Mostrando postagens com marcador modelos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador modelos. Mostrar todas as postagens
*Esta imagem do pastor demonstra, de maneira simples, que o legado de Luther King é eterno.
[Em nossos sonhos, profetas como Martin Luther King não serão raros.]

Só existe uma coisa que me perturba mais do que os pecados do passado: o pecado que não enxergo hoje. 

Foi preciso que houvesse a grandeza de um Martin Luther King Jr. para despertar a consciência de uma nação no século passado. 

O que nos impede, neste novo século, de criar a comunidade amorosa de justiça, paz e amor pela qual King lutou e morreu? 

Em quais questões atuais a Igreja teima em estar do lado errado?

Como King costumava dizer, a presença de injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar.

“Como qualquer pessoa, desejo uma vida longa. A longevidade tem seu lugar. Mas não estou preocupado com isto agora. Quero apenas fazer a vontade de Deus. E ele me permitiu que eu subisse ao monte. Olhei lá de cima e pude contemplar a Terra Prometida.

Pode ser que eu não entre lá com você, mas quero que você saiba esta noite que, como povo, nós entraremos na Terra Prometida. E por isso que estou feliz esta noite. Não estou preocupado com nada. Não temo homem algum. Meus olhos viram a glória do Senhor que vem.”

[Extraído da última fala de King, na cidade de Memphis, na noite anterior a seu assassinato]


Esta imagem que vi um dia desses bem que poderia ser algo que representasse a igreja que o Sr. King muito bem sonhou. Algo como a consumação do sonho de Luther King. “Eu Tinha um Sonho”, diz o texto. No sentido de um dever comprido em nossa geração.


Não importa o quanto a censura lute para esconder as palavras, o extraordinário sempre sobreviverá.


A imagem acima celebra o “I Have a Dream” formando o título do discurso com elementos da luta dos negros durante os anos (Click na imagem e repare no detalhe das aspas).

Juliano Fabricio
Um fã do Sr. King


... mas o gesto que ninguém viu, porque feito do lugar da mais total impotência, virou palavra, andou de boca em boca, os corações reverberaram, milhares, e o milagre aconteceu. Naquele instante percebi o que de fato era a subversão.

...algo ordinário...

Mas estou convencido, como o estive durante toda a minha vida, de que tudo que me foi possível o é também para uma criança. 

A palavra é muito boa: magia. É isto que sempre quis fazer:

Modificar as coisas pelo poder do amor♥.

E de todas as magias a mais bela é aquela dos pobres amedrontados que, de repente, se esquecem da intimidação das fardas e das armas, livram-se do medo, e passam a obedecer somente à voz interior da sua verdade que um gesto de amor fez acordar.

Parece tão difícil acreditar no poder da vida. Tudo conspira contra ela. Há os governos poderosos, a força das organizações econômicas, o mal presente nas maiorias cruéis e nas minorias militantes, e o átomo que agora pode destruir todas as coisas...

Como é possível que os homens mantenham a sua paz interior e se sintam exteriormente tranquilos, como podem eles conservar-se honestos, livres, verdadeiros para consigo mesmos, em face de todos os golpes que são desferidos contra eles? Muitos se agacham e se submetem. A vida se encolhe cada vez mais. E é isto que abre as portas ao totalitarismo. Se o indivíduo não estiver disposto a defender-se contra os abusos do poder, a liberdade está condenada.

A liberdade dá calafrios...
Somos nossos próprios carcereiros.

Insisto na liberdade... insisto em plantar sementes que um dia serão sombras para as futuras gerações. Há poder nas sementes!!!

“Tudo o que fazes é insignificante;
 mas é muito importante que faças. ”

Eu só posso responder: Se assim não for, valerá a pena viver?

Quem poderá ter paz de espírito num mundo em que a violência tem sempre a última palavra? Creio em Deus. E isto me garante que não pode existir nenhum desejo do coração que, sendo puro em sua impaciência, não venha, um dia, a ser atendido. Tenho paciência. Esperarei por esse dia...

Juliano Fabricio
entrando na mente de Gandhi


# seja amigo de pecadores;
# ande com prostitutas e publicanos;
# não se apegue a muita grana e nem a muita bagagem;
# não ajunte tesouros na terra;
# contente-se em ser contado como malfeitor, perturbador, ...subverta;
# não negocie no templo, afinal agora o templo é você;
# não afaste as crianças, submeta-se a ser guiado por uma delas,
# abra mão do sistema estabelecido (status quo),
# esqueça hierarquias,
# inverta a opressão,
# abra mão da sua força,
# caminhe lado a lado,
# prefira mesas e festas;
# não tenha medo de tocar;
# não busque o poder, pelo contrário, esvazie-se dele;
# seja silencioso como o nascer de uma semente, 
# seja discreto como o fermento na massa;
# não lave as mãos;
# enfim...Conte histórias...

