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//juntou Platão e Guimarães Rosa e vive repetindo: só sei que nada sei, mas desconfio de muita coisa// 

Nunca aceitei esta cadeira: pai-inspiração. 

Ser pai de três já é uma tarefa e tanto. Ser inspiração, impossível. Sempre preferi sentar na cadeira do lado oposto, de quem observa ao redor e se inspira nos outros.

Inspirar. Inspirei – puxei oxigênio para dentro dos pulmões e pensei na responsabilidade de ser pai. E pensei que a gente precisa mesmo deste outro oxigênio. 

Obrigado pelos filhos que vocês são e serão, 

Obrigado a cada pai que cruza o meu caminho é me inspira, 

Obrigado por dividir mesas, cervejas, angústias e conquistas. 

Enfim... obrigado por serem os melhores balões de oxigênio. 


E a vocês, filhos, mais do que a qualquer um, obrigado por me inspirarem a inspirar alguém, mesmo que não sejam vocês.

Juliano Fabricio
pai com muita transpiração/inspiração...


Agora é nossa vez de lidar com inseguranças, medos, barrigas ou timidez

O rei está nu. E só assim, sem todas as carcaças – manto, coroa, luva, botas, capa – revela-se vulnerável ao mundo. Com o pensamento despido, o súbito súdito deixa sua alma ser vista por todo o reino. E mulheres, velhos, crianças, rapazes e todas as outras pessoas que se deparam, pela primeira vez, com o corpo entregue, olham sem espanto:

– Olhem, é o Rei. É apenas um homem nu.

Respondendo a pergunto do título: 
Esses homens estão aqui.

Cada um se despindo como sentir vontade, explorando seus obstáculos, curiosidades e medos. 

Desafiando o que sentem à respeito do próprio corpo e de sua exposição pública.

Homens que assumem suas vulnerabilidades e incoerências. 

Que tentam tratar as mulheres com equidade, por entenderem que não há nada de extraordinário nisso – é apenas o que deve ser. 

Quebrando essas barreiras é permitindo que a sensibilidade apareça – e não que nos seja uma ameaça. 

Educando seus filhos homens para que percebam, desde muito cedo, que eles podem ser melhores do que eles são.

Aqui estão homens que começaram a desnudar os pensamentos e passaram a exibir suas vulnerabilidades, fraquezas emocionais, desprazeres sexuais, fracassos, broxadas, dúvidas, medos, angústias, pressões e depressões. E que muitas vezes falham miseravelmente em tudo isso, pois é natural errar no que nunca fizemos e ninguém aqui se pretende modelo de virtude. Me vejo neles e aqui começo a tirar minhas próprias carcaças.

Eles estão aqui. Estão em todas as partes. São homens comuns, sem capa, coroa, manto.

Juliano Fabricio
um homem em des{construção}

*foto da escultura hiper-realista do australiano Ron Mueck


//vim de uma criação extremamente machista// 

Os homens, provedores, cruzam os braços diante das mais simples funções humanas. Limpar a casa, arrumar suas próprias camas, cozinhar, lavar os pratos, colocar água nas plantas, não trocar ou embalar um bebê, fazer compras no supermercado. O que fica nas suas atribuições é sair de casa pela manhã, trabalhar para garantir o sustento da família, voltar à noite e, no dia seguinte, recomeçar a jornada. Esta narrativa acompanha muitas gerações até os dias atuais, onde o que move a economia é a indústria da construção civil. Eu fui educado nessa atmosfera. E essa paisagem se tornou comum aos meus olhos. Não havia questionamento porque, me parecia, isto era o natural. Era um aspecto cultural definido. Um símbolo.

Esse foi meu caminho até que fui interrompido pela chegada
 do José, meu filho.

Havia um novo horizonte nascendo junto com o Zé, bem diante dos meus olhos, e eu não poderia admitir que o seu trajeto fosse este mesmo que havia me guiado até então. Havia agora um outro homem dentro da minha casa, e com a sua chegada havia a possibilidade de pensar na perspectiva de mudar o rumo das coisas — para ele, para mim. Eu, que jamais havia entendido o papel da minha mãe na minha vida, passei a enxergá-la por outro viés. Minha mãe, que praticamente me criou sozinha, desempenhava todas as funções possíveis. Trabalhava o tempo inteiro, mas também cuidava de mim o tempo inteiro, cozinhava, dava afeto, planejava (quando dava), curava minhas pequenas dores de infância e adolescência. Eu, que jamais havia entendido que uma parceira poderia ter um papel político e ético tão poderoso, encontrei Vanessa, minha esposa. E ouvia sua voz ecoar casa adentro, mundo afora, defendendo o espaço das mulheres, principalmente as mães. José, meu filho, não poderia ser de outro caminho.

Entendi a minha missão como pai porque meu filho me fez desaprender a ser homem. Através dos olhos do José, entendi que é impossível resolver as questões de gênero sem mudar a mentalidade dos nossos meninos. E quando entrego afeto, amor, carinho, quando faço meu filho entender a minha presença constante e intensa, a partilha das tarefas domésticas entre todos da família, quando ele percebe que o normal é o respeito às vozes das mulheres que nos cercam, o respeito aos corpos destas mesmas mulheres, sinto que ele passa a observar o mundo de um lugar novo. De onde não vim. De onde boa parte da minha geração não veio. Mas para onde precisamos ir, como José parece seguir.

José persista nesse rumo. Eu sinto que ele vai ser bom, repletos de novos significados, desafios e companhias... 

Ps: {ontem no aniversário do Pepê fiquei te observando e vi justamente isso... fiquei orgulhoso e com o olhos marejados}

Juliano Fabricio
um pai em conversão


PROCURA-SE HOMENS QUE SABEM FAZER AMOR. 

Procura-se urgentemente homens que sabem fazer o amor funcionar. Aquele que sabe fazer do amor mais do que um verbo, mais do que um poema, mais do que uma canção, procura-se homens que sabem fazer do amor uma ação. 

Afinal de contas amor não se faz com o corpo, mas através dele. Eu não estou falando de sexo, mesmo porque para o sexo você somente precisa dos hormônios, mas para fazer amor, é necessário usar os neurônios, pois o amor exige renúncia, exige boa vontade, exige esforço, por isso é necessário se entregar totalmente, espirito, alma e corpo.

Por este motivo procura-se homens de verdade que sabem fazer amor.

PROCURA-SE HOMENS QUE SEJAM RICOS.

Não estou falando de dinheiro, pois existem muitos pobres homens que somente tem dinheiro. 

Estou falando daquela riqueza que o dinheiro não pode comprar. 

O dinheiro pode te dar uma casa, mas não pode te dar um lar, pode te comprar uma cama, mas não uma boa noite de sono, pode te comprar um bom relógio, mas nunca tempo, pode te comprar sexo, mas nunca amor. 

