E aí temos Jesus. Como mestre religioso, as pessoas esperavam que ele defendesse o status quo. Sua ortodoxia era medida em função da sua disposição de se amoldar a religião estabelecida. Qualquer expressão ou aplicação das Escrituras que não estivesse de acordo com as políticas os procedimentos já estabelecidos era considerada heresia. Segundo a análise de Jesus, a Palavra de Deus foi transformada em um instrumento de morte, e não de vida. Seu alerta de que a palavra escrita é morta, mas o Espírito vivifica explica e esclarece todas as ações de Jesus. Para ele, a Palavra de Deus era viva e ativa. Quando lida com um coração humilde, a Palavra de Deus gera uma interação dinâmica entre Deus e os homens.
A obediência às Escrituras descenda seu mistério. Jesus estava estabelecendo uma interpretação missiológica, ao passo que os religiosos de seu tempo assumiam uma interpretação teológica. Falando de maneira bem objetiva, se a Bíblia não promove mudança, é sinal de que não foi devidamente compreendida. Jesus expunha essa realidade sem misericórdia. Ele condenou o povo de Deus por abandonar sua Palavra e priorizar as tradições humanas. Ao longo de toda s sua vida, ele rejeitou sistematicamente as mais sagradas interpretações judaicas. Foi acusado de transgredir a lei do sábado por curar nesse dia. Foi chamado “glutão” por celebrar a vida. Foi considerado amigo de pecadores simplesmente porque era, de fato, amigo de pecadores. Ele tratava os cobradores de impostos como se pudessem ter acesso a misericórdia de Deus. E foi açoitado pelo frequentadores do templo como se fosse uma abominação.
Jesus desconstruiu a religião de Israel e apresentou a religião de Deus. Por que deveríamos nos surpreender com o fato da igreja do Novo Testamento se concentrar em mudanças radicais? Desde o nascimento, a igreja é fruto de uma mudança radical.
Erwin McManus em seu livro Uma Força em Movimento via
