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Me desagradam as pessoas que, cercadas de segurança e conforto, fazem exortações aos homens na frente de batalha. Do mesmo modo, re-luto em falar a respeito de tentações às quais não estou exposto.

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Deus prega uma peça nos que buscam o poder a qualquer preço. Lewis nos lembra, com seu humor e sua verve costumeira: "Quão monótona é a semelhança que une todos os grandes tiranos e conquistadores; quão gloriosa é a diferença dos santos!"

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A Lei Moral nos informa da melodia a ser tocada; nossos instintos são meras teclas.

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Não é essa, porém, a tarefa que me propus. Nesta investigação, não estou preocupado com a culpa; estou tentando descobrir a Verdade. Desse ponto de vista, a própria ideia de imperfeição, de algo que não é o que deveria ser, tem suas consequências. (é disso que eu falo...)

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Trata-se, isto sim, de ficar contente com 30 xelins quando poderíamos ter ganho três libras; de fazer o dever de casa honestamente quando poderíamos copiar o do vizinho; de respeitar uma moça quando gostaríamos de ir para a cama com ela; de não nos afastar de um posto perigoso quando poderíamos escapar para um lugar mais seguro; de manter a palavra quando referiríamos faltar com ela; de falar a verdade mesmo que assim pareçamos idiotas perante os outros.

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Houve muita conversa fajuta a respeito de Deus nos últimos cem anos, e não é isso que tenho a oferecer. Esqueça tudo o que ouviu.

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Deus é o nosso único alento, mas também o nosso terror supremo; é a coisa de que mais precisamos, mas também da qual mais queremos nos esconder. E nosso único aliado possível, e tornamo-nos seus inimigos. Certas pessoas parecem pensar que o encontro face a face com o Bem absoluto seria divertido. Elas devem pensar melhor no que dizem. Estão apenas brincando com a religião. O Bem pode ser o maior refúgio ou o maior perigo, dependendo de como reagimos a ele. E temos reagido mal.

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Se você é cristão, está livre para pensar que todas as religiões, mesmo as mais esquisitas, possuem pelo menos um fundo de verdade.

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Os cristãos acreditam, portanto, que um poder maligno se alçou, por enquanto, ao posto de Príncipe desse Mundo. E inevitável que isso levante alguns problemas. Esse estado de coisas está de acordo com a vontade de Deus ou não? Se a resposta for "sim", você dirá que esse Deus é bastante esquisito. Se for "não", como pode acontecer algo que contrarie a vontade de um ser dotado de poder absoluto?

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As pessoas se perguntam quando ocorrerá o próximo passo da evolução — um passo para além do próprio homem —, mas, segundo o cristianismo, esse passo já foi dado. Em Cristo, um novo homem surgiu; e o novo tipo de vida que começou nele deve ser instilado em nós.

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Temos de aceitar a realidade tal como ela se nos apresenta: não devemos fazer considerações vãs sobre como as coisas deveriam ser ou como esperaríamos que elas fossem.

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Não há dúvida de que podemos expressar essa verdade de diversas maneiras. Podemos dizer que Cristo morreu por nossos pecados. Podemos dizer que o Pai nos perdoou porque Cristo fez por nós o que deveríamos ter feito por conta própria. Podemos dizer que fomos banhados no sangue do Cordeiro. Ou, ainda, que Cristo venceu a morte. Tudo isso é verdade. Se alguma dessas formulações não lhe agrada, deixe-a de lado e adote a que mais lhe agradar. E, qualquer que seja a escolhida, não comece a discutir com as pessoas pelo simples fato de usarem fórmulas diferentes da sua.

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A mudança não se completará nesta vida, pois a morte é um elemento importante do tratamento.

              
gf
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Jered Fanning, designer americano, criou um infográfico baseado em uma pesquisa feita com os números de livros impressos mais vendidos nos últimos anos. O resultado revelou a Bíblia Sagrada como o livro mais vendido do mundo. Gostei. Será que o povo está ficando mais religioso? Bem, em seguida, liderando o topo da lista, temos O Livro Vermelho (2º) e Harry Potter (3º). O Senhor dos Anéis (minha saga preferida) e Crepúsculo (Os Vampiros, de novo!) também viraram sucessos no mundo inteiro. Destaque para o brasileiro O Alquimista, de Paulo Coelho. Veja a lista:

1. A Bíblia Sagrada
2. O Livro Vermelho
3. Harry Potter
4. O Senhor dos Anéis
5. O Alquimista
6. O Código Da Vinci
7. Crepúsculo
8. E o Vento Levou
9. Quem Pensa Enriquece
10. O Diário de Anne Frank

Conclusão, o povo adora uma história de aventura e fantasia, mas também busca realizar os seus sonhos e ajuda na fé e em palavras motivantes. Interessante.