Para quem ainda quer seguir as dicas de um Jesus fora de moda, resta a toalha e a bacia do lava-pés, (inclusive lavando os pés do seu traidor); o serviço ao próximo que envergonha os títulos e constrange os arrogantes e que por isso não cabe em seus discursos ufanistas. Quem quiser ser maior no Reino, seja servo do seu próximo, porque neste Reino, muitos considerados desprezados pela sociedade precederão a todos. É tudo uma questão de ouvidos, os conselhos estão lançados e Jesus afirmou que quem tem ouvidos para ouvir – o Dele – ouça.

O que mais me intriga é que muitos de vocês não entenderam nada do que ELE quis dizer. 

PS: Se você percebe que tem algo que está fora de moda, 
porem é fundamental ao evangelho,  por favor deixe um comentário!!!

Juliano Fabricio
Em processo de 
desconstrução religiosa


Quero falar de dona Ivani. 

Dona Ivani aprendeu a dividir felicidades e misérias pelas durezas da vida. Esse dividir nunca foi um dividir negativo, mas um dividir-compartilhar, da divisão que soma, em uma lógica de amor que subverte a aritmética. Ela aprendeu a dar o pouco que tinha e até o que não tinha como forma de mostrar que de dois faz-se quatro, de quatro faz-se oito e de oito faz-se oitenta, exercitando em frações um amor por inteiro. 

Dona Ivani aprendeu que a vida é um jogo entre o que queremos e o que podemos, temperado com o que ousamos. Encantou-se e casou-se com um vascaíno chamado Joadir. Com ele e as vezes sozinha educou seus cinco filhos. Eu sou um deles. Dona Ivani é minha mãe. 

À minha mãe devo tudo, a começar pela vida. É evidente, mas mascarado por sua evidência, esse é um fato de uma beleza estonteante. Como o escurecer do sol(ela sabe disso). Deu-me à luz, mas ninguém é mãe só porque põe no mundo. Ela sabe disso. Mãe não é categoria biológica, mas concretude afetiva. 

Minha mãe me ensinou muitas coisas. 

Ela ensinou autoridade sem violência, 
compaixão sem assistencialismo, 
vitórias sem humilhações, 
derrotas como lições. 

Aprendi com ela que a relação entre mãe e filho pode ser de igual para igual sem que se perca o respeito. Antes uma palavra indignada do que o silêncio engasgado que mata por asfixia tantas famílias. Minha mãe ensinou a discordar sem agredir. Ensinou a brigar sem machucar, a viver socialmente sem morrer moralmente. 

Nesse dias das mães quero tornar pública minha gratidão por tudo que recebi dessa mulher que sempre soube virar o jogo da vida. Que soube a hora de estudar e arrancar para uma vida melhor com sua cria, através de esforços e de uma sabedoria incomparável. 

Lembro de quando nos despedimos quando fui para São Paulo trabalhar. Malas feitas, um beijo, uma benção, um vá com Deus. Esqueço algo e volto. Na passagem para o quarto, vejo pela porta entreaberta ela sentada na cama, olhinhos miudinhos, chorando feito um bebê. Chorando feito uma mãe. Quase que eu fico. Mas ela ficaria desapontada. Sempre disse que sonhos se sonham e se buscam. E que ela estaria sempre ali para ajudar. Por isso ela foi chorar escondido. Acabei indo, não sem antes lhe dar um beijo encharcado de amor e receber um outro com mais amor ainda. Deixei para chorar no ônibus. 

Inevitável voltar ao passado: mãezinha querida, “da mão toda suja de massa de pão de queijo”, se pudesse, buscava outra vez, mamãe, “começar tudo, tudo de novo”. Te amo. Sua benção, coisa linda. E feliz dia das mães. 

PS: Mãe, desculpa por não comer tanto ou nada de verdura que com tanto carrinho você fez. E eu, na rispidez da minha adolescência, não quis. Sei que minha entrada no céu depende desse perdão. 

do seu filho
Juliano Fabricio


Em seu famoso sermão de em 1522, Martinho Lutero clamou: 

"Ah! se Deus permitisse que a minha interpretação e a de todos os outros mestres desaparecessem, e que cada cristão pudesse chegar diretamente à Escritura apenas, e à pura palavra de Deus! Percebe-se já por essa tagarelice minha a incomensurável diferença entre a palavra de Deus e todas as palavras humanas, e como homem algum pode, com todas as suas palavras, adequadamente alcançar e explicar uma única palavra de Deus. Trata-se de uma palavra eterna e deve ser compreendida e meditada com uma mente silenciosa. Ninguém é capaz de compreendê-la a não ser a mente que a contempla em silêncio. Para qualquer um capaz de fazê-lo sem comentário ou interpretação, meus comentários e os de todos os outros não seriam apenas inúteis, mas um estorvo. Vão para a própria Bíblia, caros cristãos, e não permitam que as minhas exposições e as de outros estudiosos sejam mais do que uma ferramenta que capacite a edificar de forma eficaz, de modo que sejamos capazes de compreender, experimentar e habitar a simples e pura palavra de Deus; pois apenas Deus habita em Sião". 

Como disse certa vez que o ápice do conhecimento não é conceitual mas experiencial: eu sinto Deus. 

