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cansei de “Vossa Excelência é bandido, patife e canalha”,

cansei da palavra “ilação”,

cansei de “Blindar o presidente”,

cansei de “manter a governabilidade”,

cansei da “base aliada”,

cansei do “Não devo nada”, “a justiça provará o contrário”,

cansei de “isso é perseguição política”,

cansei do “passar o Brasil a limpo”,

cansei de uma “igreja irrelevante”,

cansei dos "moralistas de plantão", dos "intolerantes",

cansei do “jeitinho”, do “molhar a mão”, do “vou falar com um amigo, e ele resolve essa parada”

cansei de tanta “data vênia”,

cansei de “cortar na carne”,

cansei de “isso faz parte do jogo”,

cansei do “mas todo mundo faz”,

cansei de “emendas”,

cansei de “What Is Aleppo?".

Juliano Fabricio
#cansei - #cansei - #cansei ...
😢 😢 😢 😢 😢 😢 😢



"Dinheiro é como a água do mar: quanto mais uma pessoa bebe, mais sede sente." Anônimo

"Não há bolsos em uma mortalha." Anônimo

"Você pode apagar o sol se colocar uma moeda bem perto do olho." Anônimo

"Dinheiro é como esterco: só é bom se for espalhado." Francis Bacon

"Poucas coisas testam mais profundamente a espiritualidade de uma pessoa do que a maneira como ela usa o dinheiro." J. Blanchard

"O amor ao dinheiro é para a igreja um mal maior do que a soma de todos os outros males do mundo." Samuel Chadwick

"Tempo e dinheiro são os fardos mais pesados da vida, e os mortais mais infelizes são os que os têm mais do que são capazes de usar bem." Samuel Johnson

"A verdadeira medida de nossa riqueza está em quanto valeríamos se perdêssemos todo nosso dinheiro." John Henry Jowett

"Aquele que serve a Deus por dinheiro servirá ao diabo por salário melhor." Roger L'Estrange

"Se a religião de um homem não afeta a maneira como ele usa o dinheiro, a religião desse homem é vã." Hugh Martin

"A chave de todo o nosso relacionamento com o dinheiro está na atitude de nossa mente para com ele." Kenneth F. W. Prior

"O homem mais pobre que conheço é aquele que não tem nada mais do que dinheiro." John D. Rockefeller

"Dois terços de todas as lutas, brigas e processos judiciais no mundo originam-se de uma simples causa: dinheiro!" J. C. Ryle

"Mamom é o maior senhor de escravos do mundo." Frederick Saunders

"O dinheiro ainda não deixou ninguém rico." Sêneca

"Dinheiro - o maior deus debaixo do céu." Herbert Spencer

"Nada do que é de Deus é obtido com dinheiro." Tertuliano

"Eu não dou um centavo por um homem que enriquece com a sua causa" Milor Fernandes 

"O dinheiro é um bom empregado, mas é um mau pa­trão." Georg Bõhm

Juliano Fabricio


Porque o Pen­te­cos­tes, em seu coração ardente, não fala só sobre linguagem, mas é também um ato de rebelião divina através da linguagem. 

É o protesto exposto ao vento de um Deus sem fron­tei­ras que se posiciona contra a equi­vo­cada pre­fe­rên­cia humana pela linguagem vazia dos poderosos. 

No Pen­te­cos­tes, Deus fala contra a tendência humana de forçar a unidade através da uni­for­mi­dade e da exclu­si­vi­dade, exigindo que as pessoas se conformem a padrões arbi­trá­rios de res­pei­ta­bi­li­dade e fazendo tudo isso em nome de Deus.

No dia de Pen­te­cos­tes Deus fala do lado de fora das muralhas de reli­gi­o­si­dade do templo, do lado de fora dos salões do poder político, do lado de fora dos limites da res­pei­ta­bi­li­dade. Deus fala nas ruas. A voz divina é manifesta em todas as línguas e em todos os povos, não só no latim imperial dos ocupantes romanos nem só no idioma da elite religiosa que res­trin­gia o acesso a Deus através de taxas opres­si­vas. Em vez disso, Deus fala no vernáculo do cada dia e de todo lugar.

No Pen­te­cos­tes, Deus concede a voz divina às línguas de um bando de zés-ninguém e a uma multidão de gente comum. Trata-se de um ato de liberação, tanto para a huma­ni­dade quanto para Deus.

[. . .]

Um Deus de muitas línguas. Um Deus de muitos povos. Um Deus sem idioma oficial. Um Deus que, em vez de silenciar, delega poder ao discurso dos oprimidos, dos bru­ta­li­za­dos e dos mar­gi­na­li­za­dos. O Pen­te­cos­tes foi uma revolta contra os que buscavam res­trin­gir Deus a um único e res­pei­tá­vel idioma oficial de um único povo justo ou a uma única teologia sistemática.

David R. Henson em


Um homem magro, baixinho, calvo, feio, sexagenário. Ele caminha a pé, descalço, numa viagem de 300 quilômetros a serem vencidos. Poderia ter feito a viagem de trem. 

Por razões só conhecidas do coração, preferiu ir a pé. 
Não queria chegar logo.

O importante não era o que todos pensavam que ele iria fazer, ao chegar; eram os sentimentos e pensamentos dos milhões que seguiam, nos sonhos, enquanto ele ia... 

Daqueles sentimentos e pensamentos um povo iria nascer. 

seu nome: Mahatma Gandhi.

O governo inglês havia proibido aos indianos de produzir o seu próprio sal, para obrigá-los a comprar dos dominadores aquilo que o mar oferecia como dádiva. Como os magos, o magro corpo solitário seguia uma estrela que apontava para o mar. 

E enquanto ele ia, o povo dizia: 
Que coragem! Que loucura! Conseguirá? 

Até que chegou ao destino proibido, e fez então o gesto fraco, prometido: tomou, na concha das mãos, um pouco de água do mar! 

Ah! Como os políticos se riam! Todo aquele suor e cansaço por causa daquela agüinha com sal... Olhavam para a água que se escoava entre os dedos e não viam o povo que nascia. Não era o sal que importava. Importava que os indianos encolhidos ganhassem coragem para lutar. E o povo inteiro tremeu, chorou, e se descobriu bonito, e ficou alegre, e virou guerreiro. 

É preciso ter alegria para saber guerrear... Povo, para existir, há de se sentir bonito. Há de ter sonhos, dizia Santo Agostinho. Há de marchar com a banda, dizia o Chico. Há de seguir a canção, dizia o Vandré. É isso que o povo pede de nós, dizia o poeta Tagore, uma canção...

