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Nossos “movimentos” sempre ficam no caminho do movimento de Deus 

“O reino de Deus não começa com nossos movimentos ou protestos. Ele é a revolução anterior a todas as revoluções, assim como é anterior a ordem vigente”. Barth

Os homens nunca podem fazer do “ponto de vista de Deus o seu próprio ponto de vista partidário” e portanto, nenhum grupo ou indivíduo simplesmente se coloca do lado de Deus contra os outros... 

Todas as diferenças humanas – entre religiosos e irreligiosos, os morais e imorais – tornam-se relativas... 

O reino de Deus não é “uma rebelião dentro do velho período de existência, mas o nascer de um novo”; não é “um desenvolvimento com possibilidades prévias, mas a nova possibilidade de vida. ” Portanto, há uma clara distinção entre o reino de Deus e todas as tentativas humanas de reforma... 

Mas também há uma clara distinção entre este Reino e a religião e as possibilidades morais dos homens: 

“eles não criam nada de novo”

Todos os grupos, tendências e “movimentos” cristãos de nosso tempo não podem continuar com o que estão fazendo. [Com eles,] “tudo sempre foi determinado sem Deus... [o que significa que,] qualquer coisa que se siga, não pode ser uma nova ação ou ajuda na parte de Deus. Em últimos casos, tudo isso vai se provar como uma reforma, ou a velha situação com uma nova máscara.

Do ponto de partida de Deus, quaisquer grupos que se levantem nesse sentido, são mais um obstáculo do que uma ajuda, pois continuam a iludir as pessoas sobre a necessidade de chegar ao Seu reino. 

Nossos “movimentos” sempre ficam no caminho do movimento de Deus; 
nossas ‘”causas” atrapalham a Sua causa; 

a riqueza da nossa ‘vida’ impede o crescimento tranquilo da vida divina no mundo... 

O colapso da nossa causa deve demonstrar que a causa de Deus é exclusivamente da responsabilidade dEle. 

Enfim... É onde nos achamos hoje. ” (Infelizmente)

Juliano Fabricio
Lendo algumas coisas do cara ai de baixo

Eberhard Busch (1937-), pastor e teólogo reformado suíço, foi o último assistente pessoal de Karl Barth na Basiléia até 1968. De 1969 a 1986, Busch pastoreou uma comunidade reformada em Argau, na Suíça. Desde 1986 é professor de Teologia Reformada na Universidade de Göttingen.


Os líderes que me inspiram à luta pelo bem, que não se silenciaram diante do mal e quando realizaram manifestações, estavam dispostos a apanhar e morrer, nunca a bater e matar. Homens como Ghandi, Luther King e Jesus de Nazaré.

Coragem é isso!

Os líderes que me inspiram a mudar o mundo, eram pacifistas e agiam diretamente para aliviar o sofrimento dos abandonados e explorados, seus atos eram o melhor discurso e não se corrompiam com o sistema político, usando como desculpa a luta pelos pobres. Pessoas como Madre Teresa, Ghandi, Mandela. 

Engajamento é isso!

Os líderes que me inspiram a lutar com integridade, não aceitavam o sistema mau, a começar em si mesmos; sabiam que eles deveriam “ser a mudança que queriam ver no mundo” e ao protestarem contra a corrupção, antes de limpar a sala dos poderosos, conclamavam à limpeza de suas próprias casas. Homens como Ghandi, que convocou os indianos ao embargo de consumo dos produtos ingleses, já que queriam se tornar independentes da Inglaterra. 

Limpeza social, começa em casa!

Sigo guiado não por rumores circunstanciais de uma política medíocre e caótica dos nossos dias, mas pela nuvem de testemunha de grandes exemplos que marcaram a história e, sobretudo, pelas pegadas de Jesus de Nazaré, meu Senhor e meu Mestre.




O filósofo Jean Paul Sartre tinha uma fase que se tornou célebre:
 “O Inferno são os Outros”. 

Segundo ele, são os “outros” quem afinal, nos trazem a maior parte dos desgostos e dissabores na vida.

Apesar de discordar deste ponto de vista, por acreditar que também são os “outros” que muita vezes nos trazem alegrias e momentos felicidade, concordo que em toda história da humanidade, pintar o “outro”, como o inimigo a ser erradicado, é a tônica do discurso.

Tornou-se lugar comum, ao longo da história o processo de “satanizar” aquilo que é diferente e muitas vezes incompreensível. Mesmo nas escrituras são fartos os exemplos em que divindades de outros povos são tratados como “coisa do demônio”. 

Por outro lado, é inútil exorcizar os demônios que nos espreitam via ativismo. 

Esses fantasmas se atiçam ao nos perceberem entregues à volúpia da conquista e do poder. 

Melhor viver em contato com dores, angústias e sombras do que passar pela existência perdido em delírios alucinatórios. 

Frequentemente, muita correria não passa de fuga. 

Para que a graça se reflita nos espelhos, precisamos de sossego. 

Esse papel de carregar o mundo nas costas não é nosso!!!

