo e for trabalhar. A preguiça é para estudar, para levantar cedo e trabalhar, somos uma geração bem preguiçosa mesmo, uma pena que seja assim.

♥Gente Boa

Achei bem interessante este ponto da revista, antigamente as pessoas se dividiam em 50% otimistas e 50% pessimistas, mas hoje o que vemos publicado na internet é 90% de otimismo. A revista aponta a personalidade #deboa para explicar que ao menos, apesar dos outros defeitos, a geração me me me é mais liberal quanto as diferenças e a minoria.

♥Alienados

Ahhhh isso eu não sou. Eu sou 100% atualizada em tudo! Eu leio diariamente as notícias. Sei de tudo o que acontece, nem que seja superficialmente. Sei os tópicos sobre política e economia (embora as vezes não entenda direito, mas tô por dentro), me interesso pelas descobertas científicas, pois é um assunto que minha esposa gosta e discutimos seguidamente, adoro a parte de cultura e estou sempre por dentro dos lançamentos de livros e filmes.

Eu confesso que tenho birra de gente que diz: "Eu não leio notícia pois só tem coisa ruim."

Há controvérsias. Se me deparo com tragédia demais no jornal, é opção minha pular aquela matéria ou não, mas simplesmente deixar de ler um jornal por dia por causa de tragédia não é desculpa. Você estará deixando de se informar sobre o restante dos 90% das matérias.

E outra, gente que não lê não tem papo, sabemos disso, a pior coisa é tentar conversar com alguém que não sabe nada, não está por dentro de nada, fica a sensação de ter que ficar procurando assunto para falar, pois qualquer coisa que se aborde o assunto morre em 20 segundos.

Fica a dica.

♥Ansiosos

Confesso... eu sou um pouco ansioso. Fato. Esta ansiedade toda é reflexo da correria atual. Reclamam que somos preguiçosos e alienados, mas temos que se virar nos 30 para dar conta de casa, filhos, trabalho, etc...hahahaha.

A revista define assim a " geração me, me, me" ou "Millenium" como chamam:

♥Otimistas
♥Abraçam o sistema
♥Mais pragmáticos, menos sonhadores
♥Vivem em um mundo sem grandes líderes políticos
♥Obsecados por celebridades
♥Acreditam em Deus, mas não são ligados a idéia de religião
♥Sofrem de maneira aguda a não estarem atualizados (mas não quanto as notícias reais, e sim as do Facebook e Instagram)
♥São bem informados, mas escolhem ser inativos
♥Amam seus Smartphones 


CONCLUSÃO:

Eu já sou velho para mudar na minha essência, posso aparar uns comportamentos duvidosos aqui e ali, mas a minha missão é não permitir que meus filhos crescam com este pensamento "me me me" desde cedo na vida. Se isso acontecer daqui 15 anos, ok, é mais difícil controlar um filho na adolescência, mas quero ensinar aos meus filhos HOJE a serem seres humanos informados mas dentro de um limite aceitável.

♥Ensiná-los a usarem a tecnologia, mas não ser dependente dela (menos Ipad, mais brincadeiras),

♥Não encorajar eles serem vaidosos....eles são naturalmente, 

♥Ensiná-los a não serem preguiçosos,

♥Ensiná-los a fazerem algumas tarefinhas em casa para fazer parte da família que contribui ativamente no funcionamento da casa.

Eu é minha esposa já comecamos a ensiná-los a nos ajudarem a botar as roupas no cesto, eles tem que juntar os brinquedos que jogam pelo chão (na nossa casa não existe brinquedos pelos chão, tudo é guardado e organizado, na medida do possivel) e ontem me dei conta que o nossos projetos de gente a cada dia se superam. Devagarinho vamos adicionando mais tarefas na listinha deles.

E aí? Como podemos lutar contra isso e ajudar nossos filhos pequenos a crescerem mais voltados ao nós e não tanto ao me?

Leia na íntegra na revista. (via)


Quando encontramos a salvação em Cristo Jesus, inicia-se em nosso coração uma batalha. 

A Bíblia nos diz que esta não é uma batalha pequena, é uma grande guerra capaz de consumir muito esforço. Esta luta é contra o pecado. É uma luta tão intensa que o livro de Hebreus a compara com um derramamento de sangue: “Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue” (Hb.12.4). Todos os crentes em Cristo Jesus estão inevitavelmente envolvidos nesta batalha, ninguém está isento dela. Assim, todos temos que lutar para a glória de Deus.

O que a Bíblia também ensina é que esta luta pode ser diferente de pessoa para pessoa. Todos lutam, mas há diferenças entre as batalhas que cada um tem. João Batista demonstra esta diferença. Quando ele estava no rio Jordão batizando as pessoas que demonstravam arrependimento, vieram a ele para serem batizados alguns com motivações erradas. Ele os advertiu com veemência por aquela atitude. Então começaram a perguntar a ele o que deveriam fazer. João Batista difere aquelas pessoas em suas lutas contra o pecado. Aos que tinham duas túnicas e comida, ele diz que deveriam repartir com quem não tinha. Aos publicanos, ele diz que não deveriam cobrar além do estipulado. Aos soldados, ele diz que não deveriam maltratar as pessoas, nem dar falso testemunho e deveriam contentar-se com o seu soldo (Lc.3.7-14). Notemos que entre aquele grupo as lutas contra o pecado teriam modalidades diferentes. Para uns, a luta se apresentaria de uma forma e para outros, de outra. Portanto, precisamos reconhecer que a luta contra o pecado pode ser diferente de pessoa para pessoa.