Essa é a promessa das Escrituras: Aquietai-vos e sabei (experimentem) que eu sou Deus. Minha própria jornada dá testemunho disso. O que quero dizer com isso é que um Deus vivo e amoroso pode fazer e de fato faz a sua presença ser sentida, pode falar e de fato fala conosco no silêncio do nosso coração, pode e de fato nos acolhe e acaricia até que não tenhamos mais qualquer dúvida de que ele está próximo, de que ele está de fato aqui. 

Tal experiência é pura graça para os pobres, para as crianças e para os pecadores, que são os personagens privilegiados no evangelho da graça. Ela não pode ser extraída à força de Deus. Ele a concede livremente, de fato a concede, e tem concedido a gente como Moisés, Mateus, Paulo e eu mesmo. Na verdade, não existe ninguém para quem Deus a negue. Disse Inácio de Loyola: "A experiência direta de Deus é de fato graça, e basicamente não há ninguém a quem ela seja recusada". 

Valeu Martinho...e a reforma continua... 

Juliano Fabricio


“Mudei-me da casa dos eruditos e bati a porta ao sair. Por muito tempo, a minha alma assentou-se faminta à sua mesa. Não sou como eles. Treinados a buscar o conhecimento como especialistas em rachar fios de cabelo ao meio. Amo a liberdade. Amo o ar sobre a terra fresca.  É melhor dormir em meios às vacas, que em meio às suas etiquetas e respeitabilidades.” [Nietzsche]

Quanto a Nietzsche, não disse o que disse por ele ser o fantástico filósofo louco anti cristão…, mas apenas porque vejo nas lutas dele contra o cristianismo histórico uma aflição devocional, presente apenas em quem adoraria encontrar com Jesus. Só isto! E Isaías diz que no Caminho Santo há lugar até para o louco.

Ora, se tal misericórdia me cobre, creia, cobre a Nietzsche também!

E se me cobre e cobre a Nietzsche, que não dizer de sua grandeza sobre os pobres e os seres desprezados da Terra, dos quais Jesus se diz irmão e neles também se confessa imanente?

“As palavras ditas ao ladrão na cruz contêm todo o Evangelho. Este foi, em verdade, um homem divino, um ‘filho de Deus’, diz o ladrão. Se tu sentes isso – responde o Redentor –, então também estás no Paraíso, és tu também um filho de Deus… Não se defender, não se encolerizar, não tornar responsável, não opor resistência, nem sequer ao mau, amá-lo. ” [Nietzsche]

“Aos que desprezam o corpo tenho uma palavra a dizer. Não lhes peço para mudar de opinião e de doutrina, mas somente para se desfazerem de seu próprio corpo e dessa maneira se tornarão mudos” [Nietzsche, Assim falava Zaratustra]

“O ‘reino de Deus’ é um estado do coração – não algo situado ‘acima da terra’ ou a que se chegue ‘depois da morte’ –, a hora, o tempo, a vida física e suas crises não existem em absoluto para o Mestre da Boa Nova… O reino de Deus não é algo que se aguarde, não tem um ontem, nem um “além de amanhã”, não chega ‘dentro de mil anos’ – é uma experiência em um coração, está em toda parte, não está em lugar algum. ” [Nietzsche]

"O homem de fé [...] é necessariamente um homem dependente - alguém que não pode colocar a si mesmo como fim [...]. O crente não pertence a si mesmo, pode ser apenas meio, precisa ser consumido, precisa de alguém que o consuma. [...] Toda espécie de fé é uma expressão de auto-renúncia, de alienação de si mesmo..." [Nietzsche, O Anticristo]

O homem que imagina ser completamente bom é um idiota. [Nietzsche]

Todo idealismo perante a necessidade é um engano. [Nietzsche]

No amor sempre existe algo de loucura e na loucura sempre existe algo de razão. [Nietzsche]

Enfim...como disse um amigo um dia desses: “Ao criticar violentamente o cristianismo, Nietzsche compreendeu a essência do Cristianismo. ”

Juliano Fabricio 
em: O deus que Nietzsche matou, também mato.
[lendo O ANTICRISTO]


É necessário que Ele cresça e que eu diminua. João 3:30

Esta geração é marcada pelo marketing como um fim em si mesmo, ou seja, menos importa o produto, sim a capacidade de vende-lo. Não há quem escape, até o papa é pop.

No entanto, somos desafiados a viver o que parece ser o contrário, nas palavras de João Batista. Importa que Jesus apareça. E pra Ele aparecer é necessário que João passe desapercebido.

Trata-se de fazer as pessoas desviarem de nós o olhar e fita-lo em Jesus. 

Isso exige discrição, recolhimento, cuidado e até anonimato, de tal maneira que as pessoas verão o que fizemos mas se impressionarão mais com a sensação de que somente Deus pode ter realizado aquilo através de nossa vida.

Sabe quando alguém diz algo como: ninguém “dava nada pra ele” e todos se surpreenderam? Essa é a ideia. 

Menos performance e mais fluxo de vida,
menos teatro e mais verdade,
menos holofote e mais serviço,
menos espetáculo e mais ajuntamento,
menos embalagem e mais conteúdo.
Menos de nós e mais de Deus.

PS: Não faltam igrejas, hoje em dia que crescem e Jesus diminui. Não faltam líderes religiosos que se auto-promovem, às custas de uma pregação aguada, sem o temor do Cristo. Líderes e igrejas que crescem, ao mesmo tempo que diminuem Jesus. 

