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A percepção bíblica do evangelho da graça é a da criança que nunca experimentou nada além do amor e que tenta dar o melhor de si porque é amada. Quando comete erros, sabe que não corre perigo de perder o amor de seus pais. A possibilidade de que eles possam deixar de amá-la se não arrumar seu quarto jamais lhe passa pela mente. Eles podem desaprovar seu comportamento, mas o amor deles não é determinado a partir de seu desempenho.

O que eu quero dizer com "permanecer uma criancinha perante o bom Deus”:

É reconhecer a própria insignificância, esperando tudo do bom Deus, exatamente como a criancinha espera tudo de seu pai; é não ficar ansioso por nada, não tentar ficar rico... Ser pequeno é, também, não atribuir a si mesmo as virtudes praticadas, como se alguém pudesse acreditar-se capaz de conquistar algo, mas reconhecendo que o bom Deus coloca esse tesouro nas mãos de seus pequeninos para que façam uso dele sempre que precisarem; entretanto, é sempre o tesouro do bom Deus. Finalmente, é nunca ficar desalentado com as próprias falhas, porque as crianças sempre caem, porém, são pequenas demais para causarem grandes danos a si mesmas. (fica um reflexão tambem para quem defende a maioridade penal)

Como disse Jesus : "a menos que se tornem como um destes pequeninos" 

Juliano Fabrício na nova série #provocações


Completar 43 anos, não é tão difícil assim...

 No início, você pode até estranhar mas, anos mais tarde, acabará se acostumando. Completar 43 anos é, em uma certa manhã, olhar-se no espelho e perceber que seu corpo está mudado, que ganhou alguns imperdíveis quilinhos e algumas indesejáveis marcas de expressão. É sentir que não é mais tão jovem e capaz de despertar grandes paixões (mais pra que se já conquistei as paixões da minha vida) mas também não é tão velho para que possa viver sem algumas delas. 

É descobrir que metade, ou mais da metade de sua vida já se foi, e que você ainda não realizou todas as coisas que queria e não sabe se terá tempo suficiente para realizá-las. Por isso, a ansiedade, a pressa, os medos. Mas, por outro lado, é também ter mais serenidade, mais paciência, mais compreensão da vida e dos outros. É não sofrer por coisas pequenas, e ter coragem para enfrentar as grandes dificuldades, os grandes problemas. Afinal, problemas são apenas fatos que não ocorreram de acordo com o desejado, e o tamanho deles é aquele que nós o atribuímos.

Hoje, eu posso até agradecer pelos problemas e dificuldades que apareceram em minha vida, pois se não fossem por eles não estaria onde estou. Não teria realizado os meus grandes sonhos: ser marido e pai. 

Portanto, meus sentimentos hoje são apenas de gratidão. Agradeço a todos que nos últimos anos cruzaram meu caminho... Enfim, todos que contribuíram para o meu crescimento e minhas realizações.

Só peço à DEUS, que conserve minha saúde e meu entusiasmo, pois o tempo pode até enrugar a pele, mas a falta de entusiasmo enruga a alma. Quando isso acontece começamos a morrer. Portanto, nossa maior preocupação não deve ser o envelhecer, ou morrer, e sim, o fato de ter a vida, mas não viver. 

...e felicidade, se eu não estiver muito enganado, é ter noção da precariedade da vida, é estar consciente de que nada é fácil, é tirar algum proveito do sofrimento, é não se exigir de forma desumana e, apesar (ou por causa) disso tudo, conseguir ter um prazer quase indecente em estar vivo." 

 Feliz 43 anos para mim!!!!

Juliano Fabricio
com 43, mas corpinho de 42.


A nossa resposta a Jesus será total no dia em que experimentarmos o quanto é total o Seu amor por nós.

Em lugar de nos esforçarmos de maneira consciente para sermos bons, devemos permitir-nos o luxo de nos deixar ser amados, sem antes procurar nos limpar de nossos maus atos e colocar todas as coisas em ordem, sem tentar primeiro eliminar cada traço de pecado, egoísmo, desonestidade e amor degenerado de nosso vasto currículo, sem primeiro procurar desenvolver uma vida de oração disciplinada. (Só lembrando: “o que nasce da carne é carne...”)

Quer uma sugestão:
Faça isso agora mesmo, enquanto lê esse texto.

Poderá ser a primeira vez que você se sentirá amado sem que ao menos tenha feito ou precisasse de fazer algo em troca.

Então o cristianismo deixará de ser apenas um código moral de conduta, uma ética ou uma filosofia de vida, e sim um relacionamento de amor.

Obs1: 

Eu não preciso fazer algo para alcançar a DEUS;
Por ser alcançado eu faço todas as coisas... (Ele é antes)
[Nossa Deus não aceita propina]

Obs2: 

O seu reino só é percebido, estando dentro!!!
Se você percebeu, relaxa!!!

Juliano Fabricio
pensando a respeito disso!!!


Esse blog também é cultura. Pesquisei rapidamente sobre "o dia dos namorados", e descobri uma "his"tória interessante que contarei à minha maneira. rs

"... era uma vez um imperador fanfarrão. ele proibiu o casamento em seu reino, pois queria todos os homens lutando em seu exército. um bispo mais fanfarrão ainda, resolve continuar casando o povo escondido, e advinha? foi preso e condenado à morte. os jovens do reino, comovidos, lhe enviavam flores e bilhetes na prisão, dizendo ainda crer no amor. para resumir: a filha cega do carcereiro se apaixona pelo bispo fanfarrão e ele é decaptado. seu nome: Valentim. saiba +

O bispo fanfarrão seria milhionário se existisse patente naquela época. seu dia, comemorado mundialmente [em diferentes datas], tornou-se o dia dos namorados {valentine's day}. milhões de cartões, perfumes, celulares, flores, chocolates e pelúcias anti-alérgicas, são trocados entre casais ainda hoje, simbolizando o apreço e o carinho mútuo.

O comércio não fecha, as ruas e shoppings ficam super lotados, o faturamento é triplicado em lojas de presentes, etc... dá para acreditar que é tudo por culpa de um bispo fanfarrão e sua namoradinha cega?