"Quando me desespero, eu me lembro de que, durante toda a história, o caminho da verdade e do amor sempre ganhou. Têm existido tiranos e assassinos, e por um tempo eles parecem invencíveis, mas no final caem. Pense nisto, sempre" Gandhi


A Marcha do Sal ou Satyagraha do sal foi um ato de protesto contra a proibição, imposta pelos britânicos, da extração de sal na Índia colonial. Mahatma Gandhi caminhou de Sabarmati Ashram a Dandi, para pegar um pouco de sal para si. Um número muito grande de indianos o seguiu, mas os britânicos nada puderam fazer contra ele, pois não havia incitado os outros a seguirem-no. A marcha ocorreu de 12 de março até 6 de abril de 1930.

Juliano Fabricio
aprendendo...


1. Ao ouvir algo bom a respeito de uma pessoa, encontre algo negativo para fazer o contraponto, assim você destrói todos os bons exemplos e deixa o mundo sem referência do belo, do justo e do bom.

2. Quando encontrar virtude fora dos limites do seu mundinho , dê um jeito de varrer para debaixo do tapete, e se não for possível, isto é, se a coisa ficar pública em caráter irreversível, jogue o máximo de lama sobre aquilo, inclusive inventando mentiras e distorcendo fatos e conceitos, assim você conseguirá convencer um monte de gente que as únicas certas e boas no mundo são as pessoas que concordam com você, acreditam nas coisas que você acredita e fazem as coisas como você julga que devem ser feitas, e com o tempo você terá afastado as pessoas de Deus e reunido um grupinho ao seu redor, e finalmente você será o centro das atenções.

3. Sempre que discordar de uma ideia, uma atitude, um comportamento, faça questão de demonstrar sua contrariedade, quanto mais enfaticamente melhor, assim você contribui para disseminar antipatias.

4. Ao tomar conhecimento de uma notícia ruim ou ficar sabendo de um defeito ou tropeço de outra pessoa, divulgue rapidamente, seja portador das notícias ruins a respeito do mundo e das pessoas e estabeleça para si mesmo o propósito de ser a boca maldita, assim você se presta ao papel de disseminar amargura e arranca qualquer semente de esperança que estiver brotando no coração das pessoas.

5. Fale mal da igreja e da religião, do governo e da política, da sua cultura e das instituições da sociedade, enfim, do Papa, da Globo, do PT e do STF, do PSDB e da Marina Silva, dos gringos, dos black bloc, da polícia, do exército, do Corinthians e da Fifa, enfim, de Deus e todo o mundo, assim você se especializa em sabotar projetos de transformação e gera desânimo no coração das pessoas de boa vontade.

6. Tenha sempre alguém como o próximo alvo a ser destruído, durma maquinando o mal, dedique tempo para escrever e editar videos, poste no vimeo e no youtube, faça todo o possível para matar as pessoas que incomodam você, e se não for possível acabar com elas, não deixe de fazer todo o possível para destruir a reputação delas, assim você constrói uma imagem de bonzinho a seu respeito e atrai a admiração de gente sem caráter, com o tempo você estará rodeado de gente que não presta.

7. Cultive a inveja, a dissenção, espalhe calúnias, promova a difamação, seja incansável e se especialize em destruir tudo o que os outros estão tentando construir, assim você se candidata à promotoria cósmica e talvez ganhe uma autorização para portar uma espada poderosa que lhe permita arrancar cabeças conforme seu próprio juízo, e então, quem sabe, o mundo não se torna mais justo, já que Deus preserva com vida um monte de gente que não vale o prato que come.

8. Jamais perdoe, insista em acusar, julgar e condenar, cobrar cada centavo de dívida e exigir reparação de todo e qualquer dano sofrido, incentive a vingança e a violência, e seja implacável com os pecadores, mas não se esqueça de afirmar que está querendo apenas o que é justo, assim você transforma o mundo num inferno, e fica livre do árduo e sacrificial exercício de amar.

9. Esqueça esse papo de espiritualidade e virtudes universais, foque nos aspectos exclusivos de sua religião, valorizando ao máximo seus ritos, dogmas e tabus, e sempre que tiver que escolher entre eles e as pessoas, fique com eles, afinal, você jamais será acusado de sacrificar a verdade em nome do amor.

10. Jamais cometa a ousadia de invocar o nome de Deus em espírito e em verdade, Ele vai responder, e vai estragar todos os seus planos de fazer o mundo pior, e vai transformar você em uma pessoa generosa, solidária, inclusiva, cheia de compaixão e amor, vai deixar o diabo falando sozinho, e vai se surpreender ao se olhar no espelho e se perceber parecido com Jesus de Nazaré.

Ed René Kivitz no Facebook


Os profetas da minha geração, que me ajudaram a pensar criticamente e acreditar numa outra via política e social mais à esquerda, quando viram seus representantes partidários ascenderem ao poder, abandonaram o profetismo e passaram a defender o Rei, em nome do discurso de defesa do pobre que o partido que está no poder tem tido muitos anos para proteger. 

Mas como? 
Como esta máquina de corrupção que foi construída? 
Onde estão os meus profetas heróis? 

Os leio afirmando que a teoria de proteção aos pobres justifica a corrupção sistêmica.

Sacerdote protege Rei. 
Profeta denuncia até a si mesmo.

Meus profetas voltaram do Deserto e estão sentados à mesa do banquete hipócrita promovido pelo governo que desprotege os pobres por quem tanto disse lutar.

Juliano Fabricio
Assinando como o


[Se você é uma pessoa cristã, esse texto é para você!]

Não se intimide com o tamanho do texto! Resolvi usar o blog para gritar a todos que puderem ouvir, toda a minha indignação!

O que eu chamar de “igreja”, não se refere à nenhuma denominação ou grupo específico, mas aos cristãos que meus olhos conseguem enxergar! Quando menciono a palavra “líderes” eu me refiro aos padres, pastores, bispos, apóstolos, missionários e qualquer tipo de liderança eclesiástica!

Vamos ao desabafo:

A igreja brasileira está em crise! Em uma mesma congregação temos gente que anda com Deus, gente apática e gente que já chutou o balde há muito tempo. Numa mesma congregação tem gente que vive e morre pela verdade e também aqueles que a negociam e a trocam por vantagens imediatas.