Nessa maldita correria de querer achar o diabo em todo lugar, deixo alguns conselhos:

Fertilizem o diálogo; alimentem-se de biografias para acompanhar a trajetória de Gandhi, Martin Luther King Jr., Madre Teresa, Nelson Mandela e Zumbi dos Palmares; familiarizem-se e apoiem ONGs envolvidas com comunidades carentes; visitem hospitais e escolas para crianças com necessidades especiais; conversem com homossexuais para entender suas reivindicações. (Estou em divida com algumas)

Enfim...o diabo no minimo somos nós...

Ps1: em 99% dos casos que vejo de manifestações demoníacas por ai, não tem Deus é muito menos o diabo. (Puro emocionalíssimo) #prontofalei

Ps2: o que precisamos entender de fato é o que fez de anjos demônios.

Ps3: Não consigo imaginar um Evangelho que não seja todo inclusivo.

O "vá, e não peques mais" só pode ser dito, sem pedras nas mãos, e depois do "nem eu te condeno"... 

Pedras nas mãos revela o quanto de demônio nós temos... fica a dica.

[A imagem abaixo deixa claro que entre anjos e demônios a linha é muito tênue.]


Juliano Fabricio
se exorcizando...


● Neste ano-novo, se faça novo, reduza a ansiedade, regue de ternura os sentimentos mais profundos, imprima a seus passos o ritmo das tartarugas e a leveza das garças.

● Não se mire nos outros; a inveja mina a autoestima, fomenta o ressentimento e abre, no centro do coração, o buraco no qual se precipita o próprio invejoso.

● Espelhe-se em si mesmo, assuma seus talentos, acredite em sua criatividade, abrace com amor sua singularidade. Evite, porém, o olhar narcísico. Seja solidário: estenda aos outros as mãos e oxigene a própria vida. Não seja refém de seu egoísmo.

● Cuide do que fala. Não professe difamações e injúrias. O ódio destrói a quem odeia, não o odiado. Troque a maledicência pela benevolência. Comprometa-se a expressar alguns elogios por dia. Sua saúde espiritual agradecerá.

● Não desperdice a existência hipnotizado pela TV ou navegando aleatoriamente pela internet, naufragado no turbilhão de imagens e informações que não consegue síntetizar. Não deixe que a sedução da mídia anule sua capacidade de discernir e o transforme em consumista compulsivo. A publicidade sugere felicidade e, no entanto, nada oferece senão prazeres momentâneos.

● Centre sua vida em bens infinitos, nunca nos finitos. Leia muito, reflita, ouse buscar o silêncio neste mundo ruidoso. Lá encontrará a si mesmo e, com certeza, um Outro que vive em você e que quase nunca é escutado.

● Cuide da saúde, mas sem a obsessão dos anoréticos e a compulsão dos que devoram alimentos com os olhos. Caminhe, pratique exercícios, sem descuidar de aceitar as suas rugas e não temer as marcas do tempo em seu corpo. Frequente também uma academia de malhar o espírito. E passe nele os cremes revitalizadores da generosidade e da compaixão.

● Não dê importância ao que é fugaz, nem confunda o urgente com o prioritário. Não se deixe guiar pelos modismos. Faça como Sócrates, observe quantas coisas são oferecidas nas lojas que você não precisa para ser feliz. Jamais deixe passar um dia sem um momento de oração. Se você não tem fé, mergulhe em sua vida interior, ainda que por apenas cinco minutos.

● Arranque de sua mente todos os preconceitos e, de suas atitudes, todas as discriminações. Seja tolerante, coloque-se no lugar do outro. Todo ser humano é o centro do Universo e morada viva de Deus. Antes, indague a si mesmo por que, às vezes, provoca nos outros antipatia, rejeição, desgosto. Revista-se de alegria e descontração. A vida é breve e, de definitivo, só conhece a morte.

● Faça algo para preservar o meio ambiente, despoluir o ar e a água, reduzir o aquecimento global. Não utilize material que não seja biodegradável. Trate a natureza como aquilo que ela é de fato: a nossa mãe. Dela viemos e a ela voltaremos. Hoje, vivemos do beijo na boca que ela que nos dá continuamente: ao nutrir cada um de nós de oxigênio e alimentos.

● Guarde um espaço em seu dia a dia para conectar-se com o Transcendente. Deixe que Deus acampe em sua subjetividade. Aprenda a fechar os olhos para ver melhor.

Feliz 2018!
[Ps: Leia Frei Betto, Rubem Alves, Mia Couto e todo mundo que é e não faz questão de ser.]


É de Andrew Marin a definição mais ful­gu­rante de amor que jamais ouvi: amor, explica ele, é 
«a expressão men­su­rá­vel de com­por­ta­men­tos não-condicionados».

«AMOR»
«a expressão men­su­rá­vel de com­por­ta­men­tos não-condicionados»

Se amar for de fato prover expressões mensuráveis de comportamentos não-condicionados, quem se mostrará pronto a amar? 

Porque, se for assim, amar não seria você aprovar a conduta de dois caras sentados de mãos dadas no banco da sua igreja, mas seria você respirar fundo e não condená-los por eles estarem ali. 

Amar não seria você concordar com as posturas de um amigo a respeito de qualquer assunto, mas seria concluir que o seu compromisso mútuo com o amor basta para vocês continuarem juntos no mesmo caminho. 

