...se em algum momento nutrimos expectativas de perfeição, de que o amor pelo outro nos basta, que a paixão sobrevive a tudo, que até que a morte nos separe, amiga e amigo, sente aí que vou lhe dizer: caiu tudo por terra.

Relação a dois é um constante descobrir-se em lugares jamais imaginados; é descobrir o outro em lugares inesperados. Diria que é uma sequência de sustos entremeada por algumas doses de calmaria.

Vanessa é uma mulher muito mais incrível, hoje, do que aquela que conheci. {JÁ NÃO É A MESMA}

Carrega as mesmas essências, mas é outra mulher. {sem bem que agora com essências novas. kkk}

E amanhã, acredite em mim, será outra.

E depois outra.

E assim seguirá. {las que pensam...}

Talvez minha grande descoberta sobre estar junto com alguém seja esta: a que estaremos diante de alguém que vai mudar todos os dias e que isso nos revelará verdadeiramente suas luzes e sombras. {e é com elas que iremos nos relacionar}.

O mesmo serve para MIM.

Todo dia me transformo, recolho cacos, choro, conquisto, sigo, volto, caio, cato os cacos, fico inteiro um tempo, erro, cago, falo, calo – eita, estou contando minha vida inteira numa única frase – me apaixono de novo por aquela pessoa que se transformou bem diante dos meus olhos, não a reconheço, idealizo, desmorono, perdoo e sou perdoado, sigo.

Escolho seguir todo dia com Vanessa, até aqui, por motivos distintos e de forma distinta.

Hoje, 05 de setembro de 2020, diria que escolho seguir com Vanessa por ela ter se transformado numa mulher livre e diria também que escolho ficar com ela sabendo que ela é livre e que nossa relação não tem controle ou garantia alguma. {isso assusta os homens}

UFA!!!!! Sorte a minha!!!!! No mundo das buscas da perfeição (uma falácia/fake) encontrar um par que não é parte, é inteireza: tu. E que me olha também assim, inteiro. Imperfeitamente inteiro. Sorte a minha. Não é todo homem, não é [...]

Ps1: Eu que lute!!!!   ....lutando por você.

Ps2: Um marido absolutamente imperfeito, mas completamente disponível para ser. TE AMO.




Nosso amor é feito zinco. #ZN {explico}

Classificado como algo em transição ainda que estritamente não seja. É um elemento pouco abundante na crosta terrestre [temos notado isso nas relações que nos cercam], porém pode ser obtido com facilidade. [no nosso caso transborda...].

Nosso amor, como o zinco tem uma coloração linda arde no ar como chama. Sempre está protegido contra corrosões, sempre fornece uma capa protetora. Sempre nos isola de gente chata.

Nosso amor é como zinco quando também reage a qualquer coisa sem perder as propriedades fundamentais, não nos oxidamos nunca. Esse ato de reagir nos agiganta.

Também estamos abertos a sempre nos dissolver. Apresentamos grande resistência a deformações [nosso caráter é prova disso].

Enfim o nosso amor está preservado devido aos nossos sacrifícios mútuos. Nos preservamos um em favor do outro. ZINCO PURO.

Ps: é lógico que mesmo zincado os porquês continuam: 

porque apesar da torcida de muitos, a gente não tropeçou;
porque a justiça falha;
porque os filhos crescem;
porque a nossa fila sempre é a mais demorada;

porque alguém esqueceu que o fogo estava alto;
porque o agir correu muito e chegou antes do pensar;
porque o edredom virou panqueca;
porque tanta roupa para passar;

porque acabou o leite;
porque o time perdeu;
porque o micro-ondas não funciona mais;
porque a cama faz tanto barulho;

porque choveu;
porque nem sempre o livro termina como deveria;
porque o tempo passou depressa demais no fim de semana;
porque não deu pra viajar;

porque não tem mais sorvete;
porque não dá para brincar mais um pouco;
porque alguém deu as costas;
porque nem sempre temos asas;

porque era segunda-feira;
porque a água estava fria;
porque não era verdade;
Por que a gente fica triste?

Bom, porque às vezes algo sai errado.


Para esses momentos, quando a tristeza achar que pode entrar sem bater, guarde essa palavra: 

♥AMOR♥ 

♥Apesar de tantos porquês, vamos sim celebrar as risadas, os sorrisos, as gargalhadas. Vamos relembrar todos os cheiros, todos os perfumes, os olhares, os segredos...



...canção chamada Dueto: “Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas/Os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos/Profetas, sinopses, espelhos, conselhos/Se dane o evangelho e todos os orixás/Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz”. 
Chico Buarque, o autor. 

A gente é teimoso, tinhoso, persevera. A gente é leve, livre, voa. A gente se escuta, a gente silencia, a gente canta. A gente ri junto — que é melhor que falar a mesma língua. Ela é a melhor pessoa que conheço e, mesmo sem conhecer todas as pessoas que estão por aí, digo: ela é a melhor pessoa. Já achei que eu tinha sorte, já achei que eu nem merecia tanto, já achei que todos os desencontros que a gente viveu deveriam ter uma razão. E têm. Este reencontro eterno — seja lá o que o tempo queira dizer com isso, eterno. Sabe, filhos, precisava dizer isso antes que você entenda demais sobre a vida e tente arrazoar sobre coisas tão grandes quanto o amor. 