Quando pensamos nos jovens, a Bíblia os tem chamado à pureza. Eles, como todos os outros crentes são chamados a manterem uma vida pura. O crente que reconhece o que Deus fez por ele vai desejar viver para o inteiro agrado de Seu Salvador, e isso envolve o empenho por uma vida santa.

O salmo 119.9 fala especificamente à juventude e diz: “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra.”

Aqui podemos pensar sobre a pureza na vida dos jovens. Este versículo da Palavra de Deus tem muito a dizer àqueles que querem lutar com destreza contra o pecado. Deste versículo, podemos extrair verdades que ajudam o jovem em sua luta pela pureza. A palavra jovem aqui fala de alguém com pouca idade, porém capaz de assumir responsabilidade. A palavra hebraica é a mesma usada para Geazi, o moço de Eliseu (2Ra.5.20), um jovem que tinha tarefas a realizar e era considerado responsável. Ainda que a palavra possa ser usada para crianças, estamos falando de jovens.

De que maneira o jovem pode travar a luta contra o pecado?

Primeiro, reconhecendo que há problemas específicos da juventude. Quando pensamos na juventude, a Bíblia também reconhece que há uma luta específica para ela. A palavra de Deus afirma que os jovens têm tentações próprias da idade. O livro de Provérbios fala com muita clareza sobre os problemas que a juventude enfrenta (Provérbios 7, por exemplo). Isto nos mostra que há problemas próprios desta fase da vida. Eclesiastes fala aos jovens: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer” (Ec.12.1). Pedro também escreveu: “Rogo, igualmente aos mais jovens: Sede, submissos aos que são mais velhos; outrossim no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo aos humildes concede sua graça” (1Pe.5.5). A Bíblia nos diz que devemos resistir ao diabo e ele fugirá de nós (Tg.4.7), porém quando se trata das paixões da mocidade ela ordena os jovens a fugirem (2Tm.2.22). A respeito disso, Paul Washer disse com peculiaridade: “As paixões da mocidade são mais perigosas que o diabo”. Não devemos pensar que os problemas dos jovens são todos comuns às outras faixas etárias. Eles têm sofrimentos peculiares para manter uma vida pura. Jovens humildes começam a sua luta contra o pecado reconhecendo que existem dificuldades especificas para eles. Sem este reconhecimento, a derrota pode ser inevitável.

A segunda maneira para lutar com destreza contra o pecado é crendo que a pureza é possível. O salmista afirma que há uma maneira para o jovem guardar puro o seu caminho. Deus não chamaria os jovens à pureza se isso não lhes fosse possível. Aqui ele fala de uma conduta pura. Somos tentados a pensar que a pureza para alguns é impossível. Tendemos a tolerar uma juventude impura, afirmando que isso é próprio da idade. Somos tentados a ouvir os conselhos mundanos que dizem que os jovens devem ter a liberdade para extravasar seus desejos, seus impulsos biológicos e aproveitar esta fase da vida. Isso é contrário à Palavra de Deus. Ainda que jovens tenham lutas específicas de sua idade, a pureza não é impossível para eles.

A pureza, porém, não é uma vida perfeita, onde não há a presença do pecado. Sabemos que enquanto estamos aqui neste mundo vivemos lutando com o pecado. A pureza aqui é uma vida de santificação progressiva, de crescimento espiritual, uma vida vivida sob a luz do Evangelho, sem obscuridades. Jovens puros não têm nada a esconder. Eles não se envergonham do que veem na internet, não se envergonham do que assistem na TV, não se envergonham do que fazem com alguém do sexo oposto. Eles agem assim, não porque são perfeitos a ponto de estarem totalmente livres do pecado, mas sim porque são puros. Davi orou e pediu a Deus um coração puro (Sl.51.10). Ele desejava um viver que agradasse a Deus. A pureza é possível e jovens humildes a buscam para a glória de Deus.

A terceira maneira para lutar com firmeza contra o pecado é reconhecendo a exclusividade da Palavra de Deus para a pureza. O salmista afirma que um caminho puro é conseguido quando ele é observado por meio da Palavra de Deus. Jesus afirmou que por meio de Sua Palavra seus discípulos estavam sendo limpos, a fim de que produzissem mais fruto (Jo15.1-3). Paulo escreveu que a Igreja tem sido purificada por meio da lavagem de água pela palavra (Ef.5.26). O salmo 19.8 diz que o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos.

