“Sentido da vida?
O sentido da vida é simplesmente viver. Viver por viver!
As crianças sabem disso. Viver por viver é saber que a vida é curta, que o momento está cheio de possibilidades de beleza e amor, que ele nunca se repetirá, e que a única coisa que podemos fazer é agarrá-lo e bebê-lo como se fosse o último”.
“Com o final feliz perde-se a sabedoria da história. É sempre assim. Os finais felizes sempre fazem parar o pensamento”.
“A vida tem sua própria sabedoria. Quem tenta ajudar uma borboleta a sair do casulo a mata. Quem tenta ajudar o broto a sair da semente o destrói. Há certas coisas que têm que acontecer de dentro pra fora”.
“Virei escritor num estouro de pipoca. Independente de vontade, planos e preparos. Pura graça. O meu mundo tinha coisa de mais. Eu queria experimentar todas. Daí a minha agitação. Sentia-me como uma borboleta, num jardim... (...) Se fosse hoje, acho que me levariam a um psicólogo que diagnosticaria hiperativismo. O mundo é que é hiperinteressante”.
“O espaço urbano provoca perversas insensibilidades na alma. O que é milagre para certos olhos é canseira para a vassoura dos outros”.
“Quem gosta de pipoca? (...)
Pois nós somos iguais à pipoca. Pipoca é um milho mirrado, duro, não serve pra nada. Mas, se colocarmos os grãos duros numa panela com azeite e os levarmos ao fogo, de repente eles começam a estourar e viram uma coisa completamente diferente, uma flor branca, macia, gostosa. Essa flor branca e gostosa estava dentro do grão mirrado e duro da pipoca. O fogo só fez a flor sair para fora... Assim somos nós. Temos grãos duros de pipoca na alma. Quando as estórias são contadas, os grãos de pipoca estouram e a flor que havia neles desabrocha para o lado de fora de um estouro!”.