Hoje estou casado. Minha visão desse dia é um pouco diferente, porem não abro mão de celebrar de maneira intensa. Se você estivesse namorando, claro que também agradeceria ao fanfarrão. Você que tem um amor, aproveite! Gaste seu dinheiro, demonstre o que sente, vale muito a pena; mas não faça isso apenas nesse dia, "faça de todos os dias, o dia do bispo fanfarrão."

Quero andar de mãos enrugadas com minha "velha". E você: enquanto ainda não tem alguém, fica ai fazendo "piadinhas de solteiro" com o dia dos namorados? Se você ainda não encontrou sua velha(o), tenho dicas para que esse dia passe logo: potes de sorvete, filmes que te façam rir, ajuntamento de solteiros e encalhados na casa de alguém, tudo isso costuma funcionar. se tiver mais dicas, aguardo seu comentário. feliz dia dos namorados!

Bônus: Curta essa linda animação do clip do Frejat:



Você e eu devemos aceitar de uma vez por todas que há uma enorme abertura demonstrada pelos braços de Jesus pendurado naquela cruz, como se ele fosse abraçar todo o mundo, porque é a intenção de Deus incluir, conduzir todas as coisas à unidade, em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Não existe nada que deva ser deixado de fora.

A ordem de DEUS vale em qualquer lugar e nós já fomos culpados muitas vezes por tentar descobrir quem poderia entrar e quem deveria ficar de fora.

Deus não tem inimigos, pois, em ultima instância, todos, todos – o ateu, o pecador, aqueles que tendemos, com uma suposta respeitabilidade, deixar de fora – são filhos de Deus. 

A preocupação deve ser no sentido de acolher a todos, de pensar em como colocar todos para dentro, em como dizer: “Somos todos iguais, iguais em valor diante do Pai.”

Jesus não disse: “Se eu for reerguido, trarei alguns comigo.”

Jesus disse: “Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim.” Jo 12:32 – negros, brancos, amarelos, ricos, pobres, inteligentes, não inteligentes, belos , não belos. 

É um dos conceitos mais radicais e irritantes do mundo. 

Todos, todos se incluem aqui: gays, lésbicas, e o tal heterossexual. Todos, todos foram feitos para serem acolhidos, e não abandonados. Todos. 

Juliano Fabricio
tentando pensar como meu mestre.


[Uma lista de regras porque isso aqui está sempre muito livre e solto e pais existem para isso.] 

Elaborar regras que determinem uma conduta aceitável.

Vamos lá. Regras.
Claras. Rígidas.

1. baguncem: a vida, os cabelos, as gavetas. Desconfiem de tudo, tudo que aparentar arrumado demais.

2. corram: se o espaço for mínimo – mas ainda assim possível – acelerem o passo. Correr nos dar o poder de fazer vento no rosto. Brincar de deus, ora. Agora, se o espaço for grande, voem.

3. se abracem: irmão abraçado faz muralha. Protege, acolhe.

4. falem um pouco mais alto que o necessário: onde tem voz de criança, no bairro, tem vida. Uma rua sem ruídos infantis é um beco sem saída.

5. tomem banho frio: rápido (por causa da falta de chuvas), mas tomem. Banho frio faz a gente lembrar dos ossos. E que estamos inteiros. Isso é para a vida.

6. comam juntos: fazer uma refeição sozinho é como orar para um deus surdo. Quando os três estão à mesa, a alma se alimenta. 

7. leiam: é a única saída de emergência que salva do incêndio lá fora.

8. sujem a casa: isso indicará que vocês vieram de algum lugar divertido e que poderão se divertir limpando tudo, juntos, depois. Fazer faxina é melhor que fazer terapia.

9. ouçam sua mãe: ela é a única pessoa do mundo que não irá disputar com vocês o que é certo e o que é errado. Quer apenas que vocês sejam felizes.

10: tenham um quintal (projeto em andamento): baguncem, corram, se abracem, falem alto, tomem banho frio, comam juntos, leiam, se sujem e ouçam sua mãe quando ela disser que é hora de entrar em casa. (Por enquanto não temos esse quintal, porem nosso apartamento para eles é um universo sem fim de possibilidades)

Juliano Fabricio
O pai que definiu as regras.
lendo doseupai


O pecador salvo fica prostrado e perdido em assombro...explico!!! 

Pois ele sabe que o arrependimento não é o que fazemos para obter o perdão; é o que fazemos porque fomos perdoados. Ele serve como expressão de gratidão em vez de esforço para obtenção do perdão. Portanto, a seqüência: perdão primeiro e arrependimento depois (e não arrependimento primeiro, perdão depois) é crucial para a compreensão do evangelho da graça.

Muitos de nós, no entanto, não conhecem nosso Deus e não compreendem seu evangelho da graça. Para muitos, Deus está ali sentado como um Buda, impassivo, imóvel, inflexível como rocha.

O Calvário, no entanto, fala mais alto do que qualquer livro de teologia: não conhecemos nosso Deus. 

Não apreendemos a verdade da primeira carta de João: "Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados". (o amor vem primeiro) A cruz revela a profundidade do amor do Pai por nós: "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos".

O discípulo que vive pela graça em vez da lei já experimentou uma conversão decisiva: uma mudança de desconfiança para confiança. A característica mais destacada de se viver pela graça é confiança na obra redentora de Jesus Cristo.

Crer profundamente, como Jesus cria, que Deus está presente, no contole e agindo na vida humana, isso é compreender que sou o filho amado deste Pai e, portanto, livre para confiar.

Isso faz uma diferença profunda no modo como me relaciono comigo mesmo e com os outros; faz uma enorme diferença no modo como vivo. Para confiar em DEUS, na oração e na vida, é postar-se de pé em abertura infantil diante do mistério do amor e da aceitação da graça.

Ps: “o amor não é um sentimento condicionado aos beneficios da rentabilidade”. Só tem motivação em dar.

Deus me perdoou e eu me arrependi....e não o contrário (o perdão é mais eficaz que o arrependimento). 

Tudo que Deus faz é antes...
Enfim...Com Deus não tem negócio... Pense nisso!!!

Juliano Fabricio
*perdoado e em estágio de
arrependimento constante...