Estamos vivendo uma crise de integridade na igreja. Há um abismo entre o que pregamos e o que vivemos; entre o que falamos e o que praticamos. A igreja tem discurso, mas não tem vida; tem carisma, mas não tem caráter; tem influência política, mas falta-lhe poder espiritual. Há uma esquizofrenia instalada em nosso meio. Tornamo-nos uma igreja ambígua e contraditória, em que o discurso mascara a vida, e a vida reprova o discurso.

Uma igreja que se encanta com seu próprio crescimento numérico ao mesmo tempo em que se apequena na vida espiritual. Uma igreja que cresce em números, mas se atrofia em espírito. Uma igreja que tem 5.000 kilômetros de extensão e 5 centímetros de profundidade. Uma igreja que se vangloria de produzir dezenas de bíblias de estudo, mas produz uma geração analfabeta em Bíblia.

Gente rifando a verdade por dinheiro, que joga a ética para debaixo do tapete e, mesmo assim, vocifera palavras de ordem chamando as pessoas ao arrependimento. No passado, a igreja tinha autoridade para chamar o mundo ao arrependimento. Hoje, é o mundo que ordena que a igreja se arrependa. (Triste)

Uma igreja que constrói novos templos como se abre franquias, não com o propósito de pregar o Evangelho, mas de granjear riquezas. Templos viraram praças de negócios. Púlpitos viraram balcões de comércio. Igrejas viraram lucrativas empresas.

Somos uma igreja sincrética, mística e que prega um outro Evangelho muito diferente das Escrituras. Uma igreja que prega o que o povo quer ouvir e não o que o povo precisa ouvir. Uma igreja que prega prosperidade, mas não prega salvação; prega milagres, mas não prega a cruz. Uma igreja centrada no homem, e não em Deus.

Uma igreja amante dos holofotes, embriagada pelo sucesso, sedenta de aplausos, em que seus pregadores e cantores são tratados como astros de cinema. Estamos trocando nosso “direito de primogenitura por um prato de lentilhas” das glórias humanas.

Os líderes das igrejas se tornaram a classe mais desacreditada na nação. Há líderes que ainda não se tornaram cristãos. Há uma legião de líderes não vocacionados no ministério. Há muitos que entram no ministério por causa do seu bônus, mas não aceitam seu ônus; querem os louvores do ministério, mas não querem suas cicatrizes. Existem aqueles que fazem do ministério um refúgio para esconder sua preguiça e seu comodismo. Líderes que deveriam cuidar de si mesmos antes de cuidar do rebanho de Deus. Líderes confusos doutrinariamente no ministério, indivíduos que não sabem para onde caminham, por isso, são influenciados por todo vento de doutrina (Visões), deixando seu rebanho à merce dos lobos travestidos de ovelhas. Líderes que não vão às Escrituras para ganhar com Deus e partilhar com o povo, mas que repetem o que lêem e ouvem de outros líderes. Há líderes que estão em pecado no ministério e perderam a sensibilidade espiritual, pois condenam nos outros os mesmos pecados que praticam em secreto.

Estamos em crise! Abandonamos a simplicidade do Evangelho. Substituímos a sã doutrina pelas novidades do mercado da fé. Trocamos a verdade pelo sucesso. Colocamos no lugar da oração, em que nos quebrantávamos e chorávamos pelos nossos pecados, os grandes ajuntamentos, em que saltitamos ao som estrondoso e ensurdecedor dos nossos instrumentos eletrônicos. Igrejas que reúnem mais de um milhão de pessoas em torno de uma banda com músicas gospel e afirmam com isso, estarem ganhando o Brasil para Cristo!

É tempo de rasgar as nossas vestes! É tempo de demonstrar toda a nossa indignação com o que estão fazendo com o Evangelho!

Precisamos de uma igreja fiel, que prefira a morte à apostasia. Uma igreja santa, que prefira o martírio ao pecado. Uma igreja que ame mais a Palavra de Deus do que o lucro. Uma igreja que chore pelos seus pecados e pelas almas daqueles que perecem, ao invés de olhar para o próprio umbigo. Uma igreja que se preocupe em falar de Cristo, ao invés de se preocupar tanto com o Diabo. Uma igreja que se dedique a buscar Deus, e não os milagres!
Precisamos desesperadamente voltar ao primeiro amor!

Se eu creio que ainda há esperança?

“Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça.”
(Rm.11:5)

Graças à Deus, ainda há exceções no meio de tudo isso!

Juliano Fabricio



“Ser ou não ser eis a questão”
 É um questionamento filosófico usado por Shakespeare, quando Hamlet estava diante de uma decisão ética.

Confesso que em um universo tão grande de informações e de assuntos que acabam gerando redundâncias, fico a pensar: “Será que vale a pena postar alguma coisa?”, Será que não estou sendo repetitivo? E por ai vai.

Mais de repente me deparo com mais uma noticia de um ou uma maluca dizendo que o mundo vai acabar tal dia, que nossos problemas acabaram, pois já podemos comprar nossa ceia “comunhão” pela net, ou ainda que o culto em tal igreja não começou porque o Shofar não estava presente, que temos que bisuntar ( nem sei se escreve assim) nossa casa, carro ou empresa com óleo ungido de Israel, que deus me mandou construir um palácio para ele, que temos que namorar, casar ou relacionar com quem nossa liderança achar melhor (ministério do Santo casamenteiro), com gente se achando gente melhor que as outras, com títulos que já nem ouso mais descreve-los pois a cada dia o status muda, com profetadas e mais profetadas.................ufa, e não falei tudo!!!!!!!!!!!

Então pego novamente o meu notebook e entendo que não devo e não posso me calar diante de tão grande loucura que se tornou a nossa igreja brasileira. Preciso falar e falar e falar de uma teologia no mínimo básica para uma vida relevante, preciso falar e explicar para a maioria o que significa missão integral, preciso dizer que não temos somente um chamado mais um oportunidade de sermos referencial nas coisas mais básicas do nosso dia a dia, preciso dizer que existe gente como o Sr. Russel Shedd, preciso dizer o que significa Graça, Fé, Reino, etc, preciso dizer que Deus fará independente de nosso esforço em comprá-lo, preciso dizer que o Diabo não cria nada, nem música, inclusive no inferno nem existe harmonia.

Enfim, por mais redundante que eu possa ser ou por mais limitada que possa soar minhas postagens, continuarei a escrever e a proclamar através delas as minhas opiniões, indagações, protestos, as boas notícias do reino, as besteiras que não param e as coisas que de fato são essenciais para uma vida cristã relevante. Pois como eu sempre digo: “O reino de Deus quando se manifesta, as coisas mudam... se não mudam, duvide...”.