O dinheiro pode te comprar bons livros, mas jamais conhecimento, pode te comprar posição, mas nunca respeito, pode te comprar religião, mas jamais a salvação.

Por este motivo procura-se homens de verdade que sejam ricos.

PROCURA-SE HOMENS QUE SEJAM IGNORANTES.

Procura-se homens que sabem que, em algumas áreas da vida, são ignorantes e por isso precisam aprender a todo instante, o que a vida tem a ensinar.

Todos os que querem aprender mais sobre Deus, mulher e amor, nunca será um professor, mas sim um estudante, do estudo um amante, mas sem nunca se formar.

Deve-se usar com frequência palavras de amor e não de violência como: Eu te amo, me perdoa, vamos recomeçar. Sim... Procura-se homens de verdade, homens estudantes, que façam o amor funcionar.

Se você é um desses homens, ou pelo menos está disposto, é melhor se apresentar.

E saiba que sua recompensa será enorme, de uma geração que enfim descobre, que um homem sabe amar.



- Quero o fim da obrigatoriedade ao Serviço Militar.

- Posso broxar. O tamanho do meu pau também não importa.

- Posso falir. Quero ser amado por quem eu sou e não pelo que eu tenho.

- Posso ser frágil, sentir medo, pedir socorro, chorar e gritar quando a situação for difícil.

- Posso me cuidar, fazer o que eu quiser com a minha aparência e minha postura, cuidar da minha saúde, do meu bem estar e fazer exame de próstata.

- Posso ser sensível e expressar minha sensibilidade como quiser.

- Posso ser cabeleireiro, decorador, artista, ator, bailarino; posso me maravilhar diante da beleza de uma flor ou do voo dos pássaros.

- Posso recusar me embebedar e me drogar.

- Posso recusar brigar, ser violento, fazer parte de gangues ou de qualquer grupo segregador.

- Posso não gostar de futebol ou de qualquer outro esporte.

- Posso manifestar carinho e dizer que amo meu amigo. Quero viver em uma sociedade em que homens se amem sem que isso seja um tabu.

- Posso ser levado a sério sem ter que usar uma gravata; posso usar saia se eu me sentir mais confortável.

- Posso trocar fraldas, dar a mamadeira e ficar em casa cuidando das crianças.

- Posso deixar meu filho se vestir e se expressar ludicamente como quiser e farei tudo para incentivá-lo a demonstrar seus sentimentos, permitindo que ele chore quando sentir vontade.

- Posso tratar minha filha com o mesmo grau de respeito, liberdade e incentivo com que apoio meu filho.

- Posso admirar uma mulher que eu ache bela com respeito, sem gritaria na rua e me aproximar dela com gentileza, sem forçá-la a nada.

- Eu sei que uma mulher está de saia – ou qualquer outra roupa – porque ela quer e não porque está me convidando para nada.

- Eu sei que uma mulher que transa com quem quiser ou transa no primeiro encontro não é uma vadia, bem como o homem que o faz não é um garanhão; são só pessoas que sentiram desejo.

- Eu nunca comi uma mulher; todas as vezes nós nos comemos.

- Eu não tenho medo de que tanto homens como mulheres tenham poder e ajo de modo que nenhum poder anule o outro.

- Eu sei que o feminismo é uma luta pela igualdade entre todos os indivíduos.

- Eu nunca vou bater numa mulher, não aceito que nenhuma mulher me bata e me posiciono para que nenhum homem ou mulher ache que tem o direito de fazer isso.

- Eu vou me libertar, não para oprimir mais as mulheres, mas para que todos possamos ser livres juntos.

- Eu fui ensinado pela sociedade a ser machista e preciso de ajuda para enxergar caso eu esteja oprimindo alguém com as minhas atitudes.

- Eu não quero mais ouvir a frase “seja homem!”, como se houvesse um modelo fechado de homem a ser seguido. Não sou um rótulo qualquer.

- Quero poder ser eu mesmo, masculino, feminino, louco, são, frágil, forte, tudo e nada disso. E me amarem e aceitarem, não por quem acham que eu deva ser, mas por quem eu sou. E por tudo isso, não sou mais ou menos homem.

- Quero ser mais que um homem, quero ser humano!

- O machismo também me oprime e quero ser um homem livre!

Ps: porque uma outra masculinidade é possível!

(Movimento "Homens, Libertem-se/Men Get Free")
[eu disse que toda segunda teria uma nova provocação!!!]


Pobre é o país que possui poucos exemplos a seguir. 
Pior é que estes exemplos existem. 
Nossa cultura, nossas universidades, nossa imprensa não têm o hábito de divulgá-los.

O grande exemplo para seus filhos será sempre você e seu cônjuge.

É assustador, não é?

Mas eles irão aprender muito mais de você do que você imagina.

Por isto ter filhos com idade mais avançada hoje em dia é um avanço, não um problema.

Supõe-se que com idade mais avançada você já tem valores e uma ética definida e sedimentada.

Espera-se que aos 34 anos você já tenha uma visão de mundo correta para ensinar a seus filhos.

Que será um exemplo forte, forte o suficiente para resistir às mentiras que serão ditas nas universidades.

Seu filho aprenderá com você como lidar com erros, incertezas e as flutuações da vida.

Ele aprenderá com você como lidar com revezes, se você se desespera ou continua em frente.

Em vez de se preocupar com a escola e universidade de seu filho, preocupe-se um pouco mais com o que é ensinado em casa.

Enfim...

Dê sempre o exemplo!!! Tão simples, mas às vezes tão difícil se colocarmos em prática. Este é um lembrete para tudo nesta vida, se vc quer que seu filho aprenda algo, ensine com o seu exemplo.

*E pra terminar deixo alguns ensinamentos que farão toda diferença na vida de qualquer filho:

Ensina a teu filho que pioneiros e profetas, de Jesus a Tiradentes, de Francisco de Assis a Nelson Mandela, são invariavelmente tratados, pela elite de seu tempo, como subversivos, malfeitores, visionários.

Ensina a teu filho que a uma pessoa bastam o pão, o vinho e um grande amor. Cultiva nele os desejos do espírito, a reverência pelos mais velhos, o cuidado da natureza, a proteção dos mais frágeis. 

Saiba o teu filho escutar o silêncio, reverenciar as expressões de vida e deixar-se amar por Deus que o habita.