Ps: dane-se também as luas. [kkkkkk] - Feliz bodas de cerâmica. Te amo tanto... 


Ps: é os porquês continuam: 

porque apesar da torcida de muitos, a gente não tropeçou; 

porque a justiça falha; 

porque os filhos crescem; 

porque a nossa fila sempre é a mais demorada; 


porque alguém esqueceu que o fogo estava alto; 

porque o agir correu muito e chegou antes do pensar; 

porque o edredom virou panqueca; 

porque tanta roupa para passar; 


porque acabou o leite; 

porque o time perdeu; 

porque o microondas não funciona mais; 

porque a cama faz tanto barulho; 


porque choveu; 

porque nem sempre o livro termina como deveria; 

porque o tempo passou depressa demais no fim de semana; 

porque não deu pra viajar; 


porque não tem mais sorvete; 

porque não dá para brincar mais um pouco; 

porque alguém deu as costas; 

porque nem sempre temos asas; 


porque era segunda-feira; 

porque a água estava fria; 

porque não era verdade; 

Por que a gente fica triste? 


Bom, porque às vezes algo sai errado. 


Para esses momentos, quando a tristeza achar que pode entrar sem bater, guarde essa palavra: ♥AMOR♥ 

♥ Apesar de tantos porquês, vamos sim celebrar as risadas, os sorrisos, as gargalhadas. Vamos relembrar todos os cheiros, todos os perfumes, os olhares, os segredos. Vamos perpetuar os toques, os gestos, os beijos, os suspiros, sussurros e desejos. (uiiiiiiiii!!!!!!!)


Jesus bem disse: 
“Ouvistes o que foi dito aos antigos; eu porém vos digo…” 

O deus pintado nas paredes do templo não combinava com o Deus que Jesus via. 

O deus sobre o qual ele falava era horrível às pessoas boas e defensoras dos bons costumes. Dizia que as meretrizes entrariam no reino à frente dos religiosos. Que os beatos eram sepulcros caiados: por fora brancura, por dentro fedor. Que o amor vale mais que a lei. Que as crianças são mais divinas que os adultos. Que Deus não precisa de lugares sagrados – cada ser humano é um altar, onde quer que esteja.

E ele fazia isso de forma mansa. Contava estórias. A uma delas deram o nome de Parábola do Filho Pródigo... é sobre um pai e dois filhos. Um deles, o mais velho, todo certo, de acordo com o figurino, cumpridor de todos os deveres, trabalhador.

O outro, mais novo, malandro, gastador irresponsável. Pegou a sua parte da herança adiantada e se mandou pelo mundo, caindo na farra e gastando tudo. Acabou o dinheiro, veio a fome, foi tomar conta de porcos. Aí se lembrou da casa paterna e pensou que lá os trabalhadores passavam melhor do que ele. Imaginou que o pai bem que poderia aceitá-lo como trabalhador, já que não merecia mais ser tido como filho. Voltou. O pai o viu de longe. Saiu correndo ao seu encontro, abraçou-o e ordenou uma grande festa, com música e churrasco. Para os pintores de parede, a estória poderia ter terminado aqui. Boa estória para exortar os pecadores a se arrepender. Deus perdoa sempre. Mas não é nada disso. Tem a parte do irmão mais velho. Voltou do trabalho, ouviu a música, sentiu o cheiro de churrasco, ficou sabendo do que acontecia, ficou furioso com o pai, ofendido, e com razão. Seu pai não fazia distinção entre credores e devedores. Fosse o pai como um confessor e o filho gastador teria, pelo menos, de cumprir uma penitência.

A parábola termina num diálogo entre o pai e o filho justo. Mas o suspense se resolve se entendermos as conversas havidas entre eles. Disse o filho mais moço: – Pai, peguei o dinheiro adiantado e gastei tudo. Eu sou devedor, tu és credor. Respondeu-lhe o pai: – Meu filho, eu não somos débitos. Disse o mais velho: – Pai, trabalhei duro, não recebi meus salários, não recebi minhas férias e jamais me deste um cabrito para me alegrar com os meus amigos. Eu sou credor, tu és devedor. Respondeu-lhe o pai: – Meu filho, eu não somo créditos.

Os dois filhos eram iguais um ao outro, iguais a nós: somavam débitos e créditos. O pai era diferente. Jesus pinta um rosto de Deus que a sabedoria humana não pode entender. Ele não faz contabilidade. 

Não soma nem virtudes nem pecados.

Assim é o amor. Não tem porquês. Sem-razões. Ama porque ama. Não faz contabilidade nem do mal nem do bem. Com um Deus assim, o universo fica mais manso. E os medos se vão. Nome certo para a párábola: “Um pai que não sabe somar”. Ou: “Um pai que não tem memória”.