Essas seriam expressões genuínas de comportamento não-condicionado. Porque quando não estamos defendendo o amor estamos defendendo meramente a nossa convicção, ou pior, a nossa reputação – e até os pecadores confessos fazem o mesmo. 

Qualquer homossexual poderia nos ensinar a amar mais e melhor. [tem um grande amigo que faz isso muito bem]

Cristãos que frequentam as passeatas gay costumam fazê-lo para levar cartazes que dizem coisas edificantes tipo DEUS ODEIA BICHAS ou VÃO ARDER NO INFERNO. 

Será que nosso papel, já que estamos falando de AMOR não seria ir a essas passeatas com cartazes que dizem apenas ME DESCULPE – e pedir a quem quiser ouvir desculpas por todo o ódio que já foi derramado sobre os homossexuais no nome daquele que nada tem a ver com o ódio.

Enfim... Precisamos com urgência aprender com Jesus a não dar respostas simples para questões complexas. E essa postura (precisamente como no tempo de Jesus) desperta por vezes a indignação de gente dos dois lados do muro.

E aprender com o Jesus dos evangelhos que um discurso polarizador não deve ser jamais alimentado. Todo discurso aplicado ao extremo (e os discursos tendem aos extremos) gera esterilidade, hostilidade e desumanização. A ferida dos ódios resultantes só pode ser estancada pelo remédio do amor – o amor que é uma orientação: ao mesmo tempo uma escolha e um destino.

Juliano Fabricio 
Inspirado na história de Andrew Marin
[um ex crente homofôbico militante que descobriu o amor]


A percepção bíblica do evangelho da graça é a da criança que nunca experimentou nada além do amor e que tenta dar o melhor de si porque é amada. Quando comete erros, sabe que não corre perigo de perder o amor de seus pais. A possibilidade de que eles possam deixar de amá-la se não arrumar seu quarto jamais lhe passa pela mente. Eles podem desaprovar seu comportamento, mas o amor deles não é determinado a partir de seu desempenho.

O que eu quero dizer com "permanecer uma criancinha perante o bom Deus”:

É reconhecer a própria insignificância, esperando tudo do bom Deus, exatamente como a criancinha espera tudo de seu pai; é não ficar ansioso por nada, não tentar ficar rico... Ser pequeno é, também, não atribuir a si mesmo as virtudes praticadas, como se alguém pudesse acreditar-se capaz de conquistar algo, mas reconhecendo que o bom Deus coloca esse tesouro nas mãos de seus pequeninos para que façam uso dele sempre que precisarem; entretanto, é sempre o tesouro do bom Deus. Finalmente, é nunca ficar desalentado com as próprias falhas, porque as crianças sempre caem, porém, são pequenas demais para causarem grandes danos a si mesmas. (fica um reflexão tambem para quem defende a maioridade penal)

Como disse Jesus : "a menos que se tornem como um destes pequeninos" 

Juliano Fabrício na nova série #provocações


... mas o gesto que ninguém viu, porque feito do lugar da mais total impotência, virou palavra, andou de boca em boca, os corações reverberaram, milhares, e o milagre aconteceu. Naquele instante percebi o que de fato era a subversão.

...algo ordinário...

Mas estou convencido, como o estive durante toda a minha vida, de que tudo que me foi possível o é também para uma criança. 

A palavra é muito boa: magia. É isto que sempre quis fazer:

Modificar as coisas pelo poder do amor♥.

E de todas as magias a mais bela é aquela dos pobres amedrontados que, de repente, se esquecem da intimidação das fardas e das armas, livram-se do medo, e passam a obedecer somente à voz interior da sua verdade que um gesto de amor fez acordar.

Parece tão difícil acreditar no poder da vida. Tudo conspira contra ela. Há os governos poderosos, a força das organizações econômicas, o mal presente nas maiorias cruéis e nas minorias militantes, e o átomo que agora pode destruir todas as coisas...

Como é possível que os homens mantenham a sua paz interior e se sintam exteriormente tranquilos, como podem eles conservar-se honestos, livres, verdadeiros para consigo mesmos, em face de todos os golpes que são desferidos contra eles? Muitos se agacham e se submetem. A vida se encolhe cada vez mais. E é isto que abre as portas ao totalitarismo. Se o indivíduo não estiver disposto a defender-se contra os abusos do poder, a liberdade está condenada.

A liberdade dá calafrios...
Somos nossos próprios carcereiros.

Insisto na liberdade... insisto em plantar sementes que um dia serão sombras para as futuras gerações. Há poder nas sementes!!!

“Tudo o que fazes é insignificante;
 mas é muito importante que faças. ”

Eu só posso responder: Se assim não for, valerá a pena viver?

Quem poderá ter paz de espírito num mundo em que a violência tem sempre a última palavra? Creio em Deus. E isto me garante que não pode existir nenhum desejo do coração que, sendo puro em sua impaciência, não venha, um dia, a ser atendido. Tenho paciência. Esperarei por esse dia...

Juliano Fabricio
entrando na mente de Gandhi


A verdade poucas vezes declarada é que muitos de nós têm um anseio por Deus e um aversão a Deus. 

Alguns de nós buscam-no e fogem dele ao mesmo tempo. Podemos observar regras com todo o rigor e raras vezes faltar a uma reunião, e um caso de amor com Jesus simplesmente não ser o nosso forte.

