Nossos olhos não estão fitos em Deus. No fundo somos pelagianos** praticantes. Cremos que somos capazes de nos erguermos do chão puxando nossos próprios cadarços – que somos, de fato, capazes de fazê-lo sozinhos.
Mais cedo ou mais tarde somos confrontados com a dolorosa verdade da nossa inadequação e da nossa insuficiência. Nossa segurança é esmagada e nossos cadarços, cortados. Uma vez que o fervor passa, a franqueza e a infidelidade aparecem.
Descobrimos nossa incapacidade de acrescentar uma polegada que seja a nossa estatura espiritual. Começa então um longo inverno de descontentamento que, eventualmente, floresce em depressão, pessimismo e um desprezo sutil: sutil porque permanece não-diagnosticado e não-percebido, e, portanto, não-confrontado. Ela assume a forma de tédio e trabalho forçado. Somos esmagados pela normalidade da vida, pelas tarefas diárias executadas à exaustão.
Secretamente admitimos que o chamado de Jesus é exigente demais, que a entrega ao Espírito Santo está além do nosso alcance. Passamos a agir como todo mundo. A vida assume uma qualidade vazia e desprovida de contentamento.
...Algo está muito errado...
Nosso afã de impressionar Deus, nossa luta pelos méritos de estrelas douradas, nossa afobação por tentar consertar a nós mesmos ao mesmo tempo em que escondemos nossa mesquinharia e chafurdamos na culpa, são repugnantes para Deus e uma negação aberta do evangelho da graça.
Espero que essa reflexão possa nos mostrar o quanto estamos errados em nossa caminhada... Como diz o Pastor Paulo Jr. “Não adianta estarmos no caminho se estivermos no sentido errado...” Pense nisso!
[**Seguidores de Pelágio (c. 400 d.C.), que colocava o livre-arbítrio humano acima da iniciativa de Deus e ensinava que cada cristão deveria conquistar a salvação pela conduta meritória voluntária.]
Juliano Fabricio
Mais cedo ou mais tarde somos confrontados com a dolorosa verdade da nossa inadequação e da nossa insuficiência. Nossa segurança é esmagada e nossos cadarços, cortados. Uma vez que o fervor passa, a franqueza e a infidelidade aparecem.
Descobrimos nossa incapacidade de acrescentar uma polegada que seja a nossa estatura espiritual. Começa então um longo inverno de descontentamento que, eventualmente, floresce em depressão, pessimismo e um desprezo sutil: sutil porque permanece não-diagnosticado e não-percebido, e, portanto, não-confrontado. Ela assume a forma de tédio e trabalho forçado. Somos esmagados pela normalidade da vida, pelas tarefas diárias executadas à exaustão.
Secretamente admitimos que o chamado de Jesus é exigente demais, que a entrega ao Espírito Santo está além do nosso alcance. Passamos a agir como todo mundo. A vida assume uma qualidade vazia e desprovida de contentamento.
...Algo está muito errado...
Nosso afã de impressionar Deus, nossa luta pelos méritos de estrelas douradas, nossa afobação por tentar consertar a nós mesmos ao mesmo tempo em que escondemos nossa mesquinharia e chafurdamos na culpa, são repugnantes para Deus e uma negação aberta do evangelho da graça.
Espero que essa reflexão possa nos mostrar o quanto estamos errados em nossa caminhada... Como diz o Pastor Paulo Jr. “Não adianta estarmos no caminho se estivermos no sentido errado...” Pense nisso!
[**Seguidores de Pelágio (c. 400 d.C.), que colocava o livre-arbítrio humano acima da iniciativa de Deus e ensinava que cada cristão deveria conquistar a salvação pela conduta meritória voluntária.]
Juliano Fabricio