Não foi à toa que o próprio JESUS disse que dos nascidos de mulher não surgiu ninguém maior do que João Batista; todavia, o menor no Reino dos céus é maior do que ele.

Diminuir nossa natureza do pecado não nos humilha – ela abre caminho para o aperfeiçoamento dos “filhos de Deus”. Enfim... baixemos a nossa bolinha para que ELE cresça e nós....

Juliano Fabricio na série #provocações (lendo Alexandre Robles)
[Toda segunda uma nova provocação]


“A igreja deve ser lembrada de que não é a mestra ou a serva do Estado, mas sim a sua consciência… Ela deve ser a guia e a crítica do Estado, nunca sua ferramenta. Se a igreja não recuperar seu fervor profético, ela se tornará um clube social irrelevante, sem autoridade moral ou espiritual.”

Pr. Martin Luther King, Jr (1963), Strength To Love.


Como cristão, procuro tão-somente me orientar sobre como viver de um jeito específico, o jeito que Jesus ensinou ser possível viver. Para mim, o jeito de Jesus é o melhor meio possível de vida.

Não falo de fé primitiva, irracional nem cega. É simplesmente uma questão de ser sincero, de que todos nós vivemos de algum “jeito”.

Estou convencido de que ser generoso é uma maneira melhor de viver.

Estou convencido de que perdoar as pessoas e não carregar amargura é uma maneira melhor de viver.

Estou convencido de que ter compaixão é uma maneira melhor de viver.

Estou convencido de que procurar paz em todas as situações é uma maneira melhor de viver.

Estou convencido de que ser honesto com as pessoas é uma maneira melhor de viver.

Esse modo de pensar não é anormal nem estranho, apenas reconhece que todo mundo segue alguém, e eu procuro seguir Jesus.

Com o tempo, quando procuramos propositadamente viver do jeito de Jesus, notamos que algo mais profundo começa a acontecer. Começamos a perceber que o motivo de ser essa a melhor forma de viver é que ela tem origem em verdades profundas a respeito do que é o mundo. A gente se vê, de repente, vivendo cada vez mais em sintonia com a realidade suprema. Ficamos cada vez mais sintonizados com o Universo em seus níveis mais profundos.

A intenção de Jesus era, e ainda é, chamar pessoas para viver em sintonia com a realidade. Ele disse em determinado momento que quem o vê “vê o Pai” (João 14.9). Ele afirmava que estava nos mostrando como é Deus. Com compaixão, paz, generosidade e falando sempre a verdade, ele estava nos mostrando Deus.

Deus é a realidade suprema. Não existe nada além de Deus.

Num momento da sua vida, Jesus afirmou ser “o caminho, a verdade e a vida”. Jesus não estava falando acerca de uma religião ser melhor que as outras. Isso foge completamente do assunto principal, da profundidade e da verdade. Pelo contrário, ele estava dizendo aos que o seguiam que o seu caminho era o caminho para a realidade profunda. O tipo de vida que Jesus vivia, em perfeita e completa união e cooperação com Deus, é a melhor maneira possível para alguém viver. É assim que as coisas são.

Jesus nos expôs à mais nua e crua realidade.

Por isso o modo/caminho de Jesus não se trata de religião; trata de realidade.

Diz respeito a alinhar-se com as coisas do jeito que elas são.

A melhor pergunta talvez não seja “quem está certo?”, mas “quem está vivendo da maneira certa?”.

Rob Bell em seu livro Repintando a Igreja


O entendimento desencadeia a compaixão, que torna possível o perdão. O autor Stephen Covey relembra um episódio ao tomar o metrô num domingo. Numa tranqüila volta pela cidade de Nova York, um homem e seus filhos entram abruptamente no trem. As crianças corriam desenfreadas, gritavam, berravam e se agarravam numa luta corpo a corpo sem que o pai fizesse nada para impedi-las. 

Por fim, Covey virou-se para o pai e disse: 

Senhor, talvez o senhor pudesse restaurar a ordem aqui, pedindo a seus filhos que parassem e se sentassem. 

Eu sei que deveria fazer alguma coisa — replicou o homem. — Acabamos de vir do hospital. A mãe deles morreu faz uma hora. Simplesmente não sei o que fazer. 

Nosso coração de pedra torna-se coração de carne quando ficamos sabendo em que altura as pessoas choram. 

Os filhos e as filhas de Aba devem ser as pessoas menos julgadoras. Devem ter a fama de se darem bem com pecadores. 

Lembra-se da passagem de Mateus em que Jesus diz: “… sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês” (5:48)? Em Lucas, o mesmo versículo é traduzido: “Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso” (6:36). Estudiosos da Bíblia afirmam que as duas palavras, perfeito e misericordioso,podem ser reduzidas à mesma realidade. Conclusão: seguir Jesus em seu ministério de compaixão precisamente define o significado bíblico de ser perfeito como o Pai celestial é perfeito. 