Juliano Fabricio via


"Temos cada vez mais gente nos bancos da igreja, mas sucessivamente menos discípulos verdadeiros de Cristo." Numa resenha intitulada “O Pecado da Omissão”, publicada na revista literária “Seu Mundo”, da editora Mundo Cristão, o presidente da empresa, Mark Carpenter, faz uma análise do livro “A grande omissão”, antologia de artigos de Dallas Willard, e uma espécie de introdução ao pensamento do filósofo cristão. 

Carpenter inicia seus comentários assim: “Pouco antes de fisicamente deixar o mundo, Jesus reuniu seus amigos mais íntimos e deu-lhes uma última tarefa: “Vão e façam discípulos de todas as nações... ensinando-os a obedecer a tudo o que lhes ordenei” (Mateus 28, 18-20). 

Hoje conhecemos essa ordem final como a “grande comissão”. Para muitos ela constitui clara articulação da visão norteadora de esforços evangelísticos e missionários. O objetivo desse mandamento parece ser a simples salvação dos que se encontram perdidos e o subseqüente crescimento do número daqueles que povoarão os céus. “Fazer discípulos” passou a significar “contabilizar conversões”. 

Dallas Willard lamenta que a igreja parece não compreender o teor real do apelo de Cristo. Como conseqüência, hoje temos cada vez mais gente nos bancos da igreja, mas sucessivamente menos discípulos verdadeiros de Cristo. 

Willard argumenta que ignoramos o ponto central no mandamento de Cristo, e somos tragicamente omissos no cumprimento daquilo que constituiu o sonho de Cristo para os seus seguidores. A grande comissão de Cristo tornou-se a grande omissão da igreja cristã.” 

Autor de diversos livros sobre espiritualidade, Willard dedicou boa parte de sua vida ao estudo sistemático dos ensinamentos de Jesus sobre como devemos viver como cristãos e discípulos. Ele conclui que a salvação da alma é apenas uma parte do plano de Deus para aqueles que o seguem. 

Ressalta que a palavra “discípulo” aparece 269 vezes no Novo Testamento, enquanto o vocábulo “cristão” é usado apenas três vezes. Em todo momento Jesus priorizava a importância da vida vivida em harmonia com os propósitos de Deus. O próprio Cristo demonstrou em seus atos e em suas palavras o que significa levar uma vida sagrada, e intencionalmente mostrou àqueles à sua volta como viver de modo íntegro, com o objetivo explícito de ser imitado e seguido. 

A grande omissão é uma antologia de artigos e ensaios escritos por Willard ao longo dos últimos 27 anos. Trata-se de uma obra mais acessível que “A conspiração divina”, “O espírito das disciplinas” e “A renovação do coração”, pois contém artigos que resumem suas idéias sobre diversos aspectos da espiritualidade e da formação espiritual. 

Serve como uma espécie de introdução geral ao pensamento desse importante filósofo cristão, e um desafio ao leitor para dedicar-se a um estudo mais profundo sobre as repercussões das afirmações de Willard para a vida prática de qualquer pessoa que se identifica como “cristã”. 

Um dos capítulos mais intrigantes do livro trata do corpo humano como ferramenta para o crescimento espiritual. Willard escreve que, ao experimentarmos pela primeira vez a nova vida em Cristo, nosso corpo e seus deturpados sistemas volitivos e impulsivos não passam automaticamente para o lado do bem, mas continuam a opor-se a Cristo. 

Os hábitos pecaminosos do “velho homem” nunca se desprendem de nosso corpo físico nem da nossa personalidade sem um trabalho consciente e intencional no sentido de redimir o corpo através da prática de disciplinas. Agimos com nosso corpo, sempre com nosso corpo, e o empenho dirigido do corpo prontifica o ser para o sagrado e remove a propensão para o pecado. 

“Willard conclui o livro com uma breve instrução dirigida àqueles cristãos apaixonados pela causa de Cristo que desejam fazer diferença na igreja ou no mundo. Revela que as soluções estão muito mais próximas que se imagina, e que quase sempre envolvem mais submissão que liderança.” 