Juliano Fabricio
um pai em constante formação


“E aproximaram-se os dias da morte de Davi; e deu ele ordem(conselho) a Salomão, seu filho, dizendo: Eu vou pelo caminho de toda a terra; esforça-te, pois, e sê homem.” I Reis 2: 1 e 2

Afinal de contas, o que é ser homem? Para alguns, é ser racional (homem que é homem não chora); para outros, ser viril (a masculinidade que se mede abaixo da linha da cintura); ou ainda, ser o provedor e chefe do lar (o sacerdote que requer submissão). Será mesmo que a masculinidade se resume a estas questões? O fato é que a masculinidade atravessa um momento de crise e, dentre os componentes desta crise está a sexualidade. Em meio a uma série de mudanças, nós homens nos sentimos inseguros acerca dos antigos papéis e, sobre as novas demandas que surgem. 

Permanece a pergunta: Afinal de contas, o que é ser homem? 

Antropos
Homo sapiens
Homem
Macho 

Evolução às avessas
Preconizada por machos... 
homo demens 

Sou masculino
Que coisa é ser masculino?
Quando me tornei um desses?
De que tronco brotou isso que sou? 

Masculino é essa condição que os corpos 
Meus e outros
...e outras
Comunicam-me 

Masculino... 
É o corpo afetado
Por afetos experimentados 
E sentidos 

Que na ciranda viva da vida 
Das relações 
É tecido Costurado... 
arrematado 

Masculino...
É o corpo Banhado por uma alma 
Alma de animus e anima 
Masculino é sendo. 

Afinal de contas, o que é ser homem? O que é ser masculino? O que é a sexualidade masculina? Ser homem, masculino, de sexualidade masculina, é viver a benção de ser um corpo banhado por uma alma. De experimentar o encontro do animus com a anima. De construir em diálogo com alteridade de outros corpos uma identidade dinâmica e digna de ser chamada Imago Dei. 



Branco, negro, gordo, magro, católico, protestante, rico, pobre. Não importa quantos fatores sociais, econômicos, culturais ou religiosos difiram entre as pessoas, nós todos temos algo em comum: viemos ao mundo graças a um pai e uma mãe, e o amor deles por nós faz toda a diferença na nossa vida.

Segundo um novo estudo, ser amado ou rejeitado pelos pais afeta a personalidade e o desenvolvimento de personalidade nas crianças até a fase adulta. Na prática, isso significa que as nossas relações na infância, especialmente com os pais e outras figuras de responsáveis, moldam as características da nossa personalidade.

“Em meio século de pesquisa internacional, nenhum outro tipo de experiência demonstrou um efeito tão forte e consistente sobre a personalidade e o desenvolvimento da personalidade como a experiência da rejeição, especialmente pelos pais na infância”, disse o coautor do estudo, Ronald Rohner, da Universidade de Connecticut (EUA). “Crianças e adultos em todos os lugares tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se sentem rejeitados por seus cuidadores e outras figuras de apego”.

E como elas se sentem? Exatamente como se tivessem sido socadas no estômago, só que a todo momento. Isso porque pesquisas nos campos da psicologia e neurociência revelam que as mesmas partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas também são ativadas quando elas sentem dor física. Porém, ao contrário da dor física, a dor psicológica da rejeição pode ser revivida por anos.

O fato dessas lembranças – da dor da rejeição – acompanharem as crianças a vida toda é o que acaba influenciando na personalidade delas. Os pesquisadores revisaram 36 estudos feitos no mundo todo envolvendo mais de 10.000 participantes, e descobriram que as crianças rejeitadas sentem mais ansiedade e insegurança, e são mais propensas a serem hostis e agressivas.

A experiência de ser rejeitado faz com que essas pessoas tenham mais dificuldade em formar relações seguras e de confiança com outros, por exemplo, parceiros íntimos, porque elas têm medo de passar pela mesma situação novamente.

É culpa do pai, ou é culpa da mãe?

Se a criança está indo mal na escola, ou demonstra má educação ou comportamento inaceitável, as pessoas ao redor tendem a achar que “é culpa da mãe”. Ou seja, que a criança não tem uma mãe presente, ou que ela não soube lhe educar.


Porém, o novo estudo sugere que, pelo contrário, a figura do pai na infância pode ser mais importante. Isso porque as crianças geralmente sentem mais a rejeição se ela vier do pai.

Numa sociedade como a atual, embora o nível de igualdade de gênero tenha crescido muito, o papel masculino ainda é supervalorizado e muitas vezes vêm acompanhado de mais prestígio e poder. Por conta disso, pode ser que uma rejeição por parte dessa figura tenha um impacto maior na vida da criança.

Com isso, fica uma lição para os pais: amem seus filhos! Homens geralmente têm maior dificuldade em expressar seus sentimentos, mas o carinho vindo de um pai, ou seja, a aceitação e a valorização vinda da figura paterna, pode significar tudo para um filho, mesmo que nenhum dos dois saiba disso ainda.

E para as mães, fica outro recado: a próxima vez que vocês forem chamadas à escola por causa de algo que o pimpolho aprontou, tenham uma conversa com o maridão. Tudo indica que a culpa é dele! Brincadeiras à parte, problemas de personalidade, pelo visto, podem resolvidos com amor de pai. E quer coisa mais gostosa?



Hoje, os filhos não aprendem quase nada do pai.

Em 1929, o filósofo Bertrand Russell fez uma previsão que de fato ocorreu. Algo raro com filósofos, que normalmente filosofam sobre o passado, e não o futuro.

Mas Bertrand Russell previu o desastre que está ocorrendo entre Negros Americanos, onde 50% dos negros hoje nascem de mães solteiras, e mais 40% são filhos e filhas de mães separadas e sem pai. 

Foram estas mulheres negras, que votaram maciçamente em Obama, 91%, garantindo a sua eleição por estreita margem de voto.

A previsão de Bertrand Russell foi esta:

“The role of the father is being increasingly taken over by the sate, and there is reason to think that a father may cease to be biologically advantageous, at any rate in the wage earning class.

A função de Pai de Família está sendo lentamente usurpada pelo Estado, e acredito que um pai deixará de ser um ente biológico para os filhos, pelo menos entre a classe de trabalhadores. 

Se isto ocorrer, é de se esperar o fim da família, casamento, dos valores morais, uma vez que não haverá razão para uma mulher desejar que seu filho tenha um pai presente. 

Caramba, tudo isto previsto em 1929, com bastante antecedência para a Igreja, a Classe Média, os Intelectuais, os Formadores de Opinião, os Pais de Família para tomarem uma atitude e impedir o fim da família como base da sociedade.

E nossa Constituição é bem clara quanto a isto:

Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.

Mas esta família foi sendo minada, especialmente começando pelo homem.

Começando pelo governo Fernando Henrique Cardoso, por inspiração de sua esposa Ruth Cardoso. O PSDB implantou o Bolsa Família, que o PT ampliou, e a briga de sua paternidade é ainda discutida entre os dois partidos.