Obs: O evangelho da graça que creio hj nos chama a cantarmos a cada dia o mistério corriqueiro da intimidade com Deus em vez da busca por milagres e visões. Ele nos chama a cantarmos as raízes espirituais de experiências corriqueiras como amar, apaixonar-se, ser justo, falar a verdade, criar um filho, dar uma aula, perdoar uns aos outros depois de nos ferirmos uns aos outros, premanecermos juntos nos momentos difícies da vida, na surpresa e na sexualidade e no esplendor da existência.......dos tais é o reino dos céus, e de tais mistérios caseiros consiste a religião genuína.

Deus que eu não me canse de postar........ 

Juliano Fabricio
Vivendo pela graça®
Ps: texto originalmente postado em 07/01/11



Sem que fossem julgados, Paulo e Silas foram arbitrariamente presos como se fossem inimigos públicos número um dos cidadãos filipenses. Seu crime: libertar uma jovem possessa por um espírito de adivinhação, fonte de enorme lucro para os seus senhores.

Apesar de endemoninhada, ela não estrebuchava, espumava ou fazia qualquer coisa semelhante às cenas do filme “O exorcista”. Ela apenas adivinhava coisas. Todos diziam que aquilo era um dom. Logo surgiram os espertalhões querendo se locupletar do tal “dom”.

Foram vários dias sendo seguidos por ela e ouvindo dos seus lábios: “Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo” (At.16:17). Não duvido que isso tenha atraído a atenção de muita gente, aumentando consideravelmente o número dos que demonstravam interesse pelo o que Paulo e Silas pregavam.

Que pregador de nossos dias se incomodaria com uma propaganda gratuita como esta? Porém, Paulo sentiu-se perturbado. Não era ético que a aceitação do evangelho naquela região dependesse do testemunho de quem sequer havia sido alcançado por ele. Não era ético aproveitar-se do “dom” daquele jovem como faziam os seus senhores.

A ética do evangelho não permite que seus portadores se atrevam a tirar vantagem de quem quer que seja, ainda que para o bem da causa. Se Paulo aceitasse passivamente aquilo, ele estaria agindo exatamente como os homens que se aproveitavam daquela menina.

O que ela dizia acerca deles era incontestavelmente verdadeiro. Eles anunciavam o caminho da salvação e eram servos do Deus Altíssimo. Isso era tão verdadeiro quanto o que o diabo dissera a Jesus no deserto ao citar passagens bíblicas. Porém, Jesus sabia que não importava apenas a veracidade do que era dito, mas também a fonte de onde aquilo jorrava. Por isso, Ele responde ao tentador: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt.4:4). A proveniência é que confere autenticidade ao que se diz. Não se pode esperar que uma fonte de águas amargas jorre águas potáveis. Mesmo que o diabo diga alguma verdade, sua intenção é sempre o engano. Seus agentes neste mundo são os que “detêm a verdade pela injustiça” (Rm.1:18).

Verdade dita com a intenção de enganar nada mais é do que mentira.

Paulo não está preocupado com os resultados positivos daquela propaganda, e sim com o estado deplorável daquela alma explorada.

Pergunto-me se a igreja de hoje não estaria sendo condescendente com o erro na medida em que se aproveita dele para locupletar-se. Permita-me um exemplo: seria ético usar elementos de outros cultos para atrair pessoas à fé cristã? Desde quando Deus precisa de estratégias enganosas para conduzir pessoas à verdade? Os meios justificam os fins? Vale tudo para encher a igreja? É correto entrevistar pessoas possessas em nossos púlpitos? E manter as pessoas presas em suas superstições? Já ouvi de casos de pastores que ameaçam as pessoas dizendo que se deixarem suas igrejas serão vítimas dos mesmos espíritos de que foram libertas. Não concebo Jesus ou Seus apóstolos usando de tais artifícios vergonhosos para manter alguém preso a eles.

Se Jesus lançasse mão de tais artifícios, Ele diria ao gadareno de quem expulsou uma legião de demônios: Para ficar totalmente liberto, terá que fazer uma corrente de pelo menos mil dias. Em vez disso, mesmo insistindo para segui-Lo, Jesus o dissuadiu, dizendo: “Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti” (Mc. 5:19).

Quantos são tidos por reféns dos sistemas eclesiásticos em nossos dias? Até que ponto isso não tem comprometido o seu testemunho diante de sua família?

A verdade é que não há interesse de que as pessoas sejam realmente libertas. Isso seria contraproducente. Em vez disso, prefere-se mantê-las sequestradas por suas superstições.

A genuína libertação não se opera meramente através de orações e exorcismos, mas pela exposição da verdade. “Conhecereis a verdade”, garantiu Jesus, “e a verdade vos libertará”. Se houvesse interesse na libertação das pessoas, a Bíblia seria aberta e exposta em vez de servir apenas como enfeite no púlpito.

Há pessoas que frequentam estas franquias religiosas por anos e sequer conhecem o abecedário do Evangelho. Seguem alimentando crendices, dependendo de amuletos, e enchendo os cofres desta famigerada indústria.

Réplicas da Arca da Aliança, cajados de Moisés, óleo supostamente vindo de Israel, água benta, e mais um elenco infindável de objetos são usados para atrair as multidões. Sem dúvida é o caminho mais eficaz para encher-se uma igreja da noite para o dia. Já ouvi de alguns pastores o comentário sarcástico: O povo gosta!

Bastou que Moisés se ausentasse por quarenta dias para que Arão cedesse à pressão popular e aceitasse erigir um ídolo, um bezerro de ouro para que o povo o cultuasse. Mas quando ninguém esperava, Moisés voltou e acabou com aquela algazarra. Quero lembrar aos meus colegas, àqueles que têm cedido à pressão das igrejas midiáticas: Cristo virá em glória! E cada um de nós, pastores, terá que prestar contas do que lhe foi confiado. Reveja a recomendação de Pedro: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho” (1 Pe. 5:2-3). Nosso dever, como pastores e guias do povo de Deus, é velar pelas almas como quem há de dar conta delas (Hb.13:17).

Não ceda à pressão de quem quer que seja. Siga fiel. Pregue a verdade. Não negocie princípios. Não se espelhe nos bem sucedidos empresários da fé. Ainda que tenhamos muitos referenciais, Cristo é o nosso padrão.


Nosso desafio está muito além da religião, da denominação, da teologia, do novo mover profético, do culto, da cantoria, do próximo congresso, da bajulação, do dia santo, da nova metodologia da hora, enfim... 