Juliano Fabricio 
lendo Rubem Alves
(Sonhando em ter tempo para aprender a vagabundear.)


Hoje faz 8 anos que a Sophia nasceu. 

Nessa mudança que o tempo traz, a nossa surpresa e amor também crescem, tendo diariamente diante dos nossos olhos uma encenação por vezes tranquila, por vezes agitada, por vezes maluquinha e sempre cheia de vida, dando essa incomparável ideia divina que é dar vida. A história da Sophia é também a minha história e isso é uma maravilha...confiram:

Sophia é uma tímida esbaforida. Exatamente como eu.

Aquela figura atrapalhada que tenta não chamar atenção e acaba atraindo o dobro do apelo. Ela não consegue achar um par de meias bem em frente do seu nariz.

Sophia é uma maluquinha. Exatamente como eu.

Ela passa o dia inteiro falando, falando, falando. É sério...ela faz isso tomando banho, assistindo tv, comendo, mais ou menos uma hora antes de pegar no sono em sua caminha, durante todo o trajeto para visitar os avôs em Araguari e por incrível que pareça ela consegue conversar escovando os dentes.

Sophia é ansiosa. Exatamente como eu.

Para ir a algum lugar ou evento, não serve o amanhã, para ganhar um abraço, para combinar uma festa, briga e grita como uma louca. O que mais desagrada na história do mundo é a paciência. Tem uma pressa para ser feliz. O amor é para ontem, hoje é tarde.

Sophia é distraída. Exatamente como eu.

Não que tenha problema de atenção, é o contrário, um excesso de escuta, acompanha duas ou três conversas simultaneamente e pretende participar de todas. (Temos que ter até cuidado)

Sophia é criativa. Exatamente como eu.

Desenha como poucos e é apaixonado por leitura. Com certeza vai ser um subversiva.

Sophia tem meus olhos grandes e redondos, minha paixão por viver, meu receio de cachorros, minha curiosidade pelas geladeiras das avós, minha inclinação por roupas coloridas e extravagantes.

Mas sou mais pai quando minha filha não se parece comigo. Quando ela não me repete. Quando ela é ela e mais ninguém.

Sophia... Por isso hoje quero uma vez mais reafirmar que não iremos desperdiçar as nossas vidas correndo atrás de coisas passageiras, ao contrário nós escolheremos sempre ouvir e obedecer a Deus. Mesmo quando nosso coração vacilar ou mesmo quando nem tudo fizer sentido, com todas as nossas limitações e inconstâncias, conseguiremos permanecer de pé. 

Tenha a certeza de que não somos bons, aptos ou preparados. Simplesmente a misericórdia de Deus se estendeu sobre nós todos os dias e hoje é um dia desses. E você chegou a 8 anos e já faz parte disso tudo. 

E para terminar filha quero deixar uma frase pra você que é a mesma que sempre digo para a sua mãe. “filha tudo vai dar certo!!!”

Te amamos Sophia - Juliano Fabricio, Vanessa, José Miguel e Maria Flor.


//juntou Platão e Guimarães Rosa e vive repetindo: só sei que nada sei, mas desconfio de muita coisa// 

Nunca aceitei esta cadeira: pai-inspiração. 

Ser pai de três já é uma tarefa e tanto. Ser inspiração, impossível. Sempre preferi sentar na cadeira do lado oposto, de quem observa ao redor e se inspira nos outros.

Inspirar. Inspirei – puxei oxigênio para dentro dos pulmões e pensei na responsabilidade de ser pai. E pensei que a gente precisa mesmo deste outro oxigênio. 

Obrigado pelos filhos que vocês são e serão, 

Obrigado a cada pai que cruza o meu caminho é me inspira, 

Obrigado por dividir mesas, cervejas, angústias e conquistas. 

Enfim... obrigado por serem os melhores balões de oxigênio. 


E a vocês, filhos, mais do que a qualquer um, obrigado por me inspirarem a inspirar alguém, mesmo que não sejam vocês.

Juliano Fabricio
pai com muita transpiração/inspiração...


Nossos “movimentos” sempre ficam no caminho do movimento de Deus 

“O reino de Deus não começa com nossos movimentos ou protestos. Ele é a revolução anterior a todas as revoluções, assim como é anterior a ordem vigente”. Barth

Os homens nunca podem fazer do “ponto de vista de Deus o seu próprio ponto de vista partidário” e portanto, nenhum grupo ou indivíduo simplesmente se coloca do lado de Deus contra os outros... 

Todas as diferenças humanas – entre religiosos e irreligiosos, os morais e imorais – tornam-se relativas... 

O reino de Deus não é “uma rebelião dentro do velho período de existência, mas o nascer de um novo”; não é “um desenvolvimento com possibilidades prévias, mas a nova possibilidade de vida. ” Portanto, há uma clara distinção entre o reino de Deus e todas as tentativas humanas de reforma... 