A pureza é alcançada quando a mente está cheia da Palavra de Deus. Isso envolve tempo, disposição e empenho. Quando a mente é renovada o resultado é um caminhar puro. Isto requer comprometimento com a igreja. A palavra de Deus está na igreja. Ela é a coluna e baluarte da verdade (1Tm.3.15). Sem um envolvimento sério com a igreja, não se consegue um coração cheio da Palavra de Deus. Aqueles que resolverem lutar contra o pecado sem estarem protegidos pela comunhão com a igreja já começarão perdendo. É por meio da igreja que recebemos a Palavra de Deus, através do ensino e dos conselhos sábios (1Ts.5.12-14). Sem uma igreja que leve o ensino a sério não teremos um coração cheio da Palavra de Deus. Por meio da igreja, temos companhia e assim podemos perceber os efeitos da Palavra de Deus em nossas vidas e também na vida de nossos irmãos. Por meio da igreja, temos a proteção a fim de não nos afastarmos do caminho santo. Quando os jovens ficam reclusos e começam a se isolar, vão gradativamente se afastando da igreja, e isso pode ser um sinal claro de impureza em seu caminho. O pecado é sempre isolacionista, sempre quer manter seus segredos. O jovem que observa seu caminho segundo a Palavra de Deus está comprometido com a igreja, e assim é protegido de si mesmo.

Portanto, os jovens são chamados para um caminhar puro neste mundo. Isto não é uma utopia, isto é uma possibilidade real. A juventude tem sua luta, ela não é pequena, entretanto ela não é uma guerra invencível, porque em Cristo Jesus somos mais que vencedores.

- Clodoaldo Machado pastoreia a Igreja Batista Parque Industrial em São José dos Campos – SP desde o ano 2000. É bacharel em teologia pelo Cetevap – Centro de Estudos Teológicos do Vale do Paraíba, e pós graduado em aconselhamento bíblico pela Faculdade Teológica Batista de Campinas e Southeaster Baptist Seminary (EUA). Fonte: Editora Fiel


Esses moleques que tomam as ruas e dão a cara para bater incomodam muito mais porque nos obrigam a olhar para dentro das nossas próprias vidas e, nessa hora, descobrimos que desaprendemos a sonhar

O fundamental não é lutar pelo direito de fumar maconha em paz na sala da sua casa. O fundamental não é o direito de andar vestida como uma vadia sem ser agredida por machos boçais que acham que têm esse direito porque você está “disponível”. O fundamental não é garantir a opção de um aborto assistido para as mulheres que foram vítimas de estupro ou que correm risco de vida. O fundamental não é impedir que a internação compulsória de usuários de drogas se transforme em ferramenta de uma política de higienismo social e eliminação estética do que enfeia a cidade. O fundamental não é lutar contra a venda da pena de morte e da redução da maioridade penal como soluções finais para a violência. O fundamental não é esculachar os torturadores impunes da ditadura. O fundamental não é garantir aos indígenas remanescentes o direito à demarcação das suas reservas de terras. O fundamental não é o aumento de 20 centavos num transporte público que fica a cada dia mais lotado e precário.

O fundamental é que estamos vivendo uma brutal ofensiva do pensamento conservador, que coloca em risco muitas décadas de conquistas civilizatórias da sociedade brasileira.

O fundamental é que sob o manto protetor do “crescimento com redução das desigualdades” fermenta um modelo social que reproduz – agora em escala socialmente ampliada – o que há de pior na sociedade de consumo, individualista ao extremo, competitiva, ostentatória e sem nenhum espaço para a solidariedade.

O fundamental é que a modesta redução da nossa brutal desigualdade social ainda não veio acompanhada por uma esperada redução da violência e da criminalidade, muito pelo contrário. E não há projeto nacional de combate à violência que fuja do discurso meramente repressivo ou da elegia à truculência policial.

O fundamental é que a democratização do acesso ao ensino básico e à universidade por vezes deixam de ser um instrumento de iluminação e arejamento dos indivíduos e da própria sociedade, e são reduzidos a uma promessa de escada para a ascensão social via títulos e diplomas, ao som de sertanejo universitário.

O fundamental é que os políticos e grandes partidos antigamente ditos “libertários” e “de esquerda” hoje abriram mão de disputar ideologicamente os corações e mentes dos jovens e dos novos “incluídos sociais” e se contentam em garantir a fidelidade dos seus votos nas urnas, a cada dois anos.

O fundamental é que os políticos e grandes partidos antigamente ditos “sociais-democratas” já não tem nada a oferecer à juventude além de um neo-udenismo moralista que flerta desavergonhadamente com o autoritarismo e o fascismo mais desbragados.

O fundamental é que a promessa da militância verde e ecológica vai aos poucos rendendo-se aos balcões de negócio da velha política partidária ou ao marketing politicamente correto das grandes corporações.Leia também

O fundamental é que os sindicatos, movimentos populares e organizações estudantis estão entregues a um processo de burocratização, aparelhamento e defesa de interesses paroquiais que os torna refratários a uma participação dinâmica, entusiasmada e libertária.

