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| O lobo é quem não deixa você encontrar o Caminho |
Há pelo menos três episódios que eu preciso compartilhar. Faz algum tempo, um amigo me pediu com voz chorosa que eu orasse por ele, pois havia terminado com seu namorado. Era a primeira vez que aquilo acontecia comigo. Quando estava respondendo que iria orar, ele mais que depressa disse: “Já sei, você vai dizer que é pecado”. Eu disse que iria orar para que a vontade de Deus acontecesse, mas que iria ficar tudo bem.
Em outra ocasião fui fazer um som numa igreja, aquilo que os evangélicos chamam de “ministrar o louvor” do culto. Nesse dia circulava na imprensa uma notícia favorecendo a causa homossexual (como tem que ser chamado agora?). Na saída, um rapaz que eu conhecia me perguntou se o pastor havia dito alguma coisa sobre a notícia. Eu olhei meio surpreso e respondi que não. Pelo que conversamos rapidamente, parece que ele queria que a igreja evangélica dissesse algo como: a partir de agora nós vamos acatar a decisão judicial e aceitar melhor a relação dos homossexuais. Como isso não aconteceu, ele ficou bem decepcionado.
A última foi uma pessoa que, após começar namorar outra do mesmo sexo, me excluiu de sua rede social e me evitou. Eu mandei uma mensagem dizendo que independente de qualquer coisa em sua vida, eu a amava do jeito que ela era e vivia. Talvez por achar que sou envolvido com teologia, pregações, reunião de grupos e essas coisas ligadas normalmente ao cristianismo, fosse rechaçá-la, ou algo assim. Não iria.
Sendo um homem negro, eu sei o que é preconceito. Eu sei o que é ouvir piadinhas. Eu sei o que é ser o único daquele tipo num recinto. E se tem uma coisa que nunca ninguém vai entender, é o que você sente. Então, não se ofenda muito com isso. Siga enfrente com sua personalidade.
Não é todo mundo que sabe receber alguém diferente. Há pouco tempo tentei encontrar um emprego para um amigo que é todo tatuado. Foi muito difícil. Já ouvi de uma garota que eu era legal e tudo, mas não era do mesmo “biotipo” dela. Lembro na época da faculdade, quando um amigo, que era gay, vinha me cumprimentar me abraçando e me dando um beijo no rosto, com aquela barba toda espetada (Rs). Nem todo mundo recebe de bom grado. Alguns estão torcendo o nariz agora.
Os religiosos vão encontrar na Bíblia textos para condenar qualquer pessoa. Pretos, tatuados, funkeiros, roqueiros, bêbados, fisiculturistas, dançarinas, nerds, ricos, pobres, gays, lésbicas e simpatizantes. Então, não se preocupe com isso, pois o próprio Jesus disse que “a letra mata”. Vai te matar se você ficar preocupado com o julgamento de alguma pessoa que esteja usando a Bíblia para isso.
Você tem uma fé e a direciona a Deus, conhecido através de Jesus. Continue com essa fé sem se preocupar com o “cristianismo” que te condena e te acusa. Acredite, Jesus não criou essa religião e tem muito mais haver contigo do que com essa elite “super santa” de religiosos que querem ver mais gente no inferno do que no seu “céuzinho particular”.
Talvez você pergunte: mas Wil, como eu tenho que viver? Continue se voltando para Ele, pois Jesus disse que “o Espírito da verdade nos guiará a toda verdade” (João 16:13). Então, é o Espírito que vai te guiar, te orientar, dizer o que você precisa manter ou mudar, como Ele diz para qualquer um que o deseja.
Continue buscando a Deus. Em grupo ou sozinho. “Deus amou o mundo para TODO aquele que nele crê não pereça”. Todo. Entendeu? Então, não ouça as vozes que te condenam. O único que poderia te condenar, não o fez. Ele deu a própria vida para salvar a sua agora. Isso sem você depender de religião alguma.
O desafio para quem crê em Jesus, apesar desse cristianismo perverso que há séculos vem escravizando o povo, é arrancar de sua fé a roupagem dessa religião. Encontrar o Jesus que “deu, para aqueles que crêem no seu nome, o poder de serem chamados filhos de Deus” (João 1:12). Você não precisa de registro em cartório, em templos, ou outorgação de homem algum. A religião quer reter isso de você, mas não pode. A vida eterna é sua, sã e salva. Continue vivendo sua fé, pois você é amado por Deus.
W.Wil é culpado de ter escrito o romance:
“O Reino Perdido – A versão subversiva…”
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