Mas também há uma clara distinção entre este Reino e a religião e as possibilidades morais dos homens: 

“eles não criam nada de novo”

Todos os grupos, tendências e “movimentos” cristãos de nosso tempo não podem continuar com o que estão fazendo. [Com eles,] “tudo sempre foi determinado sem Deus... [o que significa que,] qualquer coisa que se siga, não pode ser uma nova ação ou ajuda na parte de Deus. Em últimos casos, tudo isso vai se provar como uma reforma, ou a velha situação com uma nova máscara.

Do ponto de partida de Deus, quaisquer grupos que se levantem nesse sentido, são mais um obstáculo do que uma ajuda, pois continuam a iludir as pessoas sobre a necessidade de chegar ao Seu reino. 

Nossos “movimentos” sempre ficam no caminho do movimento de Deus; 
nossas ‘”causas” atrapalham a Sua causa; 

a riqueza da nossa ‘vida’ impede o crescimento tranquilo da vida divina no mundo... 

O colapso da nossa causa deve demonstrar que a causa de Deus é exclusivamente da responsabilidade dEle. 

Enfim... É onde nos achamos hoje. ” (Infelizmente)

Juliano Fabricio
Lendo algumas coisas do cara ai de baixo

Eberhard Busch (1937-), pastor e teólogo reformado suíço, foi o último assistente pessoal de Karl Barth na Basiléia até 1968. De 1969 a 1986, Busch pastoreou uma comunidade reformada em Argau, na Suíça. Desde 1986 é professor de Teologia Reformada na Universidade de Göttingen.


Os líderes que me inspiram à luta pelo bem, que não se silenciaram diante do mal e quando realizaram manifestações, estavam dispostos a apanhar e morrer, nunca a bater e matar. Homens como Ghandi, Luther King e Jesus de Nazaré.

Coragem é isso!

Os líderes que me inspiram a mudar o mundo, eram pacifistas e agiam diretamente para aliviar o sofrimento dos abandonados e explorados, seus atos eram o melhor discurso e não se corrompiam com o sistema político, usando como desculpa a luta pelos pobres. Pessoas como Madre Teresa, Ghandi, Mandela. 

Engajamento é isso!

Os líderes que me inspiram a lutar com integridade, não aceitavam o sistema mau, a começar em si mesmos; sabiam que eles deveriam “ser a mudança que queriam ver no mundo” e ao protestarem contra a corrupção, antes de limpar a sala dos poderosos, conclamavam à limpeza de suas próprias casas. Homens como Ghandi, que convocou os indianos ao embargo de consumo dos produtos ingleses, já que queriam se tornar independentes da Inglaterra. 

Limpeza social, começa em casa!

Sigo guiado não por rumores circunstanciais de uma política medíocre e caótica dos nossos dias, mas pela nuvem de testemunha de grandes exemplos que marcaram a história e, sobretudo, pelas pegadas de Jesus de Nazaré, meu Senhor e meu Mestre.



*Esta imagem do pastor demonstra, de maneira simples, que o legado de Luther King é eterno.
[Em nossos sonhos, profetas como Martin Luther King não serão raros.]

Só existe uma coisa que me perturba mais do que os pecados do passado: o pecado que não enxergo hoje. 

Foi preciso que houvesse a grandeza de um Martin Luther King Jr. para despertar a consciência de uma nação no século passado. 

O que nos impede, neste novo século, de criar a comunidade amorosa de justiça, paz e amor pela qual King lutou e morreu? 

Em quais questões atuais a Igreja teima em estar do lado errado?

Como King costumava dizer, a presença de injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar.

“Como qualquer pessoa, desejo uma vida longa. A longevidade tem seu lugar. Mas não estou preocupado com isto agora. Quero apenas fazer a vontade de Deus. E ele me permitiu que eu subisse ao monte. Olhei lá de cima e pude contemplar a Terra Prometida.

Pode ser que eu não entre lá com você, mas quero que você saiba esta noite que, como povo, nós entraremos na Terra Prometida. E por isso que estou feliz esta noite. Não estou preocupado com nada. Não temo homem algum. Meus olhos viram a glória do Senhor que vem.”

[Extraído da última fala de King, na cidade de Memphis, na noite anterior a seu assassinato]


Esta imagem que vi um dia desses bem que poderia ser algo que representasse a igreja que o Sr. King muito bem sonhou. Algo como a consumação do sonho de Luther King. “Eu Tinha um Sonho”, diz o texto. No sentido de um dever comprido em nossa geração.


Não importa o quanto a censura lute para esconder as palavras, o extraordinário sempre sobreviverá.


A imagem acima celebra o “I Have a Dream” formando o título do discurso com elementos da luta dos negros durante os anos (Click na imagem e repare no detalhe das aspas).

