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Hoje faz 8 anos que a Sophia nasceu. 

Nessa mudança que o tempo traz, a nossa surpresa e amor também crescem, tendo diariamente diante dos nossos olhos uma encenação por vezes tranquila, por vezes agitada, por vezes maluquinha e sempre cheia de vida, dando essa incomparável ideia divina que é dar vida. A história da Sophia é também a minha história e isso é uma maravilha...confiram:

Sophia é uma tímida esbaforida. Exatamente como eu.

Aquela figura atrapalhada que tenta não chamar atenção e acaba atraindo o dobro do apelo. Ela não consegue achar um par de meias bem em frente do seu nariz.

Sophia é uma maluquinha. Exatamente como eu.

Ela passa o dia inteiro falando, falando, falando. É sério...ela faz isso tomando banho, assistindo tv, comendo, mais ou menos uma hora antes de pegar no sono em sua caminha, durante todo o trajeto para visitar os avôs em Araguari e por incrível que pareça ela consegue conversar escovando os dentes.

Sophia é ansiosa. Exatamente como eu.

Para ir a algum lugar ou evento, não serve o amanhã, para ganhar um abraço, para combinar uma festa, briga e grita como uma louca. O que mais desagrada na história do mundo é a paciência. Tem uma pressa para ser feliz. O amor é para ontem, hoje é tarde.

Sophia é distraída. Exatamente como eu.

Não que tenha problema de atenção, é o contrário, um excesso de escuta, acompanha duas ou três conversas simultaneamente e pretende participar de todas. (Temos que ter até cuidado)

Sophia é criativa. Exatamente como eu.

Desenha como poucos e é apaixonado por leitura. Com certeza vai ser um subversiva.

Sophia tem meus olhos grandes e redondos, minha paixão por viver, meu receio de cachorros, minha curiosidade pelas geladeiras das avós, minha inclinação por roupas coloridas e extravagantes.

Mas sou mais pai quando minha filha não se parece comigo. Quando ela não me repete. Quando ela é ela e mais ninguém.

Sophia... Por isso hoje quero uma vez mais reafirmar que não iremos desperdiçar as nossas vidas correndo atrás de coisas passageiras, ao contrário nós escolheremos sempre ouvir e obedecer a Deus. Mesmo quando nosso coração vacilar ou mesmo quando nem tudo fizer sentido, com todas as nossas limitações e inconstâncias, conseguiremos permanecer de pé. 

Tenha a certeza de que não somos bons, aptos ou preparados. Simplesmente a misericórdia de Deus se estendeu sobre nós todos os dias e hoje é um dia desses. E você chegou a 8 anos e já faz parte disso tudo. 

E para terminar filha quero deixar uma frase pra você que é a mesma que sempre digo para a sua mãe. “filha tudo vai dar certo!!!”

Te amamos Sophia - Juliano Fabricio, Vanessa, José Miguel e Maria Flor.


Nossos “movimentos” sempre ficam no caminho do movimento de Deus 

“O reino de Deus não começa com nossos movimentos ou protestos. Ele é a revolução anterior a todas as revoluções, assim como é anterior a ordem vigente”. Barth

Os homens nunca podem fazer do “ponto de vista de Deus o seu próprio ponto de vista partidário” e portanto, nenhum grupo ou indivíduo simplesmente se coloca do lado de Deus contra os outros... 

Todas as diferenças humanas – entre religiosos e irreligiosos, os morais e imorais – tornam-se relativas... 

O reino de Deus não é “uma rebelião dentro do velho período de existência, mas o nascer de um novo”; não é “um desenvolvimento com possibilidades prévias, mas a nova possibilidade de vida. ” Portanto, há uma clara distinção entre o reino de Deus e todas as tentativas humanas de reforma... 

Mas também há uma clara distinção entre este Reino e a religião e as possibilidades morais dos homens: 

“eles não criam nada de novo”

Todos os grupos, tendências e “movimentos” cristãos de nosso tempo não podem continuar com o que estão fazendo. [Com eles,] “tudo sempre foi determinado sem Deus... [o que significa que,] qualquer coisa que se siga, não pode ser uma nova ação ou ajuda na parte de Deus. Em últimos casos, tudo isso vai se provar como uma reforma, ou a velha situação com uma nova máscara.

Do ponto de partida de Deus, quaisquer grupos que se levantem nesse sentido, são mais um obstáculo do que uma ajuda, pois continuam a iludir as pessoas sobre a necessidade de chegar ao Seu reino. 

Nossos “movimentos” sempre ficam no caminho do movimento de Deus; 
nossas ‘”causas” atrapalham a Sua causa; 

a riqueza da nossa ‘vida’ impede o crescimento tranquilo da vida divina no mundo... 

O colapso da nossa causa deve demonstrar que a causa de Deus é exclusivamente da responsabilidade dEle. 

Enfim... É onde nos achamos hoje. ” (Infelizmente)

Juliano Fabricio
Lendo algumas coisas do cara ai de baixo

Eberhard Busch (1937-), pastor e teólogo reformado suíço, foi o último assistente pessoal de Karl Barth na Basiléia até 1968. De 1969 a 1986, Busch pastoreou uma comunidade reformada em Argau, na Suíça. Desde 1986 é professor de Teologia Reformada na Universidade de Göttingen.


Olha, José Miguel: Não importa a roupa que sua amiga usar – se ela usar é porque quer, e se quer, está tudo certo e não cabe a você julgá-la. E que o cabelo dela é do jeito que ela quiser. Também quando ela dançar, é apenas porque ela quer o vento da liberdade na alma. E mais importante ainda... quando ela tira a roupa, é preciso respeito, porque é quando ela está vestida de si mesma. 