Tenho críticos e não são poucos que protestam contra o fato de eu escrever demais sobre o AMOR de Deus e não o bastante sobre o pecado, o juízo, o inferno etc...

Segundo eles, sou desequilibrado, doentio e um pouco insano.

Embora eu me reconheça e declare culpado dessa última acusação, estou confiante de que Deus levantará outros desequilibrados, doentios e insanos para gritar comigo em alta voz:

[O amor de Deus é loucura!]

Enfim... isso é apenas parte de quem sou. O restante é um aglomerado de paradoxos e contradições.

Creio em Deus de todo o meu coração. E, em determinado dia, quando vejo uma menina de 9 anos estuprada e assassinada por um maníaco sexual ou um menino de quatro anos de idade morto por um motorista embriagado, chego até mesmo a me perguntar se Deus existe.

Como já disse muitas vezes, dirijo-me a ele e fico desanimado. 

Amo e odeio. 
Sinto-me melhor quando me sinto bem. 
Sinto-me culpado de não me sentir culpado. 
Sou escancarado, e sou fechado em mim mesmo. 
Confio e desconfio. 
Sou verdadeiro, e ainda mantenho os meus jogos. 
Isso é o que sou.

Muito do que me foi apresentado como real em dias passados, percebo agora, não passa de ficção. O deus ranzinza dos humores oscilantes, o deus preconceituoso e parcial com católicos, o deus irritado e desgostoso com crentes, o deus guerreiro da guerra “justa”, o deus instável da moral casuística, manifestando sua desaprovação de nossas pequenas fraquezas, o deus pedante dos espiritualmente sofisticados, a meríade de deuses que me aprisionam na casa do medo, da culpa ou da ganância; e a lista poderia continuar...

Deve ser por isso que muitos acham que a graça é arriscada demais e outros dizem que é boa demais para ser verdade.

No final todos querem saber se ultrapassaram os limites de seu crédito com Deus.

No meu caso de insanidade intensa tenho total certeza que irei sempre repetir que:

...o AMOR sozinho é digno de crédito e que o verdadeiro DEUS de amor irrestrito corresponde ao JESUS da minha nada mole jornada.

Falei tudo isso pra no final como uma oração dizer: Não entendo, mas amo você…

Juliano Fabricio
Meu Deus como eu amo você...


...a pretensão de quem fica escondido fazendo fita.

A pretensão é uma perversão tão traiçoeira, que a confiança não é apenas contaminada por ela, mas corrompida. 

É com pretensão que atribuímos a Deus a tarefa de fazer por nós o que deveríamos estar fazendo.

A forma mais corriqueira de pretensão é a expectativa de que Deus vai intervir direta e secretamente nos assuntos humanos. Presumimos esse tipo de coisa quando dizemos: "Senhor, Senhor", o câncer ou a falência ou a infidelidade vão desaparecer. Presumimos que Deus responde a todas as orações garantindo finais felizes, que o alimento para órfãos e viúvas vai cair do céu, que o bebê terá a plena garantia de um parto seguro e que Deus com certeza vai vender nossa casa pelo preço que queremos, se cumprirmos todas as regras, sacrifícios e peregrinações como moeda de troca. 

Os argumentos teológicos que defendem a ideia de um Deus intervencionista são muitos e variados. 

Porem, quando se extinguem todos os recursos humanos e sufoca-se o anseio por garantias, quando perdemos o controle sobre as coisas e paramos de tentar manipular a Deus e desmistificar o Mistério, então — com o fim de nossa capacidade — a confiança nasce dentro de nós e do coração surge um clamor incontaminado. Sem pretensão!!!

Juliano Fabricio
ps: Eu creio em milagres


Jesus não promete que num piscar de olhos nós nos tornaremos pessoas totalmente diferentes, com gostos, atitudes e pontos de vista modificados. 

Paulo deixa muito claro que os nossos “eus” verdadeiros serão revelados, e que, uma vez que pecados, hábitos, intolerâncias, orgulho e ciúme são impedidos de entrar, para alguns não restará muita coisa.

E muito comum ouvir conversas sobre o céu em termos de quem “entra” ou de “como entrar”. Mas, na verdade, Jesus está interessado em ver nossos corações transformados para que possamos lidar com o céu. Retratar o céu com êxtase, paz e alegria infinita é uma bela imagem, mas levanta a questão: quantos de nós estariam aptos, da maneira com somos hoje? Como entraríamos em um mundo que não comporta o cinismo, a difamação, a preocupação ou o orgulho?

É importante ter em mente que o céu pode ser uma espécie de ponto de partida, um aprendizado sobre como tornar-se humano novamente.

Para entender melhor o que disse vamos imaginar uma mãe solteira que tenta criar seus filhos trabalhando em vários lugares e luta para conseguir ajuda do pai das crianças, que costumava a bater nela. Essa mulher é fiel e devotada aos filhos. Apesar das circunstancias, nunca deixa de acreditar que eles podem ser criados num lar de amor e romper com o ciclo da disfunção e do abuso. Ela não sai para se divertir, nunca tira férias, e o dinheiro não sobra para comprar alguma coisa para si. Dorme poucas horas por noite e no dia seguinte repete a dura rotina de cozinhar, trabalhar, lavar, pagar as contas, trabalhar mais, até desabar na cama, exausta, tarde da noite. 