Mas notem um detalhe, o dinheiro é distribuído na mão da mulher, sob o pretexto de que homem é um bêbado e irá torrar tudo em mulheres e bebidas, e mulher é responsável.

Exatamente como previu Russell, o estado iria minar a função do pai.

Nos Estados Unidos, negros voltaram a ser escravos dos Democratas, que eram todos escravocratas, e foram libertos graças aos Republicanos, algo que nunca perdoaram.

Mas ao conceder Bolsa Família às mães solteiras e desamparadas, praticamente obrigaram os pais negros a saírem de casa para receberem o subsídio governamental.

Para que ter um homem enchendo o saco, se o Estado fornece Bolsa “Família”, Bolsa-Família, Bolsa-Escola, Cheque-Cidadão, Vale Gás, Bolsa Alimentação, a Renda Básica de Cidadania, Vale-Leite, o Brasil Carinhoso, para quem tem filho pequeno e é mulher. 

Homem com brio não aceita esmola, mas depois de quatro meses desempregado a sua mulher pensa diferente. Fim do casamento, fim da família, início de reeleição serial do partido democrata e bonzinho. Viva Obama, viva Lula pai dos pobres.

Mas não são os pais de pobres que estão perdendo a sua função. São pais de ricos e da classe média que estão perdendo a sua essência.

Hoje, um pai de classe média perde 60% de sua renda que vai direto para o Estado, via descontos na folha e impostos sobre o consumo e renda.

Hoje, os filhos não aprendem quase nada do pai.

Por isto, hoje em dia filhos e filhas acham com razão que nada devem aos pais.

A maioria dos pais não deixa nenhum legado intelectual.

Primeiro, a maioria dos filhos faz questão de não seguir a profissão dos pais, para o desespero de médicos, advogados e outros profissionais liberais com reputação no mercado e grande clientela. 

Filhos modernos foram endoutrinados pelo Estado a acreditar que aprender dos próprios pais é algo estranho, ninguém faz isto.

Só se fazia isto na época de Bertrand Russell, por isto médicos eram mais competentes, advogados eram mais éticos, e a vida menos competitiva.

Imagine a frustração de um pai estudioso e competente, não poder transmitir nada aos seus próprios filhos, porque isto é careta.

A classe média “terceirizou” o ensino de seu s filhos para a rede estatal de ensino, a professores comprometidos com o Estado, porque seus salários dependem de um Estado Forte, e não de uma família forte.

Hoje, a “sociedade” olha feio para filhos que seguem a carreira do pai, como se eles estivessem colando em vez de aprender tudo na raça.

Do ponto de vista da genética comportamental, a função do pai é justamente tirar os filhos do colo da mãe na pré infância, e ensiná-los a conhecer e sobreviver na vida aprendendo a profissão do pai, que na época era caçar com segurança, e tomar cuidado com outros homens que um dia viriam tentar seduzir as suas esposas.

Oferecendo Bolsa “Família”, Bolsa-Escola, Cheque-Cidadão, Vale Gás, Bolsa Alimentação, tudo para fazê-las mudar de lado, para que elas amassem o Estado e não mais sua família.


Como os homens concebem seu papel de pai no século 21?? Como o exercem? 

Para os povos primitivos, o homem não tinha qualquer participação no processo de reprodução, inclusive acreditava-se que a mulher era fertilizada pelos raios lunares. (mitos) 

Segundo o folclore da civilização ocidental, o pai tem em relação ao nascimento dos filhos, basicamente 3 funções: fecundar o óvulo, esperar ansiosamente no corredor da maternidade enquanto ocorre o parto e prover as necessidades materiais da família. 

Daí, o já fora de moda "pai tradicional", que sai para trabalhar todas as manhãs, geralmente almoça fora e retorna a noite, exausto, querendo "os chinelos" e o jantar... 

E infelizmente podemos contar nos dedos os que esperam seus bebês no berçário, que os levam ao médico, que participam de reuniões de pais... 

Mas, nem todos os pais são omisso. Hoje já é possível observar pais que não se deixam conduzir pelo velho estereótipo machista e curtem os filhos desde a gestação, participam de curso para casais grávidos, lêem revistas e livros especializados e buscam sites que falam sobre bebês. Mais tarde sentem prazer em ajudar a trocá-los, embalam-nos carinhosamente, fascinam-se ao acompanhar seu desenvolvimento e dispõe-se a cuidar deles enquanto suas mulheres desfrutam de um pouco de privacidade, descanso e silêncio. 

Dito "pai do século 21" - ainda fragilizado pelo fato de hoje a mulher ter acesso as mesmas funções que o homem e AO MESMO TEMPO gestar. 

Dizemos que a mãe moderna usa seu inato instinto materno. O homem moderno improvisa. Ninguém lhes ensinou como fazer, ou seja, o bê-a-bá. Como agir diante de um bebê, segurá-lo, dar-lhe a mamadeira, fazê-lo arrotar, saber como e de que lado deitá-lo.... Ele aprende na prática, com improviso....e surpreendentemente descobre-se um ótimo pai. 

Quando caem os tabus, é maior a liberdade social e cultural de improvisar o papel do pai. Se o homem quiser, poderá ficar mais próximo, estabelecer uma relação mais direta e imediata com a criança, ter acesso ao filho desde o nascimento. Pode pegá-lo, trocá-lo passar pomada no bumbum, limpar o curativo do umbigo, dar-lhe banho, vesti-lo, acalentá-lo, deitá-lo, dar-lhe mamadeira, levá-lo para a mulher amamentar... 

Quando a criança cresce o pai pode dar a mamadeira, a bananinha, preparar a sopa de legumes, o suco de laranja. E mais tarde arrastar-se pelo chão, engatinhar com ele, ensinar-lhe palavras, cantar, ajudá-lo a andar, manipular seus brinquedos, contar histórias para ele... 

É fácil ser pai quando se está disponível... quando não temos medo...quando permitimos a aproximação...quando nos emocionamos. Quando ensinamos (através do abraço) nosso filho a ser um pai ou mãe muito mais afetivo, generoso e feliz. 

Lembre-se: Não se nasce um pai moderno, torna-se um... Boa Sorte!!!

Juliano Fabricio
#paidetrês


Uma jornalista feminista certa vez disse: 

Para ser feliz com um homem, você deve compreendê-lo muito e amá-lo um pouco. Para ser feliz com uma mulher, você deve amá-la muito e nunca tentar compreendê-la (Rowland, “A guide to man”, 1922). 

Embora fosse uma crítica do casamento, há algo de verdadeiro no conselho de Helen. Deus pede das esposas que se concentrem na submissão que é respeito e sacrifício. E pede aos maridos que, acima de tudo, amem suas esposas (Efésios 5.25-33).