Como corpo de Cristo devemos exercer essa autoridade em todos os espaços, todos os momentos, através de todos os seus discípulos e não de alguns “especiais”. Temos que lembrar também que esse projeto de redenção é para todas as coisas criadas por Deus, pessoas e criação como um todo. 

Se a pregação de Cristo é de que o Reino de Deus chegou. Reino, pressupõe um novo estado, que pressupõe um novo jeito de ser gente, um novo jeito de se relacionar com o outro e um novo jeito de se considerar e agir nas estruturas sociais. Se a missão é integral, a mudança tem que ser percebida com a chegada desse reino. Se nada muda é porque infelizmente, só houve um proselitismo travestido de mudança de religião. 

Na minha opinião isso é o que tem faltado na igreja evangélica brasileira. Temos muita ortodoxia em detrimento da ortopraxia, a crença politicamente correta que nada produz. (Ortodoxia - uma fé certa - Ortopraxia - uma prática certa)

Como disse certa vez René Padilla

"a igreja que se compromete com a missão integral entende que seu propósito não é chegar a ser grande, rica ou politicamente influente, mas sim encarnar os valores do reino de Deus e manifestar o amor e a justiça, tanto em âmbito pessoal como em âmbito comunitário."

"O evangelho todo, para o homem todo" 
foi o grito de Lausanne em 1974, e a este grito eu também faço coro.

Juliano Fabricio
Um fora de moda


São aqueles que segundo Paulo em “Atos dos Apóstolos”, já estão no meio de nós como lobos que não poupam o rebanho de Deus, fazendo negócio em nome da Fé, e que são os exterminadores da liberdade alheia, que excluem sumariamente as pessoas e se afastam delas, achando que são muito melhores do que elas. São os que usam luvas de assepsia e jogam no lixo os diferentes, os quais diferem deles quanto ao estilo, conceitos, doutrina, postura moral, ética e religiosa. 

São os que têm “complexo de São Pedro” por se julgarem acima da Lei, se achando no direito de abrir ou fechar as portas do céu de acordo com seu julgamento distorcido, separando antes do tempo determinado o joio do trigo, quem é salvo ou não, quando Jesus proíbe veementemente tal atitude. São os que pensam que estão sozinhos no mundo, e acham que eles e sua igreja, serão os únicos que vão ser salvos, e sua doutrina, teologia, liturgia e preceitos morais são os únicos certos e todos ao redor estão errados. São os que se prendem a teias de legalismos tentando comprar a Graça de Deus com obras humanas e ofertas de desempenho e performances pessoais. 

Estes, na prática, esperam ainda obter o favor de Deus, com boa moralidade e com bom comportamento, pretextando santificar-se a si mesmos com orações religiosas com coreografias de “avivamento” anulando assim, completamente o sacrifício de Cristo na cruz, nesta categoria circula nos corredores de tais crentes-evangélicos, toda antítese da Graça. 

São os que colam máscaras de religiosidade, e que carregam troféus, notoriedade e status por cargos eclesiásticos alcançados e salários esplendorosos as custas da boa fé na fé, e não em obras redimidas da genuína fé em Deus. Na cara para impressionar o mundo, assumindo ridículas atitudes de bajulação e arrotando vantagens, tecem grandes relatos de proezas espirituais exacerbadas, sem nexo e sem embasamento, caminhando assim, cada vez mais na contra-cultura que propõe “O Evangelho” simples, puro e amoroso de Jesus Cristo, onde a Graça repousa sobre toda a humanidade sem acepções, e isso, pasmem !, fora dos templos. 

São os que ficam à espreita da liberdade dos outros, criticando e disseminando suspeitas de todo tipo, visando salvar sua própria reputação e expondo à vergonha aos incontáveis pelados nos telhados de quem não concordam com seus modus-operandis. Se nos tempos de Cristo os fariseus eram os líderes religiosos de sua época, os anciãos do povo, os que compunham o Sinédrio, os líderes que detinham o poder religioso e mantinham o status quo econômico da nação, os fariseus de hoje também compõem a grande parte esmagadora da liderança das igrejas de hoje. 

Eles são os que se assentam nos concílios, nas juntas administrativas, nas comissões gestoras das organizações eclesiásticas, e se reúnem como donos, caciques, pagés e os chefes das grandes corporações da fé. São, no entanto, aos olhos infalíveis de Jesus, hipócritas ! cujos atores atuam com máscaras, que disseminaram ervas danosas no meio do trigo Da Igreja. Sua atitude, apesar do alto teor moral, é tida diante de Deus, como palha que queima e que, ao passar pelo crivo do fogo purificador dos olhos do Rei, só sobrarão cinzas e poeira. São os que ainda hoje Jesus chama de cobras…serpentes, víboras venenosas, sepulcros caiados, bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos secos com todo tipo de imundície e podridão das mais fétidas, estes que coem um mosquito e engolem um camelo, guia de cegos. 

São esses aos quais Jesus disse que o honram com os lábios mais seu coração está longe Dele, e que adoram a Deus em vão, e cujos ensinos não passam de regras ensinadas por homens. Meros personagens fabricados em suas denominações religiosas multiplicando seus dogmas, sugando ovelhas sem o mínimo escrúpulo. 

Fico pensando em quão inconsistente é, para Jesus, tanta pompa, tantas construções, tantos cursos infindáveis de educação religiosa, tantas regras proibitivas, tantos sistemas complexos, tantos preceitos inócuos, tantas falácias heréticas, tanto circo, tanto discurso vazio, e que no final pouca coisa sobrará de útil para o Reino, e quase nada que perdurará para Vida Eterna. 

Estes tais, como bem advoga a carta de Judas, são estrelas errantes, andando após Caim, aventurando-se no erro de Balaão, e embalando-se na revolta de Core. Não sejas nem consintas ser como um fariseu de hoje. Saia das fileiras da hipocrisia, e venha se alistar no exército dos filhos da Luz, que andam na verdade, na simplicidade do Reino e que não tem outra motivação que não seja agradar ao Rei oferecendo um coração sincero e transparente, cujas motivações fluem do coração, por saber que o Pai celestial em quem não há mudança e nem sombra de variação, e que tudo é nú e patente aos seus olhos, a quem cada um de nós lhe prestaremos contas, e que se alegra sobremaneira da verdade no íntimo, e que não despreza um coração contrito e quebrantamento, e jamais rejeitará um genuíno ser arrependido. Nele, toda misericórdia há, e se renova de manhã após manhã para sempre !, Aleluia !. 



Não importa quão estelionatário, quão imoral, quão absurda seja a postura dos políticos evangélicos, sempre terão quem os defenda. 