Minha identidade como filho de Aba não é uma abstração, nem um malabarismo de religiosidade. É a verdade central da minha existência. Viver na sabedoria que decorre da ternura de ser aceito profundamente influi na minha percepção da realidade, no modo em que respondo às pessoas e às situações da vida delas. 

Como trato meus irmãos e irmãs dia após dia, sejam eles arianos, africanos, asiáticos ou latinos; como reajo aos bêbados sem-teto nas nossas ruas, cicatrizados pelo pecado; como respondo às interrupções das pessoas com quem antipatizo; como lido com pessoas comuns em sua incredulidade comum, num dia comum, falará a verdade de quem sou mais pungentemente do que o rótulo pró-vida no pára-choque do meu carro. 

A vida misericordiosa não é nem uma boa vontade sem esmero para com o mundo, nem a praga que Robert Wicks chamou de “simpatia crônica”. O caminho da ternura evita o fanatismo cego. Em vez disso, procura enxergar com clareza penetrante. A compaixão de Deus em nossos corações nos abre os olhos para o valor singular de cada pessoa. “O outro é também o nosso ‘nós’; e devemos amar a esse ‘nós’ em seu pecado como fomos amados em nosso pecado.” 

Essa é a luta incessante de toda a vida. É o processo longo e doloroso de me tornar como Cristo no modo em que escolho pensar, falar e viver a cada dia. “O amor de Deus não é um amor condicional; é um entregar-se de coração aberto, generoso, que Deus oferece aos homens. Quem se dedica a limitar a operação do amor de Deus… não entendeu nada”. 

Surrupiado elegantemente de: 
O Obstinado Amor de Deus – Brennan Manning – Mundo Cristão via


“Quando um governo não tem escrúpulos morais, é comum parecer que ele obtém grandes vantagens e liberdade de ação, mas ‘tudo se ajusta no fim do dia, e tudo se ajustará ainda mais quando todos os dias tiverem terminado’”. (Winston Churchill em Memórias da Segunda Guerra Mundial).

“’Eu quero o meu! ’ É uma fé mais poderosa que a cristã, a islâmica e a judaica. E convive com as três. (Millôr Fernandes).

“A coragem encara o medo e, portanto, dele se assenhora. A covardia reprime o medo e, portanto, dele se torna escravo. Devemos constantemente erguer diques de coragem para conter as inundações do medo”. (Martin Luther King Jr.)

“Devemos temer a justiça de Deus como se não tivesse misericórdia e devemos confiar na sua misericórdia como se não tivesse justiça”. (Pe Antônio Vieira).

“A essência da religião não consiste na satisfação de uma necessidade humana, enquanto o homem enxergar religião como fonte de suas próprias necessidades, não a Deus que ele serve, mas a si mesmo” (Abraham Joshua Heschel).

“Rabino Johana bem Zakkai perguntou aos seus discípulos de qual pecado devemos fugir. O rabino Simeon respondeu: Aquele que pede emprestado e não paga. Não importa se pediu emprestado de Deus ou de outro homem. Eis a essência da miséria humana: esquecer que a vida é dom e um empréstimo”. (Abraham Joshua Heschel).

“A superioridade não se mascara de palhaço: é de renúncia e de silêncio que ela se veste”. (Fernando Pessoa).

“Acredito que a mensagem fundamental da religião não é a de que somos pecadores porque não somos perfeitos, mas a de que o desafio de ser humano é tão complexo, que Deus não perde tempo esperando de nós a perfeição. A religião vem para purificar-nos de nosso sentimento de desvalia e para assegurar-os de que, quando tentamos ser bons, e não conseguimos ser tão bons quando desejávamos ser, não perdemos o amor de Deus”. (Harold Kushner em O quanto é preciso ser bom?)

“Pode-se dizer que Deus quis se esconder precisamente para que se tivesse noção dele. Qualquer tentativa para fundamentar a moral na teologia destrói ao mesmo tempo a moral e a teologia. Não se deve dizer: ‘Devo fazer isto porque Deus quer’. Mas: ‘Deus quer porque tenho de fazê-lo’. Nesse caso Deus só acrescenta força para fazê-lo”. (Simone Weil).

“Matar o inimigo é muito fácil. Mas transformá-lo num amigo é coisa difícil e incerta, que requer muita coragem. ” Vi por ai.

Juliano Fabricio
lendo pessoas que me fazem parar e pensar!!!


“Não existe família perfeita. Não temos pais perfeitos, não somos perfeitos, não nos casamos com uma pessoa perfeita nem temos filhos perfeitos. Temos queixas uns dos outros. Decepcionamos uns aos outros. Por isso, não há casamento saudável nem família saudável sem o exercício do perdão. O perdão é vital para nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual. Sem perdão a família se torna uma arena de conflitos e um reduto de mágoas.

Sem perdão a família adoece. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração. Quem não perdoa não tem paz na alma nem comunhão com Deus. A mágoa é um veneno que intoxica e mata. Guardar mágoa no coração é um gesto autodestrutivo. É autofagia. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente.

É por isso que a família precisa ser lugar de vida e não de morte; território de cura e não de adoecimento; palco de perdão e não de culpa. O perdão traz alegria onde a mágoa produziu tristeza; cura, onde a mágoa causou doença.”