E para terminar filho, mais do que um lembrete, um princípio: O corpo da mulher é a nossa chance, como humanidade, de parir um mundo novo – e, portanto, precisa ser respeitado; e nunca violado. {você é fruto desse milagrosa chance}

❤😉+++++++++++++++++++++❤😉

Olha, Sophia e Maria Flor: JAMAIS deixe um homem pensar que ele é dono do seu corpo. JAMAIS. Seu corpo, esse presente que DEUS te deu, é só seu. Faça com este corpo o que VOCÊ MESMA quiser. NUNCA deixe que seu companheiro mande nisso. Pense no seu corpo como algo único, raro: só você tem. Ninguém mais. O corpo é a capa da alma e nos protege dos mais violentos ventos. Agora, se um dia namorarem um babaca, filhas, vou infernizar a vida de vocês. kkk

Juliano Fabricio
#paidetrês {the construction}


Estou disponível...❤❤❤

Estou por sua conta. 

Tenho tempo. 

O tempo que você quiser. 

Hoje, filho, o tempo me diz que estamos comemorando os seus seis anos. 

Seis. 

Você é um pequeno grande ser humano, com uma personalidade notável. 

Você é uma das crianças mais amorosas que conheço. 

Tenho tempo para o seu amor, o tempo que for. 

Mas saiba que tenho tempos e tempos e tempos à disposição. Para os seus desamores, dúvidas, vontades, percepções, raivas, quereres, buscas, irracionalidades, pensamentos soltos, brincadeiras, papos sérios, sofrimentos, conquistas, passos além, passos para trás. 

Conte comigo, filho. Para tudo que vir, para tudo que vier. 

Por todos os anos. 

E para terminar com a frase que permeia nossa existência até aqui, que define o tamanho exato do tempo, da importância de tê-lo como filho, do horizonte que vejo pelos seus olhos: 

– Te amo mais que tudo nesse mundo.

Juliano Fabricio
#paidisponível


Leonard Zelig é a quintessência do nebbish (palavra iídiche para nerd). No hilariante e provocador filme Zelig, de Woody Allen, Leonard é uma pessoa sem identidade que se encaixa em qualquer lugar porque, na verdade, muda de personalidade a cada nova situação. Ele desfila numa parada sob as serpentinas atiradas dos prédios, fica em pé entre os presidentes americanos Herbert Hoover e Calvin Coolidge, faz palhaçadas com o boxeador Jack Dempsey e conversa sobre teatro com o dramaturgo Eugene O'Neill. Durante um comício de Hitler para seus partidários, em Nuremberg, Leonard está lá, bem na plataforma do orador. 

Ele não tem personalidade própria, assim, assume as personalidades fortes com que se encontra, quaisquer que sejam. Com os chineses, ele é chinês desde pequeno. Com os rabinos, miraculosamente crescem-lhe a barba e os cachos ao lado do rosto. Com psiquiatras, macaqueia o jargão, pondo a mão no queixo com solene ar de sabedoria. No Vaticano, faz parte do séquito clerical do papa. Nos treinos da primavera usa o uniforme dos Yankees e fica a postos para rebater depois de Babe Ruth. Ele assume a pele negra de um trompetista de jazz, a banha de um gorducho, o perfil de um índio Mohawk. E um camaleão. Muda a cor, o sotaque, a forma de acordo com a mudança do mundo que o cerca. Não tem idéias ou opiniões próprias; ele simplesmente se conforma. Quer apenas estar seguro, se encaixar, ser aceito, ser apreciado... Ele é famoso sendo um joão-ninguém, um sem-personalidade. 

Poderia descartar a caricatura dos que querem agradar a outros, não fosse por encontrar tanto de Leonard Zelig em mim mesmo. Esta postura afetada de meus desejos egocêntricos usa milhares de máscaras. Minha imagem resplandecente precisa ser preservada a qualquer custo. Meu impostor treme com a possibilidade de se sujeitar ao desprazer e à ira dos outros. Incapaz de um discurso direto, ergue um muro, fala demais sem ter nada a dizer, procrastina e permanece quieto por conta do medo da rejeição. Como James Masterson escreveu em The search for the real self: 

O falso eu desempenha seu papel ilusório, protegendo-nos ostensivamente mas o faz de um jeito programado para manter nosso medo de sermos abandonados, de perdermos o apoio, tornando-nos incapazes de enfrentar as coisas por nós mesmos, sendo incapazes de ficar sozinhos. 

O impostor vive com medo. Durante anos me vangloriei por ser pontual. Mas no silêncio e na solitude, descobri que meu desempenho previsível estava enraizado no medo da desaprovação humana. 

Os impostores se preocupam com a aceitação e a aprovação. Por causa da sufocante necessidade de agradar outros, não conseguem dizer não com a mesma confiança que dizem sim. Por isso fazem das pessoas, dos projetos e das causas uma extensão de si mesmos, motivados não pelo comprometimento pessoal, mas pelo medo de não atingir as expectativas dos outros. 

O impostor é o co-dependente clássico. Para alcançar aceitação e aprovação, o falso eu suprime, ou camufla, sentimentos, impossibilitando a honestidade emocional. Viver a partir do falso eu gera um desejo compulsivo de apresentar uma imagem perfeita para o público, de forma que todos nos admirem e ninguém nos conheça. A vida do impostor se transforma numa montanha russa de exultação e depressão. 

