"Seja corajoso, sou eu, não tema", nos garante que nossa segurança reside no fato de não termos nenhuma segurança.
Os quatro evangelistas não nos poupam dos detalhes brutais das perdas que Jesus suportou em nome da integridade, o preço que pagou por causa da fidelidade a sua paixão, identidade e missão.
A própria família achou que deviam prendê-lo (Mc 3:21),
Foi chamado de glutão e beberrão (Lc 7:34),
Os líderes religiosos suspeitaram de uma possessão demoníaca (Mc 3:22),
Populares o xingaram.
Foi rejeitado com desdém por aqueles que amava, considerado um perdedor, jogado para fora da cidade e morto como um criminoso.
É essa determinação corajosa de tomar decisões impopulares que expressam a verdade de quem somos e não de quem achamos que devíamos ser ou quem os outros querem que sejamos. E confiar suficientemente em Jesus para cometer erro, e crer o bastante para que sua vida ainda pulse dentro de nós. É a submissão desarticulada e visceral do eu verdadeiro à pobreza de nossa personalidade singular e misteriosa.
Juliano Fabrício na nova série #provocações