Papa Francisco


"Por mais que os crentes se arrepiem, não temo divulgar minhas incertezas. Por vezes sinto-me inseguro como Davi quando achou que Deus lhe dava as costas e clamou: "Por que te escondes de mim?”. Subitamente pavores invadem minha alma e fujo para dentro de cavernas como Elias. Semelhante a João Batista, hesito em minhas convicções e pergunto: "Será que ele é mesmo quem propaguei ou eu estava enganado?". Sou um homem de fé -- eis a razão de tanta insegurança."

....................................................................

Fazer as pazes com Deus significa mais do que rever pecados; saio do proibitivo e me arrependo de ter acalentado noções negativas sobre ele. Revejo conceitos para re-aprender que Deus se alegra quando celebro a vida. Só agora percebo: minha inadequação humana não me indispõe com a divindade. Meus tropeços não me condenam. Minhas tolices não me amaldiçoam. Mesmo imperfeito, sou apreciado. Não regurgito remorso. Não me chafurdo em falsas culpas. Celebro a minha humanidade sem a ameaça do fogo do inferno. Assim esboço algumas nuanças da graça.

Sei agora o que Misericórdia significa “voltar o coração para o miserável”. E como um miserável sei que em algum momento é obvio o tropeçar nos cadarços da condição humana...

Juliano Fabricio - ouvi isso do
[Ricardo Gondim] considerado Herege.
Me identifico com hereges assim!!!


Antoine Leiris é o nome de um jornalista da France Bleu, até aqui desconhecido do grande público, mas que está inspirando o mundo após perder uma das pessoas mais importantes em sua vida nos atentados da última sexta-feira, 13 de novembro, em Paris: a mulher e mãe de seu filho.

O jornal Libération divulgou a carta do recém-viúvo e ela tem se tornado viral. Os motivos são óbvios: inspiradora, tocante, a carta é uma prova de que o amor vencerá. LOVEWINS

Vale a pena ler:

“Vocês não terão o meu ódio

Na noite de sexta-feira vocês acabaram com a vida de um ser excepcional, o amor da minha vida, a mãe do meu filho mas vocês não terão o meu ódio. Eu não sei quem são e não quero sabê-lo, são almas mortas. Se esse Deus pelo qual vocês matam cegamente nos fez à sua imagem, cada bala no corpo da minha mulher terá sido uma ferida no seu coração.

Por isso eu não vos darei a prenda de vos odiar. Vocês procuraram-no mas responder ao ódio com a cólera seria ceder à mesma ignorância que vos fez ser quem são. Querem que eu tenha medo, que olhe para os meus concidadãos com um olhar desconfiado, que eu sacrifique a minha liberdade pela segurança. Perderam. Continuamos a jogar da mesma maneira.

Eu vi-a esta manhã. Finalmente, depois de noites e dias de espera. Ela ainda estava tão bela como quando partiu na noite de sexta-feira, tão bela como quando me apaixonei perdidamente por ela há mais de doze anos. Claro que estou devastado pela dor, concedo-vos esta pequena vitória, mas será de curta duração. Eu sei que ela nos vai acompanhar a cada dia e que nos vamos reencontrar no países das almas livres a que nunca terão acesso.

Nós somos dois, eu e o meu filho, mas somos mais fortes do que todos os exércitos do mundo. Eu não tenho mais tempo a dar-vos, eu quero juntar-me a Melvil que acorda da sua sesta. Ele só tem 17 meses, vai comer como todos os dias, depois vamos brincar como fazemos todos os dias e durante toda a sua vida este rapaz vai fazer-vos a afronta de ser feliz e livre. Porque não, vocês nunca terão o seu ódio.“

"quando estou fraco é que estou forte"
LOVEWINS


O homem na foto já passou fome, foi tido como inimigo de Deus e da pátria, e hoje é considerado ícone e pensador notável da história da pedagogia mundial.

O sofrimento que experimentou trouxe força a seus ideais. Tornou-se secretário de educação e coordenação geral do "plano nacional de alfabetização de adultos". Acima da educação na letra, Paulo Freire visava o formação crítica da sociedade e o desenvolvimento da consciência dos que classificava como oprimidos.

Sua maior preocupação era o que chamava de "cultura do silêncio". A condição de ignorância e de passividade na qual são submergidas as grandes massas. Com frases como: "os negros no brasil nascem proibidos de ser inteligentes.", Paulo idealizava a conscientização dentro de um processo educacional que faz com que o sujeito primeiramente perceba com exatidão sua realidade e depois atue para transformá-la.

Permita-me ampliar um pouco mais o raciocínio, vale à pena. Paulo contrastava duas visões de educação. a primeira: a "
educação narrativa", assim chamada pois envolve o conceito de um narrador (professor) e os objetos pacientes que escutam (alunos). Nela os alunos são meros receptáculos do saber. Recipientes sem luz preenchidos por comunicados do professor, não por comunicação propriamente estabelecida. A educação torna-se o ato de depositar. A relação é entre depositório e depositor. Esse é o conceito de "depósitos bancários" da educação. Já o conceito alternativo chama-se "postular problemas" e não "fazer depósitos". A situação proposta é um diálogo, no qual professor e aluno juntos confrontam a realidade e ajudam-se mutuamente a refletir e interagir com a realidade de modo crítico.
Em seu famoso livro "pedagogia do oprimido", uma citação resume muito bem as idéias acima: "ao passo que a educação "bancária" anestesia e inibe o poder criativo, a educação da postulação de problemas envolve o desvendamento constante da realidade. aquela procura manter a submersão da consciência; esta esforça-se em favor da emergência e da intervenção crítica na realidade."