Não importa se o cara paga salários para pastores amiguinhos que nunca foram trabalhar, se ele pousar de zeloso pela família. Para crente alienado, basta qualquer safado ser de sua religião, chorar e dizer que zela pela moral (que não tem) que já é defendido como se fosse o que não é. O discurso da “Defesa da família” nega as famílias que temos: gente divorciada que se casa de novo, gente que resolve seguir só com os filhos, gente que não quer ter filhos, família com mãe solteira, família com duas mães, dois pais. Chamam de “família destruída” um casal que admite que seu casamento seja uma farsa e chamam de família “estruturada” quem viva de aparências. De seus adultérios e hipocrisias não falam. Defendem a exclusão, o machismo, têm pavor da igualdade de direitos; cometem homofobia dizendo que amam, que não são homofóbicos.

A piedade dos grandes líderes religiosos equivale a ”levantar um grande clamor” com gemidos de sofrimento contra “a corrupção desse país” e negociar com os políticos um cachê gospel com dinheiro público. O povo se impressiona com quem se joga no chão do palco cheio de “quebrantamento” mas não se impressiona com sua riqueza. O povo, suscetível a pregações barulhentas e demonstrações de pentecostes, desconhece que em geral as igrejas sustentam sua ideologia política na oferta que lhe faz qualquer político: cinco milhões? Uma marcha pra Jesus? Algum cargo político? Ávidos por dinheiro e poder, vendem a si mesmos; com aparência de piedade, enganam seu povo por muito mais que trinta moedas de prata. Judas, o arquétipo da traição cristã, arrependeu-se. Os políticos crentes e os donos corrompidos de certas igrejas evangélicas jamais se arrependem: justificam-se, inventam perseguições, dizem-se injustiçados, abençoam o dinheiro amaldiçoado.

A moral que defendem é a de institucionalizar seu moralismo farisaico.

A liberdade que defendem é a de cercear a liberdade dos outros.

Os bons costumes que praticam é espalhar mentiras e calúnias contra quem ameaça seus privilégios e os desmascaram.

Em tempos de efervescência na Comissão de Direitos Humanos, li escandalizada Ana Paula Valadão se pronunciar a respeito de Marcos Feliciano por ser “corpo de Cristo” e conclamar o povo a apoiá-lo, por fazer parte de seu clube religioso. Sob esta ótica, um ateu ético não é “corpo de Cristo”, ao passo que qualquer patife corrupto com cartão de membro é irmão.

Facilmente consideram herege o cristão que não defenda seu falso evangelho. Não se comovem com nenhuma afirmação social, reino de Deus na Terra nada tem que ver com justiça e ouvir clamor dos pobres, mas com o crescimento de suas denominações, com a expansão do rebanho que os manterá cada vez mais ricos em nome de Deus. Interessam-lhes manter as coisas exatamente como estão para que sua falsa generosidade se perpetue, para que sejam aplaudidos nas praças; dão com a mão direita e tornam públicas suas esmolas. Nas palavras de Paulo Freire, “os opressores, falsamente generosos, têm necessidade, para que sua generosidade continue tendo oportunidade de realizar-se, na permanência da injustiça”. E nada mais indignante que um opressor vestido em pele de ovelha. Ou de pastor , no caso.

Publicado por Eliane Pinheiro via: Pavablog


É espantoso o número de cristãos na internet, nas ruas, na TV e, sobretudo assustadoramente, dentro da própria igreja; Alheios, não só ao mundo exterior e as suas mazelas, ou à humanidade em pleno apelo pelo planeta, tentando entender onde vamos parar, ou compreender, como chegamos aqui, mas sim, alheios e distantes da palavra de Deus e do evangelho de Jesus Cristo.

O homem como centro do universo na era em que julga ter conquistado para si o mundo e sua vida; colocando-se como o alvo central, bem ao modo humanista (o mesmo “estilo” condenado em suas reuniões de busca de poder e unção de riquezas, na maioria das igrejas), tem de forma absurda e alienada, aprendido a se colocar como o fim; O alvo de uma vida que parece mais, uma vida de prazer do que abundante.

Há muita diferença entre uma e outra.

Não existe mais evangelismo em uma vida de testemunho (a não ser, o “financeiro”, o do carro novo…), ou o que esteja fora da TV ou de de grandes eventos; O testemunho de lideres e pastores passa longe de qualquer coisa que lembre a Jesus em sua conduta junto aos seus ou ao pecador. Não há o amor; nem o pregado, nem muito menos o vivido; só o relatado como uma breve passagem para não fazer “feio”… Afinal, o homem que se torna filho, deixou de se cobrir da poeira dos pés do Mestre que trouxe a salvação, pra se tornar o filho mimado; na vida que pensa ser abundante, mas não tem passado da vida que o mundo tem como abundante.

Esta é hoje a posição do que carrega o nome de “seguidor de Jesus”; Afinal, ele é Filho o do Rei; O possuidor da vida abundante de Jesus, e outras grandes verdades, traduzidas em diversas mentiras que tem sido o sustentáculo destes “filhos” da fé que o Senhor Jesus afirma não reconhecê-los no fim, quando alegarem fazer parte do “povo eleito”…

“Para trás de mim, não vos conheço…”.

Seria no mínimo insano, não querer se dar conta de quem seriam estes presunçosos; Seriam por acaso, os que não fizeram a opção pela escolha em fazer de Jesus, o Senhor de suas vidas?

Seriam os alheios ao crescimento da igreja dentro da “visão” de alguns “Pastores” e, em que a mesma, cresce e opera segundo o mundo e a sua concupiscência?

Creio que não… Estes pobres, na maior parte, excluídos, não trazem para si o nome do Senhor em suas ações com tanta irresponsabilidade quanto os confiados “evangélicos”, seguidores da vida que almejam e não do Senhor da vida… Quase tem se tornado “senhores” de seu suposto Senhor…

Creio, sim; serem os que na escalada do crescimento do que julgam ser a forma válida, para o “avançar” da igreja, fazem crescer em suas vidas de vitórias, apenas, todo o contingente irresponsável e insano que trazem junto do nome que utilizam, sem nem ao menos, conhecerem bem o seu dono, de fato. Se o conhecessem, seriam e reagiriam como o mestre do qual tomam e envergonham o nome.

Certamente, eu e você se tivéssemos o nome usado em alguma impropriedade, teríamos a mesma reação que Ele terá.