Leia um trecho do livro da Editora Mundo Cristão. A grande omissão Dallas Willard.:

“Converter o mundo? Não. 

“Converter a Igreja? Diz a frase famosa: “o julgamento começa na casa de Deus”. Ela tem a luz divina e as provisões divinas e, por isso, também tem a responsabilidade suprema de guiar a humanidade.”

“Mas a resposta é, mais uma vez, “não”. Você não deve “converter a Igreja”.

“Seu primeiro passo “ao ir” é, por assim dizer: Converter-se.

“Se desejamos converter a Igreja e o mundo, devemos começar com a própria vida. Trata-se de algo que, com a ajuda divina, pode ser realizado com clareza e eficácia, uma vez que entendemos a natureza e o funcionamento do discipulado de Jesus. Em momento algum nosso Mestre ordenou que convertêssemos o mundo ou reformássemos quaisquer organizações religiosas. Mas ele nos disse que, quando estivéssemos repletos dele, daríamos testemunho a seu respeito “até os confins da terra” (Atos 1, 8). 

Testemunhas são pessoas por meio das quais outros ficam sabendo de algo. Elas testemunham, atestam, evidenciam. Apesar de não serem manipuladoras — não precisam manipular —, aquilo que fazem tem o poder de realizar transformações radicais.

“Antes, o Mestre disse aos discípulos: “façam discípulos*”. Essa foi a única incumbência que recebemos dele e, para cumpri-la, devemos colocar todo o resto de lado.”

Obs: * Fazer discípulos e diferente de ter discípulos. 

Juliano Fabricio

   

Restaurando A Família com Cristo no Centro. 

De Mark Holmen, autor de A Fé Começa em Casa e fundador do ministério Fé no Lar. 

No passado, a fé, passada de geração a geração, era o foco central da família. Hoje, a realidade para muitas famílias é que a fé não representa mais que uma hora de cristianismo em que os pais deixam os filhos à porta da igreja, quando muito. O que isso significa para a fé de nossos filhos? Como virão a conhecer a Cristo? 

Neste livro envolvente, você aprenderá sobre a importância do caminhar com o Senhor; também verá como usar os dons e as experiências dos avós, das pessoas mais velhas e dos mentores de seus filhos, além de definir qual papel a igreja deve desempenhar na família. Adquira o seu clicando aqui.


Deseja criar filhos campeões? Conheça os segredos revelados pela pesquisa.

De George Barna, fundador do instituto de pesquisa e informação Barna Group.

A maioria dos pais e mães pensa que está desempenhando bem o seu papel – você provavelmente, acredita estar melhor do que a maioria. Porém, se seu desejo é o de criar filhos que vivem sua fé, irá precisar de algo a mais.

Determinado a descobrir os segredos daqueles que educam filhos maduros espiritualmente, George Barna, pesquisador renomado internacionalmente, conduziu uma série de pesquisas e milhares de entrevistas pessoais com jovens e seus pais. Por meio dessas pesquisas, ele foi capaz de detectar os denominadores comuns que formam o padrão para o sucesso de pais campeões. Alguns desses fatores revelados por ele são muito encorajadores para os pais, outros, são surpreendentes. Adquira o seu clicando aqui.
 

 
Imagine o que acontece quando a Igreja e as famílias se unem…

De Reggie Joiner, fundador e presidente do grupo reThink [rePensar] e pastor da igreja North Point Church

Pesquisas revelam que, em média, a igreja possui apenas 40 horas por ano para influenciar alguém. No entanto, os pais possuem 3.000 horas por ano para influenciar a vida dos filhos. Como projetado por Deus, a família é a principal responsável pelo crescimento espiritual dos filhos. O que aconteceria se a igreja e as famílias se unissem para impactar as novas gerações? Pense Laranja aborda a estratégia de que “duas influências unidas causam um impacto maior do que duas influências separadas”. Ao combinar as duas principais influências na vida de jovens e crianças, é possível desenvolver um crescimento espiritual integrado eficaz e formar uma parceria que irá beneficiar toda a comunidade. Inclui passos práticos, estratégias e princípios-chave para revolucionar a atuação de igrejas e de ministérios com jovens e crianças. Adquira o seu clicando aqui.
 
O homem que não vendeu a sua alma [A man for all seasons], vencedor do Oscar de 1966, o emocionante relato da fidelidade de um homem a si mesmo e a Cristo a todo custo. Thomas More, primeiro-ministro da Inglaterra, foi aprisionado na Torre de Londres por recusar-se a obedecer à Coroa. Ele é visitado por sua filha Meg, que implora que ele mude de idéia para salvar sua vida. More explica que, se jurasse lealdade a Henrique VII, estaria sendo infiel a sua consciência e traindo Jesus. 