Juliano Fabricio
Um fã do Sr. King


• Por uma vida com mais expressos e menos congressos;

• Por uma vida com menos teologia e mais poesia;

• Por uma vida sem holofote, porem rodeada de velas;

• Por uma vida com menos palcos e mais mesas e festas;

• Por uma vida onde eu tenha um lar e não simplesmente uma casa pra morar;

• Por uma vida onde ainda que, eu AME mesmo assim;

• Por uma vida onde a diferença não produza divergência;

• Por uma vida que não se paute pela direita e nem pela esquerda; 
    (apenas uma vida centrada no AMOR);

• Por uma vida com menos cetros e mais toalhas;

• Por uma vida sem nenhum discurso e muito mais ação (sejamos + samaritano);

• Por uma vida com mais organismos e menos organizações;

• Por uma vida que o AMOR seja traduzido pelo número de beijos, abraços e cafunes;

• Por uma vida que abra mão de tudo pra estar presente em um simples almoço com quem se ama, sem estar com a cabeça e o tempo divido em outro lugar. (Alerta: Ao comer, muita gente está mais preocupada em planejar o que farão depois que acabarem de comer.);

• Por uma vida menos Fast e mais Slow; 

• Por uma vida sem trilhos rígidos e mais estradas para as caminhadas lentas, porem acompanhadas. (O segredo não é chegar rápido, mas chegar junto);

• Por uma vida com mais suspeitas do BEM do que suspeitas do mal;

• Por uma vida que não se crie um espaço para Deus acima ou fora da vida diária;

• Por uma vida onde as crianças não sejam consideras um problema; (não afaste as crianças, submeta-se a ser guiado por uma delas);

• Por uma vida mais discreta e silenciosa; (como o nascer de uma semente, como o fermento na massa);

• Por uma vida com mais “Redemption song” e menos “Restitui eu quero de volta o que é meu”;

• Por uma vida com mais Bob Marley e menos Talles Roberto;

• Por uma vida que não se perca em fúteis debates teológicos para tentar entender por que Davi pegou 5 pedras naquele riacho. Na minha humilde opinião ele só pegou 5 porque não tinha certeza que iria acertar de primeira. (e assim é na nossa vida);

• Por uma vida que como igreja, se comporta mais como leme e menos como motor de popa, mais como mapa e menos GPS e que faça da Ceia com um momento de inclusão e não de exclusão;

Essas dicas são para os que reconhecem que muitas das inflamadas questões teológicas da igreja de hoje não são nem inflamadas nem teológicas; que não vêem o cristianismo como código moral nem como sistema de crenças, mas como caso de AMOR.

E verdade seja dita, Ah! Essa é a vida que eu quis...

Juliano Fabricio
Fazendo escolhas


[num banho, a temperatura ideal para dois não existe.] 

Na vontade de ter a água mais quente, fecha-se um pouco o registro. Na esperança de esfriar, abre-se tudo. Nesse vai-e-vem, minha-vez-sua-vez, deixa-que-eu-cuido-disso, a única coisa que acontece mesmo é a água não ficar quente do jeito que um quer, nem fria como o outro queria. 

Quente demais? Esquiva. 
Fria demais: arrepio.

Testa-se, antes, com as extremidades. Os pés, os dedos das mãos. O mergulho vertical só acontece com a segurança de que a água está de acordo com o que o corpo espera. Espero que vejam nisso, filhos, o que são as relações. 

E de onde parte a tolerância com o que é a vontade do outro.

A temperatura ideal para dois nunca virá. 

Hoje, talvez ela esteja mais quente do que queremos. Amanhã, pode ser que esteja perfeita para nós – e fria demais para o outro. 

E que assim, dia após dia, a gente se abrace, dance, pule, se arrepie, se esquive, descubra com a ponta do pé se dá para entrar ou não, brinque com isso. 

E que o amor nos banhe. 
E que as diferenças escorram pelo ralo.

Juliano Fabricio
Surrupiado gentilmente do seu pai


Olha, José Miguel: Não importa a roupa que sua amiga usar – se ela usar é porque quer, e se quer, está tudo certo e não cabe a você julgá-la. E que o cabelo dela é do jeito que ela quiser. Também quando ela dançar, é apenas porque ela quer o vento da liberdade na alma. E mais importante ainda... quando ela tira a roupa, é preciso respeito, porque é quando ela está vestida de si mesma. 

E para terminar filho, mais do que um lembrete, um princípio: O corpo da mulher é a nossa chance, como humanidade, de parir um mundo novo – e, portanto, precisa ser respeitado; e nunca violado. {você é fruto desse milagrosa chance}

❤😉+++++++++++++++++++++❤😉

Olha, Sophia e Maria Flor: JAMAIS deixe um homem pensar que ele é dono do seu corpo. JAMAIS. Seu corpo, esse presente que DEUS te deu, é só seu. Faça com este corpo o que VOCÊ MESMA quiser. NUNCA deixe que seu companheiro mande nisso. Pense no seu corpo como algo único, raro: só você tem. Ninguém mais. O corpo é a capa da alma e nos protege dos mais violentos ventos. Agora, se um dia namorarem um babaca, filhas, vou infernizar a vida de vocês. kkk

Juliano Fabricio
#paidetrês {the construction}


Estou disponível...❤❤❤

Estou por sua conta. 