Seu amor eterno, no entanto, espera que nos adequemos ao seu estilo… Enquanto há tempo…

O Senhor Jesus deu autoridade aos seus; Aos que criam nele. Aos que estivessem nele. Até aí, tudo bem, não é? Não.

Não está nada bem na igreja que revoga o seu nome, mas que anda segundo o mundo em sua busca por algo que supra suas expectativas, ou sua religiosidade que beira a idolatria. Tudo anda mal se não é a Ele, quem temos seguido.

Este é o panorama da igreja que diz ter a formula para o homem carente da graça de Deus…

Pode até ser que tenham a formula, o que tem faltado, é a prática; A prática da graça.

Se não houver em nós o mesmo sentimento que houve em Jesus Cristo, é certo que o mundo não saberá do que tanto precisa e nem saberemos o que ainda precisamos com ele aprender.

Faça um exame de sua vida como seguidor de Jesus cristo; Coloque-se à prova e pense se você o segue ou se na verdade, segue a você mesmo…

Se você é igreja, ou se simplesmente, faz parte de uma parte da sociedade que, alienada, tem pensado em tudo; menos em andar como Ele.

“… Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome?

E em teu nome não expulsamos demônios?

E em teu nome não fizemos muitas maravilhas?

E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade… ”  Mateus 7:21-23

Pense nisso.

Por Rogério Ribeiro - Teólogo, Cineasta, Escritor . A serviço do Senhor Jesus, somente.


Filme da Hopper-ink revela a realidade de crianças escravizadas que são obrigadas a se prostituir

Em 2009, o preço mínimo de um iPod Touch – lançamento daquele ano – era US$ 199. Estamos falando de 2009 porque foi neste ano que muitas pessoas ficaram chocadas com uma cena de Bruno, filme de Sacha Baron Cohen, em que o protagonista “troca” uma criança africana por um iPod. De volta a 2013, aAnesvad – uma ONG de direitos humanos da Espanha – informa que no Sudeste Asiático, o preço médio para se comprar uma pessoa é US$ 90.

Sim, você leu direito: comprar. É difícil dizer o que foi mais chocante de se escrever no parágrafo acima: se foi o fato de o comércio de pessoas ainda ser uma realidade em pleno século 21 ou se foi a constatação de que hoje em dia, a vida de um ser humano custa muito menos que um iPod. Fato é que há pessoas lutando contra o tráfico de seres humanos e esta é a mensagem de Don’t let Anyone Make Up Their Smile, animação da Hopper-ink, de Bilbao, para a Anesvad.

Segundo a ONG, mais de 27 milhões de pessoas vivem em regime de escravidão atualmente. Deste número, mais de 25% são crianças, obrigadas a se prostituir. A meta é, com a ajuda de doações, evitar a exploração infantil, oferecendo às famílias abrigo e cuidados médicos e psicológicos. via: brainstorm9

É uma animação singela, bem-feita e com uma mensagem importante.



Por Antognoni Misael no Arte de Chocar

Seria uma voz clamando num deserto? Ou uma lagoa da fantasia sendo impactada pela força da verdade? Não sei. Mas o que podemos dizer é que Rodolfo Abrantes chocou na Lagoinha!

Em um culto da ConfraJovem que foi realizado no fim de julho de 2013 o cantor (ex-Raimundos) soltou uma bomba no altar da idolatria Gospel:

“Existe uma cultura idólatra dentro da igreja cristã brasileira e precisa ser arrancada deste lugar. Nós não temos um Papa. Nós só adoramos a Jesus, mas todas as vezes que você idolatra um servo ou uma serva de Deus que sobe num altar você tá declarando que Jesus tá em segundo lugar. É preciso arrancar isso dentro do teu coração. Eu quero levantar um clamor pelo fim da cultura gospel, pelo fim dos artistas gospel, pelo fim do mercado gospel, pelo fim dos fãs gospel”, disse Rodolfo.

Ps: Diante do que vimos e ouvimos não dá pra saber se ele terá a oportunidade de voltar à Lagoinha , contudo, roguemos por dias melhores. Que a igreja evangélica brasileira possa reconhecer que uma Reforma precisa ser feita urgentemente dentro dela!


O mercado gospel movimenta 12 bilhões por ano, segundo dados da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).

Pergunto: em que está sendo revestido todo esse lucro? Aos pobres e necessitados, assim como Jesus nos ensinou? Claro que não!

Vamos a uma conta rápida: 1 bilhão de reais daria para criar 750 mil empregos, cada família tem em média 4 pessoas, seriam mais de 3 milhões e 750mil pessoas beneficiadas, isso com 1 bilhão, multiplicamos isso por 12: são 45 milhões de pessoas! Agora espante, o Brasil possui 20 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza (dados do IBGE). Isso mesmo, 45 milhões que chegamos na nossa conta é mais do que o dobro de pessoas abaixo da pobreza!

Isso somente o que eu (ops, eu não), você consome desse mercado. Mas e se agora somarmos os dízimos e ofertas que as igrejas recolhem, qual seria os $$? São 20,6 bilhões por ano (Dados da Receita Federal). Isso mesmo, 20,6 bilhões de reais anuais arrecadados de ofertas e dízimos pelas igrejas. Somados com os 12 Bilhões do mercado gospel isso dá 32,6 bilhões por ano, somente no Brasil. Sim, eu também fiquei com a mesma boca aberta que você!

Mas eu poderia ter somado o lucro do mercado gospel com os dízimos e ofertas? Sim eu poderia, pois cada um que se intitula pregador, pastor, profeta, cantor, escritor e etc etc etc, começa seu "ministério" sustentando a ideia que trabalha para obra de Deus! Então subentendemos que a pobreza diminuirá, a miséria desaparecerá e os mandamentos serão cumpridos!

Mas não, na sua maioria são os números de seus bens que estão subindo, subindo na mesma velocidade que a pobreza e a miséria sobem!

Então para onde está indo todo esse dinheiro? Isso eu não sei responder! Mas sei para aonde ele não está e nunca estará, nós céus! Mateus 6:19


Já o motivo, desconfio ser o mesmo motivo que Timóteo leu em uma certa carta, o amor, ele mesmo, o amor, amor esse que deveria estar sendo usado em pessoas, e não sendo usado em coisas. "O amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males" (1 Timóteo 6:10).

E ainda há aqueles que falam em Avivamento nos dias de hoje. Vou te contar um segredo, não existe Avivamento e nunca existirá, enquanto o meio social que estamos inseridos não sofrer transformação.