Paulo Freire me ensina mais do que conceitos sociais de educação. Este paradoxo ocorre também em nossa realidade espiritual. As igrejas estão repletas de "recipientes" passivos em busca de mero preenchimento. "Cristãos depositários" que passam pela vida sem estabelecer comunicação e interação eficaz com o Depositor. Sem a percepção da realidade é impossível transformá-la. na "teologia de Paulo freire" é necessário o
desvendamento constante da realidade e uma intervenção crítica atuante. Aluno e Mestre trabalhando juntos para transformar.

Será que o texto necessita mesmo de aplicação? Que você possa postular seus problemas e aplicar à consciência a ação perfeita de Deus. Estabeleça diálogo com Aquele que pode desvendar, trazer significado e transformar sua realidade hoje. Peça esta percepção a Ele e seja grato também ao marxista Paulo pelos conceitos motivadores.

"Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações: para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação." > efésios 1.16 e 17 (de um outro Paulo)

Juliano Fabricio


A vida de compaixão é a vida da mobilidade descendente!

Numa sociedade em que a mobilidade ascendente é a norma, a mobilidade descendente não só não é encorajada como inclusivamente é considerada imprudente, pouco saudável, senão mesmo completamente estúpida.

Quem será que escolhe livremente um emprego mal pago quando lhe é oferecido um outro bem pago? 

Quem será que escolhe a pobreza quando a riqueza está ao seu alcance? 

Quem será que escolhe um lugar escondido quando há um lugar na ribalta da vida? 

Quem será que opta por viver por uma única pessoa com graves carências quando poderia ajudar muitos ao mesmo tempo? 

Quem será que escolhe retirar-se para um lugar de solidão e oração quando há tantas exigências urgentes em toda a parte?

Toda a minha vida, fui encorajado por gente bem intencionada a «subir na escala» e o argumento mais comum era: «Nessa posição, pode fazer tanto bem a tanta gente!»

Mas essas vozes chamando-me à mobilidade ascendente estão completamente ausentes do Evangelho. 

Jesus diz: «Quem ama a sua vida, perdê-la-á e quem odiar a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna» (João 12, 25). 

E diz mais: «Se não vos fizerdes como crianças nunca entrareis no reino dos céus» (Mateus 18, 3). 

E finalmente diz: «Vós sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. Não seja assim entre vós. Ao contrário, quem quiser fazer-se grande entre vós, seja o vosso servo; e quem quiser ser o primeiro no meio de vós, seja vosso escravo. Assim fez o Filho do Homem que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida pelo resgate de muitos» (Mateus 20, 25-28).

Esta é a via da mobilidade descendente, a via descendente de Jesus. É a via que leva aos pobres, aos que sofrem, aos marginalizados, aos prisioneiros, aos refugiados, aos que estão sós, aos esfomeados, aos moribundos, aos torturados, aos sem-teto - a todos os que pedem compaixão. O que é que eles têm a oferecer em troca? 

Nem sucesso, nem popularidade, nem poder,
mas a alegria e a paz dos filhos de Deus.

Henri Nouwen, em "Aqui e Agora"


Um homem magro, baixinho, calvo, feio, sexagenário. Ele caminha a pé, descalço, numa viagem de 300 quilômetros a serem vencidos. Poderia ter feito a viagem de trem. 

Por razões só conhecidas do coração, preferiu ir a pé. 
Não queria chegar logo.

O importante não era o que todos pensavam que ele iria fazer, ao chegar; eram os sentimentos e pensamentos dos milhões que seguiam, nos sonhos, enquanto ele ia... 

Daqueles sentimentos e pensamentos um povo iria nascer. 

seu nome: Mahatma Gandhi.

O governo inglês havia proibido aos indianos de produzir o seu próprio sal, para obrigá-los a comprar dos dominadores aquilo que o mar oferecia como dádiva. Como os magos, o magro corpo solitário seguia uma estrela que apontava para o mar. 

E enquanto ele ia, o povo dizia: 
Que coragem! Que loucura! Conseguirá? 

Até que chegou ao destino proibido, e fez então o gesto fraco, prometido: tomou, na concha das mãos, um pouco de água do mar! 

Ah! Como os políticos se riam! Todo aquele suor e cansaço por causa daquela agüinha com sal... Olhavam para a água que se escoava entre os dedos e não viam o povo que nascia. Não era o sal que importava. Importava que os indianos encolhidos ganhassem coragem para lutar. E o povo inteiro tremeu, chorou, e se descobriu bonito, e ficou alegre, e virou guerreiro. 