É necessário que Ele cresça e que eu diminua. João 3:30

Esta geração é marcada pelo marketing como um fim em si mesmo, ou seja, menos importa o produto, sim a capacidade de vende-lo. Não há quem escape, até o papa é pop.

No entanto, somos desafiados a viver o que parece ser o contrário, nas palavras de João Batista. Importa que Jesus apareça. E pra Ele aparecer é necessário que João passe desapercebido.

Trata-se de fazer as pessoas desviarem de nós o olhar e fita-lo em Jesus. 

Isso exige discrição, recolhimento, cuidado e até anonimato, de tal maneira que as pessoas verão o que fizemos mas se impressionarão mais com a sensação de que somente Deus pode ter realizado aquilo através de nossa vida.

Sabe quando alguém diz algo como: ninguém “dava nada pra ele” e todos se surpreenderam? Essa é a ideia. 

Menos performance e mais fluxo de vida,
menos teatro e mais verdade,
menos holofote e mais serviço,
menos espetáculo e mais ajuntamento,
menos embalagem e mais conteúdo.
Menos de nós e mais de Deus.

PS: Não faltam igrejas, hoje em dia que crescem e Jesus diminui. Não faltam líderes religiosos que se auto-promovem, às custas de uma pregação aguada, sem o temor do Cristo. Líderes e igrejas que crescem, ao mesmo tempo que diminuem Jesus. 

Não foi à toa que o próprio JESUS disse que dos nascidos de mulher não surgiu ninguém maior do que João Batista; todavia, o menor no Reino dos céus é maior do que ele.

Diminuir nossa natureza do pecado não nos humilha – ela abre caminho para o aperfeiçoamento dos “filhos de Deus”. Enfim... baixemos a nossa bolinha para que ELE cresça e nós....

Juliano Fabricio na série #provocações (lendo Alexandre Robles)
[Toda segunda uma nova provocação]


Leio os evangelhos em busca de orientação, apenas para ser lembrado de como Jesus foi apolítico. 

A referência maior e mais profunda do evangelho não é ao mundo ou aos seus problemas sociais, mas à eternidade e às suas obrigações sociais. 

Hoje, sempre que uma eleição está por vir, os cristãos debatem se este ou aquele candidato é o "homem de Deus" para assumir o cargo.

Projetando-me para os tempos de Jesus, tenho dificuldade em imaginá-lo ponderando se Tibério, Otávio ou Júlio César era o "homem de Deus" para o império.

O homem que eu sigo, um judeu-palestino do primeiro século, também esteve envolvido em uma guerra cultural. Ele se levantou contra uma instituição religiosa rígida e um império pagão. Os dois poderes, geralmente em desacordo, conspiravam juntos para elimina-lo. Sua reação? Não lutar, mas dar a sua vida pelos seus inimigos, e apontar para esse dom como a prova do seu amor. Entre as últimas palavras que Ele enunciou antes da sua morte estavam estas: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem".

As figuras apresentadas por Jesus descrevem o reino como um tipo de força secreta.

Ovelhas entre lobos, tesouro escondido em um campo, a menor das sementes no jardim, trigo crescendo entre joio, um punhado de fermento operando na massa do pão, uma pitada de sal na carne. Tudo isso aponta para um movimento que opera dentro da sociedade, mudando-a de dentro para fora. Você não precisa de uma pá cheia de sal para preservar uma fatia de presunto; um pouquinho seria suficiente.

Jesus não deixou uma hoste organizada de discípulos, pois Ele sabia que um punhado de sal gradualmente operaria através do mais poderoso império do mundo. Contra todas as possibilidades, as grandes instituições de Roma, o código de leis, as bibliotecas, o Senado, as legiões romanas, as estradas, os aquedutos e os monumentos públicos, tudo isso foi desmoronando gradualmente, mas o pequeno bando prevaleceu e continua até o dia de hoje.

Søren Kierkegaard descreve a si mesmo como um espião, e realmente os cristãos agem como espiões, vivendo em um mundo enquanto nossa mais profunda fidelidade pertence a outro. 

Somos alienígenas residentes, ou forasteiros, utilizando uma expressão bíblica.

Lembrando: Um padrão histórico da Igreja é que a heresia sempre começa de cima e o avivamento sempre de baixo. Esse entendimento, essa mudança sempre virá de baixo, como costuma acontecer, e não imposta de cima. A escada do poder sobe, a escada da graça desce.

Juliano Fabricio
um forasteiro


Você pode estar certo, ou você pode estar casado: escolha. 

Eu não lembro quem me disse isso, mas eu lembro que a pessoa estava brincando apenas em parte. A outra parte, a parte séria, é excepcionalmente importante. Aqui está o porquê. 

Muitos terapeutas não gostam muito de aconselhamento matrimonial. É complicado, bagunçado e normalmente se perde o controle rapidamente. No pior dos casos, o conselheiro tem visão privilegiada para uma briga agendada semanalmente. Mas eu adoro esse tipo de terapia. Por que? Talvez eu goste desse trabalho porque mantenho um simples princípio em mente: para um casamento funcionar, ele precisa ser uma disputa para ver qual cônjuge vai perder mais, precisa ser uma corrida para quem chega ao fundo primeiro. 

Quando se trata de ganhar e perder, eu entendo que há três tipos de casamento. 

No primeiro tipo, os cônjuges estão brigando para vencer, e esse costuma ser um duelo até a morte. Maridos e esposas se armam com um arsenal que varia de punhos a palavras e silêncio. Esses são casamentos destrutivos. Cônjuges se destroem e, no processo, destroem seus filhos também. Esse tipo de casamento é responsável pela maior parte dos 50% dos casamentos que fracassam. 

O segundo tipo de casamento também é marcado por vitórias e derrotas, mas os papéis são definidos, e o perdedor é sempre o mesmo cônjuge. Esses são os casamentos realmente abusivos, aqueles em que um cônjuge domina, o outro se submete e, no processo, ambos são vão perdendo sua dignidade. Esses são os casamentos dos viciados e dos facilitadores, dos tiranos e dos escravos, e talvez seja o tipo mais infeliz de todos. 