O falso eu se vale de experiências externas para construir uma fonte pessoal de significado. A busca por dinheiro, poder, glamour, proezas sexuais, reconhecimento e status realça o mérito pessoal e cria a ilusão de sucesso. O impostor é o que ele faz. 

O impostor nos predispõe a valorizar o que não tem importância, revestindo com falso brilho o que é minimamente substancial e nos desviando do que é real. O falso eu nos faz viver num mundo de ilusões. O impostor é um mentiroso. 

Nosso falso eu, cega obstinadamente cada um de nós para a luz e a verdade do próprio vazio. Não conseguimos reconhecer a escuridão interior. Ao contrário, o impostor proclama a escuridão como a luz mais intensa, envernizando a verdade e distorcendo a realidade. Isso me traz à mente as palavras do apóstolo João: "Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós" (1Jo 1:8; nvi). 

Suplicando a aprovação negada na infância, o falso eu vacila, a cada dia, com a instabilidade de um apetite insaciável por afirmação. Com minha fachada de papelão intacta, entro numa sala lotada, precedido por uma trombeta com surdina: "Aqui estou eu", enquanto o eu verdadeiro, escondido com Cristo em Deus, exclama: "Ah, aí está você!". O impostor assemelha-se, evidentemente, ao efeito que o álcool representa para o alcoólatra. Ele é sagaz, desconcertante e poderoso. Ele é traiçoeiro. 

Filme genial e trecho do livro 
“O impostor que vive em mim” 
Brennan Manning


#é pelos seus olhos que enxergo os melhores horizontes. 

Na sua maneira de lidar com nossos filhos e amigos. No jeito peculiar que tem de questionar, buscar, descobrir algo novo. 

É naquilo que está à sua frente que tento me colocar ora como um estímulo (porque tem passos maiores que a perna que dão um pouco de medo mesmo), 

ora como uma barreira (para protegê-la do desconhecido, esse monstro com cabelos nas narinas), 

ora como um silencioso observador (que prefere vê-la fazer, já, os próprios caminhos). 

Diante de você e dos nossos filhos, sobretudo, me coloco à disposição. Talvez este tenha sido o maior aprendizado. O que antes era compromisso importantíssimo (lembra dessa época?) torna-se rapidamente um cancelamento, caso você demande algo de mim. O que antes era inadiável, pode tornar-se inexistente na minha agenda, pois a prioridade é você. O que antes era "preciso fazer isso" (assim, afirmativo) tornou-se "preciso mesmo fazer isso?", esta questão que coloca na balança o que realmente importa. 

O que realmente importa, é você. 
Feliz aniversário meu amor. 


e concordando mais ou menos com o Nando Reis, 

“Não sei quanto o mundo é bom 

Mas ele está melhor (nem tanto, porem com vc sei passar pelos piores momentos) 

Desde que você chegou (chegou e trouxe mais 3) 

E explicou o mundo pra mim. (apesar de não entender muito ainda) 

Não sei se esse mundo está são (com certeza não está) 

Mas pro mundo que eu vim já não era 

Meu mundo não teria razão."



As relações humanas quase sempre são pautadas em subtrações (-)

O espaço dele termina onde o espaço dela começa. 

O cargo dela está acima, o cargo dele está abaixo. 

O dinheiro dele aqui, o dinheiro dela ali. 

A casa dela é grande, o apartamento dele é pequeno. 

Vão nos colocando métricas e limites que reduzem horizontes, assuntos e gestos. Que determinam fronteiras (visíveis ou não) e tornam o senso de propriedade mais importante que o valor da existência 

– as pessoas por vezes querem se apropriar, como se “ter” fosse mais importante que “ser”. 

O ser humano se reduz. Da metade para cá é o meu espaço, da metade para lá é o seu. Assim, meio a meio. Meia a meia. Penso que as relações humanas precisam de menos aquilo, mais isto.... enfim....

O espaço, quando verdadeiramente coletivo, divide-se.

As vontades, somadas, potencializam as chances da gente chegar juntos a um lugar (bem) melhor. 

Matemática é emoção. 
Aqui em casa é assim...

Tenho aprendido que a melhor herança que poderia imaginar para vocês já existe. São vocês mesmos, Sophia, José Miguel e Maria Flor 

e a melhor para Sophia: José Miguel e Maria Flor são vocês; 

e a melhor para o José Miguel: Sophia e Maria Flor são vocês;

e a melhor para a Maria Flor: Sophia e o José Miguel são vocês. 

Juntos, vocês multiplicam amor (a decisão de ter mais de um filho foi impensada – e a mais acertada - multiplicamos). Solidão é lava (obrigado, Paulinho) que cobre tudo. E quando muitas coisas já não existirem mais, filhos, vocês ainda terão um ao outro para dividir, multiplicar e somar.

Juliano Fabricio
#paidetrês [aprendendo com a matemática das relações]


Dizia Neruda, sou onívoro de sentimentos, de seres, de livros, de acontecimentos e lutas. Comeria toda a terra. Beberia todo o mar. 

A nossa infelicidade se deve a isso, que não podemos comer com a boca tudo o que comemos com os olhos. E duplamente erótica é a boca, de novo, primeiro porque dentro dela moram os sabores, e agora porque é o lugar supremo do tato, da carícia, o toque molhado dos lábios, a língua, o mordiscar, o beijo... 

Dizem os teólogos que Deus fez todas as coisas. Dizem mais que, se Deus fez, é bom. Claro. Seria heresia imaginar que Deus tivesse feito coisa ruim e proibida. 

Primeira conclusão:
 foi Deus que fez este festival de possibilidades de prazer. 