Ela argumenta que não é culpa dele que o Estado seja em sua maior parte corrupto, e que se escolher sofrer por ele estará assumindo para si mesmo o papel de herói. O pai replica: "Meg, se vivêssemos num Estado em que a virtude fosse lucrativa, o bom senso nos faria bons e a ganância nos faria piedosos. E viveríamos como animais ou anjos na feliz terra que não carece de heróis. Mas já que normalmente vemos a avareza, a ira, a inveja, o orgulho, a preguiça, a luxúria e a estupidez rendendo muito mais do que a humildade, a castidade, a bravura, a justiça e a ponderação, e temos de escolher ser humanos de todo, talvez devamos então perseverar um pouquinho, mesmo ao risco de nos tornarmos heróis". 

Em 1535, More foi para o patíbulo alegremente na liberdade de rei do homem cristão. Ele orou brevemente pela misericórdia de Deus, abraçou seu executor — que implorou perdão —, confessou sua fé cristã e conclamou os presentes a orarem pelo rei, dizendo que morria "bom servo do rei, mas de Deus em primeiro lugar". Suas últimas palavras foram uma piada sobre sua barba, que ele dispôs sobre o cadafalso de modo que não fosse cortada, já que sua barba pelo menos não era culpada de traição. 

Thomas More, homem do mundo vestindo trajes seculares, vivendo numa cidade secular e cercado por família, posses e pelas obrigações da vida pública, foi fiel. Não porque era livre de falhas e pecados; ele os tinha, como todos nós, e confessou-os muitas vezes antes de morrer. Mas com todas as suas fraquezas e falhas ele fez a escolha radical de ser verdadeiro consigo mesmo e com seu Cristo no supremo teste do martírio. 

Em 1929, G. K. Chesterton vaticinou: "Sir Thomas More é mais importante neste momento do que em qualquer outro momento desde sua morte, talvez ate mais do que no grande momento de sua morte; mas não é tão importante agora quanto será daqui a cem anos". Sua vida é uma declaração atemporal — é possível viver-se neste mundo de forma sóbria, honesta, não fanática, não pietista, séria e ao mesmo tempo jubilosa: fiel. Qual é a mensagem da vida desse homem? Faça uma escolha radical na fé, a despeito de toda a sua pecaminosidade, e sustente-a ao longo da vida diária por Cristo, o Senhor, e seu reino. 

Os cristãos maduros que conheci ao longo do caminho são aqueles que falharam e aprenderam a viver de forma graciosa com seu fracasso. A fé requer a coragem de arriscar tudo em Jesus, a disposição de continuar crescendo e a prontidão de arriscar o fracasso ao longo de toda a nossa vida. O que querem dizer essas coisas, especificamente? 

Arriscar tudo em Jesus: o evangelho de Jesus afirma que não temos como perder, porque não temos nada a perder. A fidelidade a Jesus implica que com todos os nossos pecados, cicatrizes e inseguranças, mantemo-nos em pé diante dele; que somos formados e informados pela sua Palavra; que reconhecemos que o aborto e as armas nucleares são duas faces da mesma moeda cunhada no inferno; que tomamos partido ao lado do Príncipe da Paz e recusamo-nos a nos ajoelhar diante do altar da segurança nacional; que somos um povo de Deus doador de vida e não negociador de morte; que vivemos sob o signo da cruz e não sob o signo da bomba. 

A disposição de continuar crescendo: a infidelidade é uma recusa a tornar-se, uma rejeição da graça (graça inativa é uma ilusão) e uma recusa a sermos nós mesmos. Há muito tempo li uma oração composta por um senhor já de uma idade bem avançada, ela dizia assim: 

A juventude não é um período de tempo. E um estado de espírito, um resultado da vontade, uma qualidade da imaginação, uma vitória da coragem sobre a timidez, do gosto pela aventura sobre o amor ao conforto. Um homem não precisa ficar velho porque viveu um determinado número de anos. Os anos podem enrugar a sua pele, mas o desertar dos ideais enruga a alma. As preocupações, os medos, as dúvidas e o desespero são os inimigos que devagar nos fazem prostrar em direção à terra e transformam-nos em poeira antes da morte. A sua vontade permanece jovem enquanto você está aberto para o que é belo, bom e grande; receptivo para as mensagens de outros homens e mulheres, da natureza e de Deus. Se um dia você se tornar amargo, pessimista e consumido pelo desespero, Deus tenha piedade da sua alma de velho. 