Mas não deveria ser “liderai vossa esposa”, uma vez que Paulo ordenou que as esposas fossem submissas? Não! Com esta ordem fica claro que o correspondente imediato da submissão é o amor e não o domínio. Para ela será mais fácil submeter-se se você a amar como Cristo amou a igreja (v.25). Esse é o caminho do marido para o casamento saudável.

E esse amor é implica em entrega voluntária porque Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela (Ef 5.25b). Foi entregando-se pela Igreja que Ele provou seu amor. Por isso, se você não ama sua esposa como um servo, sua autoridade está esvaziada. Quem defende a autoridade baseada na força — física, emocional, econômica — prova que, na verdade, não tem autoridade nenhuma. O amor do marido implica em sacrifício pela esposa. Implica em esvaziar-se de si mesmo para servir (Fp 2.5-8). Implica em não pensar na própria alegria senão como fruto da alegria dela — e isso requer renúncia. Implica em cuidado e promoção de seu crescimento espiritual — e apenas a sua própria comunhão com Deus e a plenitude do Espírito Santo o conduzirão a uma liderança amorosa.

Esse amor também é gracioso. Cristo se entregou por nós quando ainda “éramos pecadores” (Rm 5.8). Não foi baseado em qualidade ou mérito. Imagine a Cinderela: será que o príncipe se apaixonaria por ela se a tivesse visto na cozinha, maltrapilha, suja, cheirando a gordura e suor? Cristo amou a igreja mesmo suja e maltrapilha. Isso significa que os maridos têm de amar as esposas não apenas apesar dos defeitos que tenham, mas com todos eles. Nós não vamos conseguir viver sempre à altura das expectativas uns dos outros. Como escreveu Susan Hunt no livro “A graça que vem do lar”: Nossos relacionamentos em família não têm a ver com viver à altura das expectativas uns dos outros. Mas aceitar uns aos outros e refletir a graça de Deus uns aos outros, à medida que somos transformados pelo evangelho.

Paulo está ensinando que a vontade de Deus para o casal é sair da cultura da autonomia e competição para o respeito e interdependência (submissão e amor). E qual a implicação para o marido o fato que amar a esposa é um mandamento? Amar a esposa não é uma opção. Deixar de amá-la torna-se desobediência a Deus.

Juliano Fabricio via



É notória a crise da figura do pai na sociedade contemporânea. Por função parental, ele é o principal criador do limite para os filhos e filhas. Seu eclipse provocou um crescimento de violência entre os jovens nas escolas e na sociedade, que é exatamente a não consideração dos limites.

O enfraquecimento da figura do pai, desestabilizou a família. Os divórcios aumentaram de tal forma que surgiu uma verdadeira sociedade de famílias de divorciados. Não ocorreu apenas o eclipse do pai mas também a morte social do pai.

A ausência do pai é, por todos os títulos, inaceitável. Ela desestrutura os filhos/filhas, tira o rumo da vida, debilita a vontade de assumir um projeto e ganhar autonomamente a própria vida.

Faz-se urgente um re-engendramento, sobre outras bases, da figura do pai. Para isso antes de mais nada é de fundamental importância, fazer a distinção entre os modelos de pai e o princípio antropológico do pai. Esta distinção, descurada em tantos debates, até científicos, nos ajuda a evitar mal-entendidos e a resgatar o valor inalienável e permanente da figura do pai.

A tradição psicanalítica deixou claro que o pai é responsável pela primeira e necessária ruptura da intimidade mãe-filho/filha e a introdução do filho/filha num outro continente, o transpessoal, dos irmãos/irmãs, dos avós, dos parentes e de outros da sociedade.

Na ordem transpessoal e social, vige a ordem, a disciplina, o direito, o dever, a autoridade e os limites que devem valer entre um grupo e outro. Aqui as pessoas trabalham, se conflituam e realizam projetos de vida Em razão disso, os filhos/filhas devem mostrar segurança, ter coragem e disposição de fazer sacrifícios, seja para superar dificuldades, seja para alcançar algum objetivo.

Ora, o pai é o arquétipo e a personificação simbólica destas atitudes. É a ponte para o mundo transpessoal e social. A criança ou o jovem ao entrar nesse novo mundo, devem poder orientar-se por alguém. Se lhes faltar essa referência, se sentem inseguros, perdidos e sem capacidade de iniciativa.

É neste momento que se instaura um processo de fundamental importância para a jovem psiqué com consequências para toda vida: o reconhecimento da autoridade e a aceitação do limite que se adquire através da figura do pai.

A criança vem da experiência da mãe, do aconchego, da satisfação dos seus desejos, do calor da intimidade onde tudo é seguro, numa espécie de paraíso original. Agora, tem que aprender algo de novo: que este novo mundo não prolonga simplesmente a mãe; nele, há conflitos e limites. É o pai que introduz a criança no reconhecimento desta dimensão. Com sua vida e exemplo, o pai surge como portador de autoridade, capaz de impor limites e de estabelecer deveres.

É singularidade do pai ensinar ao filho/filha o significado destes limites e o valor da autoridade, sem os quais eles não ingressam na sociedade sem traumas. Nesta fase, o filho/filha se destacam da mãe, até não querendo mais lhe obedecer e se aproximam do pai: pede para ser amado por ele e esperam dele orientações para a vida. É tarefa do pai explicar ajudar a superar a tensão com a mãe e recuperar a harmonia com ela.

Operar esta verdadeira pedagogia é desconfortável. Mas se o pai concreto não a assumir está prejudicando pesadamente seu filho/filha, talvez de forma permanente.

O que ocorre quando o pai está ausente na família ou há uma família apenas materna? Os filhos parecem mutilados, pois se mostram inseguros e se sentem incapazes de definir um projeto de vida. Têm enorme dificuldade de aceitar o princípio de autoridade e a existência de limites.

Uma coisa é este princípio antropológico do pai, uma estrutura permanente, fundamental no processo de individuação de cada pessoa. Esta função personalizadora não está condenada a desaparecer. Ela continua e continuará a ser internalizada pelos filhos e filhas, pela vida afora, como uma matriz na formação sadia da personalidade. Eles a reclamam.

Outra coisa são os modelos histórico-sociais que dão corpo ao princípio antropológico do pai. Eles são sempre cambiantes, diversos nos tempos históricos e nas diferentes culturas. Eles passam.

Uma coisa, por exemplo, é a forma do pai patriarcal do mundo rural com fortes traços machistas. Outra coisa ainda é o pai da cultura urbana e burguesa que se comporta mais como amigo que como pai e aí se dispensa de impor limites.

Todo este processo não é linear. É tenso e objetivamente difícil mas imprescindível. O pai e a mãe devem se coordenar, cada um na sua missão singular, para agirem corretamente. Devem saber que pode haver avanços e retrocessos; estes pertencem à condição humana concreta e são normais.