Mas há um terceiro tipo de casamento. Esse terceiro tipo não é perfeito, nem de longe. Mas uma decisão é tomada, duas pessoas decidem se amar até o limite, e se sacrificarem pela coisa mais importante: o outro. Nesses casamentos, perder se torna o estilo de vida, uma competição para ver quem ouve, cuida, serve, perdoa e aceita mais o outro. O casamento se torna uma competição para ver quem muda mais, de forma que busque cuidar do outro cada vez melhor, para ver quem abre mais mão de si mesmo para elevar a dignidade e as forças do outro. Esses casamentos formam pessoas pequenas, humildes, misericordiosas e pacíficas. 

E eles são revolucionários, no sentido mais literal da palavra. 

Vivemos em uma cultura em que o inimigo é a derrota (menos no Rio de Janeiro, onde os botafoguenses fizeram disso seu estilo de vida). Nós acordamos ouvindo notícias sobre brigas familiares com resultados ruins. Muito ruins. Vamos para o trabalho, onde todo mundo está lutando entre si para agradar o chefe e receber a próxima promoção, ou ficamos em casa, onde a batalha pelas peças de Lego é tão acirrada quanto. Ao fim do dia, vemos os comentaristas da TV, tentando vencer a batalha das ideias, apesar de às vezes se conformarem em apenas ganhar a batalha dos decibéis. Nós lutamos para ter as melhores coisas, as melhores marcas, e quando olhamos um para o outro no fim do dia, nós brigamos, simplesmente porque fomos treinados para isso. E, normalmente, fomos muito bem treinados. Nos piores casos, nós crescemos lutando por nossa sobrevivência, física ou emocional. Mas mesmo nas melhores situações, nos vemos tentando ganhar a batalha pela atenção e aprovação dos nossos pais, a aceitação dos nossos semelhantes e a marca de aprovação do mundo de uma mensagem só: vença. Assim, cultivar um casamento em que perder é a regra comum aos dois se torna um ato radicalmente contra cultural. Sentar para mais uma sessão de aconselhamento matrimonial, para mim, é fomentar essa rebelião. 

Como são, então, esses casamentos rebeldes? Ultimamente, quando meu sangue ferve, quando sei que fui mal compreendido e negligenciado, e estou pronto para fazer qualquer coisa para convencer e mostrar o que eu mereço, tento me lembrar de um telefonema que recebi recentemente, da professora de segunda série do meu filho. Ela me ligou um dia, após a aula, para me contar que houve um incidente na aula de educação física. Após uma acirrada disputa atlética, na qual o prêmio era o privilégio de ir embora mais cedo, o time do meu filho perdeu. Os perdedores estavam lá sentados, reclamando e murmurando sobre versões infantis de injustiça, quando os vencedores passaram. Foi aí que o meu filho começou a aplaudir. Ele aplaudiu os meninos vencedores, conforme iam passando por ele, com um olhar de bobo e um sorriso de uma orelha até a outra. Sua professora, surpresa, rapidamente levou os outros do seu time a acompanharem. Assim, um bando de perdedores da segunda série realizaram uma rebelião, dando uma salva de palmas para seus semelhantes vitoriosos, abraçando o que significa ser um perdedor ao fazê-lo. Quando estou amargurado, tento pensar no coração do meu garoto, um coração que perde, mas não deixa de sentir afeição por quem ganha. 

No casamento, perder é deixar de tentar consertar tudo no seu parceiro, ouvir sobre suas dores com um coração que sofre junto, não que busca uma solução. É ser mais presente nos momentos difíceis do que nos bons momentos. É descobrir formas de ser humilde e aberto, mesmo quando todo seu ser te diz que você está certo e ela está errada. É fazer o que é certo e bom pelo seu cônjuge, mesmo quando as grandes coisas da vida precisam ser sacrificadas, como o trabalho, um relacionamento ou um ego. É perdoar, pronta, rápida e voluntariamente. É eliminar da sua vida tudo que te impede de cuidar, ajudar e servir, mesmo as coisas que você ama. É buscar a paz ao aceitar os costumes saudáveis, mas irritantes, do seu parceiro porque, se você se lembrar, foram essas coisas que te fizeram se apaixonar no começo. É saber que o seu cônjuge nunca vai te entender completamente, nunca vai te amar incondicionalmente – porque eles também são criaturas caídas como você – e, mesmo assim, amá-los até o fim. 

Talvez o casamento, quando vivido por dois perdedores em um lar que cultiva a rendição mútua, seja um bom treinamento para caminhar nesse mundo – um mundo que quer te mastigar e cuspir os ossos – sem o medo constante de acabar se dando mal. Talvez precisemos ser moldados de tal forma que vencer perca o glamour, para podermos nos sacrificar em favor dos outros. Talvez o que realmente precisemos é nos tornarmos um bando de perdedores em um mundo destruído pela competição. Se fizermos isso, talvez possamos dormir um pouco mais fácil à noite, possamos olhar nos olhos dos nossos amados, perdoar, relevar e aplaudir os vencedores. 

Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Original aqui


O entendimento desencadeia a compaixão, que torna possível o perdão. O autor Stephen Covey relembra um episódio ao tomar o metrô num domingo. Numa tranqüila volta pela cidade de Nova York, um homem e seus filhos entram abruptamente no trem. As crianças corriam desenfreadas, gritavam, berravam e se agarravam numa luta corpo a corpo sem que o pai fizesse nada para impedi-las. 

Por fim, Covey virou-se para o pai e disse: 

Senhor, talvez o senhor pudesse restaurar a ordem aqui, pedindo a seus filhos que parassem e se sentassem. 

Eu sei que deveria fazer alguma coisa — replicou o homem. — Acabamos de vir do hospital. A mãe deles morreu faz uma hora. Simplesmente não sei o que fazer. 

Nosso coração de pedra torna-se coração de carne quando ficamos sabendo em que altura as pessoas choram. 

Os filhos e as filhas de Aba devem ser as pessoas menos julgadoras. Devem ter a fama de se darem bem com pecadores. 

Lembra-se da passagem de Mateus em que Jesus diz: “… sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês” (5:48)? Em Lucas, o mesmo versículo é traduzido: “Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso” (6:36). Estudiosos da Bíblia afirmam que as duas palavras, perfeito e misericordioso,podem ser reduzidas à mesma realidade. Conclusão: seguir Jesus em seu ministério de compaixão precisamente define o significado bíblico de ser perfeito como o Pai celestial é perfeito. 