Juliano Fabricio

Por que alguém abriria mão de transformar pedras em pães? Ou, numa versão moderna, por que alguém abriria mão de ser bem-sucedido, de ter um pouco mais de dinheiro ou todas as vontades realizadas?

    

A referência ao ‘clássico’ O Monge e o Executivo, de James Hunter, é óbvia. No entanto, Nem Monge, Nem Executivo – (Paul Freston) é um livro de meditações bíblicas sobre a vida e o ensino de Jesus Cristo. E, claro, Jesus não era um monge nem, muito menos, um executivo, mas um modelo de espiritualidade a ser seguido. Uma espiritualidade invertida, de ponta-cabeça. Invertida porque sua ética, escolhas e valores são contrários ao estilo de vida que desejamos e àquilo que a sociedade nos oferece. Uma leitura tocante e ao mesmo tempo profundamente aplicada à realidade que nos cerca. Clique para compar.

A Editora Tempo de Colheita acabou de lançar o livro "Morte por amor: Cartas da Cruz" de Mark Driscoll, cujas obras a Tempo de Colheita tem se empenhadoem traduzir para o português.

O livro foi co-escrito por Gerry Breshears, professor de Teologia e Bíblia no Western Seminary em Portland, OR, EUA onde Driscoll estudou. 

"O livro contém uma coletânea de cartas expondo aspectos da Teologia Bíblica da Cruz (expiação, propiciação, reconciliação, redenção, etc....) em situações concretas dentro dos dramas humanos e existenciais afetados pelo pecado dentro da realidade caída através da queda de Adão. Isso trás um equilíbrio sábio e claro entre a Teologia do aspecto normativo (aprendizado, conhecimento) para os aspectos existenciais e situacionais (afeições, emoções e ética com prática na vida) bem ao estilo puritano de conectar doutrina a vida cristã sendo esse o ideal bíblico."(Juan de Paula)

Veja abaixo um vídeo explicativo sobre o livro!


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Esse livro pode ser chamado de fundamentalista por boa parte dos atuais evangélicos brasileiros. E é por essa razão que o considero tremendamente importante e recomendo que você o leia sem perder tempo. Explico melhor: é incontestável que o cristianismo tem sofrido mudanças significativas em sua estrutura (até mesmo porque toda a sociedade vem mudando). E são tais mudanças que ao mesmo tempo abrem novas possibilidades e pode gerar uma crise de identidade na igreja cristã atual.

Um modificação profunda está acontecendo na igreja, pois a biblía deixou de ser o livro base para ditar normas morais e não é mais o primeiro a ser considerado para determinar costumes. Ela nada mais é, hoje, do que uma das muitas bases existentes para determinar a vida (outras bases são encontradas em sonhos dos crentes, revelações proféticas, no pastor consagrado, em uma igreja reunida, ou mesmo na televisão (veja esse artigo aqui).

Tais modificações acabam por conduzir ao pensamento de que talvez não exista mais espaço para o antigo modo de vida apregoada pela reforma protestante (isso mesmo, aquela reforma do Século XV). Cada vez é mais frequente o pedido de modificações e adaptações exigidas para que a igreja cristã seja mais relevante e precisa para o mundo atual (e confesso que me incluo nas pessoas que pedem tais mudanças).

E é nesse contexto de mudanças que O Que Estão Fazendo com a Igreja(Mundo Cristão, 2008) tem a coragem de mostrar que embora muitas das modificações pedidas sejam de tremenda importância, elas não devem ser feitas sem antes pensar se estão em conformidades com as crenças que a tanto tempo dão sentido para a missão da igreja cristã. Existe grandes pilares que devem, a todo custo, ser preservados. Não apenas para que sirvam como parte de um museu cristão de crenças, mas sendo utilizados como base para a vida diária do cristão. E tais bases podem ser resumidas na confiança plena na bíblia como palavra profética, autorizada e autoritativa da parte de Deus. Sendo ela a única fonte de conhecimento e verdade revelada por Deus para a salvação da humanidade. Ao se aceitar tal preceito é preciso deixar claro para nos e para todos os demais, quais são os modos de se ler e interpretar o que ali está escrito.