Importa também reconhecer que, por todas as partes, surgem figuras concretas de pais que com sucesso enfrentam as crises, vivem com dignidade, trabalham, cumprem seus deveres, mostram responsabilidade e determinação e desta forma cumprem a função arquetípica e simbólica para com os filhos/filhas. É uma função indispensável para que eles amadureçam e ingressem na vida sem traumas até que se façam eles mesmos pais e mães de si mesmos. É a maturidade.


O silêncio na hora certa é ótimo. Porém, na hora errada é uma tragédia! Em algumas famílias impera hoje a lei do silêncio: não há conselhos, nem sugestões, nem admoestações e muito menos diálogo. Pais e filhos não trocam experiências, não desenvolvem o básico de qualquer relacionamento, que é exatamente a conversa. Por algum motivo quase inacreditável nos acostumamos com o silêncio e hoje somos capazes de ficar dias sem manter um diálogo profundo, sem compartilhar nossos problemas reais e sem pedir uma opinião acerca dos nossos dilemas cotidianos.

O silêncio é ruim para toda a família, mas pior para os pais, pois cabe a eles o ensino de seus filhos (Deuteronômio 4:9; Efésios 6:4). O silêncio dos pais é nocivo por vários motivos, dentre eles:

1. O SILÊNCIO PODE SIGNIFICAR APROVAÇÃO

Alguns pais pensam enganosamente que seu silêncio será interpretado como desaprovação, mas em geral o que acontece é o contrário. Não basta fazer cara feia: é preciso expor a verdade. Temos na bíblia um verso muito claro sobre isso: “Ensinai-me, e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei.” (Jó 6:24). Os filhos precisam ser advertidos de seus erros. O dito popular “quem cala consente” é uma verdade na estrutura psicológica dos filhos. Conheço casos em que os filhos foram enfáticos: “Meu pai nunca disse nada contra…” Se você não sabe como falar, como abordar o assunto, como se aproximar do seu filho, siga a orientação bíblica, pedindo sabedoria a Deus: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos da liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada.” (Tiago 1:5).

2. O SILÊNCIO PODE SIGNIFICAR FALTA DE INTERESSE

Quando os pais se calam, os filhos se sentem livres para agir conforme o seu próprio discernimento. É como se os pais não tivessem interesse por eles, não se importassem com seu futuro e não estivessem preocupados com o perigo que corriam. Não resolve ficar sem dormir ou sem comer por causa da atitude de um filho: é necessário demonstrar que você está interessado em ajudá-lo, é necessário quebrar o silêncio. Um filho contava que durante anos chegou bem tarde em casa, sabia que seus pais o esperavam acordados, mas nunca disseram uma palavra. Este filho achava que seus pais se incomodavam apenas com o horário da chegada e não com os perigos que ele enfrentava à noite. Como diz provérbios, “A boca do justo produz sabedoria em abundância…” (Provérbios 10:31). Demonstre seu interesse sincero: fale, converse, apresente a sabedoria de Deus a seus filhos!

3. O SILÊNCIO PODE SIGNIFICAR FRAQUEZA ESPIRITUAL

Quando os pais crentes se calam em relação aos pecados de seus filhos estão demonstrando fraqueza espiritual. É como se dissessem: “Deus proíbe, mas faça: eu aprovo!”. O não confrontar os filhos com a verdade de Deus é uma incoerência espiritual: “Se é verdade, porquê meu pai não diz nada a respeito?”, pode perguntar um filho. O pai que se cala perde uma grande oportunidade descrita em Tiago 5:20 – “Saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados.” – Veja bem, o texto fala sobre um “pecador”. Filhos também pecam, e precisam ser advertidos disso. A advertência de um pai pode salvar um filho, por outro lado o silêncio dos pais pode matar, pode fazer alguém perder-se para sempre.

É momento de quebrar o silêncio. Você já conversou com seus filhos sobre sexo, drogas, trabalho, namoro com não crentes e outros dilemas do cotidiano? Você tem aprovado ou reprovado os pecados de seus filhos? Peça sabedoria a Deus e converse. Que você nunca possa ser julgado por ter se calado, por ter se limitado a discordar no silêncio. Munido da palavra de Deus, conforme 2 Timóteo 3:16, sente-se hoje para conversar com seus filhos e que Deus abençoe você.

Milton Paulo - vineyardcafe


[...] Procuro dizer o que sinto 
Sem pensar em que o sinto. 
Procuro encostar as palavras à ideia 
E não precisar dum corredor 
Do pensamento para as palavras. 
Nem sempre consigo sentir o que sei que devo sentir. 
O meu pensamento só muito devagar atravessa o rio a nado 
Porque lhe pesa o fato que os homens o fizeram usar. 
Procuro despir-me do que aprendi, 
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, 
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos, 
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras, 
Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro, 
Mas um animal humano que a Natureza produziu. 
E assim escrevo, querendo sentir a Natureza, nem sequer como um homem, 
Mas como quem sente a Natureza, e mais nada. 
E assim escrevo, ora bem ora mal, 
Ora acertando com o que quero dizer ora errando, 
Caindo aqui, levantando-me acolá, 
Mas indo sempre no meu caminho como um cego teimoso [...]. 
(Alberto Caeiro – O guardador de rebanhos).

Nós homens somos herdeiros de uma tradição cultural e doutrinária que apostou todas as “suas fichas” naracionalização como critério para verdade. Isso produziu uma desconfiança com relação à vida emocional e afetiva, criando um fosso entre a “cabeça” e o “coração”. Dessa forma passamos a acreditar que tudo que vem do “coração” (os afetos principalmente) deve ser evitado. Nesse sentido damos ênfase à educação das habilidades totalmente dependente da razão.

Será que essa aposta na suficiência da razão e das habilidades é mesmo suficiente para a formação de nosso ser, de nossa masculinidade? Não seria necessário articular às habilidades também as sensibilidades? Uma educação das sensibilidades, isso nos parece urgente. Um processo educativo que aceite o desafio de articular habilidades e sensibilidades para a formação integral de nossa masculinidade.

Contudo, para aderir a tal compromisso é preciso fazer como sugere o poeta: Procuro despir-me do que aprendi/ Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram/ E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos/ Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras. 



Fora da meninice não há salvação

Em algum momento da vida nós crescemos... Geralmente nesse momento colocamos gravatas e calçamos sapatos apertados – gravatas e sapatos são símbolos da vida de gente grande. Na verdade, todos esperam que seja assim mesmo e dizem: é isso que um homem adulto e responsável deve fazer.