Minha identidade como filho de Aba não é uma abstração, nem um malabarismo de religiosidade. É a verdade central da minha existência. Viver na sabedoria que decorre da ternura de ser aceito profundamente influi na minha percepção da realidade, no modo em que respondo às pessoas e às situações da vida delas. 

Como trato meus irmãos e irmãs dia após dia, sejam eles arianos, africanos, asiáticos ou latinos; como reajo aos bêbados sem-teto nas nossas ruas, cicatrizados pelo pecado; como respondo às interrupções das pessoas com quem antipatizo; como lido com pessoas comuns em sua incredulidade comum, num dia comum, falará a verdade de quem sou mais pungentemente do que o rótulo pró-vida no pára-choque do meu carro. 

A vida misericordiosa não é nem uma boa vontade sem esmero para com o mundo, nem a praga que Robert Wicks chamou de “simpatia crônica”. O caminho da ternura evita o fanatismo cego. Em vez disso, procura enxergar com clareza penetrante. A compaixão de Deus em nossos corações nos abre os olhos para o valor singular de cada pessoa. “O outro é também o nosso ‘nós’; e devemos amar a esse ‘nós’ em seu pecado como fomos amados em nosso pecado.” 

Essa é a luta incessante de toda a vida. É o processo longo e doloroso de me tornar como Cristo no modo em que escolho pensar, falar e viver a cada dia. “O amor de Deus não é um amor condicional; é um entregar-se de coração aberto, generoso, que Deus oferece aos homens. Quem se dedica a limitar a operação do amor de Deus… não entendeu nada”. 

Surrupiado elegantemente de: 
O Obstinado Amor de Deus – Brennan Manning – Mundo Cristão via


A Bíblia não é uma série de histórias desconexas. É uma narrativa única que aponta sempre para sua figura central: 

Jesus Cristo. Redentor da humanidade e personificação da Graça.

Com base nessa ideia e em uma fala de Tim Keller, Dan Stevers produziu essa fantástica animação. Ao decorrer do vídeo ele menciona um Adão e uma Eva que não comeram do fruto proibido, um Isaque que foi sacrificado, um Jó que intercede por seus inimigos, enfim, todas as histórias que prenunciavam a vinda de Cristo e que Ele, como homem perfeito, as cumpriu de forma imaculada e graciosa.


[O vídeo possui legendas em inglês, clique “CC” para ativá-las]
 (clicando no botão da engrenagem você pode escolher a tradução simultânea pro português, que funciona quase perfeitamente).



Enfim... A história do natal é em última análise, uma história daquilo que Jesus já fez por nós. É a história dEle, sobre o que a obra dele alcançou por conta de seu amor por nós. Vamos pedir a Deus para nos ajudar a celebrarmos o natal, a encarnação, o ano todo, vamos? Ele fez tudo. Nós somos amados. Que grande presente. 

E é sempre bom lembrar: Isso é pura GRAÇA!!!!

*importante: diferente da imagem acima,
não existe monopólio de DEUS.

    

*um curta-metragem de David Lisbe


Os pecadores a quem Jesus dirigia a sua missão messiânica eram verdadeiros pecadores. 

Eles não tinham feito coisa alguma para merecer a salvação. Ainda assim, eles se abriram para o dom que lhes foi oferecido. Os presunçosos, em contrapartida, depositam sua confiança naquilo que fazem por merecer a partir dos próprios esforços, fechando o coração para a mensagem de salvação. 

Mas a salvação que Jesus prometeu não pode ser conquistada. Não pode haver barganha com Deus, como numa atmosfera trivial de mesa de pôquer: "Eu fiz isto, então você me deve aquilo". Jesus destrói totalmente a noção jurídica de que nossas obras exigem um pagamento em troca. Esse ensinamento está claramente estabelecido na parábola dos trabalhadores na vinha. Quando eles ficam sabendo que os homens que trabalharam apenas uma hora receberão o mesmo salário daqueles que labutaram o dia todo, os trabalhadores reclamam ao proprietário: 

"Estes homens contratados por último trabalharam apenas uma hora, e o senhor os igualou a nós, que suportamos o peso do trabalho e o calor do dia". Mas ele respondeu a um deles: "Amigo, não estou sendo injusto com você. Você não concordou em trabalhar por um denário? Receba o que é seu e vá. Eu quero dar ao que foi contratado por último o mesmo que lhe dei. Não tenho o direito de fazer o que quero com o meu dinheiro? Ou você está com inveja porque sou generoso?". Mateus 20:12-15 

Nossas obras insignificantes não nos dão o direito de negociar com Deus. Tudo depende da boa vontade do Senhor. A salvação oferecida por Jesus é puramente gratuita, dirigida especialmente para os que não têm nenhum direito a ela, aqueles que são tão conscientes de seu demérito que devem confiar na misericórdia de Deus. Os presunçosos acreditam que conquistam a salvação pelo cumprimento da lei. Recusando-se a deixar tal loucura, eles rejeitam o amor misericordioso do Deus redentor. 

E na miséria do pecador que Jesus vê a possibilidade de salvação. "Deles é o reino de Deus". 

Imagem: Trabalhadores da Última Hora por: Rembrandt, no Museu Hermitage, em São Petersburgo, na Rússia. (ver +) 

Juliano Fabrício
 em uma série #provocações


Embora o mundo não seja como você gostaria que fosse, lembre-se de que o seu ideal de mundo talvez não seja o que outros estão almejando. 

Teremos sempre guerras de fé, de crença, de ideologia? Um dos flagelos do mundo moderno é a crença em que alguns podem mudar o mundo, à nossa revelia, simplesmente porque acham que descobriram teorias que explicam e resolvem os nossos problemas. 

A certeza dessas teorias os induz a tomar o poder por qualquer meio, inclusive o terror, para colocar as suas teorias e ideias em prática. “A ciência vencerá” tem sido uma bandeira de muito intelectual. 

Quando essas teorias fracassam, especialmente as econômicas, políticas e sociais, a culpa é atribuída a uma variável que não foi considerada, uma relação de causa e efeito esquecida, ou a um erro do “modelo” empregado. 

Não se questiona que talvez não exista o Santo Graal da verdade absoluta. 