Tenho tempo. 

O tempo que você quiser. 

Hoje, filho, o tempo me diz que estamos comemorando os seus seis anos. 

Seis. 

Você é um pequeno grande ser humano, com uma personalidade notável. 

Você é uma das crianças mais amorosas que conheço. 

Tenho tempo para o seu amor, o tempo que for. 

Mas saiba que tenho tempos e tempos e tempos à disposição. Para os seus desamores, dúvidas, vontades, percepções, raivas, quereres, buscas, irracionalidades, pensamentos soltos, brincadeiras, papos sérios, sofrimentos, conquistas, passos além, passos para trás. 

Conte comigo, filho. Para tudo que vir, para tudo que vier. 

Por todos os anos. 

E para terminar com a frase que permeia nossa existência até aqui, que define o tamanho exato do tempo, da importância de tê-lo como filho, do horizonte que vejo pelos seus olhos: 

– Te amo mais que tudo nesse mundo.

Juliano Fabricio
#paidisponível


Leonard Zelig é a quintessência do nebbish (palavra iídiche para nerd). No hilariante e provocador filme Zelig, de Woody Allen, Leonard é uma pessoa sem identidade que se encaixa em qualquer lugar porque, na verdade, muda de personalidade a cada nova situação. Ele desfila numa parada sob as serpentinas atiradas dos prédios, fica em pé entre os presidentes americanos Herbert Hoover e Calvin Coolidge, faz palhaçadas com o boxeador Jack Dempsey e conversa sobre teatro com o dramaturgo Eugene O'Neill. Durante um comício de Hitler para seus partidários, em Nuremberg, Leonard está lá, bem na plataforma do orador. 

Ele não tem personalidade própria, assim, assume as personalidades fortes com que se encontra, quaisquer que sejam. Com os chineses, ele é chinês desde pequeno. Com os rabinos, miraculosamente crescem-lhe a barba e os cachos ao lado do rosto. Com psiquiatras, macaqueia o jargão, pondo a mão no queixo com solene ar de sabedoria. No Vaticano, faz parte do séquito clerical do papa. Nos treinos da primavera usa o uniforme dos Yankees e fica a postos para rebater depois de Babe Ruth. Ele assume a pele negra de um trompetista de jazz, a banha de um gorducho, o perfil de um índio Mohawk. E um camaleão. Muda a cor, o sotaque, a forma de acordo com a mudança do mundo que o cerca. Não tem idéias ou opiniões próprias; ele simplesmente se conforma. Quer apenas estar seguro, se encaixar, ser aceito, ser apreciado... Ele é famoso sendo um joão-ninguém, um sem-personalidade. 

Poderia descartar a caricatura dos que querem agradar a outros, não fosse por encontrar tanto de Leonard Zelig em mim mesmo. Esta postura afetada de meus desejos egocêntricos usa milhares de máscaras. Minha imagem resplandecente precisa ser preservada a qualquer custo. Meu impostor treme com a possibilidade de se sujeitar ao desprazer e à ira dos outros. Incapaz de um discurso direto, ergue um muro, fala demais sem ter nada a dizer, procrastina e permanece quieto por conta do medo da rejeição. Como James Masterson escreveu em The search for the real self: 

O falso eu desempenha seu papel ilusório, protegendo-nos ostensivamente mas o faz de um jeito programado para manter nosso medo de sermos abandonados, de perdermos o apoio, tornando-nos incapazes de enfrentar as coisas por nós mesmos, sendo incapazes de ficar sozinhos. 

O impostor vive com medo. Durante anos me vangloriei por ser pontual. Mas no silêncio e na solitude, descobri que meu desempenho previsível estava enraizado no medo da desaprovação humana. 

Os impostores se preocupam com a aceitação e a aprovação. Por causa da sufocante necessidade de agradar outros, não conseguem dizer não com a mesma confiança que dizem sim. Por isso fazem das pessoas, dos projetos e das causas uma extensão de si mesmos, motivados não pelo comprometimento pessoal, mas pelo medo de não atingir as expectativas dos outros. 

O impostor é o co-dependente clássico. Para alcançar aceitação e aprovação, o falso eu suprime, ou camufla, sentimentos, impossibilitando a honestidade emocional. Viver a partir do falso eu gera um desejo compulsivo de apresentar uma imagem perfeita para o público, de forma que todos nos admirem e ninguém nos conheça. A vida do impostor se transforma numa montanha russa de exultação e depressão. 

O falso eu se vale de experiências externas para construir uma fonte pessoal de significado. A busca por dinheiro, poder, glamour, proezas sexuais, reconhecimento e status realça o mérito pessoal e cria a ilusão de sucesso. O impostor é o que ele faz. 