Sem querer contradizer todas essas expectativas da vida adulta, é preciso dizer que só isso não basta. É preciso não matar o menino que habita em cada um de nós nessa longa trajetória da maturidade. Pois pode ser que somente ele nos salve das pressões e asfixias das gravatas apertadas e dos sapatos que nos roubam o frescor da terra. É como nos diz a letra da canção:

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver

Bola de Meia, Bola de Gude (Milton Nascimento)

Um convite para você: desate a gravata e tire os sapatos (mesmo por um instante) para aproveitar a leveza e a beleza da vida. Vamos nos encontrar com nossos meninos interiores. Ah, e se tiver tempo, coma uma grande fatia de melancia, mas lembre-se que é preciso sujar bem o rosto.



Todos que conhecem a Bíblia sabem que o Rei Davi foi um grande homem.

Ainda assim, qualquer pessoa com alguma familiaridade com a Bíblia também reconhece que Davi fez algumas coisas não tão boas. Rapidamente nos lembramos do pecado com Bate-Seba, o assassinato do marido dela, Urias, e a mentira para encobrir tudo. Isso não tem nada de deleite na lei do Senhor (Salmo 1.2). Mas também houve o censo mal intencionado, motivado pelo orgulho de Davi, além das inúmeras situações em que ele falhou como pai de família. Para alguém conhecido como “segundo o coração de Deus” (Atos 13.22), Davi parecia ir bastante segundo o próprio coração.

Com todas essas falhas, o que fez de Davi um grande homem? Alguém poderia mencionar a coragem, a lealdade, a fé, o sucesso como líder, músico e guerreiro. Mas ele foi grande de outras formas não tão conhecidas. Em particular, Davi foi um grande homem porque estava sempre disposta a perdoar o pecado dos outros, mas a encarar a realidade do próprio pecado.

Davi era um homem gracioso, relevando as falhas dos outros, sempre pronto a dar uma segunda chance aos seus inimigos. Duas vezes, enquanto seus amigos lhe aconselhavam a destruir seu inimigo, Davi poupou a vida de Saul (1 Samuel 24; 26). Apesar de Saul se opor a ele sempre que podia, Davi não se alegrou em sua morte, mas chorou pelo rei e seu filho Jônatas (2 Samuel 1.17-27). Davi recebeu Abner, que havia desertado do rei Is-Bosete, e se entristeceu quando o desconfiado Joabe o matou (2 Samuel 3). Davi sempre foi muito bom, até desnecessariamente, com Mefibosete (2 Samuel 9), e incrivelmente paciente com os xingamentos de Simei (2 Samuel 16). Mais tarde, Davi perdoaria aqueles que se rebelaram contra ele durante a insurreição de Absalão (2 Samuel 19.16-23). Por muitas vezes Davi se mostrou muito diferente dos filhos de Zeruia, que viviam com rancor e atrás de vinganças. Davi sabia perdoar. Mais do que qualquer um antes de Jesus, Davi amava seus inimigos. Como nenhum outro rei do Antigo Testamento, Davi estava sempre disposto a receber rebeldes de volta e perdoar aqueles que se opunham a ele.

Por outro lado, a atitude bondosa de Davi como seus inimigos não significava uma atitude bondosa com seus próprios pecados. Normalmente, as pessoas que são mais bondosas com os outros são mais bondosas consigo mesmas, e aquelas mais exigentes consigo mesmas são mais exigentes com as outras. Davi era diferente. Ele era gracioso com os outros e honesto consigo. Acredito que a grandeza de Davi era simplesmente isso: por mais que ele pecasse, ele nunca deixou de admitir. Eu não encontro uma única passagem em que Davi foi exortado corretamente por suas falhas e ele tenha deixado de aceitar essa exortação. Quando Natã confronta Davi pelo adultério e assassinato, Davi, após entender as intenções de Natã, rapidamente se lamenta: “Pequei contra o Senhor” (2 Samuel 12.13). Quando Joabe envia a mulher de Tecoa para fazer Davi mudar de idéia sobre Absalão, ele ouve. Quando Joabe exorta Davi por amar mais o filho traidor do que seus servos leais, ele faz o que Joabe lhe fala (2 Samuel 19.1-8). Joabe muitas vezes estava enganado em seus conselhos a Davi, mas quando ele estava certo, Davi sabia, e corrigia seu rumo. Assim, após o tão criticado recenseamento, o coração de Davi lhe alertou, e ele confessou: “Pequei gravemente com o que fiz!” (2 Samuel 24.10).

Davi sabia perdoar, e sabia se arrepender também. Ele nunca culpava os outros por seus erros. Ele não inventava desculpas baseadas no histórico familiar, pressão do grupo ou as pressões por ser um líder. Ele não usava eufemismos, se referindo ao seu pecado como uma disfunção ou uma falha de caráter. Ele não se lamentava pelos pecados simplesmente por causa dos efeitos negativos que trariam para o seu reino e seus relacionamentos. Ele via suas transgressões primariamente em sua dimensão vertical, como uma ofensa ao Deus todo poderoso (Salmo 51.4). Ele nunca fugiu da luz quando ela revelava sua escuridão. Ao invés disso, ele admitia sua iniquidade e trabalhava para consertar as coisas. Quando pensamos no quanto isso é raro em nossos dias, que os atletas, atores de filmes e políticos simplesmente aceitem a responsabilidade de seus pecados públicos, todos nós deveríamos nos espantar que o Rei de Israel, talvez o homem mais famoso da história do povo de Deus da antiga aliança, era humilde o suficiente para ouvir as críticas daqueles que estavam abaixo dele e mudar de atitude.

Davi era um homem segundo o coração de Deus porque odiava o pecado mas amava perdoá-lo. Que melhor exemplo do caráter de Deus que esse? Deus não simplesmente recebe seus inimigos, mas morre por eles (Romanos 5.6-11). Está sempre disposto a mostrar misericórdia e dar uma segunda chance aos traidores. Ainda assim, Deus não é bondoso com o pecado. Ele o expõe e nos leva a exterminá-lo (João 16.8-11; Colossenses 3.5). Mas é claro, Deus, diferente de Davi, nunca é culpado de pecado. Deus mostra sua condencendência não ao se humilhar perante uma exortação, mas ao se humilhar tomando a forma humana e morrendo na cruz (Filipenses 2.5-8). Davi era grande, mas nem de perto tão grande quando o Grande Filho de Davi.

Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Original aqui


Antes de Jesus, Deus era distante e incompreensível. Uma aura de mistério rodeava tudo que era relacionado ao Pai. Seu próprio nome era algo que os Judeus não pronunciavam literalmente.

Depois de Jesus, Deus se tornou pessoal e acessível. A imagem de um Deus distante e cheio de mistérios foi trocada por um Pai amoroso e compassivo ao qual temos livre acesso.

Esta mudança foi produzida pela pessoa de Jesus. Por Sua vida, Seus ensinamentos acerca do Pai e pela relação que tinha com Ele.