É preciso ter alegria para saber guerrear... Povo, para existir, há de se sentir bonito. Há de ter sonhos, dizia Santo Agostinho. Há de marchar com a banda, dizia o Chico. Há de seguir a canção, dizia o Vandré. É isso que o povo pede de nós, dizia o poeta Tagore, uma canção...

"Quando me desespero, eu me lembro de que, durante toda a história, o caminho da verdade e do amor sempre ganhou. Têm existido tiranos e assassinos, e por um tempo eles parecem invencíveis, mas no final caem. Pense nisto, sempre" Gandhi


A Marcha do Sal ou Satyagraha do sal foi um ato de protesto contra a proibição, imposta pelos britânicos, da extração de sal na Índia colonial. Mahatma Gandhi caminhou de Sabarmati Ashram a Dandi, para pegar um pouco de sal para si. Um número muito grande de indianos o seguiu, mas os britânicos nada puderam fazer contra ele, pois não havia incitado os outros a seguirem-no. A marcha ocorreu de 12 de março até 6 de abril de 1930.

Juliano Fabricio
aprendendo...


“Se tu me deres o que peço, eu te darei aquilo de que gostas...”

O que você prometer a Deus revela o que você acha do caráter dele. Sendo assim, por favor, me expliquem, eu só quero entender: 

Por que não fazemos promessas do tipo: 

Vou ler poesia meia hora por dia?
Vou ouvir música ao acordar?
Vou tomar um bom vinho ou até uma cerveja?
Vou brincar uma hora com o meu filho? 

As promessas que se fazem a Deus são sempre promessas de sofrimento: 

fazer caminhadas de joelhos, 
passar seis meses sem beber refrigerante, 
fazer jejum... 

Então é o nosso sofrimento que faz Deus feliz?

Deus é sádico?

Prestem atenção: não sou eu que estou dizendo. Isso não é blasfêmia minha. É blasfêmia de quem promete casca de ferida a Deus. 

Juliano Fabricio
lembrei do Rubem Alves


Um título muito “esquisito” porque é conhecimento comum que “trapaça” e “ética” não fazem acordos. Mas o momento atual da política brasileira está demonstrando que esse não é o caso. 

Ao contrário, que é de suma importância juntar ética e trapaça quando as coisas relativas ao dinheiro e ao poder estão em jogo. 

Para esclarecer esse assunto enigmático, vou contar uma pequena estória: 

Havia numa cidade dos Estados Unidos uma igreja batista. Os batistas, como se sabe, são um ramo do cristianismo muito rigoroso nos seus princípios éticos. Havia na mesma cidade uma fábrica de cerveja que, para a igreja batista, era a vanguarda de Satanás. O pastor, representante de Deus, não poupava a fábrica de cerveja nas suas pregações. Aconteceu, entretanto, que, por razões pouco esclarecidas, a fábrica de cerveja fez uma doação de 500.000 dólares para a igreja batista. Os membros da igreja foram unânimes em denunciar aquela quantia como dinheiro do Diabo que não poderia ser aceito. Passada a exaltação dos primeiros dias, acalmados os ânimos, os mais ponderados começaram a analisar os benefícios que aquele dinheiro poderia trazer. Uma pintura nova para a igreja, um órgão de tubos, jardins mais bonitos, um salão social para festas.

Reuniram-se então os membros da igreja em assembleia e depois de muita discussão registrou-se a seguinte decisão no livro de atas: 

“A Igreja Batista Betel resolve aceitar a oferta de 500.000 dólares feita pela cervejaria na firme convicção de que o Diabo ficará furioso quando souber que o seu dinheiro vai ser usado para a glória de Deus”. 

Quando a ideologia é nobre qualquer meio é permissível. 

Se esse acordo entre “ética” e “trapaça” valeu para a igreja, por que não valerá para os partidos políticos?

Fica a reflexão!!!

Juliano Fabricio
Ouvindo uma palestra antiga do Rubem Alves
[parece-me que continua atual]

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Comentem pelo Facebook

Paninho do AMOR

Segue ai...

Curta no Facebook

Amigos do Blog

Postagens populares

Twittes

Blog que escrevo

Pesquisar este blog

Marcadores

@provérbios (27) #pronto falei (306) #Provocações (283) #Word (55) Administração (58) Amor (301) Arte (270) Atitude (561) Bíblia (99) Boas notícias (118) Contra Cultura (165) cristianismo inteligente (546) Curiosidade (106) Dicas (49) Estudo (83) Familia (80) Fundamentos (313) GRAÇA (140) humor (87) Igreja (144) imagem que vale post (33) Juventude (61) Livros (17) Masculinidade (44) Missão integral (103) modelos (171) Nooma (8) Opinião (313) Oração (38) Polêmica (94) Politica (53) Protesto (138) Questionamentos (492) Recomendo (131) Relacionamento (291) relevante (335) Religião (69) Solidariedade (58) Teologia (169) Videos (386)

Blog Arquivos

Minha lista de blogs

Juliano Fabricio Ferreira. Tecnologia do Blogger.

Visitantes

Contato:

Juliano Fabricio Ferreira

jucafe2@yahoo.com.br

Uberlândia - MG - 34 98405-1425

Networkedblogs - Siga

Recomendações