Hoje não é mais a cor ou raça que nos diferencia das pessoas, é o dinheiro, ele dita a postura social e dita em boa parte das igrejas o nível espiritual da pessoa, benção material virou sinônimo de bençãos espirituais, quanto mais rico mais abençoado!

Isso me remete a frase do nosso querido Ariovaldo Ramos: "Sabemos que o mundo entrou na igreja, quando os membros não se vêem mais iguais"

Mas vou te confortar, e ao mesmo tempo te alertar. É impossível falar de igreja sem se falar de homens, ela é feita por nós, ela somos nós, o templo do espírito! Todos esses dados acima não são unânimes, assim como há pessoas e pessoas, há igrejas e igrejas, igrejas com "i" minúsculo e Igrejas com "I" maiúsculo, igrejas que crescem e igrejas que Deus faz crescer.

Então não se assuste. Procure consumir coisas que glorifiquem a Deus e não que aumentem seu ego ou a fama da celebridade. Procure um lugar aonde a sua oferta e seus dízimos não são moedas de troca, aonde não se ama coisas e sim pessoas!



Oportuno ressuscitar o Chacrinha: Quem não se comunica se trumbica. Em plena ebulição de manifestantes lotando centenas de cidades pelo Brasil a fora, uma breve visita aos programas evangélicos revela não apenas a desconexão das principais igrejas-empresas, como a alienação que elas submetem seus fieis. Todas mantêm o velho e sovado discurso do milagre, da bênção da prosperidade e da salvação para depois da morte. Resta uma pergunta: os comunicadores evangélicos são bem-sucedidos em suas empreitadas? A resposta cabe tanto um sim como um não. Sim, caso se considere o espetacular crescimento numérico dos crentes e fortuna que amealham. Não, se levarmos em conta o recrudescimento de preconceitos e a ostensiva rejeição que evangélicos sofrem entre os formadores de opinião.

Dificilmente qualquer um dos famosos televangelistas se aventurariam nas ruas durante os protestos. Nenhum deles marcharia ao lado daqueles primeiros manifestantes. Chego a pensar no pior. Se rasgaram bandeiras de partidos, imagine o que fariam aos mais audazes televangelistas – os que vivem de dedo em riste. Se já aconteceram relatos de discriminação contra pastores ao preencherem cadastro de crediário ou quando alugam casas e fazem o check in em hotel, numa passeata em que xingam tudo e todos, os pastores seriam linchados. Se políticos são considerados – numa generalização irresponsável – corruptos, o senso comum trata pastores como falastrões, sempre ávidos por dinheiro.

Eugene Peterson narra sua aflição numa conversa com um passageiro que viajava ao seu lado pela Ásia. Em determinado momento, o homem indagou a profissão de Peterson. Sou pastor, respondeu. A reação do homem foi constrangedora: 

Pastor, responda-me, por favor: por que, quando me vejo perto de um monge budista, tenho a sensação de estar ao lado de um santo homem de Deus, mas junto de um pastor fico com a impressão de que converso com um homem de negócios?

Líderes evangélicos precisam acordar: o tempo reclama por mais do que mera retórica. Na inquietação popular, evidenciou-se a penúria dos sermões – o conteúdo dos púlpitos não vai além de chavões surrados, reciclados e esvaziados por excessivo uso. A grande maioria dos pastores só tem um punhado de versículos – não passam de uma centena – pinçados dos contextos de guerra ou da percepção do Deus ainda tribal em Israel. Pastores repetem ad nauseum vitória nas batalhas e milagres excepcionais, mas não conseguem articular agenda de mudança social. O meio gospel trata como excepcionais evangelistas que decoram esses poucos versículos e conseguem citá-los, como rajada de metralhadora, no meio de um sermão. A retórica funciona bem entre os que se acostumaram à subcultura gospel, mas soa estranha fora de seus muros.

O tempo exige credibilidade. Cansado de corrupção, de conto-do-vigário, o povo precisa de um aceno mínimo dos pastores de que eles não participam da mesma cultura dos caudilhos, dos coronéis, das oligarquias e das elites que se favoreceram da miséria. Caso contrário, permanecerá no país a ideia de que eles não passam de espertalhões, prontos a surfar na onda que prevelacer. O povo os procurará apenas para conseguir bênção, mas jamais acreditará que têm proposta de como organizar a vida. Assim pastores se condenam à categoria de feiticeiros, hábeis na técnica de acessar o sobrenatural, fazendo com que a magia substitua o engajamento político e a religião continue vassala dos interesses de quem precisa de alienados.

Agora, mais do que nunca, tornou-se imperativo sintonizar sermão e vida. De nada serve lidar com conceitos que fazem todo sentido em torres de marfim. Como o evangelho não doura a pílula existencial, os pastores não podem ter a pretensão de que, em tese, os fieis, literalmente, andam sobre as águas, seguram serpentes sem serem picados e bebem veneno. Os cristãos também sofrem em ônibus lotados, também esperam semanas por vaga em hospital público e também sobrevivem com subsalários.

Tornou-se inadiável o diálogo entre a igreja e os diferentes setores que reivindicam mudança radical. Ficou claro: o problema da corrupção, pobreza crônica e injustiça social extrapola pessoas e partidos políticos. Qualquer partido, uma vez no poder, ficará exposto a uma estrutura que exige que ministros ou presidentes de estatais – da Petrobrás aos Correios – sejam ocupados, não por técnicos, mas por indivíduos que defendem os interesses particulares de caciques partidários.

O dilema shakespeareano em que o Brasil se meteu é: mudança ou revolução, eis a questão. Os neopentecostais brasileiros podem até pedir mudança, mas parecem indispostos a “vender tudo e dar aos pobres”. Envolver-se numa revolução radical de inclusão, ascensão social e justiça econômica custa caro – uma cruz. Em Para além do bem e do mal, Nietzsche disse que quando adestramos a nossa consciência, ela beija-nos ao mesmo tempo que nos morde. Fica a sensação de não haver grupo mais preocupado nesse adestramento do que os neopentecostais; e mesmo que não cogitem, eles estarão entre os que serão mordidos.

O Brasil ferveu e os pastores pediram aos crentes que orassem. Pobres líderes. Esqueceram da resposta de JHVH a Moisés diante do Mar Vermelho: Por que orar nesta hora? Manda o povo que marche. Infelizmente, poucos pastores têm coragem de serem os primeiros a colocar o pé nas águas tumultuadas de um oceano de incertezas. Mais uma vez grandes segmentos da comunidade evangélica perderam okairós da história e de Deus. Repito: infelizmente.

Soli Deo Gloria - Ricardo Gondim

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