O Pai disse acerca de Jesus: “Este é meu filho amado em quem me comprazo” (Mt. 3:17) e Jesus correspondia ao dizer: “Eu e o Pai somos um” (João 10. 30)

Quando era apenas um menino, Jesus demonstra a relação que tinha com Pai dizendo: Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? (Lucas 2:49). E sendo adulto declarou: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra. (João 4:34).

Alguns ensinamentos de Jesus eram totalmente contrários à imagem que os Judeus tinham de Deus, o Pai. Ao falar sobre as muitas ocupações e da ansiedade da vida, disse aos ouvintes: Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? (Mateus 6:26). Jesus motivava as pessoas a agirem como verdadeiros filhos de Deus, imitando ao Pai. (Mateus 6:26).

Jesus conhecia ao Pai intimamente, por isso falava com tanta segurança do Seu amor. Agora nós podemos desfrutar da relação que Deus (o Pai) e Jesus (o Filho), experimentam desde a eternidade. Uma relação íntima e profunda.

Assim como o Pai amava a Jesus, Deus nos ama. Jesus mesmo declarou na oração de João 17: …para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim.(João 17:23)

Você pode imaginar a imensidão do amor de Deus por você?

(Trecho do livro Cenando con Jesus, de Jesús Adrian Romero)


Vendo esse vídeo entendi uma vez mais que a percepção bíblica do evangelho da graça é a de uma criança que jamais experimentou coisa alguma a não ser o amor, de uma criança que tenta fazer seu melhor por ser amada. Quando comete erros, sabe que esses erros não põem em risco o amor de seus pais. A possibilidade de seus pais pararem de amá-la se ela não arrumar seu quarto nunca nem sequer lhe passa pela mente. Eles podem desaprovar seu comportamento, mas o amor deles não depende do desempenho dela.

Considere as palavras de Frederick Buechner: 

"Somos crianças, talvez, no exato momento em que sabemos que é na qualidade de crianças que Deus nos ama, não porque tenhamos merecido seu amor, nem apesar de nossa indignidade; não porque tenhamos tentado, nem porque reconhecemos a inutilidade das nossas tentativas; mas simplesmente porque ele escolheu nos amar. Somos crianças porque ele é nosso Pai; e todos os nossos esforços, frutíferos e infrutíferos, de fazer o bem, de falar a verdade, de entender, são os esforços de crianças que, mesmo com toda a precocidade, são ainda crianças, uma vez que, antes de o amarmos, ele nos amou, como filhos, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor."

Juliano Fabricio - um pai em construção


Ensina a teu filho que o Brasil tem jeito e que ele deve crescer feliz por ser brasileiro. Há neste país juízes justos, ainda que esta verdade soe como cacófato. Juízes que, como meu pai, nunca empregaram familiares, embora tivessem filhos advogados, jamais fizeram da função um meio de angariar mordomias e, isentos, deram ganho de causa também a pobres, contrariando patrões gananciosos ou empresas que se viram obrigadas a aprender que, para certos homens, a honra é inegociável.

Ensina a teu filho que neste país há políticos íntegros, administradores competentes, autoridades honradas, que não se deixam corromper, não varrem as mazelas para debaixo do tapete, não temem desagradar amigos e desapontar poderosos, ousam pensar com a própria cabeça e preservar mais a honra que a vida.

Ensina a teu filho que não ter talento esportivo ou rosto e corpo de modelo, e sentir-se feio diante dos padrões vigentes de beleza, não é motivo para ele perder a auto-estima. A felicidade não se compra nem é um troféu que se ganha vencendo a concorrência. Tece-se de valores e virtudes, e desenha, em nossa existência, um sentido pelo qual vale a pena viver e morrer.

Ensina a teu filho que o Brasil possui dimensões continentais e as mais fertéis terras do planeta. Não se justifica, pois, tanta terra sem gente e tanta gente sem terra. Assim como a libertação dos escravos tardou mas chegou, a reforma agrária haverá de se implantar. Tomara que regada com muito pouco sangue.

Saiba o teu filho que os sem-terra que ocupam áreas ociosas, griladas ou devolutas são, hoje, chamados de “bandidos”, como outrora a pecha caiu sobre Gandhi sentado nos trilhos das ferrovias inglesas e Luther King ocupando escolas vetadas aos negros.

Ensina a teu filho que pioneiros e profetas, de Jesus a Tiradentes, de Francisco de Assis a Nelson Mandela, são invariavelmente tratados, pela elite de seu tempo, como subversivos, malfeitores, visionários.

Ensina a teu filho que o Brasil é uma nação trabalhadora e criativa. Milhões de brasileiros levantam cedo todos os dias, comem aquém de suas necessidades e consomem a maior parcela de suas vidas no trabalho, em troca de um salário que não lhes assegura sequer o acesso à casa própria. No entanto, essa gente é incapaz de furtar um lápis do escritório, um tijolo da obra, uma ferramenta da fábrica. Sente-se honrada por não descer ao ralo que nivela bandidos de colarinho branco com os pés-de-chinelo. É gente feita daquela matéria-prima dos lixeiros de Vitória, que entregaram à polícia sacolas recheadas de dinheiro que assaltantes de banco haviam escondido numa caçamba.

Ensina a teu filho evitar a via preferencial dessa sociedade neoliberal que tenta nos incutir que ser consumidor é mais importante que ser cidadão, incensa quem esbanja fortuna e realça mais a estética que a ética. Convence-o de que a felicidade não resulta da soma de prazeres e a via espiritual é um tesouro guardado no fundo do coração – quem consegue abri-lo desfruta de alegrias inefáveis.

Saiba o teu filho que o Brasil é a terra de índios que não se curvaram ao jugo português e de Zumbi, de Angelim e Frei Caneca, de madre Joana Angélica e Anita Garibaldi, dom Helder Camara e Chico Mendes.

Ensina a teu filho que ele não precisa concordar com a desordem estabelecida e que será feliz ao unir-se àqueles que lutam por transformações sociais que tornem este país livre e justo. Então, ele transmitirá a teu neto o legado de tua sabedoria.

Ensina a teu filho a votar com consciência e jamais ter nojo de política, pois quem age assim é governado por quem não tem, e se a maioria o tiver será o fim da democracia. Que o teu voto e o dele sejam em prol da justiça social e dos direitos dos brasileiros imerecidamente tão pobres e excluídos, por razões políticas, dos dons da vida.

Ensina a teu filho que a uma pessoa bastam o pão, o vinho e um grande amor. Cultiva nele os desejos do espírito, a reverência pelos mais velhos, o cuidado da natureza, a proteção dos mais frágeis. .

Saiba o teu filho escutar o silêncio, reverenciar as expressões de vida e deixar-se amar por Deus que o habita.


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