O impostor nos predispõe a valorizar o que não tem importância, revestindo com falso brilho o que é minimamente substancial e nos desviando do que é real. O falso eu nos faz viver num mundo de ilusões. O impostor é um mentiroso. 

Nosso falso eu, cega obstinadamente cada um de nós para a luz e a verdade do próprio vazio. Não conseguimos reconhecer a escuridão interior. Ao contrário, o impostor proclama a escuridão como a luz mais intensa, envernizando a verdade e distorcendo a realidade. Isso me traz à mente as palavras do apóstolo João: "Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós" (1Jo 1:8; nvi). 

Suplicando a aprovação negada na infância, o falso eu vacila, a cada dia, com a instabilidade de um apetite insaciável por afirmação. Com minha fachada de papelão intacta, entro numa sala lotada, precedido por uma trombeta com surdina: "Aqui estou eu", enquanto o eu verdadeiro, escondido com Cristo em Deus, exclama: "Ah, aí está você!". O impostor assemelha-se, evidentemente, ao efeito que o álcool representa para o alcoólatra. Ele é sagaz, desconcertante e poderoso. Ele é traiçoeiro. 

Filme genial e trecho do livro 
“O impostor que vive em mim” 
Brennan Manning


O filósofo Jean Paul Sartre tinha uma fase que se tornou célebre:
 “O Inferno são os Outros”. 

Segundo ele, são os “outros” quem afinal, nos trazem a maior parte dos desgostos e dissabores na vida.

Apesar de discordar deste ponto de vista, por acreditar que também são os “outros” que muita vezes nos trazem alegrias e momentos felicidade, concordo que em toda história da humanidade, pintar o “outro”, como o inimigo a ser erradicado, é a tônica do discurso.

Tornou-se lugar comum, ao longo da história o processo de “satanizar” aquilo que é diferente e muitas vezes incompreensível. Mesmo nas escrituras são fartos os exemplos em que divindades de outros povos são tratados como “coisa do demônio”. 

Por outro lado, é inútil exorcizar os demônios que nos espreitam via ativismo. 

Esses fantasmas se atiçam ao nos perceberem entregues à volúpia da conquista e do poder. 

Melhor viver em contato com dores, angústias e sombras do que passar pela existência perdido em delírios alucinatórios. 

Frequentemente, muita correria não passa de fuga. 

Para que a graça se reflita nos espelhos, precisamos de sossego. 

Esse papel de carregar o mundo nas costas não é nosso!!!

Nessa maldita correria de querer achar o diabo em todo lugar, deixo alguns conselhos:

Fertilizem o diálogo; alimentem-se de biografias para acompanhar a trajetória de Gandhi, Martin Luther King Jr., Madre Teresa, Nelson Mandela e Zumbi dos Palmares; familiarizem-se e apoiem ONGs envolvidas com comunidades carentes; visitem hospitais e escolas para crianças com necessidades especiais; conversem com homossexuais para entender suas reivindicações. (Estou em divida com algumas)

Enfim...o diabo no minimo somos nós...

Ps1: em 99% dos casos que vejo de manifestações demoníacas por ai, não tem Deus é muito menos o diabo. (Puro emocionalíssimo) #prontofalei

Ps2: o que precisamos entender de fato é o que fez de anjos demônios.

Ps3: Não consigo imaginar um Evangelho que não seja todo inclusivo.

O "vá, e não peques mais" só pode ser dito, sem pedras nas mãos, e depois do "nem eu te condeno"... 

Pedras nas mãos revela o quanto de demônio nós temos... fica a dica.

[A imagem abaixo deixa claro que entre anjos e demônios a linha é muito tênue.]


Juliano Fabricio
se exorcizando...


Agora é nossa vez de lidar com inseguranças, medos, barrigas ou timidez

O rei está nu. E só assim, sem todas as carcaças – manto, coroa, luva, botas, capa – revela-se vulnerável ao mundo. Com o pensamento despido, o súbito súdito deixa sua alma ser vista por todo o reino. E mulheres, velhos, crianças, rapazes e todas as outras pessoas que se deparam, pela primeira vez, com o corpo entregue, olham sem espanto:

– Olhem, é o Rei. É apenas um homem nu.

Respondendo a pergunto do título: 
Esses homens estão aqui.

Cada um se despindo como sentir vontade, explorando seus obstáculos, curiosidades e medos. 

Desafiando o que sentem à respeito do próprio corpo e de sua exposição pública.

Homens que assumem suas vulnerabilidades e incoerências. 

Que tentam tratar as mulheres com equidade, por entenderem que não há nada de extraordinário nisso – é apenas o que deve ser. 

Quebrando essas barreiras é permitindo que a sensibilidade apareça – e não que nos seja uma ameaça. 

Educando seus filhos homens para que percebam, desde muito cedo, que eles podem ser melhores do que eles são.

Aqui estão homens que começaram a desnudar os pensamentos e passaram a exibir suas vulnerabilidades, fraquezas emocionais, desprazeres sexuais, fracassos, broxadas, dúvidas, medos, angústias, pressões e depressões. E que muitas vezes falham miseravelmente em tudo isso, pois é natural errar no que nunca fizemos e ninguém aqui se pretende modelo de virtude. Me vejo neles e aqui começo a tirar minhas próprias carcaças.