Mais pessoas morreram no último século em guerras ideológicas, como o fascismo, o nazismo e o socialismo – que tinham fundamentos elaborados por grandes intelectuais – do que em todas as guerras de conquistas territoriais promovidas por tiranos incultos. 

Hoje, já se começa a desconfiar que ninguém jamais será o dono da verdade. Nunca mais haverá alguém que saberá o todo, nem Fernando Henrique Cardoso nem ninguém. 

O mundo é por demais complexo para tal. Ninguém poderá mais afirmar que sabe o que é melhor para você, pois não existem verdades absolutas, somente hipóteses que ainda não foram refutadas, a sugestão de Karl Popper. 

Kurt Goedel piorou ainda mais a situação quando provou que nenhum sistema ou teoria consegue provar as premissas nas quais se baseia. A melhor teoria depende infelizmente de uma premissa não
comprovável. 

O que não significa que não possamos acreditar em mais nada. Simplesmente precisamos ter mais cuidado com aquilo em que acreditamos. 

Professores gastam mais tempo apresentando teorias do que discutindo as premissas em que elas se baseiam, às vezes nem chegam a ser mencionadas. 

No futuro, peça a seu professor para devotar mais tempo discutindo as premissas iniciais, pois normalmente é aí que reside o ponto fraco. É muito mais fácil provar os teoremas de Pitágoras do que discutir a premissa da existência de Deus. 

Por isso, a verdade absoluta é sempre uma questão de fé, e fé não se discute. A verdade, como argumentam os existencialistas, é sempre uma escolha pessoal. A verdade, por incrível que pareça, é individual. 

Para complicar ainda mais nossas incertezas e confusão, não há, segundo Goedel, cientista, economista ou professor totalmente neutro, por mais que tente sê-lo. 

O mundo seria menos confuso se todo professor ou intelectual informasse em que partido milita, antes de emitir uma opinião ou verdade absoluta. 

Os conflitos religiosos e culturais serão sempre crueis e não se resolverão por diálogo. Não dá para provar quem tem a razão. As verdades religiosas são tão poderosas porque a premissa básica é sempre Deus, premissa inquestionável por definição. 

Osama bin Laden se considera esclarecido e ético, opõe-se aos americanos que ele, e muitos ao redor do mundo, consideram antiéticos. 

Ele consegue justificar plenamente as mortes que causou, porque “os fins justificam os meios”, frase repetida nas nossas universidades. Ele não tem dúvida de que está absolutamente certo, como muita gente por aí. 

Embora o mundo não seja como você gostaria que fosse, lembre-se de que o seu ideal de mundo talvez não seja o que outros estão almejando. A solução dos conflitos não reside na guerra, mas na tolerância, ninguém sabe qual mundo é o melhor, por mais convicto que esteja. 

Portanto, se você pretende fazer um mundo melhor, desconfie um pouco mais das teorias, aprimore seu próprio faro e senso de observação, reavalie de tempos em tempos as suas premissas, e seja muito tolerante. 



Alguns homens precisam de somente uma razão, mas aqui temos trinta: 

1. A estatística de que 80% dos homens traem as suas mulheres é uma lenda urbana. Provavelmente espalhada pelos homens que traem. Não acreditem. 

2. A estatística mais correta é 40%, que embora pareça ser muito elevada mostra que a maioria dos homens casados é fiel, 60%. 

3. E mesmo estes 40% não espelham exatamente a realidade. As pesquisas perguntam "Você já traiu a sua mulher? " Mas não perguntam quantas vezes. 

Quando se pergunta, descobre-se que 75% traíram suas mulheres de fato, mas foi uma única vez. Traidores contumazes são somente 10%. 

4. Quando um homem trai uma única vez, ele não se exime do rótulo de "traidor", mas há uma enorme diferença. Ele está demonstrando, para si e para os homens que estão lendo este texto, que a experiência não foi tão fantástica assim, que não foi nada do que os amigos e a mídia disseram que seria. 

5. Ou seja, 70% dos homens que traem o fazem uma única vez e se arrependem, ou pelo menos não voltaram a trair. 

6. Muitos homens (e mulheres) traem porque deixaram outros problemas do casal se acumularem. Se você não consegue resolver seus problemas à medida que eles ocorrem, segredo número um de um casamento, criar um outro problema não será a solução. 

7. A razão que 70% acha que a aventura foi decepcionante, é que sua mulher aprende ao longo dos tempos a mexer nos botões exatos e no momento certo para deixá-lo nas nuvens, e eu você, vice versa. A mulher que o conhece numa única noite não saberia nem por onde começar, e vice versa, e a experiência será uma decepção. 

8. Hoje, as mulheres traídas não deixam barato, e além da fama de traidor provavelmente você acabará a sua vida também com a fama de corno. 

9. Das mulheres que traem os seus maridos, 70% os traem na semana da ovulação. Enquanto você trai com camisinhas, elas traem para engravidar. Portanto, pelo menos não traia a sua esposa na semana que ela está ovulando. 

10. Dez por cento das mulheres têm um filho que não é exatamente do marido. Ou seja, 30% das mulheres que têm 3 filhos, um deles não é do marido. É muito alta esta estatística. Pior, se 30% conseguiu ter um filho de um homen mais lindo do que você, eu diria que pelo menos 50% tentaram mas não conseguiram. Você gastaria melhor o seu tempo vigiando a sua esposa, do que desparecendo por aí sem dar satisfação. 

11. Trair sua mulher uma única vez e ficar arrependido para o resto da vida não compensa, a não ser que seja a Cameron Dias, que infelizmente não está nem aí por você. 

12. Se você é um traidor serial, saiba que mais dia menos dia, sua esposa descobrirá. 

13. Se o Diretor Geral da CIA não conseguiu manter segredo, imagine você. 

14. Sempre haverá alguém que sabe de tudo, sua própria amante, e é ela quem irá te entregar. Foi a Monica Levinsky que contou para todo mundo, não o Bill Clinton. 

15. Achar que trair com uma mulher casada é mais seguro, é outra lenda urbana. Mais dia menos dia, numa briga de casal, ela dirá para o seu marido. "Seu amigo x, inclua aqui seu nome, transa muito melhor do que você". Eu, heim! 