Segunda conclusão: se Deus criou tantos jeitos de ter prazer, é porque ele nos destina ao prazer. Confesso que fico horrorizado com o fato de nunca, mas nunca mesmo, ter visto qualquer padre ou pastor pregar sobre o imperativo divino de ter prazer na vida. Ao contrário, estão sempre advertindo, graves e solenes, sobre os perigos do prazer, como se ele fosse coisa do Diabo. Me contaram (recusei-me a acreditar, pelo absurdo da coisa, mas me garantiram ser verdade), que num curso para casais, aconselhava-se que os noivos, sempre que tivessem de ter uma relação sexual (depois de casados, é claro), que se dessem as mãos e rezassem um Padre Nosso. Ai, se eu fosse Deus fulminava um religioso desses com um raio! 

Pois é mais ou menos como se eu desse uma boneca para a minha neta e lhe dissesse: Olha, Mariana, todas as vezes que você quiser brincar com a sua boneca, chama o vovô ao telefone para pedir permissão, tá?

Pelo que conheço dos doutores em coisas divinas, de cuja companhia privei por longos anos, eles têm ideias diferentes sobre Deus. Pintam-no sempre de cenho carregado, não há registro algum de que ele jamais tenha dado uma boa risada, o que nos obriga a concluir que ele não tenha senso de humor, sempre com seu enorme olho sem pálpebras aberto (e sem pálpebras para não fechar nunca, para não deixar passar nada, Deus te vê, cuidado coro o lugar onde você põe a mão; ao dormir, nos colégios de freiras, as meninas tinham de dormir com as mãos sobre as cobertas). Sua biblioteca só tem livros de ética, ordens, ameaças, advertências, nenhum livro de estética, ou erótica, ou ficção, a despeito de Nosso Senhor Jesus Cristo ter dito que no Reino de Deus só entram crianças, o que nos obrigaria a concluir que Deus também é uma criança, como o fez o Alberto Caeiro, nunca li um tratado sobre os brinquedos de Deus... E eu me pergunto: Como é possível arear um ser assim? 

Acho o prazer uma coisa divina. Para ele fomos feitos. O amor, o humor, a comida, a música, o brinquedo, a caminhada, a viagem, a vadiagem, a preguiça, a cama, o banho de cachoeira, o jardim – para estas coisas fomos feitos. Para isso trabalhamos e lutamos: para que o mundo seja um lugar de delícias. Pois esse, somente esse, é o sentido do Paraíso: o lugar onde o corpo experimenta o prazer.

Juliano Fabricio lendo 
Rubem Alves em sua Teologia do cotidiano


A decisão de não ter ou de se ter um, dois, três ou quatro filhos é muito pessoal e, sem dúvida, depende de muitos fatores. Está longe de ser uma decisão simples de ser tomada, mas o que mais me assusta é a força e a eloquência com que as pessoas utilizam o velho argumento de que “filho dá despesa demais”. Sim, dá muita despesa. E mais do que isso: consome o nosso tempo, nos deixa exaustos, aumenta nossos cabelos brancos, retira nossas tranquilas noites de sono, pode nos causar tristeza e decepção em algum momento. 

... enfim o tal do filho dá despesa demais?

Sim, há momentos em que a gente passa aperto, faz dívidas, há meses mais difíceis do que os outros, mas preciso dizer que um filho quando nasce não pede férias em resorts ou Disney, não pede roupas de marca desde os seus primeiros dias de vida, não pede quarto sabe lá de quantos mil reais, não pede ballet, piano, inglês, judô, escolinha de futebol, natação. (Tudo junto e misturado que retira a infância da criança cumulando-a de tantas atividades. Hoje não são mais raros os casos de stress infantil)

Um filho para nascer não exige iPhone, iPad, um quarto de última geração com todas as tecnologias disponíveis. Tampouco, precisa estudar na melhor escola, ter as melhores notas, ser o menino ou menina prodígio, não ser frustrado, até porque se sua infância e juventude forem assim, sua vida adulta será um peso que muito provavelmente ele não dará conta de carregar. 

...mas como você faz então? Não dá as coisas para seus filhos? 

Eu e minha esposa fazemos escolhas. A primeira delas é viver de um modo mais simples. Queremos conforto, sim, mas nos policiamos muito em relação aos exageros da sociedade do consumo. Nossos filhos precisam saber o valor das coisas e compreender o abismo de desigualdade social que existe no Brasil. Está certo ganhar um presente que custa um mês de trabalho de um assalariado que precisa fazer milagre para cuidar dos filhos? E, assim, a gente vai despertando a consciência deles. 

Para mim e minha esposa, o maior desafio está no tempo que eles demandam e no pique que falta devido à idade. Estou com 41 anos e ela com 32. Nos sentimos cansados, muitas vezes. Quando dizemos que se fôssemos mais novos, talvez teríamos o quarto filho, parece que estamos assaltando as pessoas. Elas nos olham perplexas, constrangidas, nem sei dizer como! A questão do tempo também é muito relevante, porque não adianta ter filhos para terceirizar a educação, delegando-a para os avós, professores ou babás. 

Valores são ensinados, sobretudo, pelos pais.

Nascem no cotidiano entre pais e filhos: no trânsito, no supermercado, na mesa do almoço, naquela bagunça em cima da nossa cama com pé sujo e tudo, na hora de fazer a tarefa escolar, no respeito aos mais velhos, no tão esquecido “pedir a bênção”, no exercício das palavrinhas mágicas: por favor e obrigado.