Eles estão aqui. Estão em todas as partes. São homens comuns, sem capa, coroa, manto.

Juliano Fabricio
um homem em des{construção}

*foto da escultura hiper-realista do australiano Ron Mueck


//vim de uma criação extremamente machista// 

Os homens, provedores, cruzam os braços diante das mais simples funções humanas. Limpar a casa, arrumar suas próprias camas, cozinhar, lavar os pratos, colocar água nas plantas, não trocar ou embalar um bebê, fazer compras no supermercado. O que fica nas suas atribuições é sair de casa pela manhã, trabalhar para garantir o sustento da família, voltar à noite e, no dia seguinte, recomeçar a jornada. Esta narrativa acompanha muitas gerações até os dias atuais, onde o que move a economia é a indústria da construção civil. Eu fui educado nessa atmosfera. E essa paisagem se tornou comum aos meus olhos. Não havia questionamento porque, me parecia, isto era o natural. Era um aspecto cultural definido. Um símbolo.

Esse foi meu caminho até que fui interrompido pela chegada
 do José, meu filho.

Havia um novo horizonte nascendo junto com o Zé, bem diante dos meus olhos, e eu não poderia admitir que o seu trajeto fosse este mesmo que havia me guiado até então. Havia agora um outro homem dentro da minha casa, e com a sua chegada havia a possibilidade de pensar na perspectiva de mudar o rumo das coisas — para ele, para mim. Eu, que jamais havia entendido o papel da minha mãe na minha vida, passei a enxergá-la por outro viés. Minha mãe, que praticamente me criou sozinha, desempenhava todas as funções possíveis. Trabalhava o tempo inteiro, mas também cuidava de mim o tempo inteiro, cozinhava, dava afeto, planejava (quando dava), curava minhas pequenas dores de infância e adolescência. Eu, que jamais havia entendido que uma parceira poderia ter um papel político e ético tão poderoso, encontrei Vanessa, minha esposa. E ouvia sua voz ecoar casa adentro, mundo afora, defendendo o espaço das mulheres, principalmente as mães. José, meu filho, não poderia ser de outro caminho.

Entendi a minha missão como pai porque meu filho me fez desaprender a ser homem. Através dos olhos do José, entendi que é impossível resolver as questões de gênero sem mudar a mentalidade dos nossos meninos. E quando entrego afeto, amor, carinho, quando faço meu filho entender a minha presença constante e intensa, a partilha das tarefas domésticas entre todos da família, quando ele percebe que o normal é o respeito às vozes das mulheres que nos cercam, o respeito aos corpos destas mesmas mulheres, sinto que ele passa a observar o mundo de um lugar novo. De onde não vim. De onde boa parte da minha geração não veio. Mas para onde precisamos ir, como José parece seguir.

José persista nesse rumo. Eu sinto que ele vai ser bom, repletos de novos significados, desafios e companhias... 

Ps: {ontem no aniversário do Pepê fiquei te observando e vi justamente isso... fiquei orgulhoso e com o olhos marejados}

Juliano Fabricio
um pai em conversão


Conceitos como GRAÇA e PERDÃO, que constituem o coração do evangelho, tem pouco espaço em muitos livros de Teologia.

Comecei a entender por que Jesus gostava tanto de contar histórias e parábolas:

- O filho pródigo nos conta quase tudo que precisamos saber sobre redenção; 

- O bom samaritano, o que precisamos conhecer sobre ética:

- O ladrão na cruz sobre favor imerecido;

- A história do mendigo Lázaro sobre a farsa da teologia da prosperidade. (O rico é que estava no inferno... durma com um barulho desse!!!);

- E que teologia hoje aconselha abandonar 99 para ir atrás de 1 “ovelha perdida”?;

- Jesus contrastou um fariseu - que estava muito bem  sintonizado com a Teologia - com um pecador que só podia clamar por ajuda; e era o clamor do pecador, naturalmente, que Deus ouvia.

Enfim... Como é bela a simplicidade de Cristo. Quem dera fossemos imitadores de Cristo de forma integral e simples. A radicalidade do discurso de Jesus contra as mentes religiosas contrastava com sua compaixão, amor e empatia para com as pessoas. O Mestre gostava era da simplicidade, observava os lírios do campo, os pássaros, andava entre os humildes de coração, ensinava através de parábolas com situações rotineiras.

Era o Mestre da Simplicidade.

Ps: Bom senso é algo que falta em nosso meio cristão. Falamos e pregamos muito sobre Jesus, porém não gostamos de imitá-lo. Ele é simples d+ para nós. (nossa geração gosta muito de sair na foto, de um holofote, de ser dona da melhor versão de Jesus e execrar os que pensam diferente.)

Juliano Fabricio
#entendendo que é bem mais simples

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