16. Achar que sua amante é fiel a você é outra ingenuidade. Você já conhece o caso do Presidente da República do Brasil que adotou o filho seu com a amante, para depois descobrir que não era seu. Será sempre lembrado por isto, você vai querer o mesmo? 

17. Você pode driblar a sua esposa, mas não seus amigos, os filhos de seus amigos, que mais dia menos dia verão você com quem não deviam. 

18. Pior do que a sua esposa ficar sabendo, é a sua filha. Ao contrário da mãe, elas nunca perdoam. Repito, nunca perdoam. 

19. Pense no ex-Presidente Bill Clinton, e diga qual é a primeira ideia que vem à sua mente. Não foi que ele equilibrou pela primeira vez em 300 anos o orçamento americano, mas o que teve um caso com uma estagiária. 

20. Tem muita mulher jovem e solteira por aí que não quer casar, só quer seu filho e uma pensão alimentícia para o resto da vida. Pode te custar muito caro. 

21. Quando casamos prometemos que não queríamos um casamento onde reinasse o ciúme, ou a preocupação de que alguém chegou tarde porque estava com um caso num motel. Fidelidade é recíproca. 

22. Quando traidores contumazes são pegos, eles enviam declarações à imprensa como estão arrependidos, pedem desculpas e perdão às famílias e filhos pelo constrangimento da situação. Honestamente, isto vale a pena em troca de 10 noites mal transadas num motel? 

23. Estes garanhões vão provavelmente conviver com uma esposa, puta da vida para o resto da vida, que vai lhe castrar para o resto da vida, lembrando do fato a cada nova discussão. Pergunte para o Bill Clinton como é viver agora com a Hillary Clinton, e ao Dominique Kahn. Hoje são cordeirinhos de dar dó. 

24. Ser fiel no casamento não significa ser fiel antes do casamento, antes de conhecer a sua alma gêmea. Este é o período de farra, de mostrar que você é um garanhão e tanto. Cada fase da vida tem o seu calor e seu desfecho. Sair aos 50 fazendo o que você fazia aos 30 é sinal de insegurança, imaturidade, e simplesmente ridículo. 

25. Você escolheu sua mulher porque ela era a melhor mulher disponível, mesmo sabendo que estatisticamente outras mais fantásticas iriam eventualmente surgir na sua vida. Ela fez o mesmo, por isto vocês prometeram ser fiéis, apesar das beldades e garanhões que ambos iriam conhecer no futuro. 

26. Seus filhos lhe deram muito trabalho e muita alegria, e aos 50 anos a última coisa que você quer é ter um filho com uma aventureira e dividir seu patrimônio. Se você quer insisitr no assunto, verifique constatemente se ela está ou não tomando a pílula. Precisa ver de fato, não confie nela. Muitas querem ter um filho sem marido, e você é o cara ideal para dar uma pensão alimentícia. 

27. O padrão mais ético na sociedade antigamente era, por incrível que pareça, a prostituta. Elas eram discretas, não telefonavam às esposas nem chanteavam os maridos com fotos feitas no Iphone. Hoje esta ética não existe mais, a que ponto chegamos, nem nelas hoje se pode confiar. 

28. A primeira função do sexo é procriar. Animais fazem isto todo dia, com parceiras novas numa boa. Mas nenhum usa camisinha como você. Em termo evolutivo, você está gastando energia à toa, o que Freud chamaria de comportamento neurótico. 

29. A segunda função do sexo é levar a parceira às nuvens para que ela volte pedindo mais, mais e mais. Isto é necessário para que ela não o troque pelo novo cacique que acabou de completar sua maioridade. A última coisa que você quer é ter um caso de fim de semana que bata na sua porta querendo mais. O que muitas vezes acontece, se você é tão bom quanto pensa. 

30. Existe uma última razão bem mais simples para nunca trair, que não usa a lógica, nem avalia as consequências. 

Você não trai ninguém, esposa, filhos, amigos, porque você simplesmente não é um traidor. 

Existe uma única exceção. ( ... no caso do Kanitz)

Se a Cameron Dias batesse na porta do seu quarto do hotel às 2 horas implorando, por pura solidariedade humana, você pode abrir uma exceção. 

Mas não deixe de contar para a sua esposa, que se for igual a minha, ficaria feliz por mim, perguntaria os mínimos detalhes, e ligaria correndo para as amigas "Vocês não vão acreditar, o Steve comeu a Cameron Dias". 

Ou, ouviria calmamente sabendo que tudo era imaginação minha. Um ganha-ganha geral, menos para a Cameron Dias. 



Porque a lei foi dada por Moisés;
a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. João 1:17

A graça vem sempre do mesmo jeito: livre de pagamento, sacrifícios, sem cordas amarradas, como oferta da casa. A graça é o melhor presente do cristianismo ao mundo. Infelizmente temos comercializado essa graça ou pior ainda, deixamos de proclama-la, pois criaríamos gente livre e inteligente. Isso dá trabalho! 

Eu "pego no pé" dos cristãos porque sou um deles, e não vejo motivos para fingir que somos melhores do que somos. Eu luto contra as garras da falta de graça em minha própria vida. Embora pecador, luto diariamente contra o orgulho, a inclinação para julgar e um sentimento de que, de alguma forma, devo obter a aprovação de Deus.

Essa luta e essa culpa revela um anseio pela graça.

Como habitantes de uma grande cidade que já não percebem mais o ar poluído, nós respiramos, inconscientes, a atmosfera da falta de graça. Já no pré-primário e no jardim de infância somos testados, avaliados e depois colocados em filas de "adiantados", "normais" ou "lentos". Dali em diante recebemos notas que indicam nossa capacidade na matemática, nas ciências, na leitura e também na "convivência" e na "cidadania". Os papéis dos testes voltam com os erros destacados. Tudo isso nos prepara para o mundo real com sua classificação constante, sem contar a competição entre igrejas e membros por um melhor lugar ao sol, ou ao céu, vai saber. 

E em meio a toda essa confusão viemos a conhecer um Deus que é, nas palavras do salmista,

"um Deus piedoso e benigno, tardio em irar-se, e de grande amor".