O fundamental é que temos em São Paulo um governo estadual que é francamente conservador e repressivo, ao lado de um governo federal que é supostamente “progressista de coalizão”. Mas entre a causa da liberação da maconha e defesa da internação compulsória, ambos escolhem a internação. Entre as prostitutas e a hipocrisia, ambos ficam com a hipocrisia. Entre os índios e os agronegócio, ambos aliam-se aos ruralistas. Entre a velha imprensa embolorada e a efervescência libertária da Internet, ambos namoram com a velha mídia. Entre o estado laico e os votos da bancada evangélica, ambos contemporizam com o Malafaia. Entre Jean Willys e Feliciano, ambos ficam em cima do muro, calculando quem pode lhes render mais votos.

O fundamental é que o temor covarde em expor à luz os crimes e julgar os aqueles agentes de estado que torturaram e mataram durante da ditadura acabou conferindo legitimidade a auto-anistia imposta pelos militares, muitos dos quais hoje se orgulham publicamente dos seus crimes bárbaros – o que nos leva a crer que voltarão a cometê-los se lhes for dada nova oportunidade.

O fundamental é que vivemos numa sociedade que (para usar dois termos anacrônicos) vai ficando cada vez mais bunda-mole e careta. Assustadoramente careta na política, nos costumes e nas liberdades individuais se comparada com os sonhos libertários dos anos 1960, ou mesmo com as esperanças democráticas dos anos 1980. Vivemos uma grande ofensiva do coxismo: conservador nas ideias, conformado no dia-a-dia, revoltadinho no trânsito engarrafado e no teclado do Facebook.

O fundamental é que nenhum grupo político no poder ou fora dele tem hoje qualquer nível mínimo de interlocução com uma parte enorme da molecada – seja nas universidades ou nas periferias – que não se conforma com a falta de perspectivas minimamente interessantes dentro dessa sociedade cada vez mais bundona, careta e medíocre.

Os mesmos indignados que se esgoelam no mundo virtual clamando que a juventude e os estudantes “se levantem” contra o governo e a inação da sociedade, são os primeiros a pedir que a tropa de choque baixe a borracha nos “vagabundos” quando eles fecham a 23 de Maio e atrapalham o deslocamento dos seus SUVs rumo à happy-hour nos Jardins.

Acuados, os políticos “de esquerda” se horrorizam com as cenas de sacos de lixo pegando fogo no meio da rua e se apressam a condenar na TV os atos de “vandalismo”, pois morrem de medo que essas fogueiras causem pavor em uma classe média cada vez mais conservadora e isso possa lhes custar preciosos votos na próxima eleição.

Manifestação em São Paulo (Divulgação)

Enquanto isso a molecada, no seu saudável inconformismo, vai para as ruas defender – FUNDAMENTALMENTE – o seu direito de sonhar com um mundo diferente. Um mundo onde o ensino, os trens e os ônibus sejam de qualidade e gratuitos para quem deles precisa. Onde os cidadãos tenham autonomia de decidir sobre o que devem e o que não devem fumar ou beber. Onde os índios possam nos mostrar que existem outros modos de vida possíveis nesse planeta, fora da lógica do agribusiness e das safras recordes. Onde crenças e religião sejam assunto de foro íntimo, e não políticas de Estado. Onde cada um possa decidir livremente com quem prefere trepar, casar e compartilhar (ou não) a criação dos filhos. Onde o conceito de Democracia não se resuma à obrigação de digitar meia dúzia de números nas urnas eletrônicas a cada dois anos.

Sempre vai haver quem prefira como modelo de estudante exemplar aquele sujeito valoroso que trabalha na firma das 8 da manhã às 6 da tarde, pega sem reclamar o metrô lotado, encara mais quatro horas de aulas meia-boca numa sala cheia de alunos sonolentos em busca de um canudo de papel, volta para casa dos pais tarde da noite para jantar, dormir e sonhar com um cargo de gerente e um apartamento com varanda gourmet.

Não é meu caso. Não tenho nem sombra de dúvida de que prefiro esses inconformados que atrapalham o trânsito e jogam pedra na polícia. Ainda que eles nos pareçam filhinhos-de-papai, ingênuos em seus sonhos, utópicos em suas propostas, politicamente manobráveis em suas reivindicações, irresponsavelmente seduzidos pelos provocadores de sempre.

Desde a Antiguidade, esses jovens ingênuos e irresponsáveis são o sal da terra, a luz do sol que impede que a humanidade apodreça no bolor da mediocridade, na inércia do conformismo, na falta de sentido do consumismo ostentatório, nas milenares pilantragens travestidas de iluminação espiritual.

Esses moleques que tomam as ruas e dão a cara para bater incomodam porque quebram vidros, depredam ônibus e paralisam o trânsito. Mas incomodam muito mais porque nos obrigam a olhar para dentro das nossas próprias vidas e, nessa hora, descobrimos que desaprendemos a sonhar.



Falar do que vi pode ser fácil quanto ao que descrever, mas, garantidamente, é amargo, visto não ter alcançado o fim pelo qual eu tanto fiz.

