Queremos impressionar as pessoas! Fazemos isso porque somos carentes de atenção. Uma carência originada da necessidade de sermos aceitos nos diversos grupos que fazem parte da nossa rotina. Afinal, o homem é um ser social. A nossa vida se desenvolve e é mais segura quando estamos inseridos e aceitos em um grupo de pessoas. É ali que elevamos o nosso conhecimento e experimentamos níveis elevados de sentimentos bons e ruins.
E é essa dependência do outro que deveria nos motivar. Neste exato momento, perto ou longe de você, há pessoas inseguras e carentes de atenção. Pessoas com traumas psicológicos, com problemas familiares, discriminadas, com fome e sede. Ninguém que seja tão diferente de você, mas pessoas sem as respostas que temos. Basta dar uma volta pela rua. Observe seus colegas de trabalho ou dentro da sua própria casa. Analise as manifestações espontâneas no Facebook e no Twitter. Há pessoas pedindo ajuda e você nem percebe…
Mas assim como está escrito em Mateus 6, não sejamos hipócritas. Ajude sem fazer alarde. Nem antes, nem depois. Perceba que, se a sua motivação for dependente dos aplausos de um público, você somente ajudará se for recompensado com os aplausos da plateia. Se isso não acontecer, você irá buscar outra fonte para suprir a sua carência de atenção. E pode apostar: isso vai acontecer! Afinal, nem sempre um ótimo show é compreendido pelo público. Tudo depende do contexto.
Enquanto isso, muitas pessoas continuarão pedindo ajuda para quem não quer usá-la como moeda de troca. E se você tem dificuldade para ajudar, comece e termine pela oração. Depois, ajude alguém próximo a você. Quem sabe um anônimo? Com o passar do tempo, seus olhos estarão acostumados a presenciar ações boas. E assim como está ressaltado em Mateus 6:22-23, o seu corpo também se encherá com pensamentos e sentimentos bons. A partir daí, tudo ficará mais fácil…
Juliano Fabrício em outrasfronteiras