Para tentar não terceirizar a educação, optamos por ganhar menos. 

Ai sempre perguntam...

Quer dizer que você ganha menos do que antes para gastar mais agora?”

E eu loucamente respondo: sim. É que a nossa “matemática” não é uma ciência exata. Ela se explica mais em um texto que está em um livro bem antigo escrito por um tal de Mateus. Lá diz assim: “não vos preocupeis com o dia de amanhã, a cada dia basta o seu cuidado. Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e tudo mais vos será dado em acréscimo”. 

Penso que a maior armadilha da nossa geração, a chamada geração X, é essa estranha e perigosa mania de dizer: “vou dar para meu filho tudo o que eu não tive. ” A gente não percebe, com isso, que ao dar tudo a gente pode estar tirando deles a capacidade de sonhar e o prazer de subir a escada degrau por degrau. Afinal, filhos prodígios podem até subir a escada com um passo apenas, mas se caírem o tombo terá consequências muito piores. 

Temos três filhos: uma menina de 06 anos, um menino de 4 anos e a rapinha do tacho de 2 anos. Muita gente acha que o caçula veio de um descuido, até porque a distância em relação ao segundo filho e curta. Não, ela não foi descuido. E se fosse, seria amado do mesmo modo. Ela chegou com uma missão: selar em nós a certeza de que nossa família estava incompleta. Agora não está mais! Não consigo me ver sem eles, ainda que às vezes tenha a sensação de enlouquecer em meio a tantas demandas. (Ps: Estamos a mais de um ano sem carro) 

A gente respira, tenta viver um dia de cada vez e, quando sente que não vai dar conta, chora, reclama, respira e volta o olhar para aquela matemática sensacional daquele livro antigo e tão atual. Somente lá estão as respostas para quem deseja viver menos de aparência e mais de essência.

Juliano Fabricio - #paidetrês
Ps: não conseguiria sem a Vanessa


Não tem grama verde para se gabar. Rede, quando não tem grandes furos, é luxo. A marcação de cal some. As traves, meio capengas, permanecem de pé mais por crença do que por engenharia. A gente cobra escanteio, corre para cabecear, espera rebote, ataca e defende. Não tem banco de reservas, todo mundo é titular e joga todos os tempos, ainda que se prorrogue algum sofrimento, ainda que haja pênaltis para os de coração forte. 

Nesse campinho que dorme cedo por não ter refletor, a gente joga aberto. 
Joga limpo.
 Joga duro, quando necessário, mas essa não é a regra. 

O fundamental é que a gente joga junto.

E num campinho assim, simples, feito a nossa divertida casa, um campinho familiar, a seleção precisa estar muito entrosada. E está. 

A Maria Flor é a centroavante, joga no ataque, que é uma maneira de garantir seu espaço no time que, quando ela chegou, já tinha dois titulares: Sophia na defesa, zagueira que não machuca adversário, e o José Miguel, filho do meio que domina o meio-campo da casa inteira. Nesse time ainda há uma capitã, líder insubstituível, craque na difícil arte de manter o espírito de equipe mesmo quando estamos em algum jogo perdido, levando uma goleada. Vanessa, esposa e mãe. Estaria contente só de vê-los jogar, mas fui convocado para ser pai. Um lateral pesado, quarentão, meio fora de forma, sem pique, mas que entendeu o seu papel. E aqui estou, me preparando para vê-los entrar em campo uma vez mais...na copa do nosso mundo...

Torcendo para que nesse jogo da vida eles sejam exemplos de quem joga limpo mesmo não vencendo todas, de quem sabem que mesmo perdendo um jogo não desistem nunca...

e principalmente pelas minhas duas filhas, que infelizmente vivem em um mundo machista, onde a bola quando chega, chega meio dividida. 

Filhas apenas joguem... independente do resultado do jogo, apenas joguem... 
vocês sempre serão minhas idolas, feito a sua mãe, mulher rara, única, que bate um bolão. 

Bom jogo...

[Alerta de spoiler]: 
o setor das arquibancadas reservado para os que acreditam está quase vazio. 

Juliano Fabricio
em uma boa jogada do seupai


Amor é contagioso. 

Passa. Pega. Alastra. Espraia. Irradia. Vai. Amor vai. 

Desde que resolvi escrever para vocês, aqui, recebo alguns poucos comentários. Gente que agradece, que pergunta, divide, gente que se emociona, que me emociona, gente que reza, deseja bem, que tem família, que não tem, gente daqui, de lá, de lugares que nem sei o cheiro, sei que existem, apenas. Desde que resolvi escrever para vocês, aqui, fiquei dividido entre abrir as portas de casa para desconhecidos e preservar (essa era a palavra-tormento) nossa família. 

Nossa família está preservada, meus filhos. 

Em nós mesmos, ela se preserva. Quando estamos juntos, em casa ou não, estamos em casa. Nossa família é o nosso lugar e vai com a gente, sempre, em forma de cuidado, respeito, força, fé. O que nos une é isso que se espalha. Amor. Amor vai. A gente vai. Nossa família vai, assim, juntinha, aonde for. 

Que essa imagem, de vocês, contagie, passe, pegue. Que nem um bom bocejo numa tarde de calor.

Juliano Fabricio
que esse contágio se espalhe...


A Bíblia, como vimos, afirma o que parece ser uma posição razoável: 

...que todas as criaturas humanas de DEUS, de algum modo, têm a fome divina relatada por Santo Agostinho em seu famoso dito: “Fizeste-nos para ti e inquieto está o nosso coração enquanto não repousar em ti.”