Não me julgue como a um arrogante, definitivamente não o sou; mas confesso que a juventude evangélica neo-pentecostal pouco faz, a fim de atender as exigências do reino de Deus. Não vi, enquanto fui um integrante de tal mocidade – como líder, em grande parte do tempo – ações efetivas em direção às ações sociais, tampouco interesse no crescimento intelectual; apenas uma desenvoltura supostamente espiritual, cheia de histeria – atendendo ao script evangélico neo-pentecostal brasileiro.

Não generalizo. Falo apenas do que vi e vivi.

Não sei se pelo fato de viver numa comunidade majoritariamente de classe baixa – com raras exceções – e considerando os incentivos do sistema – que pouco tinha do evangelho -, vi uma juventude sem expectativas de vida, a não ser numa suposta vida espiritual que não passava de ópio em medidas excessivas. A ignorância foi tanta, que incentivei a leitura de boas literaturas; indiquei músicas cristãs de qualidade poética e bíblica – sem falar nas músicas não religiosas -, mas a única coisa que obtive foi o desprezo.

A falta de interesse em pensar fez a juventude neo-pentecostal ter medo de palavras como: sexo, transa, política, ciência, evolução, poesia e etc. Enfim, tudo que não estava na Bíblia ou nos, improdutivos sermões dos pastores-sacerdotes, era coisa da carne ou incentivo pró-maligno.

É doído concluir, mas a mocidade neo-pentecostal é histérica quanto à vida e ao reino. Estudam porque precisam de trabalho, não para alcançar conhecimento e crescimento intelectual; casam como uma forma de libertação da libido sexual, não pela beleza do matrimônio. Eu bem que poderia listar uma diversidade de itens que só evidenciam o quanto este é um tipo de juventude que não produz grandes expectativas para o futuro, só não o faço porque já fui um deles; tenho amigos lá. Prefiro continuar lutando para que as previsões não se efetivem mesmo tão distante, mesmo que só com os joelhos curvados.

Em Cristo, Deus dos jovens neo-pentecostais, ainda que tão mal compreendido por eles.

*A imagem pode parecer um pouco distante do texto quanto às mensagens, entretanto, são - no tocante à idéia - irmãs, visto que é nisso que têm se tornado a juventude neo-pentecostal brasileira.

Will. Adaptado por Juliano Fabricio via: bereianos


...sobre Erros, Acertos, Experiências e Paciência...


Ao homem pertencem os planos do coração, mas do Senhor vem a resposta da língua.
Provérbios 16:1

"Aquele que tiver paciência terá o que deseja." Benjamim Franklin.

Sabe quando tudo está andando, indo, seguindo, mas não do jeito que você imaginou que deveria ser? Não do jeito que você queria que fosse? Não do jeito que você acha que seria melhor?

Pura falta de paciência.

Eu acredito que as coisas acontecem quando e como tem que acontecer, de um jeito que, no futuro, aquilo foi o melhor que poderia acontecer.

Inclusive as coisas erradas. Creio que aprendemos muito com os nossos erros, e se hoje, você erra, amanhã você vai dizer “Não posso fazer isso, é errado”, e ai não erra de novo.

Claro que isso pede uma reflexão sobre as coisas que vão acontecendo na nossa vida. Tanto as coisas boas, como as coisas ruins. Acho também que é uma forma de ajudar os outros, ou seja, nem sempre o que acontece com a gente, é um aprendizado pra gente, pode ser que lá na frente, alguém vai se espelhar na nossa experiência pra não errar, e sim, fazer o que é correto.

Somos a junção de nossas experiências, por isso precisamos viver, e refletir no que vivemos, e claro, ter paciência.

Apesar de aprendermos com o erros, não podemos errar de propósito, entende?

Não podemos pensar “É certeza que é errado fazer isso, mais ai vai virar aprendizado” não! Devemos estar sempre tentando acertar, sempre tentando fazer o que é melhor pra gente e pro nosso futuro. Não dá pra ficar dando uma de louca toda vez que quiser fazer alguma coisa que provavelmente é errado.

Tem que ter paciência, se ainda não aconteceu, é por que você ainda não está preparado para aquilo. É por que você ainda não aprendeu o que precisa aprender, pra poder enfrentar os problemas que viram durante ou depois daquilo que você tanto almeja.

Eu sei, eu sei... É difícil.

Ninguém gosta de viver sem saber exatamente o que vai acontecer. Mas no fundo, ninguém sabe, por que, por mais que a gente planeje, não podemos controlar nada.

“A gente faz os planos e Deus faz os planetas”

Mas se o que você tanto quer ainda está longe, ou parece difícil de acontecer do nada, peça ajuda a Deus e se mexa, não fique parado, planeje, vá atrás, viva, aprenda com seus erros e acerto, exercite sua paciência, que o que está guardado pra você, será seu.

"O que vale a pena possuir, vale a pena esperar." Marcelo Pereira. 