Que historia brilhante, pungente, subversiva, pesada e totalmente real.

Essa mulher tem sido fiel àquilo que recebeu. Ela tem caráter e integridade. Nunca desiste. É carinhosa e amorosa mesmo quando está esgotada. 

Uma mulher como essa é confiável.

Será que é esse tipo de “ultimo” que Jesus disse que será o primeiro?

Será que Deus perguntará a ela “Você é o tipo de pessoa com quem eu posso contar na terra”?

Enfim... o desenvolvimento espiritual mais elevado está em ser "comum". 

...mas hoje em dia quem quer ser comum!!!

Fica a pergunta e a reflexão... (pense)

Juliano Fabricio
pensando no céu de uma maneira diferente.


Jesus enquanto:
mestre revolucionário,
profeta radical,
orador provocativo,
polêmico,
e oponente implacável das autoridades religiosas estabelecidas.

Ai eu pergunto: Porque evitamos falar desse lado revolucionário de Jesus???

Como alguém disse certa vez:

“Um rebelde tenta mudar o passado; um revolucionário tenta mudar o futuro”.

Jesus Cristo trouxe uma drástica mudança ao mundo. 

Mudou à visão de homem sobre Deus. 

Mudou à visão de Deus sobre o homem. Mudou à visão dos homens sobre as mulheres.

Nosso Senhor veio trazer uma mudança radical ao modo antigo das coisas, substituindo-o por uma nova ordem. Ele veio para trazer um novo pacto — um novo reino — um novo nascimento — uma nova raça — uma nova espécie — uma nova cultura — e uma nova civilização.

Em Jesus temos:

Um Homem que recusava render-se diante das pressões da conformidade religiosa. 

Um Homem que pregava uma revolução. Um Homem que não tolerava a hipocrisia. 

Um Homem que não tinha medo de provocar aqueles que suprimiram o evangelho libertador que Ele trouxera para libertar os homens. 

Um Homem que não se importava em despertar a cólera de seus inimigos, levando-os a preparar-se para a luta.

Onde pretendo chegar? 
Nisso↓↓↓

Jesus veio não apenas como Messias, Ungido de Deus, para libertar seu Povo das ataduras da queda.

Ele veio não apenas como Salvador, pagando uma dívida que não era dEle para quitar os pecados da humanidade.

Ele veio não apenas como Profeta, consolando aflitos e afligindo acomodados.

Ele veio não apenas como Sacerdote, representando o homem perante Deus e representando Deus perante o homem.

Ele veio não apenas como Rei triunfante sobre toda autoridade, principado e poder.

Ele também veio como Revolucionário, rompendo o velho odre com o intuito de introduzir o novo.

Veja seu Senhor, o Revolucionário!

Juliano Fabricio
Lembrando... sem perder a ternura!!!


E perguntaram a Jesus: “Quem é o meu próximo?“ E ele lhes contou a seguinte parábola:

Voltava para sua casa, de madrugada, caminhando por uma rua escura, um garçom que trabalhara até tarde num restaurante. Ia cansado e triste. A vida de garçom é muito dura, trabalha-se muito e ganha-se pouco. Naquela mesma rua dois assaltantes estavam de tocaia, à espera de uma vítima. Vendo o homem assim tão indefeso saltaram sobre ele com armas na mão e disseram: “Vá passando a carteira“. O garçom não resistiu. Deu-lhes a carteira. Mas o dinheiro era pouco e por isso, por ter tão pouco dinheiro na carteira, os assaltantes o espancaram brutalmente, deixando-o desacordado no chão.

Às primeiras horas da manhã passava por aquela mesma rua um padre no seu carro, a caminho da igreja onde celebraria a missa. Vendo aquele homem caído, ele se compadeceu, parou o caro, foi até ele e o consolou com palavras religiosas: “Meu irmão, é assim mesmo. Esse mundo é um vale de lágrimas. Mas console-se: Jesus Cristo sofreu mais que você.“ Ditas estas palavras ele o benzeu com o sinal da cruz e fez-lhe um gesto sacerdotal de absolvição de pecados: “Ego te absolvo...“ Levantou-se então, voltou para o carro e guiou para a missa, feliz por ter consolado aquele homem com as palavras da religião.

Passados alguns minutos, passava por aquela mesma rua um pastor evangélico, a caminho da sua igreja, onde iria dirigir uma reunião de oração matutina. Vendo o homem caído, que nesse momento se mexia e gemia, parou o seu carro, desceu, foi até ele e lhe perguntou, baixinho: “Você já tem Cristo no seu coração? Isso que lhe aconteceu foi enviado por Deus! Tudo o que acontece é pela vontade de Deus! Você não vai à igreja. Pois, por meio dessa provação, Deus o está chamando ao arrependimento. Sem Cristo no coração sua alma irá para o inferno. Arrependa-se dos seus pecados. Aceite Cristo como seu salvador e seus problemas serão resolvidos!“ O homem gemeu mais uma vez e o pastor interpretou o seu gemido como a aceitação do Cristo no coração. Disse, então, “aleluia!“ e voltou para o carro feliz por Deus lhe ter permitido salvar mais uma alma.

