Há uma passividade injusta atribuída a José.
O marido semi-enganado pelo Espírito Santo que se conforma, o esposo paciente que na teologia católica tolera a ausência da consumação física do seu casamento, o pai do Messias por empréstimo. Ao ler a Bíblia encontramos outra pessoa. Um noivo que tomava a iniciativa de afastar-se de Maria para proteger-lhe a reputação, um chefe de família executando um plano de fuga para o Egito, um pai impaciente pelo desaparecimento do filho pré-adolescente para discutir religião no Templo.
Suspeitamos que essa opacidade cultural de José tem mais a ver com o deslumbramento inculto com as velhas insinuações matriarcais (que no imediato limpam lágrimas pagãs) que com os espaços preenchidos ou nem tanto da Palavra. Ler é um compromisso com um consolo que pode demorar.
Redescobrir José é festejar a fidelidade de Deus. Afinal, sem o marido de Maria, Jesus não seria linhagem de Davi. Há muito pai para o Messias.
Como já dizia Ariovaldo Ramos “José foi o maior de todos os servos de Deus, porque a ele Deus confiou o seu próprio filho, e foi a ele que o filho de Deus chamou de pai”.
Juliano Fabricio
Como já dizia Ariovaldo Ramos “José foi o maior de todos os servos de Deus, porque a ele Deus confiou o seu próprio filho, e foi a ele que o filho de Deus chamou de pai”.
Juliano Fabricio