Juliano Fabricio


Um artigo recente no The Telegraph destaca os sintomas trágicos de uma doença que está afetando nossa cultura em todo o mundo. O artigo foca principalmente nos adolescentes e na disfunção que se tornou normativa em seus estilos de vida como resultado do consumo de pornografia. 

À luz disso, como os pais podem criar filhos numa cultura “pornificada”? Aqui estão oito sugestões para esse problema cada vez maior. 

1. Busquem dar aos nossos filhos uma visão grandiosa do Deus que é gloriosamente prazeroso. 

Não podemos simplesmente dizer aos nossos filhos que parem de ter certos comportamentos; devemos também ensiná-los a se deleitar no que Deus fez. Tenho buscado uma disciplina de destacar tudo que há de bom na criação de Deus. Há algumas semanas, foi uma benção ver meus dois filhos mais velhos passarem horas catando as framboesas que crescem no enorme quintal dos seus avós. Eles precisam ser lembrados da bondade de Deus em nos dar essas maravilhosas bençãos criadas, como framboesas. Se não formos cuidadosos, podemos virar gnósticos funcionais (carne e matéria são ruins; somente o que é “espiritual” tem valor) na nossa comunicação sobre ética sexual com nossos filhos. Um versículo útil para eles memorizarem é 1 Timóteo 4.4: “Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças”. 

Em resumo, quero que meus filhos saibam que perversão sexual é o auge da idolatria (Rm 1), assim como que a integridade sexual é o auge da beleza. Isso exige que falemos sobre isso, provavelmente mais do que estamos confortáveis ou que experimentamos quando éramos crianças. Mas esse é um mundo novo, e um mundo novo exige nova comunicação para treinar nossas crianças. 

2. Ensine-os o evangelho. Nossos filhos são legalistas naturais. 

Eles tem que nos ver como exemplos do verdadeiro evangelho através de arrependimento e perdão ativos. Eles precisam saber que a aceitação deles perante Deus não é baseada em seu desempenho, mas no de Cristo. Eles precisam saber que a posição deles como um membro da família não depende da obediência deles, embora a posição deles implica sim em um certo tipo de vida. 

Por exemplo, quando estamos disciplinando nossos filhos geralmente dizemos: “Pelo fato de você ser um membro dessa família e porque eu te amo muito, você não vai fazer isso”. Considere a diferença de dizer: “Se você quer que eu te ame e se você quer continuar vivendo nessa casa, é melhor você parar de fazer isso”. Os indicativos da nossa fé devem preceder e informar os imperativos. Não inverta a ordem. 

3. Ensine-os que limites trazem liberdade e que a obediência é uma benção. 

Quando era uma criança, pensava que se eu estragasse tudo, Deus ia me bater com um vara grande. Ninguém nunca me ensinou isso, mas era o que eu sentia. Obediência não era motivada por amor, mas pela punição. Isso não me levou muito longe. 

Quando meus filhos tiverem uma idade apropriada, pretendo ensinar que o pecado sexual nunca vai prover a liberdade que desejamos. Eles podem optar por colher as consequências danosas da desobediência, mas vou alertá-los através da Bíblia e da experiência que eles não querem começar esse caminho. Obediência leva a bênção. 

4. Fale com eles mais cedo do que tarde sobre sexo e pornografia na internet. 

Quando tinha 8 anos, lembro de ir ao lado da garagem do nosso vizinho. Como toda criança curiosa, gostava de bisbilhotar um pouco. Logo descobri que ele tinha caixas cheias de revistas pornográficas. Algumas vezes, um amigo e eu esgueirávamos por lá, pegávamos umas, e sentávamos nos arbustos para para ver as mulheres peladas. Na época, esse esforço arriscado enchia meu estômago com borboletas de medo de ser pego pelos meus pais ou pelo vizinho. Mas tudo o que você precisa hoje é uma porta fechada e uma conexão à internet. A mais vil perversão imaginável está somente a dois cliques de distância. 

Precisamos comunicar, em termos gerais, o que está disponível e porque é tão destrutivo. Alguns iriam alegar que essa discussão vai apenas incitar sua curiosidade, mas qual é a alternativa? Prefiro que eles sejam advertidos por mim para que eu possa oferecer razões e meios para lutar do que tê-los inocentemente tropeçando em pornografia algum dia na internet. 

5. Comece a treinar seus filhos sobre como interagir com o sexo oposto. 

Nós já começamos a “ter encontros” com nossos filhos. Sentimos que é fundamental para eles, em uma idade precoce, começarem a experimentar como é ser bem tratado por alguém do sexo oposto. Especialmente para as meninas, uma falta de atenção masculina saudável por parte do pai geralmente vai estimulá-las a buscar isso; porém, de maneiras não saudáveis, com rapazes mais do que felizes em fornecer atenção. Meus filhos precisam aprender que mulheres não são objetos a serem consumidos, mas são imagem e semelhança de Deus, criadas para serem amadas. 

6. Cuidado com quem seus filhos passam tempo. 

Visto que a exposição sexual é muito mais acessível hoje do que 25 anos atrás, somos muito mais atentos com quem nossos filhos passam tempo. Vai haver uma época (mais cedo do que eu gostaria de pensar) quando não vamos ser capazes de guardá-los com tanta força, mas, esperançosamente, os pontos anteriores estarão tão enraizados em suas vidas que eles estarão equipados para tomar decisões sábias. 