Uma hora depois passava por aquela rua um líder espírita que, vendo o homem caído, aproximou-se dele e lhe disse: “Isso que lhe aconteceu não aconteceu por acidente. Nada acontece por acidente. A vida humana é regida pela lei do karma: as dívidas que se contraem numa encarnação têm de ser pagas na outra. Você está pagando por algo que você fez numa encarnação passada. Pode ser, mesmo, que você tenha feito a alguém aquilo que os ladrões lhe fizeram. Mas agora sua dívida está paga. Seja, portanto, agradecido aos ladrões: eles lhe fizeram um bem. Seu espírito está agora livre dessa dívida e você poderá continuar a evoluir.“ Colocou suas mãos na cabeça do ferido, deu-lhe um passe, levantou-se, voltou para o carro, maravilhado da justiça da lei do karma.

O sol já ia alto quanto por ali passou um travesti, cabelo louro, brincos nas orelhas, pulseiras nos braços, boca pintada de batom. Vendo o homem caído, parou sua motocicleta, foi até ele e sem dizer uma única palavra tomou-o nos seus braços, colocou-o na motocicleta e o levou para o pronto socorro de um hospital, entregando-o aos cuidados médicos. E enquanto os médicos e enfermeiras estavam distraídos, tirou do seu próprio bolso todo o dinheiro que tinha e o colocou no bolso do homem ferido.

Terminada a estória, Jesus se voltou para seus ouvintes. Eles o olhavam com ódio. Jesus os olhou com amor e lhes perguntou:

“Quem foi o próximo do homem ferido?“


provocante reflexão do 
inspirador Rubem Alves



Passamos a vida inteira ouvindo os sábios conselhos dos outros. (e olha que tem gente que tem conselho pra tudo...) Tens que aprender a ser mais flexível, tens que aprender a ser menos dramático, tens que aprender a ser mais discreto, tens que aprender... praticamente tudo.

Mesmo as coisas que a gente já sabe fazer, é preciso aprender a fazê-las melhor, mais rápido, mais vezes. Vida é constante aprendizado. A gente lê, a gente conversa, a gente se puxa pra tirar nota dez no quesito "sabe-tudo". (ps: tenho uma certa preguiça de gente que sabe de tudo...)

Pois é... E o que a gente faz com aquilo que a gente pensava que sabia? E se aquilo não faz mais sentido? E Se tal aprendizado nos torna pesados demais? E Se essa bagagem já não serve pra nada? E se já tivermos arquivos demais no nosso HD cerebral?

E se os valor que defendíamos, nem nós acreditamos mais? 
E Se esse aprendizado não nos torna mais amáveis, palpáveis, etc?

Estou chegando à conclusão que para aprender coisas novas, é preciso antes deletar arquivos antigos. E isso não se faz com o simples apertar de uma tecla. Antes de aprender, é preciso dominar a arte de desaprender.

Desaprender a ser tão exigente consigo mesmo, para poder se divertir com os próprios erros. 

Desaprender a ser tão coerente, pois a vida é incoerente por natureza e a gente precisa saber lidar com o inusitado. 

Desaprender a esperar que os outros leiam nosso pensamento: em vez de acreditar em telepatia, é melhor acreditar no poder da nossa voz. 

Desaprender a autocomiseração: enquanto perdemos tempo tendo pena da gente mesmo, os demais seguiram em frente.

Desaprender a valorizar um modelo de progresso que necessariamente não traz felicidade coletiva e uma economia cuja especulação supera a produção. 

Desaprender a olhar o mundo a partir do próprio umbigo, como se o diferente merecesse ser encarado com suspeita e preconceito.

Desaprender a promover guerras e a considerar a pobreza mero resultado da incapacidade individual. 

Desaprender a valorizar o supérfluo como necessário e a ostentação como sinal de êxito. 

Desaprender sem medo sobre os equívocos praticados no decorrer da vida cristã e ter coragem para corrigi-los.

A solução é voltar ao marco zero. Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima.

Acho que era isso o que Jesus quis ensinar quando disse que era preciso nascer de novo.

O desaprendizado é uma arte para quem se propõe a mudar de vida (nascer de novo). Nessa viagem, quanto menos bagagem e mais leveza, sobretudo de espírito, melhor e mais rápido se alcança o destino. Vida afora, carregamos demasiadas cobranças, mágoas, invejas e até ódios, como se toda essa tralha fizesse algum mal a outras pessoas que não a nós mesmos.

Será que teremos coragem de desaprender???

Juliano Fabricio
desaprendendo


Muitos acham que a estabilidade da economia
é
mais importante do que a estabilidade das relações. 

EU DISCORDO...

ACREDITO EM OUTRO TIPO DE ESTABILIDADE E EM OUTRAS METAS.

• Vamos estabelecer novas metas para a sociedade, para nossos sociólogos, líderes religiosos e acadêmicos.

• Vamos estabelecer como uma meta prioritária reduzir o número de divórcios para 10% em 2030.

• Vamos estabelecer como meta reduzir o número de casais infelizes com seus casamentos para 20% nos próximos 20 anos.

