Jesus não foi de forma alguma um reformador, defendendo novas normas contra as antigas, contestando que o mais novo deveria substituir o antigo.
Ele não alinha a Si próprio nem aos Seus discípulos em qualquer um dos partidos existentes... (oi igreiiijaaaa!!!)
Nem mesmo monta um partido de oposição.
Ele não representa ou defende qualquer programa – seja político, econômico, moral ou religioso, seja conservador ou progressista. Jesus era igualmente suspeito e não tinha o apreço dos representantes de todos esses programas, embora ele não tenha atacado nenhum desses em particular.
O motivo de Sua existência ser tão inquietante para todos os lados era porque Ele colocava todos os programas e princípios sob questionamento. E Ele fez isso simplesmente porque gostou e mostrou, em relação à todas as ordens contestadas positiva ou negativamente ao redor dEle, uma liberdade memorável a qual nós podemos somente descrever mais uma vez como majestosa.
Por outro lado, Jesus não tinha nenhuma necessidade consistente de quebrar qualquer um deles, de tentar derrubá-los todos juntos, de trabalhar pela sua substituição ou aperfeiçoamento.
Ele poderia viver nessa ordem. Ele não opunha outros “sistemas” a esse. Ele não fez uma causa comum com o movimento reformista essênio. Jesus simplesmente revelou o limite e a fronteira de todas essas coisas – a liberdade do reino de Deus
“Primeiramente a atenção deve ser dada ao que podemos chamar de conservadorismo passivo de Jesus. Curiosamente, Jesus aceita e permite mais coisas do que imaginamos que Ele deveria ter atacado e anulado tanto o princípio como a prática” Barth
O que Barth chama de “conservadorismo passivo” poderia muito bem ser chamado de “legitimação aparente”, que Paulo chamou de “submissão às autoridades superiores”.
Entre o novo e o velho...
Fico com a coisa nova de Jesus e o seu reino invasor
[revelado em sua antítese alienada ao mundo e todas as suas ordens...]
#antítese radical!!!
Juliano Fabricio
Em um mix de Barth, Eller e Jacques Ellul