Tome cuidado, porém, para não levar isso muito longe e transmitir um medo problemático de incrédulos. Quanto mais velhos nossos filhos se tornarem, mais teremos que deixá-los ir e orar para que nosso treinamento tenha criado raízes. Realmente, não há outra escolha. Devemos treinar nossos filhos, assim eles estarão protegidos o suficiente para estarem seguros em uma idade apropriada, porém informados o suficiente para tomar decisões sábias por conta própria. Simplesmente não esconda seus filhos atrás da fortaleza de sua supervisão até que tenham 18. 

Isso exige grande sabedoria. Não há manual. Devemos ser pais de oração. 

7. Cuidado com o computador e desligue a televisão. 

Temos o Covenant Eyes (N. T.: site especializado em monitorar como a Internet é usada e assim enviar um relatório dos sites entrados para os pais, além de filtrar e bloquear certos sites) em todos os nossos computadores, via AppleOS. Nossos filhos podem apenas acessar sites que aprovamos. Certamente, isso vai mudar quando eles ficarem mais velhos, mas, esperançosamente, eles vão ter internalizado o evangelho e provado as bençãos da obediência. 

Vitória sobre a pornografia é, no fim das contas, uma questão do coração, mas isso não significa que devemos abrir mão de estruturas preventivas. Você nunca deve dizer, “Quero saber se minha obediência é motivada por mais do que apenas seguir as regras certas, então vou mergulhar em situações imprudentes para ver se sou forte o suficiente para suportar o pecado!”. Isso é absurdo (1 Cor 10.12-13). Precisamos de corações corretos para não sermos legalistas, mas limites corretos podem nos ajudar a provar a bênção da obediência. 

A TV vai mostrar aos seus filhos pornografia leve e funcional o tempo todo. Existem incontáveis coisas melhores para fazer com seus filhos do que assistir TV. Leia com eles, pratique esportes com eles, desfrute da criação com eles, conte a eles uma história, ou apenas os sirva em uma atividade à escolha deles. A frase-chave aqui é com eles. Se eles gastam mais tempo com a TV do que com você, todos vocês estão em apuros. 

8. Busque cultivar uma relação com seus filhos de forma que eles sintam que podem se abrir com você sobre qualquer coisa. 

Como um pai jovem, não estou totalmente certo sobre como fazer isso acontecer, mas sei que acontecerá se eu servir de modelo de franqueza. Tento atrair seus corações e mostrar que, se eles forem honestos comigo, eu serei justo, amoroso e compassivo. Se eles me veem como cauteloso e reservado, por que esperaria que eles fossem diferentes? 

Por último, você já se arrependeu na frente dos seus filhos? Se eles nunca te viram se arrepender, o que te faz pensar que eles virão a você para pedir ajuda depois de ver pornografia na internet pela primeira vez? Servir de modelo de arrependimento para nossos filhos é provavelmente a maneira mais rápida de mostrar que acreditamos no evangelho e que somos um refúgio seguro em meio ao pecado deles. 

Traduzido por Pedro Vilela | iPródigo.com | Original aqui por Zach Nielsen via: iprodigo


1 – Fale português: 

Vamos começar pelo básico. Troque jargões e expressões Bíblicas por expressões atuais. Não conjugue a segunda pessoa do plural, ninguém faz isso. “Tá amarrado”, “Misericórdia!”, “Oh! Glória” e derivados são lindos para uma personagem cristã de novela, pra você não. 

obs: “Sarcasmo” e “Ironia” são duas línguas importantes para o jovem cristão falar… sugiro tentar, mas com parcimônia. Não é todo mundo que entende e acaba ficando ofendido. 

2 – Seja amigo: 

Chore com os que choram, sorria com os que sorriem. Não diga ao seu amigo corno que “Deus tem um propósito pra tudo”, nem vá dar sermão no seu amigo recém-aprovado em um concurso que exagerou na bebida. Vá buzinar alto junto com seu amigo na casa da ex dele e dê um banho no que foi recém-aprovado. 

É difícil, o processo é lento, talvez você transpareça que tem defeitos. É o jeito =/ 

3 – 2/3 de seus amigos não devem ser cristãos: 

Ou ao menos não devem ser cristãos inseridos ativamente em uma igreja. Converse com quem tá de fora. Crente junto, na maioria das vezes, só dá fofoca. 

IMPORTANTE! Não ande com quem não é crente para “aprender o que eles pensam”. Lembre-se do ponto anterior e não trate as pessoas como objeto de estudo. 

Ande com quem não é crente por que eles são pessoas. São legais. São amorosos. São caridosos. 

Ande com quem não é cristão pra que você (re)aprenda o que Jesus representa – você acha que (re)aprendeu na igreja, mas não… desculpe 

Depois que você (re)aprender, aí você apresenta Jesus pra eles. 

