Quais são os desafios que a igreja convive?
1. A tirania do mercado;
2. A ilusão do marketing;
3. A falência das instituições;
4. A matriz do neoliberalismo (individualismo);
5. As crises: ideológica, social, econômica e de fé;
6. O relativismo moral;
7. O institucionalismo religioso;
8. O desenvolvimento cientifico e tecnológico;
9. A proliferação do espiritualismo,
Listei pelo menos dez:
1. A tirania do mercado;
2. A ilusão do marketing;
3. A falência das instituições;
4. A matriz do neoliberalismo (individualismo);
5. As crises: ideológica, social, econômica e de fé;
6. O relativismo moral;
7. O institucionalismo religioso;
8. O desenvolvimento cientifico e tecnológico;
9. A proliferação do espiritualismo,
10. O vazio de significado.
A relevância da igreja neste mundo implica necessariamente a construção de comunidades. Isto não é tão obvio, pois a igreja vive entre três paradigmas funcionais: Carismático, coorporativo e comunitário – e dos três, o COMUNITÁRIO é o menos favorecido e mais negligenciado!
1. PARADIGMA CARISMÁTICO - A ênfase na manipulação dos poderes espirituais visando a solução de problemas e o acesso ao conforto. O movimento da batalha espiritual, que inclui a quebra de maldições, oração de renúncia, descarrego e outras barbaridades. Ajuntamentos onde há fogo santo no altar e unção sobre a massa, a ênfase nos fenômenos e seus modismos cíclicos: tipo disco ao contrário, alinhamento de planetas, dente de ouro, unção do riso, unção do emagrecimento, visões celestiais, correntes, vigílias, fogueira santa e os votos. Infelizmente a cada dia a lista só aumenta. Expressões ritualistas que evidenciam que poucos estão dispostos à peregrinação do discipulado, preferindo intervenções instantâneas do mundo espiritual, resolvendo questões como num passe de mágica, numa só oração, numa noite apenas, sob a benção do guru de plantão e a ministração de um espírito qualquer, supostamente o Espírito Santo.
2. PARADIGMA COPORPORATIVO - A ênfase está na utilização de ferramentas e recursos da administração moderna. A promoção do planejamento estratégico. Publico alvo, visão, valores, estratégias…. Programas com projetos e atividades. Lideranças cada vez menos espirituais e mais moldadas nos parâmetros empresariais.
Obs: não sou contra o uso de ferramentas, acredito que elas sejam muito úteis, porém precisamos entender o lugar delas em nossa Comunidade e caminhada. Algo que funcionou muito bem nos EUA, não precisa ser recriado ou copiado no Brasil.
3. PARADIGMA COMUNITÁRIO - O fato é que apenas na dimensão comunitária a Igreja pode fazer frente aos desafios contemporâneos.
É na vida de comunhão e na trilha dos relacionamentos de intimidade que vencemos a tirania do mercado e construímos uma realidade transcendente a ilusão do marketing religioso. Onde o evangelho não é tratado como produto, mas como poder de Deus para abençoar pessoas. É na vida em comunhão que superamos a falência das instituições; quer pelos vínculos afetivos que vão se formando, quer pela ação solidária que oferece ao povo uma alternativa de serviço e apoio em detrimento de um Estado falido e corrompido. É na vida de comunhão que desmascaramos o institucionalismo religioso; fazendo as pessoas serem valorizadas acima da agenda, dos programas e dos projetos. É na vida de comunhão que somos constantemente desafiados a sair de nossa zona de conforto individual e nos colocar a caminho do encontro. Por que comunhão acontece no coletivo e não no individual. E na vida em comunhão que o Reino de Deus ganha densidade, e agenda de justiça e fraternidade pode ser concretizada como profecia contra todas as propostas de saúde social.
É na vida de comunidade que se constrói a rede de serviço por meio da qual os pobres são supridos em suas faltas, e os ricos encontram caminho de doações que resultam em benefícios reais aos destinatários da oferta. É na vida de comunhão que a fé é alimentada, quer pelo constante encorajamento mutuo, quer pela possibilidade de suporte ao fraco, consolo ao desanimado, respostas aos questionamentos, oportunidades aos que caíram;
É na vida em comunhão que fazemos frente ao espiritualismo esotérico e ao misticismo desencarnado, fazendo pontes entre céus e terra, uma vez que o contato com Deus há de ser antes e depois de tudo, um contato com o próximo e o irmão.