Não é desonra alguma para DEUS dizer que toda verdade, todo senso de beleza, toda consciência e todo desejo de bondade tem apenas uma fonte, e que essa fonte é DEUS, o qual, por sua vez, não pode ser confinado a um lugar, a um tempo, a um povo ou a uma religião.

Meu DEUS e, espero, o seu DEUS não está apenas sentado, preocupado e pensando que uma profunda verdade religiosa ou que uma grande descoberta cientifica será feita por um não cristão. DEUS se alegra por ver que suas criaturas humanas, independentemente de raça, cultura, gênero ou fé religiosa, estão fazendo grandes avanços na ciência, na arte, na musica, na ética, na filosofia e na lei, apreendendo com habilidade cada vez maior a verdade, a beleza e a bondade que emanam de DEUS. 

Nós também devemos partilhar alegria divina, celebrando que tenham existido pessoas maravilhosas como Sócrates, Aristóteles, Hipócrates, Confúcio e outros. Não é obvio que os cristãos não têm o monopólio da virtude, da capacidade intelectual e do senso estético? E ainda bem que isso não acontece como disse o Ricardo Gondim em "DEUS me livre de um pais evangélico".

Será que DEUS sentiu desonra por Mahatma Gandhi ser hindú?

Não deveríamos estar contentes por ter havido uma grande alma que inspirou o cristão Martin Luther King Jr. em sua campanha pelos direitos civis? Será que precisamos ser tão ridículos a ponto de afirmar que o que Mahatma Gandhi fez foi bom, mas que teria sido melhor se ele fosse cristão? Que provas nós temos de que os cristãos são melhores? Não é verdade que as provas costumam apontar na direção contrária?

Na minha opinião, parece que estamos ficando pobres em diversidade no campo das etnias, dos credos religiosos, nos pontos de vista políticos e ideológicos. Há muita impaciência e INTOLERÂNICA com qualquer coisa e qualquer pessoa que sugira outra perspectiva, outro modo de olhar para a mesma questão, outra resposta que seja digna de investigação.

Pois muito existe que conspira para nos afastar; portanto, celebremos aquilo que nos une, aquilo que temos em comum.

Com efeito, diminuímos a justiça e a honra a DEUS quando desejamos, por exemplo, negar que Mahatma Gandhi foi uma alma grande e verdadeira, um homem santo que andou muito próximo de Deus. 

Nosso DEUS seria muito pequeno se ele não fosse também o Deus de Gandhi.

Juliano Fabricio  *só lembrando que o
cristianismo não combina com intolerânica*


Para os que não conhecem bem o mundo religioso, uma metáfora secular se faz necessária. 

O movimento evangélico funciona mais ou menos como uma feira livre.

Cada banca disputa um nicho de mercado em livre concorrência. 

O diferencial está na mercadoria, no preço, na comodidade e, claro, na capacidade do vendedor de cativar o cliente. 

Sendo assim, o aparente companheirismo, ou o espírito corporativo, entre as diferentes igrejas desaparece na necessidade de sobreviver. 

Os evangélicos encarnam, na religião, o neoliberalismo do capitalismo. 

Vale a máxima:
 
Quem não tem competência não se estabelece. 

Entre evangélicos, existe pouca cooperação e muita rivalidade – cada um por si. 

Afirmo isso para esclarecer que não existe um único movimento evangélico, mas vários.


Ps1: Falo do que vi e vivi.

Ps2: Em seu único momento de raiva, JESUS destruiu uma fera livre dessas. 

Ps3:  A charge acima fala por si. 

Juliano Fabricio
{o administrador} 


“Eu não sou digno de sequer desamarrar suas sandálias”.

É como João Batista se sente diante de Jesus. Muitas vezes sinto o contrário, penso que ele também, como se merecesse mais da vida. Meu sentir é oscilante, por isso tento não confundir, quando sinto, desabafo, quando creio, é que afirmo.

Aprendi que quando estou sentindo que mereço sorte melhor, posso desabafar e até brigar com Deus.

É bom isso! É bom poder dizer exatamente o que sentimos ao Deus que nos conhece antes de dizermos, que não se assusta com nosso destempero, imaturidade ou seja lá como definimos tais rompantes.

De fato, a única maneira de não reservarmos em nós a sensação de que merecemos mais é se afrontamos sinceramente a Deus com nossa confissão ingrata. Que digam-nos os salmos de Davi. Somente quem escancarou a mais insatisfeita versão de si mesmo é que pode dizer que sabe que não merece todo o bem que em algum momento há de perceber no caminho.

Juliano Fabricio 
ouvindo e lendo
©Alexandre Robles


#Sophia e seus sapatos

Melissa amarela ou verde, tênis All Star ou o roxo, aqui estão. Que indecisão, esse sapato. Porque um tinha até orelhas de gato, o outro uma joaninha – fora um, que tem hora que combina e hora que não, outro com o aperto errado. Poderia ter escolhido qualquer deles, saído de – sei lá – de All Star. 

Mas ia se arrepender no próximo passo, bem em cima da hora. Vai que arrependimento mata? Mata nada. 

Que responsabilidade enorme, a minha, escolher seu caminhar. Posso não, filha, descruza essas pernas, levanta e me dá um abraço, vem cá. Deixa te contar um segredo; uma coisa para não esquecer de lembrar mesmo quando nem pensar. Os teus pés devem te levar, do jeito que você quiser, por onde quer que você vá. Saiu galopante, leve e saltitante. Depois de tanto argumentar, enfim.... usava o amarelo e debaixo dos seus pés, o chão parecia feliz e realizado.