4 – 2/3 de seus livros não devem ser cristãos: 

Antes de tudo: Leia! Preciso nem dizer o porquê, né? Mas se você conseguiu chegar até esse ponto 4, presumo que tenha esse hábito. 

Isso pode lhe chocar, mas não necessariamente a opinião de um não cristão contrasta com os ensinamentos de Deus. E se contrastarem é melhor ainda para você. As pessoas que não são cristãs tem um hábito curioso que você pode achar estranho: fazer perguntas. 

5 – Faça perguntas: 

A si mesmo, ao seu pastor, ao seu líder, a todo mundo. Se você parou de fazer perguntas você se contentou em ser ignorante (burro, para os leigos) ou então acha já sabe de tudo (novamente, burro). 

6 – Tenha dúvidas: 

Não precisa uma resposta coerente pra tudo na Bíblia para que você possa ser um cristão pleno. Ninguém entendeu a Trindade até hoje e nem por isso o Cristianismo entrou em colapso. 

Cultive mesmo essa dúvida e vá atrás dela, se não resolver… ok, tem muita coisa que foi feita pra não ser descoberta nesse mundo mesmo. 

É até legal manter um caderno atualizado, pra sair riscando uma por uma no além-vida (ou tatuar na pele, pois acho que o conteúdo do meu bolso não vai pro céu… ou vai? será? acho que tem mais um pra minha lista…) 

7 – Se divirta: 

Vai sair com “a galera” no final de semana pra jogar ludo e dominó e dormir de 22h? Essa “galera” também usa pochete e fala “toca-fitas”? Vá pro meio da rua! Se você for caseiro, vá fazer uma rodada de pôker regada a boas risadas até 2 horas da manhã! Vá jogar imagem&ação, falar alto e receber reclamação do vizinho! Vá ver o sol nascer na praia! 

Enfim, vá fazer qualquer coisa que não implique usar um suspensório (a menos que você seja hipster, que nesse caso eu também aconselho largar o suspensório, já virou ~mainstream~)! 

8 – Fique na vanguarda: 

Quem fala “Jesus é irado” e acha o máximo por tocar “rock” no culto é aquele membro-fundador da igreja que se orgulha por “adaptar o culto pra essa turminha do barulho”. 

Nada contra, só que isso não é jovem. 

Jovem coloca o cristianismo em xeque (o que é legal, por que o cristianismo PODE ser colocado em xeque, sem medo de dar errado), questiona liturgia, métodos, ideologias. 

Jovem estressa os membros mais velhos da congregação com ideias loucas e absurdas, que fazem com que todos repensem o que realmente é essencial. 

Vanguardista não é aquele que meramente adapta o modelo existente, mas sugere algo novo. 

9 – Ponha as gerações em conflito: 

Os anciãos e decanos da igreja estão aí pra isso. Não matem eles de tédio.
Fale que vai fazer um culto com temática de barzinho, servir cerveja e salgadinho.
Lute pelo direito civil dos homossexuais.
Questione o papel da igreja na política.
Junte dinheiro pra fechar um cabaré inteiro e faça um culto lá dentro com as prostitutas. Enfim… hahahahaha 

Tenha uma postura cristã que leve os mais experientes a criticarem-na, assim você aprende que nem toda ideia sua é revolucionária ou correta; também os da geração passada passam a rever dogmas e paradigmas não necessariamente Bíblicos. 

10 – Se aventure: 

Assuma riscos, vá na frente, exponha o que você pensa, fale alto, jogue ideias. Na maioria das vezes vai ser uma porcaria (altas chances aqui), mas fazer o que? A ideia de risco é essa. Sei lá… faça um texto intitulado “Conselhos da madrugada para jovens cristãos”. 

Daniel Serrano, no Meditatio via: pavablog

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Comentem pelo Facebook

Paninho do AMOR

Segue ai...

Curta no Facebook

Amigos do Blog

Postagens populares

Twittes

Blog que escrevo

Pesquisar este blog

Marcadores

@provérbios (27) #pronto falei (306) #Provocações (283) #Word (55) Administração (58) Amor (301) Arte (270) Atitude (561) Bíblia (99) Boas notícias (118) Contra Cultura (165) cristianismo inteligente (546) Curiosidade (106) Dicas (49) Estudo (83) Familia (80) Fundamentos (313) GRAÇA (140) humor (87) Igreja (144) imagem que vale post (33) Juventude (61) Livros (17) Masculinidade (44) Missão integral (103) modelos (171) Nooma (8) Opinião (313) Oração (38) Polêmica (94) Politica (53) Protesto (138) Questionamentos (492) Recomendo (131) Relacionamento (291) relevante (335) Religião (69) Solidariedade (58) Teologia (169) Videos (386)

Blog Arquivos

Minha lista de blogs

Juliano Fabricio Ferreira. Tecnologia do Blogger.

Visitantes

Contato:

Juliano Fabricio Ferreira

jucafe2@yahoo.com.br

Uberlândia - MG - 34 98405-1425

Networkedblogs - Siga

Recomendações