É realizado um chamado para se continuar a reforma protestante iniciada a tanto tempo atrás, cuidando para não se perder o objetivo final de toda essa reforma que é buscar a verdade, excluindo os possíveis erros do meio do corpo de crentes (a igreja), em busca de apenas uma coisa: estar mais perto de Deus e propagar qual é o plano de Deus para salvar uma humanidade perdida. Se tal busca obtiver o nome de fundamentalismo, esse livro e eu com certezas poderemos obter esse rotulo.

É fácil condenar Augustus Nicodemus ao ler esse livro, ele por vezes é preciso demais em chamar os erros pelos nomes certos, o que ao mesmo tempo pode ser positivo como negativo. Positivo, pois muitas vezes ele está certo. Negativo, pois é sempre passível de ser condenado por generalizar muitos casos (mesmo o autor mostrando todos os momentos que está tentando não fazer isso). Ler e reter o melhor, não sendo influenciado cegamente por aquilo que ali estiver escrito, mas conferindo tudo com a bíblia, é o meu apelo a todos os leitores. Mas para fazer isso a primeira pergunta a ser respondida será: Até onde estou disposto a aceitar a influencia da bíblia como palavra de Deus em minha vida? Sem a resposta sincera a essa pergunta nada daquilo que está escrito no livro será de muita utilidade.


Ao ler o livro Jesus Wants To Save Christians – A Manifesto For The Church In Exile (Jesus Quer Salvar Os Cristãos – Um Manifesto Para A Igreja Em Exílio) de Rob Bell e Don Golden. Me interessei pelo livro pelo título e por ter o Rob Bell envolvido, autor dos famosos vídeos da série Nooma e autor dos livros Velvet Elvis (lançado no Brasil como Repintando A Igreja) e Sexgod (ainda não publicado por aqui, traduzindo ficaria Deus do Sexo) ambos muito bons.

O livro em alguns aspectos me lembrou o Jesus For President do Shane Claiborne e Chris Haw. O foco, como o título denuncia, é tentar fazer a igreja perceber como tem se distanciado das práticas ensinadas por Jesus, separando-se, alienando-se, construindo muros ao seu redor e fechando os olhos pra tanta coisa ruim que está acontecendo do lado de fora.

Temos nos tornado condescendentes com o sistema que age contra os valores do Reino. Somos cristãos que apóiam financeiramente muitos dos males aos quais nossos irmãos desprovidos de voz política, de posição social privilegiada ou de amor são vítimas.

Tornamos-nos “amigos do Estado”, “amigos do conforto”, “amigos do status” e por isso, temos que nos calar diante de absurdos que deveriam nos revoltar e essa revolta deveria gerar ações que glorificam o nome de Deus e a sua justiça.

Confesso que essa nova leitura tem me desafiado e me impulsionado a mudar certas coisas. Já me taxaram de revoltado contra o sistema, de chato e já tentaram me explicar que sou assim por causa de uma infância reprimida, mas eu não cheguei nem perto de como eu acho que devo ser. Será que o movimento contra-cultura de Jesus, toda a subversão causada por Ele era movida por uma simples revolta boba contra o sistema, ou será que quando a Bíblia diz que existe uma força que vai contra tudo que Deus é e representa ela estava falando sério?

Fico feliz de ver pessoas se posicionando. Chega de condescendência. Chega de nos conformarmos (tomar a forma) com esse século, com esse mundo. Jesus quer nos salvar disso.

                                           A seguir, apenas um trecho do livro:

“A igreja é uma organização que existe para o benefício dos não-membros.

[...]

Em um mundo onde existem 27 milhões de escravos, um mundo onde 840 milhões de pessoas irão pra cama com fome hoje a noite porque não tem dinheiro pra pagar uma refeição, em um mundo onde 1 milhão de pessoas cometem suicídio todo ano, em um mundo em que só hoje cerca de 4.500 pessoas vão morrer por causa da AIDS na Africa, Jesus quer salvar a igreja do exílio da Irrelevância. Se temos qualquer recurso, qualquer poder, qualquer voz, qualquer influência, qualquer energia, precisamos converter isso em bênçãos para aqueles que não tem poder, não tem voz, não tem influência.

[...]

Jesus quer salvar-nos de fazer as boas-novas ser sobre um outro mundo e não esse.

Jesus quer salvar-nos de pregar um evangelho que só fala sobre indivíduos e não sobre os sistemas que os escravizam.

