Disse Jesus certa vez: "Em tudo, faça aos outros o que você quer que eles lhe façam; nisto se resumem a lei e os profetas". Essa máxima ética, que já era encontrada na antiguidade em outros como no estóico Sêneca (“age com o teu inferior como gostarias que o teu superior agisse contigo”), é de certa forma reinterpretada por Jesus que aliada ao "Ama ao teu próximo como a ti mesmo" se tornou uma poderosa prerrogativa para a práxis cristã.
No mês de fevereiro desse ano, todos vimos a aplicação desta regra (que é conhecida como Regra de Ouro) com os cristãos do Egito. Eles fizeram um cordão de isolamento para protegerem os muçulmanos durante o período de orações destes. Vale ressaltar que dezenas de cristãos foram mortos em um atentado com um homem bomba muçulmano e ainda durante os protestos contra o ditador Mubarak, cristãos foram mortos por extremistas muçulmanos se aproveitando do caos instalado. Os seguidores egípcios de Cristo parecem que entenderam bem as palavras de seu mestre.
Há também um filme nacional que passou a algum tempo que ilustra bem essa situação: o campeão de bilheterias "Se eu fosse você". Nele, um casal a beira do divórcio tem uma inusitada experiência: eles trocam de corpo. O homem acorda com o corpo da mulher e vice-versa. O filme que já é um tema recorrente em Hollywood, é interessante por mostrar que o casal, através da troca, começou a enxergar a vida através dos olhos do outro, vendo assim melhor. Eu penso que se todos nós tivéssemos uma experiência como essa, seriamos mais tolerantes com os que julgamos serem diferentes, mesmo que de fato sejamos diferentes. Haveria mais respeito com outras religiões, opções sexuais, culturas, etc. Deveria o cristianismo ser a voz mais alta na luta pelos direitos de todas as minorias, já que um dia, se é que lembramos disso, já fomos uma. Respeitar implica dizer que todos têm direitos à liberdade de escolha, mesmo que discordemos destas.
Precisamos, de uma vez por todas, entender que a ética cristã, é perpassada necessariamente por este princípio e que ignorá-lo é viver um evangelho incompleto.
Adaptado Juliano Fabricio Via
No mês de fevereiro desse ano, todos vimos a aplicação desta regra (que é conhecida como Regra de Ouro) com os cristãos do Egito. Eles fizeram um cordão de isolamento para protegerem os muçulmanos durante o período de orações destes. Vale ressaltar que dezenas de cristãos foram mortos em um atentado com um homem bomba muçulmano e ainda durante os protestos contra o ditador Mubarak, cristãos foram mortos por extremistas muçulmanos se aproveitando do caos instalado. Os seguidores egípcios de Cristo parecem que entenderam bem as palavras de seu mestre.
Há também um filme nacional que passou a algum tempo que ilustra bem essa situação: o campeão de bilheterias "Se eu fosse você". Nele, um casal a beira do divórcio tem uma inusitada experiência: eles trocam de corpo. O homem acorda com o corpo da mulher e vice-versa. O filme que já é um tema recorrente em Hollywood, é interessante por mostrar que o casal, através da troca, começou a enxergar a vida através dos olhos do outro, vendo assim melhor. Eu penso que se todos nós tivéssemos uma experiência como essa, seriamos mais tolerantes com os que julgamos serem diferentes, mesmo que de fato sejamos diferentes. Haveria mais respeito com outras religiões, opções sexuais, culturas, etc. Deveria o cristianismo ser a voz mais alta na luta pelos direitos de todas as minorias, já que um dia, se é que lembramos disso, já fomos uma. Respeitar implica dizer que todos têm direitos à liberdade de escolha, mesmo que discordemos destas.
Precisamos, de uma vez por todas, entender que a ética cristã, é perpassada necessariamente por este princípio e que ignorá-lo é viver um evangelho incompleto.
Adaptado Juliano Fabricio Via