Parabéns, filha. Que mundo lindo você me deu. O mundo de Sophia. Obrigado

#histórias do Zemí:

Diante das histórias que você me conta...

...reação que vem. Fico concentrado, fico emocionado e penso que você começa a compreender as mais complexas formas da gente entender o que está ao nosso redor, como transformar em sentimento e, por fim, como agir diante disso. Fico em silêncio porque não há nada a ser dito. Minha reação é não reagir, esperar que a história continue. Você continua. Você entendeu. 

E em uma dessa histórias mirabolantes, ele entendeu que nem sempre temos teto. Nem sempre temos chão. Mas assim, juntos, onde quer que seja, temos o que fica entre os dois. Entre o teto e o chão estamos nós. E isso já é a nossa casa.

Então uma vez mais insisto... lugar somos nós. Não há espaço territorial que faça sentido se lá não estivermos. Levamos os lugares para fincarmos as raízes do pensar.

Valeu José Miguel pelas suas tantas histórias... (isso acontece geralmente antes de fazermos nossas orações juntos) 

#pequeno diante da minha Flor

...ando me sentindo pequeno diante de você. Diante dessa sua capacidade gigantesca de aprender. A Sophia e o Zé já haviam me mostrado que isso acontece. Acontece que, depois de dois filhos, a gente (que nunca sabe de nada nessa vida) acha que sabe tudo. Vem você e me surpreende de novo. São palavras, caminhos, olhares, repetições imperfeitas de outras imperfeições (nossas) e, assim, novas palavras, caminhos e olhares (só seus). A chave que você usa para abrir as portas e janelas é um sorriso. O seu jeito de se fazer bem-vinda é abrir os braços para os abraços. A descoberta que você fez (tão cedo, filha) é que o mundo fica melhor quando a gente entrega carinho sem sequer saber o que vai receber. Que começa na gente mesmo – e não na expectativa sobre o outro.

Pausa...

Ando me sentindo pequeno diante de você. Diante dessa sua capacidade gigantesca de ensinar.

Juliano Fabricio
#paidetrês


E a gente cabe em um metro quadrado, talvez menos. 

O que nos dá a –provável– mais intensa sensação de ser livre, que é não depender de onde estamos. Isso se deve ao fato de sermos tão próximos, muitos e ao mesmo tempo um, uma: família. 

É triste, acreditem, mas há famílias que mal se tocam: estabelecem distâncias do toque, do abraço, do aconchego, de tudo aquilo que pede contato físico. 

Triste. Bem triste. A gente, por sorte, não é assim. 

A gente se aperta, se espreme, se condensa, acha espaço onde parece não existir, faz uma massa compacta de corpo, alma, amor. Uma massa. 

É isso: sabe quando a gente brinca de massinha de modelar e começar a misturar o azul, o rosa, o vermelho, o amarelo, o laranja e disso tudo, tão diferente, junto, se cria uma cor que não tem nome, mas onde todas as cores, visivelmente, estão ali? Então... aqui em casa somos assim, pura massa.

Ps: o amor tem massa e para contrariar uma linda música da banda Cidade Negra, o amor se mede sim, 

se mede pela quantidade de beijos;

se mede pela quantidade de abraços;

se mede pela quantidade de cafuné;

se mede pela quantidade de tempo dispensado;

se mede e é totalmente palpável!!!

O amor só não tem régua de abraço, não tem bafômetro de beijo e amar demais não tem controle, pedágio, fiscalização. É realmente assustador. É realmente um choque nos tempos atuais. 

Essa é a formula da nossa liberdade. Não abriremos mão!!!

Juliano Fabricio
Vivendo de amor


♥ Felicidade ♥

Felicidade não dá em lata, caixa, vidrinho, sacola, num pote qualquer. 

Felicidade se planta com as mãos: cava-se na areia, coloca-se a semente, cobre-se, rega-se, observa-se até que os olhos provem: é fruta que nasce em pé; sonhar não funciona, tem que ter coragem e vontade para ser feliz, levantar e trabalhar. Dá trabalho. Se colhida antes, o resultado é amargura, como se a gente estivesse verde para ela. Se deixada para depois, pode cair e nos machucar. Esse tem sido nosso plantio nesses 7 anos.

E nesses 7 anos, a minha vontade de ficar com você e só com você nunca passa e nunca é saciada. Anseio por nossos momentos de atenção um para com o outro, de ouvir tudo o que aconteceu no seu dia ou simplesmente de ficar com você. Eu te amo hoje, muito mais do que quando te conheci. Eu te amo por tudo o que você é, e por tudo o que você representa pra mim. Minha amiga, companheira de jornada, meu porto seguro, conselheira e a mulher que veio para ser tudo o que eu não sou e com a missão de me ensinar a ser melhor a cada dia. (Você nem imagina com faz isso bem!!!)

Eu, que era um rascunho de gente até que você chegou e fez parte de mim. Eu, que vivia para mim e tão só para mim e nunca fui bom o suficiente comigo mesmo para querer estar com alguém tão intensamente a ponto de não ser somente "com", mas sobretudo "em" alguém. Estou pra sempre com você, coração, corpo, mente, alma. (minha existência se tornado uma coexistência)

Sem ela, inexisto. Com ela, respiro. Reflito, filhos. 
Como é fascinante essa sorte que tenho de estar tão perto de mim mesmo, toda a vida.