Jesus quer salvar-nos de diminuir o evangelho até se tornar uma transação sobre a remoção do pecado e não sobre toda e qualquer partícula da criação sendo reconciliada com seu criador.

Jesus quer salvar-nos de um desespero religioso sancionado, do tipo que não acredita que o mundo pode se tornar melhor, do tipo que ruidosamente ou sutilmente ensina as pessoas a apenas ficarem quietas e se comportarem e esperarem que algo grandioso aconteça ‘algum dia’”.


Este provocativo título apresenta Frank Schaeffer aos leitores de língua portuguesa, filho do renomado teólogo Francis Schaeffer.

No livro, Frank demonstra como os cristãos sacrificaram sua posição artística proeminente, desfrutada por séculos, por uma produção medíocre. As evidências deste triste estado das coisas estão em abundância por aí e vão desde canecas, camisetas, adesivos para carros que usam o nome de Deus como um slogan de marketing, colocando o Criador do Universo no mesmo nível de um refrigerante. Schaeffer afirma que "sempre que cristãos, evangélicos em particular, tentaram ‘alcançar o mundo' por meio da mídia - TV, filmes, propaganda etc - o público que pensa tem a idéia de que, assim como a sopa de um restaurante ruim, o cérebro dos cristãos ficaria melhor se não fosse mexido".

Mas a situação pode mudar e Schaeffer mostra como pessoas engajadas em um Cristianismo consciente podem se desviar desse caminho da mediocridade, demandando excelência nas artes e na mídia e, em todas as áreas das suas vidas.

"Embora escrito na década de 80, a mensagem do livro permanece atual e é especialmente bem-vinda ao Brasil. Enquanto desperdiçamos pelo menos duas décadas esgrimindo para usar bateria nos templos, a fila andou no mundo. E bastante. Claro que sempre existiram vozes dissonantes por aqui. Algumas se levantaram para insurgir contra hinos americanos enlatados. Não sei se o queixume adiantou, mas há quem esteja supersatisfeito com as novidades no cardápio, do tipo canções em versão light... made in Austrália. Como cantava o Cazuza, ‘um museu de grandes novidades'. Não apenas o futuro repete o passado... somos todos repetentes no supletivo da inovação". - Sérgio Pavarini, no prefácio da edição em português.



"A reconciliação que atravessa barreiras raciais, culturais e econômicas não é um aspecto opcional do evangelho."

Ainda que a expressão “missão integral” esteja na moda, o modelo de missão que ela representa não é recente. Além disso, há muitas igrejas que a praticam sem necessariamente usar a expressão para referir-se ao que estão fazendo. O que aconteceu nos últimos anos foi uma recuperação da perspectiva bíblica segundo a qual não basta falar do amor de Deus em Cristo Jesus: é preciso vivê-lo e demonstrá-lo em termos de serviço.

Em O Que É Missão Integral?, René Padilla mostra que a igreja que se compromete com a missão integral entende que seu propósito não é chegar a ser grande, rica ou politicamente influente, mas sim encarnar os valores do reino de Deus e manifestar o amor e a justiça, tanto em âmbito pessoal como em âmbito comunitário.

Fonte: http://ultimato.com.br/sites/missao_integral

“Oquei”, a palavra “mais falada e digitada do planeta”, surgiu como uma piada. Foi como uma brincadeira que um jornal de Boston criou, em 1839, a expressão “O.k.”, que designava “tudo certo” e que se propagou a ponto de ser reconhecida hoje em qualquer parte do mundo. A origem “improvável” e a trajetória do termo são objeto de um estudo recém-publicado nos Estados Unidos. Segundo o linguista Allan Metcalf, autor do livro “OK”, ela é a invenção mais sensacional da língua inglesa, e é difícil explicar por que é tão bem sucedida. Olha que Maneiro!

História e versões - Nos anos 1930, um jornal de Boston tinha o hábito de brincar com o idioma e transformar expressões em siglas, novas palavras compostas pelas iniciais. Junto a termos ilegíveis como W.O.O.O.F.C. (with one of our first citizens - com um de nossos primeiros cidadãos) e R.T.B.S. (remais to be seen - Ainda precisa ser visto), a edição de 23 de março de 1839 trazia pela primeira vez o termo “o.k. – all correct”. Era uma brincadeira que trocava as primeiras letras do “all correct” (tudo certo), de acordo com o som delas na palavra. Uma brincadeira que gerou a palavra “mais bem sucedida da língua inglesa”, segundo Metcalf.