• Vamos estabelecer como meta o aumento na tolerância entre quem pensa diferente. (meta aberta)

• Vamos estabelecer como meta o aumento de beijos e abraços entre as pessoas que amamos em 40%. (um beijo ou um abraço adiado dói demais)

[♥]...e este amor que você carrega, está declarado ou você sonega? [$]

• Vamos estabelecer como meta o aumento da honestidade nas relações em 25%.

• Vamos estabelecer como meta ousada os pedidos de desculpas que estão nos travando em 70%. (quem não pede desculpas vive uma vida amarga) 

• Vamos estabelecer com meta reduzir tudo aquilo que Jesus não quis – isto é, poder, instituição, aparato. (A referência nossa tem de ser a Bíblia, porque ela é a palavra de Jesus, lá você não vê poder, não vê nada disso)

A presidente Dilma sem se dar conta nos deu uma boa dica: 

“Não vamos colocar uma meta: deixaremos em aberto e quando atingirmos ela, nós dobraremos a meta”

Ps: Esqueçam o crescimento do PIB em 10%, pois com nossas metas acima cumpridas o resto é moleza. 

A felicidade não está no crescimento do PIB. [♥ > $]

Juliano Fabricio
revendo metas



Nunca vos conheci. 
Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade!". Mateus 7

A frase "Nunca vos conheci" saltou da página. Claramente Jesus não disse Vocês nunca reconheceram", ou "Vocês nunca conheceram o Pai". Assusto ao perceber que uma de nossas principais tarefas, talvez a principal, é fazer-nos conhecidos de Deus. Boas obras não bastam — "não profetizamos nós em teu nome?" — qualquer relacionamento com Deus deve ser fundamentado na plena revelação. As máscaras têm de ser tiradas.

"Não podemos encontrá-lo se não reconhecermos que precisamos dele"

Meu orgulho ainda me tenta a parecer melhor, a limpar as aparências. É fácil reconhecer, mas quase impossível aceitar, somos viciados em espelhos. (Cultuamos nossa própria imagem)

Fico maravilhado nos evangelhos com a capacidade de Jesus de se relacionar facilmente com os pecadores. Tendo passado algum tempo com "pecadores", e também com pretensos "santos", tenho um palpite por que Jesus passou tanto tempo com o primeiro grupo: acho que Ele preferia a companhia deles. Porque os pecadores eram honestos a respeito de si mesmos e não fingiam, Jesus podia lidar com eles. Em contraste, os santos assumiam ares, julgavam-no e tentavam apanhá-lo em uma armadilha moral. No final, foram os santos, e não os pecadores, que prenderam Jesus.

Lembre-se da história do jantar de Jesus na casa de Simão, o fariseu, no qual uma mulher não muito diferente de qualquer outra prostituta derramou perfume sobre Jesus e enxugou seus pés com os cabelos. Simão sentiu repulsa.

Tal mulher não merecia nem mesmo entrar em sua casa! Eis aqui a resposta de Jesus naquela atmosfera tensa:

Então voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; esta, porém, regou com lágrimas os meus pés, e os enxugou com os seus cabelos.

Não me deste ósculo, mas ela, desde que entrou, não cessou de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento. Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, pois muito amou. Mas aquele a quem pouco é perdoado, pouco ama.

Por que, eu me pergunto, a igreja às vezes transmite o espírito de Simão, o fariseu, em vez de transmitir o espírito da mulher perdoada? 

Enfim... Onde foi que esconderam o Deus que aceita o perfume das prostitutas?

Juliano Fabricio
tentando ser como 
essa prostituta...


Para que serve a coragem, essa coceira que bate no miolo da vontade? 

Coragem serve para aceitar um convite. 

Serve para dizer eu te amo, mesmo que isso a princípio de ânsias de vômito.

Serve para fazer as pazes com quem, por algum motivo menor, nos distanciamos. 

Serve para se declarar a alguém.... ou ligar primeiro. (isso já venci)

Serve para se matricular em algo.... e quem sabe ser negado ou reprovado.

Serve para ter filhos, mesmo que hoje as pessoas achem que está muito caro mantê-los. [Tenho 3 filhos e o mundo me acha um louco]

Serve para queimar os dedos no azeite quente ao colocar as cebolas para dourar. 

Serve para trabalhar com algo que nunca se trabalhou antes. 

Serve para carregar uma bandeira, uma convicção. 

Serve para o nosso exercício político diário, serve à ética. 

Serve para nossa luta diária contra o inconformismo, intolerância e tanta coisa ridícula.

Serve para o diálogo. Serve para AMAR...

Coragem serve para banhos: de chuva, de cachoeira, de mar, de rio. 

Ela está lá no instante em que dizemos sim ao novo. E quando estamos abertos ao novo, ele entra sem bater. O novo, quando é de casa, chega no meio da noite, na hora do almoço, logo cedo, em pleno final de semana. O novo, se for bem recebido uma vez, volta. Ele voltou. 

Enfim coragem para reforçar nossa hipótese sobre as melhores relações: 

Aquelas que têm o amor como norte. 

Vamos nessa, apertem os cintos. 

Pois o AMOR é mesmo uma bússola quebrada.

Que sempre indica um caminho desconhecido, mas com a paisagem mais surpreendente. 

