O Sermão do Monte (Mateus 5) é a síntese de todo o Evangelho de Cristo; como se fosse colocado tudo numa semente. Assim, a Bem-Aventurança, é o extrato da síntese. É como se todo o sermão fosse um fruto, representante de toda uma espécie de frutos. Nesse caso, a bem-aventurança seria a semente desse fruto, o núcleo genético da espécie. A bem-aventurança é uma só, e diz respeito a uma única pessoa – O Ser Bem-aventurado. Cada item da bem-aventurança é um aspecto evoluído da mesma identidade, e não partes distintas e separadas da bem-aventurança. Não são também várias opções de bem-aventurança, como se pudesse escolher uma; a que mais me agrada, ou a que está faltando na minha coleção de bem-aventurança. O Cristão bem-aventurado possui todas estas características, mesmo que ainda não estejam evidentes; é só uma questão de ter a atitude que as libere. A semente está lá, no seu coração, e vai se revelando progressivamente. A bem-aventurança se refere, antes de tudo, à pessoa de Jesus. Ele é o homem bem-aventurado, o modelo seguro para nosso aperfeiçoamento. O que ele apresenta para nós como receita de uma vida bem sucedida, nada tem a ver com os conceitos de felicidade do mundo. Como bem falou Ariovaldo Ramos “A bíblia não fala diretamente o que é felicidade e sim que tipo de gente e feliz”.
O próximo post será sobre “Os Pobres de espírito”.
Fonte: Tirado de uma aula com o Dr. Russel Shedd.