Esta história do termo, reforçada pelo livro de Metcalf, já foi comprovada por diversos estudos nos Estados Unidos. Mesmo assim, ao longo dos mais de 170 anos em que O.k. foi usada, não faltaram pesquisas a divulgar versões alternativas para o surgimento da palavra. “A história é tão simples que às vezes parece insultar nossa inteligência. Faz com que precisemos de algo mais interessante, mesmo que não seja verdadeiro”, justifica o linguista.

Em seu livro, Metcalf apresenta nada menos de que 18 dessas versões, tanto nos Estados Unidos quanto em outros idiomas. A que mais o surpreendeu, contou, era uma que dizia que O.k. era uma variação de “okeh”, um termo indígena usado pela tribo choctaw como "está certo", no fim das frases. “Essa versão enganou muitos professores de renome, e isso foi uma coisa muito estranha para mim.”

Fonte: G1 http://www.olhaquemaneiro.com.br/
Donald Miller parte da idéia que Deus lhe foi apresentado como uma mercadoria. Como os Pinguins me Ajudaram a entender Deus (Blue Like Jazz), da Thomas Nelson Brasil, segue na mesma linha de pensamento questionando posturas cristãs conservadoras e as formas como as instituições, denominadas "representantes de Cristo", apresentam o cristianismo à sociedade.

O autor é ousado e, com maestria, descreve atitudes que, até certo ponto, parecem inquestionáveis. Para entender melhor, é interessante explicar algo comum do pensamento do cristão americano. No país os políticos do Partido Republicano são tomados como defensores dos bons costumes e da família, além de sempre estarem ligados à alguma instituição protestante. O maior exemplo disso é George W. Bush que representa o perfil do político eleito pelos evangélicos americanos.

Miller trai essa linha de pensamento comum, e questiona posturas tomadas como prioridade pela igreja ao longo da história. Há questões de como os democratas são tratados pelos protestantes republicanos, como os homossexuais são enxotados da igreja apenas com olhares, ou receptividade pouco calorosas e como o cristianismo em algum momento virou combustível para guerras.

Um dos pontos mais interessantes do livro é quando Miller mostra o lado de duas moedas: o amor da igreja como instituição versus o amor verdadeiro das pessoas. Ele conta a experiência de viver em um acampamento junto com os hippies, que dispensam um amor bastante carnal até certo ponto, mas muito sincero e desinteressado. Depois mostra, em outro panorama, o amor que experimentou em um acampamento cristão, cheio de sorrisos, roupas bem passadas, ordens soberanas e principalmente o isolamento de relações com as pessoas que realmente precisam do amor de Jesus Cristo.

O escritor usa da sutileza ao falar de sua experiência porque, sabe muito bem, seu livro estará na prateleira dos livros cristãos de uma grande livraria mas, de forma alguma, os comentários deixam de ser ácidos e provocativos. O bom humor também é, com certeza, um dos ingredientes marcantes ao longo das histórias.

Em nenhum momento o livro se torna maçante, pelo contrário, é preenchido de boas citações, ilustrações e a convivência com pessoas interessantes como Penny e Tony o poeta beat, que são sempre bons trechos dos ensaios.
Apesar de estar defendendo convicções peculiares de uma linha de pensamento, Don Miller não torna as páginas um ajuntamento de argumentos a favor daquilo que pensa. As histórias se juntam a divagações e experiências de uma jornada onde o cristianismo é tão natural quanto o acasalamento dos pingüins (!).

No final Miller deixa bem claro que o problema não está nas somente nas instituições, mas está nele, e principalmente na sua dificuldade em aceitar a graça de Deus.

Como aperitivo fica um bom trecho do livro, onde a amiga Penny explica a Donald o quanto a Bíblia está mais para graça do que sacrifício.

Don, a Bíblia cai muito bem com chocolate. Eu sempre tinha achado que a Bíblia era mais salada, sabe, mas não é. É chocolate. Nós começamos lendo Mateus, e eu achei tudo muito interessante, achei Jesus muito perturbador, muito direto. Ele não era diplomático, mas tive a impressão de que, se eu o conhecesse, ele realmente gostaria de mim. Don, eu não consigo explicar como isso era libertador - entender que, se conhecesse Jesus, ele gostaria de mim. Eu nunca tinha sentido isso com alguns cristãos no rádio. Eu pensei que, se conhecesse aquelas pessoas, elas fariam uma careta para mim.

Livro: Como os pinguins me ajudaram a entender Deus de Donald Miller

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