CORAGEM!!!

Juliano Fabricio
Ps: Meus filhos me fazem ter coragem.
[inspiração doseupai]


Sem vergonha do corpo que tem, da cor da pele ou da textura do cabelo,

Afinal de contas a beleza do arco-iris está na sua multicor.

Não tem vergonha de ser feliz, em um mundo de tristezas,

Não tem vergonha de estudar, crescer, trabalhar, em busca de um sonho,

Enquanto outras apenas deixam a vida passar, como se amanhã nunca fosse chegar.

MULHER BOA É A MULHER SEM VERGONHA...

Sem vergonha de expressar o que pensa, pois sabe muito bem usar as curvas que tem,

Não do corpo, que por muitas vezes esconde a verdadeira beleza, Invisível aos olhos, mas facilmente percebidas em suas ações.

É aquela que sabe usar as curvas do cérebro.

É a mulher inteligente, que pensa e sabe que a ferramenta mais sexy que tem, fica dentro e não fora dela.

MULHER BOA É A MULHER SEM VERGONHA...

Sem vergonha de crer, no mundo dos descrentes,

Sem vergonha de insistir no mundo dos desistentes,

Sem vergonha de ser original, no mundo das cópias baratas,

Sem vergonha de ser diferente, no mundo dos parecidos.

MULHER BOA É A MULHER SEM VERGONHA...

Sem vergonha de ser pessoal, em um mundo cada vez mais digital

Sem vergonha de enfrentar, enquanto muitos fogem,

Sem vergonha de ser em um mundo onde todos querem apenas ter,

Sem vergonha de amar, no mundo cheio de ódio

Sim... Esta mulher precisamos colocar no pódio.

Pois todas elas são as heroínas deste mundo, que passam muitas vezes desapercebidas em nosso meio.

Disfarçadas de esposas, mães, avós, tias, primas, amigas, irmãs.

*Por isso homens, prestem atenção, pois muitas delas estão bem próximo de nós, ao nosso lado.

Não deixe que as feridas ou problemas do passado te impeçam perceber.

Que todas estas mulheres são, sem dúvida, um presente de Deus para mim e pra’ você.



Fico me perguntando se a igreja não adotou um enfoque completamente equivocado ao tratar do sexo. 
(fui bem bonzinho...) 

Com demasiada frequência, a igreja tem tratado a sexualidade como uma ameaça, uma rival da espiritualidade. Se você está sobrecarregado com sexo, reprima sua sexualidade e sublime essa energia num anseio por Deus.

*Por séculos a igreja preferiu não tocar nesse assunto, chegando a proibi-lo.*

Questiono a motivação por trás disso. Será que podemos substituir de forma tão direta um impulso (o da união espiritual) por outro (o da união física)?

Duvido disso. Afinal, no jardim do Éden, quando Adão tinha perfeita comunhão espiritual com Deus, mesmo naquela época sentiu solidão e anseios que não encontraram alívio antes de Deus criar Eva.

Em vez de contrapor a sexualidade à espiritualidade, uma rivalizando com a outra, eu as vejo profundamente relacionadas. Quanto mais observo a obsessão de nossa sociedade com a sexualidade, mais percebo nisso uma sede de transcendência.

Nesse ponto de vista, o sexo não e um rival da espiritualidade, mas, em vez disso, aponta para ela. Quando a sociedade obstrui de forma tão abrangente a sede humana por transcendência, devemos nos surpreender que tais anseios se redirecionem para uma expressão de mero apego ao físico? 

Talvez o problema não seja que as pessoas estejam se despindo, mas que elas não estejam se despindo o suficiente: paramos na pele em vez de ir mais fundo, de ir até a alma.

Quando Deus repreendeu os israelitas por sua idolatria, não estava condenando a ânsia de adoração deles. Também não estava desaprovando as ânsias mais imediatas que os impulsionavam na direção dos ídolos: desejo por fertilidade, por bom clima, por sucesso militar. Em vez disso, ele os condenou por buscar essas coisas em amontoados inertes de madeira e ferro, em vez de buscá-las nele.

O que o Antigo Testamento chama de idolatria, 
nós chamamos de "vícios"

Estes, da mesma forma, são frequentemente coisas boas (sexo, comida, trabalho, chocolate) que extrapolam seu devido lugar e passam a controlar a vida de uma pessoa. Para muitos o sexo representa um "ídolo" no qual ele ou ela investe todos os sonhos e esperanças. O ídolo do sexo, assim como o bezerro de ouro, não consegue suportar o peso de tal comprometimento. Ele sempre decepciona.

Não foi a toa que uma "proscrita" mulher samaritana cheia de problemas nessa área foi a primeira pessoa a quem Jesus abertamente se revelou como Messias.

Enfim... “A sexualidade continua a ser o último tabu do cristianismo. Nada do que é humano nos deveria ser estranho (Terêncio). Os cristãos continuam a estranhar a natureza, ou, na visão de Rubem Alves, não querem ouvir “as vozes do corpo””. Ouvi isso em uma palestra do saudoso Robinson Cavalcanti

Juliano Fabricio
*contrariando a ótima cantora Rita Lee: 
Amor é cristão, Sexo TAMBEM.
(Ps:Ouça Rita Lee)

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