Imagino a Igreja, não como uma alternativa para sociedade, mas como a sociedade alternativa.
A relevância da igreja neste mundo implica necessariamente a construção de comunidades. Isto não é tão obvio, pois a igreja vive entre três paradigmas funcionais: Carismático, coorporativo e comunitário – e dos três, o COMUNITÁRIO é o menos favorecido e mais negligenciado!
1. PARADIGMA CARISMÁTICO - A ênfase na manipulação dos poderes espirituais visando a solução de problemas e o acesso ao conforto. O movimento da batalha espiritual, que inclui a quebra de maldições, oração de renúncia, descarrego e outras barbaridades. Ajuntamentos onde há fogo santo no altar e unção sobre a massa, a ênfase nos fenômenos e seus modismos cíclicos: tipo disco ao contrário, alinhamento de planetas, dente de ouro, unção do riso, unção do emagrecimento, visões celestiais, correntes, vigílias, fogueira santa e os votos. Infelizmente a cada dia a lista só aumenta. Expressões ritualistas que evidenciam que poucos estão dispostos à peregrinação do discipulado, preferindo intervenções instantâneas do mundo espiritual, resolvendo questões como num passe de mágica, numa só oração, numa noite apenas, sob a benção do guru de plantão e a ministração de um espírito qualquer, supostamente o Espírito Santo.
2. PARADIGMA COPORPORATIVO - A ênfase está na utilização de ferramentas e recursos da administração moderna. A promoção do planejamento estratégico. Publico alvo, visão, valores, estratégias…. Programas com projetos e atividades. Lideranças cada vez menos espirituais e mais moldadas nos parâmetros empresariais.
Obs: não sou contra o uso de ferramentas, acredito que elas sejam muito úteis, porém precisamos entender o lugar delas em nossa Comunidade e caminhada. Algo que funcionou muito bem nos EUA, não precisa ser recriado ou copiado no Brasil.
3. PARADIGMA COMUNITÁRIO - O fato é que apenas na dimensão comunitária a Igreja pode fazer frente aos desafios contemporâneos.
É na vida de comunhão e na trilha dos relacionamentos de intimidade que vencemos a tirania do mercado e construímos uma realidade transcendente a ilusão do marketing religioso. Onde o evangelho não é tratado como produto, mas como poder de Deus para abençoar pessoas. É na vida em comunhão que superamos a falência das instituições; quer pelos vínculos afetivos que vão se formando, quer pela ação solidária que oferece ao povo uma alternativa de serviço e apoio em detrimento de um Estado falido e corrompido. É na vida de comunhão que desmascaramos o institucionalismo religioso; fazendo as pessoas serem valorizadas acima da agenda, dos programas e dos projetos. É na vida de comunhão que somos constantemente desafiados a sair de nossa zona de conforto individual e nos colocar a caminho do encontro. Por que comunhão acontece no coletivo e não no individual. E na vida em comunhão que o Reino de Deus ganha densidade, e agenda de justiça e fraternidade pode ser concretizada como profecia contra todas as propostas de saúde social.
É na vida de comunidade que se constrói a rede de serviço por meio da qual os pobres são supridos em suas faltas, e os ricos encontram caminho de doações que resultam em benefícios reais aos destinatários da oferta. É na vida de comunhão que a fé é alimentada, quer pelo constante encorajamento mutuo, quer pela possibilidade de suporte ao fraco, consolo ao desanimado, respostas aos questionamentos, oportunidades aos que caíram;
É na vida em comunhão que fazemos frente ao espiritualismo esotérico e ao misticismo desencarnado, fazendo pontes entre céus e terra, uma vez que o contato com Deus há de ser antes e depois de tudo, um contato com o próximo e o irmão.
Imagino a Igreja, não como uma alternativa para sociedade, mas como a sociedade alternativa.
Adaptado por Juliano Fabrício (Fonte: Milton Paulo)