Ps: Não acreditamos que é um ano de crise e sim de alguns porquês?:

porque apesar da torcida de muitos, a gente não tropeçou;
porque a justiça falha;
porque os filhos crescem;
porque a nossa fila sempre é a mais demorada;

porque alguém esqueceu que o fogo estava alto;
porque o agir correu muito e chegou antes do pensar;
porque o edredom virou panqueca;
porque tanta chave;

porque acabou o leite;
porque o time perdeu;
porque o microondas não funciona mais;
porque a cama faz tanto barulho;

porque choveu;
porque nem sempre o livro termina como deveria;
porque o tempo passou depressa demais no fim de semana;
porque não deu pra viajar;

porque não tem mais sorvete;
porque não dá para brincar mais um pouco;
porque alguém deu as costas;
porque nem sempre temos asas;

porque era segunda-feira;
porque a água estava fria;
porque não era verdade;
Por que a gente fica triste?

Bom, porque às vezes algo sai errado.
Para esses momentos, quando a tristeza achar que pode entrar sem bater, guarde essa palavra: 

– AMOR♥
 
♥ Apesar de tantos porquês, vamos sim celebrar as risadas, os sorrisos, as gargalhadas. Vamos relembrar todos os cheiros, todos os perfumes, todas as ceivas, os olhares, os segredos. Vamos perpetuar os toques, os gestos, os beijos, os suspiros, sussurros e desejos. (uiiiiiiiii!!!!!!!)

Bem marcados estão os momentos de lágrima. Não os suportaria, tenho certeza, sem o teu ombro seguro e sei que também fui (e sou) o teu esteio na hora de tanta dor. 

♥Nós sabemos o DEUS que servimos.
♥Nós sabemos como somos e o que vivemos. 
♥Nós queremos o que somos. 
♥Nós vivemos, sabendo-nos dois em um. 

Juliano Fabricio
♥Feliz bodas de lã♥ Te amo Vanessa


[As igrejas institucionais são em muitos aspectos como trens.]

Vão em certa direção, e continuarão indo nessa direção por um tempo bem longo, ainda que todas as mãos tratem de detê-las.

Como ocorre com respeito aos trens, as opções para mudar a direção das igrejas institucionais ainda são, na melhor das hipóteses, limitadas. Se se dispõe de uma alavanca de câmbio ou de um desvio, o trem poderia mudar de direção; caso contrário, simplesmente segue os trilhos em que vai. Portanto, todos os que se encontram a bordo do mesmo confiam fortemente que estão no trem certo que segue rumo à direção correta.

[As igrejas relacionais, como as do Novo Testamento, são diferentes.]

Essas igrejas não são trens,
senão grupos de pessoas que saíram para caminhar.

Tais grupos se movem bem mais lentamente do que os trens, só alguns quilômetros por hora no máximo, mas podem virar num momento. Mais importante ainda, podem ser genuinamente solícitos para com o mundo que os rodeia, para com seu Senhor e uns para com outros.

Como os trens, as igrejas institucionais são fáceis de achar. Sua fumaça e seu ruído são inconfundíveis e diante dos erros são difíceis de parar. 

Já as igrejas relacionais são um pouco mais sutis. Devido a que não anunciam sua presença com luzes intermitentes em cada cruzamento, são silenciosas como o nascer de uma semente e discretas como o fermento na massa. 

Alguns crêem que as igrejas como essas do Novo Testamento há muito desapareceram. 

Será que é tarde demais?????

Na minha opinião NÃO pois,
por toda parte há igrejas relacionais ASSIM. 

Fiquem atentos e o mais rápido possível saiam desse trem!!!

PS: gosto dos versos do Zack Magiezi:

"Desde que a minha vida saiu dos trilhos

sinto que posso ir a qualquer lugar"

Juliano Fabricio
devagar, mas no caminho...


É a insensatez do homem que arruína a sua vida, mas o seu coração se ira contra o SENHOR. Provérbios 19.3 

Já não é de hoje que procuramos alguém para colocar a culpa de tudo. Na verdade, desde que se começou a contar a história da humanidade, lá estávamos nós com dedo em riste. Adão culpou Eva pela rebelião. Eva culpou a serpente. E dizem que como a serpente não tinha a quem culpar, assumiu.

Há pessoas que culpam eternamente seus pais por não serem quem poderiam ter sido. Se encostam na vida e depois precisam jogar nos outros a conta de sua própria preguiça. Geralmente essas pessoas vão culpar o cônjuge por não serem felizes e os filhos por terem tomado muito o seu tempo e dinheiro e por isso não conseguiram chegar onde queriam.

Tal síndrome se instala socialmente em nossa cultura. Parece que brasileiro se esquece que cada governante corrupto e cada funcionário público incompetente e mal educado é também um brasileiro. Mas é melhor colocar a culpa no sistema e mentir a si mesmo quando na verdade sabe-se que se lá estivesse seria igual. Enquanto isso cantamos a música que diz que o “melhor do Brasil é o brasileiro”. É, apenas alguns são. Pois na maioria o pior do Brasil é o brasileiro, povo preguiçoso, relapso, indolente, irresponsável e malandro. Dá no que dá.

O resultado é que jogamos a culpa em Deus. Ele fez errado, Ele não vê, Ele não ama, Ele isso e aquilo. Afinal, se Deus é brasileiro, porque não seria assim?

Diante deste deus, sou ateu. Prefiro assumir minhas responsabilidades, perdoar os que me feriram na caminhada, parar de satanizar o mundo e viver consciente de que se alguém neste Universo só me faz o bem, é Deus, o meu Pai, que me ama mesmo quando não O entendo..

Juliano Fabricio adaptado via @proverbios
[toda segunda uma nova provocação]

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