..essa é uma história de Jesus e seus improváveis heróis
(ou seria anti-heróis)
Os pobres, os prisioneiros, os cegos, os oprimidos
[grupos mencionados no primeiro sermão de Jesus]
são uma forte sugestão de seu estilo de ver o mundo de cabeça para baixo.
Os pobres são realmente abençoados, diria ele nas bem-aventuranças, e também os mansos, os perseguidos e aqueles que choram. Essas palavras deveriam trazer alguma esperança e consolo para o mundo nestes dias sombrios. Para enfatizar esse ponto, muitas das histórias de Jesus apresentaram a pessoa menos provável, um vira-lata, ou poderíamos dizer, como herói.
Jesus contou uma história sobre dois homens: um rico e bem-sucedido; o outro um mendigo coberto de chagas. Lázaro, o mendigo, se destaca como o óbvio herói; Jesus nem sequer atribui um nome ao homem rico. Em outra história, dois profissionais religiosos com conhecida ascendência ignoram a vítima de um crime; um herege mestiço, o bom samaritano, emerge como herói.
Naquela que talvez seja sua mais famosa história, Jesus elogia não o irmão obediente, responsável e respeitador de seus pais, mas o rebelde e perdulário, o Filho Pródigo.
Não apenas as histórias de Jesus, mas também seus contatos pessoais apresentam esse modelo da inversão. E de fato analisando os evangelhos, temos um gráfico informal dos contatos de Jesus.
Com poucas exceções, quanto mais justa, consciente e até mesmo virtuosa for a pessoa, tanto mais Jesus a ameaça.
Quanto mais imoral, irresponsável, excluída socialmente for ela — em outras palavras, menos parecida com ele mesmo — tanto mais Jesus atrai essa pessoa.
[O que acontece é que os seguidores de Jesus geralmente fazem o contrário]
>>AMEAÇA x ATRAÇÃO<<
O dom gratuito da graça desce sobre quem a quiser receber, e às vezes aqueles que não têm a quem recorrer são os mais ansiosos por estender sua mão aberta.
Juliano Fabricio
Falando sobre a graça®
[uma pauta inclusiva que irrita muitos]