Enfim... A graça é de graça para pessoas que não merecem, e eu sou uma dessas pessoas. Lembro-me do como era ressentido, seriamente marcado pela ira, lembro-me de coisas endurecidas e sem graça aprendidas na família e na igreja. Agora estou tentando de minha própria e despretensiosa maneira tocar e desfrutar dessa graça.

Também espero, sinceramente, que a igreja se torne uma cultura nutridora dessa graça.

"Isso acontece com os filhos pródigos... a lembrança da casa de seu pai retorna.
Se o filho tivesse vivido de maneira econômica nunca teria tido a idéia de voltar."
Simone Weil

Juliano Fabricio – vivendo pela graça®


"As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida." Mario Quintana

Namorar é abraçar sem pressa de soltar. É perder a respiração num beijo apaixonado. É pedir que o outro desligue o telefone primeiro, torcendo para que ele não atenda seu pedido. É perder o último trem e ter que dormir na casa da namorada e inventar uma desculpa para os pais. É contar cada minuto do dia à espera de reencontrar quem se ama. É sentir aquele friozinho na barriga e o coração disparar quando se está próximo. É não conseguir desviar os olhos ou tentar disfarçar e devorar com os olhos quando o outro se distrai. É colocar a melhor roupa, o melhor perfume, pra tentar impressionar. É olhar-se no espelho quinhentas vezes para certificar-se de que está bem. É adivinhar o que o outro está pensando. É beijo roubado. É tirar pra dançar. É surpresa. É romance. É sonho. É aventura. É amor.

Quando se está enamorado, tudo é desculpa pra se estar junto. A ausência produz uma insuportável saudade… saudade do olhar, da respiração ofegante, da fragrância do seu perfume, da voz, do jeitinho de falar, dos gestos. Por isso, a gente sempre dá um jeito. Se tiver que fugir, foge. Se tiver que sacrificar qualquer coisa, sacrifica. O importante é estar juntos, não importa o preço que se tenha que pagar.

Dizem que o namoro é um estágio anterior ao casamento. Por isso, para muitos, depois que se casa, não se namora mais. Que desperdício.

Um casamento sem namoro é como um dia de sol sem praia, ou um dia de chuva sem cinema.

Dizem que no namoro há querer, sem poder, e que no casamento isso se inverte: há poder, mas já não há querer. Que bobagem! Quando se ama pra valer, o casamento é a coroação do namoro, em que querer e poder caminham juntos.

Quer salvar seu casamento, volte a namorar. O que apimenta uma relação desgastada pelo tempo não é assistir pornô, mas reavivar as chamas do amor. Sua mulher quer sentir-se amada, não usada.

Antes de levá-la pra cama, leve-a para a varanda. Antes dos finalmente, beije-a como dantes. Antes dos gemidos e suspiros de prazer, diga-a o quanto a ama. Reapaixone-se. Deixe-lhe bilhetes. Traga-lhe rosas. Ligue durante o dia só para ouvir sua voz. Eleja uma música para que seja a trilha sonora de sua paixão. Saia de mãos dadas. Lance-lhe olhares ‘maliciosos’… Demonstre, sem pudor, o quanto a deseja. Ame-a sem reservas e sem hora marcada. Reconquiste-a. Ou você esqueceu como se faz?

Quando isso acontece, o céu aplaude. Os anjos assistem de camarote. Deus sorri.

Caso o contrário, seu casamento estará fadado a encabeçar a lista de arrependimentos de sua vida.

Juliano Fabricio  (titulo original "Quer mesmo saber o que é namorar? - Hermes) 


A Bíblia é a história de amor de Deus com seu povo.

Deus chama, persegue, perdoa e cura. Mesmo nossa resposta a seu amor é dádiva dEle. 

Isso soa para você como uma religião fácil? 

O amor tem suas próprias exigências. Ele não pesa e não poupa nada, mas espera tudo. Talvez isso explique nossa relutância em arriscar. Sabemos muito bem que o evangelho da graça é um irresistível chamado a amarmos da mesma forma. Não é de admirar que muitos de nós escolham entregar a alma a regulamentos em vez de viver em união com o Amor. 

Não há maiores pecadores do que os supostos cristãos que desfiguram a face de Deus, mutilam o evangelho da graça e intimidam os outros através do medo. Eles corrompem a natureza essencial do cristianismo. Na frase contundente de Eugene Peterson: "Eles estão dizendo mentiras sobre Deus, e malditos sejam". 

A igreja está numa encruzilhada crítica. O evangelho da graça está sendo transtornado e comprometido através de silêncio, sedução e franca subversão. A vitalidade da fé está ameaçada. Os slogans mentirosos que empunham a religião como uma espada multiplicam-se com impunidade. 

Maria Madalena destaca-se como testemunha por excelência do evangelho. Na Sexta-feira Santa ela assistiu o homem que ela amava ser assassinado da forma mais brutal e desumana. O foco da sua atenção não estava, no entanto no sofrimento, mas no Cristo sofredor, "que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2:20). O amor de Jesus era uma realidade ardente e divina para ela: ela estaria soterrada na história como meretriz anônima não fosse o encontro com Cristo. 

Ela não possuía qualquer compreensão de Deus, de igreja, de religião, de oração ou de ministério a não ser nos termos do Homem Santo que a amara e entregara a si mesmo por ela. O lugar único que Madalena ocupa na história do discipulado não se deve a seu misterioso amor por Jesus, mas à miraculosa transformação que o amor dEle produziu em sua vida. Ela simplesmente permitiu-se ser amada. 

Quando proclamava o evangelho da graça, Jesus pregava sobre o poder de Deus a partir da fraqueza humana. Foi isso que converteu o mundo romano e converterá a nós, e as pessoas a nosso redor, se virem que o amor de Cristo nos tocou. 

A igreja precisa juntar-se a Madalena no testemunho de que o cristianismo não é primariamente um código moral, mas um mistério permeado de graça; não é essencialmente uma filosofia do amor, mas um caso de amor; não é agarrar-se com unhas e dentes a regras, mas é receber um presente de mãos abertas. Como C. S. Lewis gostava de dizer: as pessoas precisam ser mais lembradas do que instruídas. 

Brennan Manning 
[Trecho extraído do livro “O Evangelho Maltrapilho”]

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